BOAS VINDAS

Seja bem vindo! Espero que aqui encontre alento, beleza, amor e paz! E que possa espalhar isto para o mundo, que vive tão sedento de tudo isto.



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segunda-feira, 29 de maio de 2017

“PARA ONDE VAMOS DURANTE O SONO? ” SUA ALMA ACORDA QUANDO SEU CORPO DORME! ”


Quando dormimos, nossa alma acorda. Não somos o nosso corpo, em essência, somos a consciência que habita nosso corpo.
Quando adormecemos o corpo, diminuímos o metabolismo físico, relaxamos a mente e com isso permitimos que nossa consciência – que está sediada na alma – se desligue temporariamente e viage pelos mais diferentes locais nas dimensões extrafísicas.
DIFERENTES ASSÉDIOS
Podemos viajar na presença de nossos amigos espirituais e seres de Luz, se estivermos sintonizados em vibrações positivas. Nessa condição, normalmente quando acordamos nos sentimos bem, realizados e felizes com a vida.
Podemos também ser obsedados por espíritos sombrios, por bagunceiros do plano espiritual, por desafetos de outras vidas e até por outros seres encarnados também em projeção astral. Isso tudo depende da condição na qual vamos dormir. E, no caso desses tipos de assédios – infelizmente muito comum – costumamos acordar com diversas sensações ruins, como dores de cabeça, mal-estar, desânimo pela vida, entre outros. 
Podemos ficar presos aos nossos corpos por conta da aceleração do metabolismo provocada por erros na alimentação e dessa forma, nem sairmos em projeção. Isso também acontece quando estamos hiperativos mentalmente. 
Nestes casos, o que ocorre é que o corpo físico relaxa parcialmente e com isso a nossa consciência não se liberta por completo. Normalmente nessas situações, após o período do sono, a pessoa relata que não conseguiu descansar direito e mesmo depois de ter dormido por várias horas, não encontra uma sensação de plenitude física e mental.
Durante o sono o Espírito desprende-se do corpo; devido aos laços fluídicos estarem mais tênues. A noite é um longo período em que está livre para agir noutro plano de existência. Porém, variam os graus de desprendimento e lucidez. Nem todos se afastam do seu corpo, mas permanecem no ambiente doméstico; temem fazê-lo, sentir-se-iam constrangidos num meio estranho (aparentemente).
Outros movimentam-se no plano espiritual, mas suas atividades e compressões dependem do nível de elevação. O princípio que rege a permanência fora do corpo é o da afinidade moral, expressa, conforme a explanação anterior, por meio da afinidade vibratória ou sintonia.
O espírito será atraído para regiões e companhias que estejam harmonizadas e sintonizadas com ele através das ações, pensamentos, instruções, desejos e intenções, ou seja, impulsos predominantes. Podendo assim, subir mais ou se degradar mais.
O lúbrico terá entrevistas eróticas de todos os tipos, o avarento tratará de negócios grandiosos (materiais) e rendosos usando a astúcia. A esposa queixosa encontrará conselhos contra o seu marido, e assim por diante. Amigos se encontram para conversas edificantes, inimigos entram em luta, aprendizes farão cursos, cooperadores trabalharão nos campos prediletos, e, assim, caminhamos.
Para esta maravilhosa doutrina, conforme tais considerações, o sonho é a recordação de uma parte da atividade que o espírito desempenhou durante a libertação permitida pelo sono. Segundo Carlos Toledo Rizzini, interpretação freudiana encara o sonho como apontando para o passado, revelando um aspecto da personalidade.
