Diante da morte, Senhor, ensina-nos a louvar e glorificar a Vida, que não termina no túmulo. Mostraste-nos, com a Tua própria ressurreição, que o homem não se resume à matéria que se desfaz... Viveremos para sempre! O corpo volta a ser pó, mas o espírito prossegue na jornada que não se interrompe. Que não vejamos, pois, na morte mais do que indispensável processo de renovação. Um dia, todos haveremos de nos reunir no Grande Lar e não mais conheceremos o adeus. Tudo que é pertinente ao mundo físico é transitória ilusão... Os que amamos não desaparecem do nosso amor. Redivivos, simplesmente prosseguiremos trilhando outra estrada, ansiando pelo definitivo encontro Contigo. Senhor, encoraja-nos a abrir os braços à cruz que se nos destina!
Livro: Preces e Orações – Médium: Carlos A. Baccelli - Espírito: Irmão José
No íntimo de todas as criaturas existe o desejo de ser feliz e de afastar os sofrimentos. Ninguém gosta de sofrer. No entanto, Jesus cristo nos disse: "no mundo só tereis aflições." São variadas as causas das aflições. Podemos, para melhor compreensão, separá-las entre as que têm origem em nossa intimidade e aquelas próprias da natureza em que vivemos. Assim temos várias dores que somente têm a ver com o mundo em que nos encontramos. Por exemplo, a dor causada pelo nascimento do siso, o último dos molares, é um impositivo da biologia humana. A dor pela picada de um mosquito ou de uma agulha, da mesma forma. São dores próprias de um mundo material. São dores comuns a que estão sujeitos os seres que habitam o planeta. O sofrimento faz parte de nossa vida, uma vez que em tudo existe a necessidade de ação. Nossa mente pensa, nossa vontade almeja. Mas o corpo precisa executar. Toda vez que desejamos alguma coisa, quando aspiramos algo, a necessidade de trabalhar para realizar nossos sonhos gera certo sofrimento. Quem deseja bater recordes, vive aflições. São horas intermináveis de exercícios, disciplina rígida, com intuito de superar as próprias limitações físicas. Dores físicas, preocupação com a classificação, um revés de última hora. Aflições de toda sorte. Quem deseja passar no vestibular, apesar do grande esforço aplicado no estudo, se aflige ante a perspectiva de não conseguir a vaga pretendida. E se esquecer tudo na hora da prova? E se não conseguir a vaga? E se precisar fazer outro vestibular? Quem deseja ser cantor, ator, engenheiro, médico passa pelas aflições das horas estafantes de estudo, estágio, aprendizagem, esforço,testes. Reveses. Inquietudes. Aflições. Em tudo há sofrimento pois em tudo existe a necessidade do esforço material, de conformidade com o nível evolutivo do mundo em que vivemos. No mundo só teremos aflições! São os sofrimentos desse mundo, os empeços materiais que se apresentam. Também existem os sofrimentos causados por nós mesmos. É o resultado originado de nossas intenções, de nossas atitudes, do estado geral da nossa mente e do nosso coração. Quando tomamos decisões desequilibradas, sofremos. Quando agimos de forma negativa, teremos que recolher adiante o resultado dessas ações infelizes. Quando pensamos somente em nós, num egocentrismo doentio, sofremos. Quando desejamos que as coisas não passem, não mudem ou não terminem, sofremos novamente. Tudo passa. As paisagens mudam. Os momentos bons terminam, e os maus também. Procurando entender a mensagem de Jesus poderemos vencer os sofrimentos do mundo, vendo-os como realmente se apresentam. Ou seja, como empeços materiais numa realidade relativa. Alargando nosso ponto de vista poderemos vencer a melancolia e a aflição. Sem visão pessimista, venceremos os obstáculos próprios ao meio em que nos encontramos. E se optarmos por seguir Jesus, não haverá aflição que resista ao bendito remédio da fé. Todos desejamos ser feliz. Sejamos ricos ou pobres, instruídos ou não, todos desejamos evitar os sofrimentos. Assim, procuremos vencer as tribulações de cada dia e encontrar razões para felicidade em coisas pequenas. Ser grato pelo que temos, pelo que usufruímos. Aprender com os pássaros a saudar o dia com um cântico de esperança. Eis uma boa fórmula para superar as aflições e começar a ser feliz, desde hoje.
A arte pura é a mais elevada contemplação espiritual por parte das criaturas. Ela significa a mais profunda exteriorização do ideal, a divina manifestação desse “mais além” que polariza as esperanças da alma. E o artista verdadeiro é sempre o “médium” das belezas eternas e o seu trabalho, em todos os tempos, foi tanger as cordas mais vibráteis do sentimento humano, alçando-a da Terra para o infinito e abrindo em todos os caminhos, a ânsia dos corações para Deus, nas suas manifestações supremas de beleza, de sabedoria e de amor.”
Um grito anuncia: Olha a “Vai Vai” aí, gente! Mulheres que brilham, Mulheres que sempre brilharão É o nome do nosso enredo. Começa então a brilhar A magia do encantamento...
Um apito ordena o rufar da bateria Que, de imediato, obedece à batuta Do mais que mestre Tadeu, Maestro que faz pulsar o coração da Escola. Repicam os tamborins; Roncam as cuícas; Rodopiam as saías lilases das veneráveis baianas; Requebram abusados os deliciosos quadris Das desnudas cabrochas; Movimentam-se com leveza Os pequenos e os grandes adereços...
Sob forte ovação Prorrompe harmoniosamente a evolução. Antecedendo o abre-alas, Graciosa a comissão de frente Invade corajosa, a passarela iluminada... Por entre as variadas alas, Valsando, como alados colibris, Os galanteadores mestres-salas Cortejam as deslumbrantes porta-estandartes, Que esvoaçam no asfalto, Como andorinhas aos pares, Fazendo tremular garbosas As sagradas bandeiras da Escola.
Como uma pororoca de emoções Prossegue, sem interrupção, A magnífica evolução. Nomes de mulheres que brilham, Como confetes alegres, São lançados ao léu, Por entre serpentinas multicoloridas, Forrando o chão da passarela, Transfigurada em leito acolhedor do rio “Vai Vai” Que se derramará vitorioso No mar da dispersão...
É a “Vai Vai” da alegria! É a “Vai Vai” da esperança! É a nossa “Vai Vai” corajosa Revelando na passarela segredo, O brilho histórico de mulheres Que o machismo brasileiro Ocultou sob o tapete do desconhecimento!
Montes Claros, 18-02-2012 Romildo Ernesto de Leitão Mendes