Para o Espiritismo, o sonho também satisfaz impulsos e é uma expressão do estilo de vida, com uma grande diferença: a de não se processar só no plano mental, mas ser uma experiência genuína do espírito que se passa num mundo real e com situações concretas. Como vimos, o espírito, livre temporariamente dos laços orgânicos, empreende atividades noturnas que poderão se caracterizar apenas por satisfação de baixos impulsos, como também, trabalhar e aprender muito. Nesta experiência fora do corpo, na oportunidade do desprendimento através do sono, o ser, poderá ver com clareza a finalidade de sua existência atual, lembrar-se do passado, entrevê o futuro, todavia a amplitude ou não dessas possibilidades é relativa ao grau de evolução do espírito.
Verifiquemos três questões do Livro dos Espíritos, no capítulo VIII, perguntas: 400, 401 e 403.
P-400 “O Espírito encarnado permanece de bom prazer no seu corpo material? – É como se perguntasse a um presidiário, se gostaria de sair do presídio. O espírito aspira sempre à sua libertação e tanto mais deseja ver-se livre do seu invólucro, quanto mais grosseiro é este.
P-401 “Durante o sono a alma repousa como o corpo? – Não, o espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços entre corpo e espírito e, ele se lança pelo espaço e entra em relação com os outros espíritos sintonizados por ele.
P-403 “Como podemos julgar a liberdade do espírito, durante o sono? – Pelos sonhos.
O sono liberta parcialmente a alma do corpo, quando adormecido o espírito se acha no estado em que fica logo a morte do seu corpo.
O sonho é a lembrança do que o espírito viu durante o sono. Podemos notar, que nem sempre sonhamos. Mas, o que isso quer dizer? Que nem sempre nos lembramos do que vimos, ou de tudo o que havemos visto, enquanto dormimos. É que não temos ainda a alma no pleno desenvolvimento de suas faculdades. Muitas vezes somente nos fica a lembrança da perturbação que o nosso Espírito experimentou.
Graças ao sono os Espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos Espíritos. As manifestações, que se traduzem muitas vezes por visões e até mesmo, “assombrações” mais comuns se dão durante o sono, por meio dos sonhos. Elas podem ser: uma visão atual das coisas, futuras, presentes ou ausentes; uma visão do passado e, em alguns casos excepcionais, um pressentimento do futuro. Também muitas vezes são quadros alegóricos que os Espíritos nos põem sob as vistas, para dar-nos úteis avisos e salutares conselhos, se se trata de Espíritos bons, e para induzir-nos ao erro, à maledicência, às paixões, se são Espíritos imperfeitos.
O sonho é uma expressão da vida real da personalidade. O espírito procura atender a desejos e intenções inconscientes e conscientes durante esse tempo de liberdade temporária. Conforme o grau, tipo de sintonia e harmonia gerada pela afinidade moral com outros Espíritos, direciona-se automaticamente para a parte do mundo espiritual que melhor satisfaça essa sintonia e suas metas e objetivos, ainda que não lícitos; e aí conta com amigos, sócios, inimigos, desafetos, parentes, “mestres” etc.
Contamos ainda com mais dois tipos de sonhos. O primeiro é o premonitório, quando se toma algumas informações ou conselhos sobre algum acontecimento futuro. O segundo é o pesadelo, ou seja, o sonho ansioso, em que entra o terror. É também uma experiência real, porém, penosa; o sonhador vê-se pressionado por inimigos ou por animais monstruosos, tem de atravessar zonas tenebrosas, sofrer castigos, que de fato são vivências provocadas por agentes do mal ou por desafetos desta ou de outras vidas.

Aluney Elferr Albuquerque Silva

O CORAÇÃO GRATO

É a capacitação do amor ;
A calma para as dificuldades ;
A energia para as realizações ;
A força para se erguer;
A vitalidade para superar;
A transformação dos defeitos;
A paciência que espera ;
É cultivar um dos maiores sentimentos que é a gratidão pelo bem recebido do próximo;
Acima de tudo o coração grato é aquele que busca sempre demonstrar o melhor dos sentimentos que nutrimos em nós, a gratidão por tudo que temos, fazemos e sentimos.


do site Gotas de Paz


quinta-feira, 25 de maio de 2017

ORAÇÃO DO AMOR


Senhor!

Ilumina meus olhos para que eu veja os defeitos da minha alma.
E vendo-os para que eu não comente os defeitos alheios.

Senhor!
Leva de mim a tristeza e não a entregueis a mais ninguém...
Encha meu coração com a divina fé, para sempre louvar o vosso nome.
E arranca de mim o orgulho e presunção.

Senhor!

Faze de mim um ser humano realmente justo, dá-me a esperança de vencer minhas ilusões todas.
Planta em meu coração a sementeira do amor, e ajuda-me a fazer feliz o maior número possível de pessoas.
Para ampliar seus dias risonhos e resumir suas noites tristonhas.
Transforma meus rivais em companheiros, meus companheiros em amigos meus amigos em entes queridos...
Não permita que eu seja um cordeiro perante os fortes, nem um leão perante os fracos.

Dá-me, Senhor,
O sabor de perdoar e afasta de mim o desejo de vingança, mantendo sempre em meu coração somente o amor.

Amém!


Noelson Paim - Cantinho de Oração.

REMÉDIO CONTRA A TRISTEZA


“Muitas vezes nesta vida, nós somos o remédio da vida de outras pessoas!
Quantas vezes você já curou uma pessoa com o seu abraço, uma visita inesperada, um sorriso, uma palavra, um carinho ou até mesmo, uma mensagem enviada? Sua presença alegra a vida das pessoas, é um poderoso remédio contra a tristeza, a depressão, a dor e os sofrimentos da alma. Estar presente, na vida das pessoas que amamos é milagre poderoso, que pode transformar-se em processos de cura absoluta.”
Faça parte da caixinha de remédios de alguém!


do site Gotas de Paz

PENSAMENTO DE HOJE

A alma não ama; ela é o Amor em si. Ela não existe; ela é a Existência em si. Ela não sabe; ela é a Sabedoria em si. 

Patanjali

A MORTE: PARA UNS, UM FIM: PARA OUTROS, APENAS UMA PASSAGEM. ”


Ninguém quer morrer. Nem mesmo aquele que está sofrendo de uma doença qualquer e que se acha, por isso, preso a um leito de dor. Ninguém aceita a morte. Nem mesmo o espírita e o espiritualista, ou pessoa de qualquer religião. Apenas as pessoas se conformam com ela, pois ela é a maior realidade deste mundo. Todos têm de morrer. É uma das leis naturais mais certas. Realmente a perda de um ente querido, seja parente ou amigo, é dolorosa. Mas é o que a morte tem para oferecer: a dor do momento. Há uma grande diferença entre aceitar uma coisa e se conformar com ela. Mas isto não é assunto deste capítulo. Portanto, deixemo-lo de lado. O que vamos falar aqui é da morte em suas duas considerações, de acordo com a opinião ou a crença de cada um ou a maneira que cada um tem de encarar a chamada Parca Invulnerável.
Existe uma ciência que, por incrível e estranho que pareça, estuda a morte. Eu não conheço a fundo essa estranha ciência. Apenas ouço falar dela e já houve até (imaginem!) um congresso internacional dessa ciência! Mas, como o seu assunto é igualmente coisa da qual ninguém quer falar, é claro que dessa ciência realmente pouco se sabe. Ela chama-se Tanatologia, vocábulo que provém do grego, onde Tanatos era o deus da morte na mitologia grega. Mas, vamos à questão deste artigo.
Para muitos, ateus ou não, leigos ou estudiosos, a morte é o fim. Segundo eles, com a morte física e, portanto do corpo, tudo termina Se existe alma ou espírito, com a morte também isso termina. Somente fica (e é claro!) a memória e a lembrança do morto. Mais nada. Assim pensam também os materialistas deste mundo. Pois bem.
Mas, para muitos outros e, principalmente religiosos, espiritualistas e espíritas e muitos estudiosos, a morte não é o fim, mas uma passagem deste mundo físico, visível, tocável para um outro não-físico, invisível e intocável, mas que nos rodeia. Para muitos, esse “estranho” mas real mundo é o espaço infinito, ou o “céu” como outros muitos acreditam. De qualquer maneira, para esses muitos crentes, e podemos dizer a maioria, quando morremos apenas nos transportamos deste mundo físico e terreno para esse outro mundo  não físico e portanto, espiritual.. É como uma viagem qualquer, seja esta de negócios, de trabalho ou de passeio. Para todos os crentes da espiritualidade, a morte simplesmente não existe no seu sentido correto da palavra. Patrick Drouot, um escritor espiritualista francês do século passado, escreveu um interessante livro sobre a espiritualidade, sob o título de “Somos todos imortais”. Em francês, “ Sommes toutes immortels”, editado em 1987.
A morte é apenas a transposição não do corpo, pois este sendo matéria se desfaz, mas da alma, do nosso espírito para uma outra dimensão inteiramente espiritual e eterna.
Velhos filósofos bem antes de Cristo e do mundo pagão, já acreditavam que a morte não era o fim, mas o começo de uma outra vida e que existia no homem uma alma eterna e espiritual que deixava o corpo após a morte deste. Entre esses grandes filósofos estavam Sócrates e Aristóteles. A morte é a maior justiça de DEUS. Para Deus, todos são iguais. Não há preferidos, nem escolhidos. Não há reis nem príncipes. Não há imperadores nem presidentes. Não há ricos nem pobres, nem bons e nem maus. Todos passam pela mesma porta. Todos  vão para o mesmo lugar. São reduzidos a cinzas, ou simplesmente apodrecem sob sete palmos de terra. E nada levam!
O número de pessoas que acreditam que a morte é o fim é muito pequeno e, a cada dia mais pessoas saem dessa crença materialista para a crença de que a morte não é o fim. A cada avanço da humanidade, a cada passagem do tempo, a cada etapa de desenvolvimento da nossa inteligência e compreensão e do progresso científico e tecnológico do mundo hoje tão globalizado, quando se desfazem ou morrem as esperanças materialistas diante das dificuldades e das lutas de cada um ser humano, mais se fortalece em cada espírito convertido a fé de que, de fato a morte é sim apenas uma passagem. Só isso.
Fonte: Correio Espírita

Dilson Nogueira, Escritor, filósofo espiritualista e estudioso de assuntos sociais....

quarta-feira, 24 de maio de 2017

“ESPIRITISMO. ALIMENTAÇÃO E VAMPIRISMO. ”



Sempre que nos referimos à Alimentação Carnívora por parte das pessoas, sobretudo dos espíritas, ouvimos como resposta que cada um tem o seu tempo e suas necessidades. Acreditamos nisso, mas também acreditamos que assim como os espíritas, os animais igualmente possuem as próprias necessidades, necessidades estas que roubamos deles em benefício próprio.
A Doutrina Espírita situa-se dentro de um magnífico cabedal de conhecimento que é constantemente ignorado pelos próprios estudiosos da Doutrina no que se refere aos animais. Os mais ilustres baluartes do espiritismo repetem de cor e salteado o caminho da mônada até a esfera hominal. Conseguem falar durante horas do Amor de Jesus, de seus atos e da soberana bondade de Deus. A cada momento nos chamam a atenção para vibrarmos pelo Outro, a amarmos sem condições, a nos entregarmos de corpo e alma nas mãos de Jesus e a agir tal como Ele agiu, nesta hora não nos dizem que temos o nosso momento e as nossas necessidades, afinal o Outro por quem temos que vibrar é o Outro humano e não o Outro animal.
Mas o que nos impede de mudar? Se for a falta de conhecimento do que ocorre com os animais, tal problema se dissipará agora com o trecho do Livro “Iniciação a Viagem Astral”. Nele Lancellin mostra não apenas o que ocorre com o animal enquanto matéria, mas o que ocorre momentos após a sua morte. O que ele relata neste capítulo, a carne do animal ao qual ele se refere , é exatamente a mesma carne que vai virar bife e parar no seu prato. Vejamos o que nos coloca o espírito Lancellin neste primeiro trecho:
(…)
Daí a pouco, demos entrada em um matadouro de gado bovino, ambiente turvado de um magnetismo deprimente, mas, antes, o nosso guia espiritual nos reuniu e falou com sabedoria:
— Meus irmãos, nunca são demais as advertências. Hoje não trouxemos mais companheiros encarnados por ser o ambiente muito inferior. É preciso, pois, muito equilíbrio emocional para que possamos ajudar sem ferir, ajudar sem julgamento, ajudar sem desprezar as coisas de Deus. Cada fato se processa no lugar certo, e o que vamos contemplar agora, estudando, existe na Terra pelo que ela é. A escala que o nosso planeta atingiu até agora requer essa violência com as vidas inferiores. Caso um de vós altere as emoções, tornar-se-á visível a determinados Espíritos vampirizadores, o que irá dificultar os nossos trabalhos. Vamos nos lembrar do Mestre, quando advertiu desta maneira: Vigiai e orai.
Primeiro Lancellin descreve o local que lhes serviria como sala de estudo e coloca que é um lugar turvado de um magnetismo deprimente e um ambiente muito inferior. Só por esta primeira descrição deveríamos urgentemente reavaliar nossa alimentação que provém de um ambiente deprimente e inferior, onde não apenas permitimos que ocorram a morte de animais, mas onde obrigamos aquele nosso Outro, a quem deveríamos respeitar e amar, a matar para nós. Qualquer pessoa, não apenas Lancellin, precisaria manter o equilíbrio emocional dentro de um abatedouro, tamanha a crueldade praticada lá dentro. Contra o que se vê num abatedouro, a palavra de nenhum baluarte espirita que permite a alimentação carnívora consegue se sobrepor. Ou seja, é sempre preciso continuarmos a Pensar e não apenas a ouvir e agir conforme aquele que nos fala.
E o Espírito prossegue em sua explicação do lugar ao dizer que as cenas as quais irão assistir ainda existem “na Terra pelo que é ela é” – (vide artigo “Terra, um Planeta de expiação e provas”) e que infelizmente “requer essa violência com as vidas inferiores” . Seria uma justificativa ou uma explicação? Lancellin justifica a maldade dos seres humanos para com os animais alegando que isso ocorre pelo que a Terra ainda é – Planeta de expiação e provas, Planeta inferior com seres inferiores – e a Terra ainda é o que é porque nós somos o espelho onde ela se reflete. Não é o Planeta que é ruim, somos nós, e o primeiro passo é admitirmos isso para conseguirmos operar uma Transformação em nós mesmos. Em seguida ele explica que os seres humanos e não o Planeta, “requer essa violência com a vida dos seres inferiores” , ou seja, por sermos seres inferiores, deficientes moral e eticamente, nos aproveitamos daqueles que estão em uma escalada evolutiva abaixo de nós – por isso o termo inferior – seres que ainda se encontram num estágio pelo qual passamos um dia, que nos supriu com qualidades que hoje usamos contra eles : Inteligência, racionalidade.
Talvez o mais assustador, a quem quer que leia o trecho em questão, seja a referência de Lancellin sobre os Espíritos Vampirizadores que ali se encontram, isso mesmo, vampiros ao redor do boi, este irmão animal que irá morrer, virar bife e parar no prato das pessoas, sejam espíritas ou não.
Vamos ler mais um trecho da fala de Lancellin:
Penetramos em um lugar assustador; estavam em círculo vinte vampiros, cuja descrição preferimos omitir. Com o chefe, formavam um magote de vinte e um. O que estava chefiando vestia-se de vermelho encarnado, com uma espécie de capuz bipartido atrás e tendo nas pontas duas bolas pretas; no alto da cabeça, duas saliências o destacavam dos outros. Os bois estavam em filas obrigatórias, devido às cercas laterais que os prendiam, sem que eles pudessem ao menos se mexer. Ao passarem em determinado ponto, caía em suas nucas uma lâmina mortal. Logo adiante, um homem carrancudo fazia escorrer o sangue do animal já ajoelhado e exteriorizando suas dores.
Eu sentia reações profundas, sem que as deixasse passar para as emoções. Confesso, estava encontrando dificuldades para me manter em equilíbrio. Procurei a Dezenove e não a vi. Fiquei inquieto, e como Miramez sentiu que as minhas perguntas íntimas poderiam perturbar os trabalhos que requeriam muito silêncio, aproximou-se de mim e falou baixinho:
— Lancellin, não viste que ela começou a desmaiar, não suportando a visão do ambiente? Foi levada às pressas para o corpo de carne, pelo Padre Galeno.
Cortei as minhas indagações e passei a prestar atenção no meu dever, o dever de informar pelas minhas anotações, com o cuidado que exigem a moral e a paz dos encarnados, transmitindo somente o que pode ser dito. Parece que Miramez deixou que os vampiros iniciassem sua ação, para que pudéssemos ter uma ideia de como as coisas acontecem nos frigoríficos.
Lancellin continua a narrar a visão perturbadora que todos estão tendo do frigorífico, os bois enfileirados a espera da morte, seguem cercados de vampiros astrais que desejam sugar seus fluidos plasmáticos, e tal visão dificulta o equilíbrio emocional dos presentes, e acredito que dificulte até essa leitura discreta que o espírito faz sobre , como ele mesmo coloca, “de como as coisas acontecem nos frigoríficos”.
O que questionamos agora é:
Estaria Lancellin mentindo sobre o que ocorre aos animais dentro dos frigoríficos?
Estaria ele inventando ações irreais apenas para apavorar os espíritas diante do que estes fazem aos seus irmãos inferiores evolutivamente?
Porque, ao ouvirmos o discurso de muitos palestrantes espíritas de renome, nos parece que Lancellin está apenas a fazer uma piada sobre o que ocorre dentro de um abatedouro, tal o desrespeito à vida dos animais no qual estes doutrinadores se lançam.
Já ouvimos inúmeros desdéns as palavras do Irmão X em sua defesa pelos animais, sabemos que este espírito é querido por todos, respeitado e amado, porém parece que quando se refere aos animais “não sabe o que fala”. Seria isto o que ocorre ? Suas palavras servem apenas na defesa da vida humana e não da vida animal?
Quando Irmão X nos diz:
Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia. Diminua gradativamente a volúpia de comer a carne dos animais. O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição. O lombo de porco ou o bife de vitela, temperados com sal e pimenta, não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os tamoios e os caiapós, que se devoravam uns aos outros. 
Não sabe ele o que diz então? 
Supostamente estaríamos autorizados a alegar que não, Irmãos X, André Luiz, Emmanuel, Lancellin e tantos outros não sabem o que dizem a respeito dos abatedouros e da carne se não soubéssemos nós de onde provém o bife que está em nosso prato. Nós sabemos, apenas não aceitamos que nos digam pois somos seres vampirizadores dos animais quando nos sentamos a mesa de refeição, apenas nos negamos a aceitar nossa inferioridade diante disso. 
Ao prosseguir na narrativa, torna-se ainda mais difícil a leitura do que ocorre a nossos irmãos animais: 
Quando o magarefe enterrou a lâmina no pescoço do animal, cortando-lhe as veias, o vampiro-chefe avançou em primeiro lugar e sorveu, de mais ou menos uma distância de trinta centímetros, o fluido do plasma sanguíneo com uma habilidade espetacular. O plasma etérico se dividia, pela vontade dele, em dois jatos de energia que entravam pelas narinas e por sua boca, posicionada em forma de bico. Era grande a satisfação. Depois que sugou de uns três animais, ante a inquietação dos outros, ele deu um sinal para o primeiro. Esse veio e fez o mesmo, sugando as energias vitais do animal. Quando chegou a vez do quinto Espírito, senti que para mim era um sacrifício imputado aos meus sentimentos. Era demais! Então, pude observar que vampiro e magarefe eram uma coisa só. Miramez segredou-me, mesmo estando eu com a emoção um pouco alterada:
— Vê, Lancelin! A mediunidade se processa em toda a parte. Este irmão está servindo de instrumento para os Espíritos da sua mesma faixa se alimentarem com as energias do animal. E o pior é que essa classe de Espíritos recebe magnetismo inferior do animal, fortalecendo seus instintos mais baixos, e transmitem para o mesmo animal, ou seja, para a sua carne e ossos, outro tipo de fluidos pesados na mesma frequência, com os quais os homens, depois, vão inundar seus organismos. É por isso que os comedores de carne dos animais mostram, de vez em quando, no cotidiano, algo que lembra esses Espíritos. Os espíritas se livram deste magnetismo inferior com os recursos dos passes, da água fluidificada e, por vezes, de prolongadas leituras espirituais; os evangélicos e também alguns católicos se libertam dele nos ambientes das igrejas, mas sempre fica alguma coisa para se transformar em doenças perigosas.
A medicina tem quase a idade do planeta, se buscarmos sua origem, e quanto mais descobre remédios, mais surgem doenças, por lhe faltar um senso profundo, um entendimento mais correto sobre as causas. Ela trata, infelizmente, somente dos efeitos.
Todas as causas são morais, na extensão desta palavra. O mundo todo se preocupa só em instruir a humanidade, esquecendo que o melhor é Educar, mostrar-lhe o valor do bem. A salvação da humanidade encarnada e desencarnada está na descoberta do Amor, mas o amor universal.
Lancellin faz referências importantes ao que ocorre com os animais neste lugar aterrador e com o corpo que irá virar bife, o magnetismo recebido pelos vampiros que lhes realça o instinto animalizado e a transferência do magnetismo pesado e inferior deles, vampiros, para o corpo sem vida do animal, lembrando que este corpo irá ser vendido nos açougues e com a qual “os homens, depois, vão inundar seus organismos.”
“Essa classe de Espíritos recebe magnetismo inferior do animal, fortalecendo seus instintos mais baixos, e transmitem para o mesmo animal, ou seja, para a sua carne e ossos, outro tipo de fluidos pesados na mesma frequência, com os quais os homens, depois, vão inundar seus organismos.”
Estes que vão se inundar deste baixo magnetismo, estes que tiraram a vida do animal, nosso irmão, estes somos todos Nós que nos alimentamos de suas carnes, que desdenhamos dos Espíritos que defendem a vida animal como se a vida de cada um deles de nada nos valesse. Somos nós que ignoramos suas dores ao dizer que temos o Nosso Momento, que temos a Nossa Necessidade, e que egoisticamente praticamos o massacre de bilhões de animais todos os anos. Por isso Lancelin nos diz que todas as causas de nossas doenças são morais, por isso nos fala sobre a importância do Educar e não do apenas Instruir nas noções do Bem; e para demonstrar a importância dessa educação , trazemos outra citação do Irmão X :
”A rigor, a Religião deve orientar as realizações do espírito, assim como a Ciência dirige todos os assuntos pertinentes à vida material. Entretanto, a Religião até certo ponto, permanece jungida ao superficialismo do sacerdócio, sem tocar a profundeza da alma.”
“Ao superficialismo do sacerdócio, sem tocar a profundeza da alma” ,uma superficialidade ética e moral, uma superficialidade que não nos permite atingir o Amor Universal, que nãos nos permite ver os animais como irmãos e que não nos permite fazer da Terra um lugar melhor, onde não seja necessária, como coloca Lancellin, a morte de seres inocentes.
De André Luiz
“Os seres inferiores e necessitados do Planeta não nos encaram como superiores generosos e inteligentes, mas como verdugos cruéis. Confiam na tempestade furiosa que perturba as forças da Natureza, mas fogem, desesperados, à aproximação do homem de qualquer condição, excetuando-se os animais domésticos que, por confiar em nossas palavras e atitudes, aceitam o cutelo no matadouro, quase sempre com lágrimas de aflição, incapazes de discernir com o raciocínio embrionário onde começa a nossa perversidade e onde termina a nossa compreensão. Se não protegemos nem educamos aqueles que o Pai nos confiou, como germens frágeis de racionalidade nos pesados vasos do instinto; se abusamos largamente de sua incapacidade de defesa e conservação, como exigir o amparo dos superiores benevolentes e sábios, cujas instruções mais simples são para nós difíceis de suportar, pela nossa lastimável condição de infratores da lei de auxílios mútuos ?”
De Emmanuel
1“A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes consequências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos. ”
De Irmão X
Preliminarmente, admito deva referir-me aos nossos antigos maus hábitos. A cristalização deles, aqui, é uma praga tiranizante. Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia. Diminua gradativamente a volúpia de comer a carne dos animais. O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição. O lombo de porco ou o bife de vitela, temperados com sal e pimenta, não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os tamoios e os caiapós, que se devoravam uns aos outros.
Mas não permitimos que elas toquem a profundeza de nossa alma,e nos distanciamos dia a dia do amor acreditando que o bem só é bem se for de ser humano para ser humano, ideia falaciosa que projetamos uns nas mentes do outros apenas para que continuemos a ser o que somos, seres inferiores e egoístas.
A dúvida é: Até quando?
Nós somos culpados pela morte dos animais, de bilhões de animais. Nós tratamos como coisas, objetos, não como filhos de Deus e tentamos a todos momento justificar nossos atos violentos contra eles.
Os Incas e Astecas também achavam necessário sacrificar pessoas … no entendimento deles, a manutenção da vida (deles) igualmente “requer essa violência(sacrifício humano) com seres inferiores sacrifícios humanos, mas por que no limiar do Século 21 precisamos aceitar que o estágio de evolução no qual nos encontramos ainda requeira essa violência e justamente contra aqueles que nomeamos de “inferiores”?
Porque somos inferiores tanto quanto julgamos nosso Outro, seja ele animal ou hominal, essa nossa desculpa para a prática e a cristalização no mal.
Por isso temos que tomar muito cuidado com tudo que lemos e ouvimos, pois a cristalização de pensamento não permite a mudança de uma mentalidade de maus hábitos para bons hábitos. podemos notar que , para a continuidade da existência dos frigoríficos, muitos amigos citam Emmanuel e os problemas econômicos que o seu desaparecimento poderia causar. Alguém acredita que os frigoríficos desapareceriam do dia para a noite deixando desempregados milhares de pessoas que se sustentam com a morte dos animais? E as fábricas de armamentos que igualmente matam crianças, jovens, velhos, não devemos ser contra elas também ou devemos pensar nas milhares de pessoas que igualmente se sustentam com o genocídio? Assim o é com o trafico de drogas, com as grandes corporações de fumo e álcool, criando dezenas de doenças e desavenças entre as famílias. Mas, infelizmente só pensamos deste modo, como Emmanuel narra, quando se trata de animais, e o mais complicado nisso tudo é que, tais palavras, vindas de um Espírito de Luz são extremamente significativas para muitos espíritas, cristalizando neles a necessidade da morte dos animais.
Só não nos apercebemos que esse mesmo pensamento de justificação no mal pode , igualmente, justificar uma guerra contra os mais fracos, mesmo que sejam humanos, ou que alguém de um outro Planeta, que seja mais intelectualizado que nós, nos use como servos e nos abata como abatemos os animais.
Não é mais possível deixar que outros pensem por nós. não é mais possível ler as frases que citamos acima e ficarmos ignorantes ao que ocorre com os animais, somos tão vampiros deles quanto os vampiros que se encontravam nos abatedouros, os animais possuem tanto medo de nós quanto deles, é necessário que repensemos se desejamos a Terra como está, requerendo a violência , ou se desejamos torná-la um lar para todos nós, seres hominais, animais, e vegetais.
Fonte: Portal do Espírito.

REFERÊNCIAS

Iniciação – Viagem Astral. João Nunes Maia, pelo Espírito Lancellin. Editora Espírita Fonte Viva Cartas e Crônicas. Irmão X – Psicografia de Chico Xavier. O Consolador – Emmanuel – Psicografia de Chico Xavier. Fonte; portal do Espírito

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