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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

PRECE DE MEIMEI


Faze-me perceber que o trabalho do bem me aguarda em toda parte.
Não me consintas perder tempo, através de indagações inúteis.
Lembra-me, por misericórdia, que estou no caminho da evolução, com os meus semelhantes, não para consertá-los e sim para atender à minha própria melhoria.
Induze-me a respeitar os direitos alheios a fim de que os meus sejam preservados.
Dá-me consciência do lugar que me compete, para que não esteja a exigir da vida aquilo que não me pertence.
Não me permitas sonhar com realizações incompatíveis com os meus recursos, entretanto, por acréscimo de bondade, fortalece-me para a execução das pequeninas tarefas ao meu alcance.
Apaga-me os melindres pessoais, de modo que não me transforme em estorvo diante dos irmãos, aos quais devo convivência e cooperação.
Auxilia-me a reconhecer que cansaço e dificuldade não podem converter-me em pessoa intratável, mas mostra-me, por piedade, quanto posso fazer nas boas obras, usando paciência e coragem, acima de quaisquer provações que me atinjam a existência.
Concede-me forças para irradiar a paz e o amor que nos ensinaste.
E, sobretudo, Senhor, perdoa as minhas fragilidades e sustenta-me a fé para que eu possa estar sempre em Ti, servindo aos outros.

Assim seja.

Pelo espírito de MEIMEI - Por Chico Xavier

(Meimei = Amor Puro em chinês)

ENSINOS DA VIDA


A vida te ensinará a ser melhor. Cabe a você querer aprender ou não. Nem tudo serão flores, mas você não estará desamparado. Só não desista no primeiro obstáculo. Caso tenha caído, levante-se e continua. Brilha o sol mais longe.
E essa estrada está apenas começando. Siga adiante e não olhe para trás.
Mas se olhar, aproveite os erros que cometeu para não comete-los mais
Vivemos sempre cometendo os mesmos erros, sem que tenhamos feito deles uma lição para não errarmos mais
Na vida existem as coisas que devemos repetir e melhorar ainda mais, e as que não devemos repetir.


do site Gotas de Paz

PENSAMENTO DE HOJE


O mais importante é buscar sempre a justa medida das coisas. Por isso, não devemos ser nem excessivos nem insuficientes. Ir demasiadamente longe é tão ruim quanto não ir suficientemente perto.

Paulo e Lauro Raful

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

QUAL É A INTERPRETAÇÃO DO SONO E SONHOS


Desde a antiga Mesopotâmia o sonho vinha sendo tido como sendo mensagem dos Deuses. 
Vamos definir que: Sono – descanso reparador do corpo físico; Sonho – As recordações das atividades desenvolvidas pela alma durante o descanso do corpo físico; Alma – é o espírito encarnado; e, Espírito – é quando nos encontramos na erraticidade. 
Mas qual é a finalidade dos sonhos? 
Somos normalmente levados, através do entorpecimento necessário para descanso do corpo físico, a locais com muitas finalidades entre elas: Sermos orientados para a próxima etapa de vigília. Sermos alertados quando ao correto caminho a seguir. Vivenciarmos, com espíritos afins, nos momentos de elevado ou de baixo padrão vibratório. 
O sono, tão importante para o descanso do corpo físico, também é necessário para nossas almas, é neste momento que vamos carregar nossas baterias no mundo espiritual com ensinamentos proporcionados pelos espíritos superiores e espíritos simpáticos a nós, que nos conduzem a locais onde possamos ver exemplos de bondade e felicidade com o trabalho desenvolvido na erraticidade. Aprender com os exemplos de Amor ao Próximo, Caridade, Bondade e a consequente Felicidade que todos almejamos. 
Às vezes, temos um dia repleto de compromissos, responsabilidades e “sonhamos”, esperando o momento de descanso do corpo físico. Principalmente quando este dia foi produtivo, cheio de realizações boas que conseguimos concretizar. 
Quem de nós ainda não experimentou esta sensação prazerosa, agradável de, após um dia de muitas atividades, cansativo, deitar na cama e sentir um bem-estar enorme e sem comparar com outras alegrias? Após uma noite de sono, onde os sonhos foram instrutivos, acordamos felizes, alegres, contentes e com a coragem moral de enfrentar os desafios de nossa vida material. 
Acordamos de bom humor e tudo fica mais fácil de resolver corretamente. 
Sentimos as intuições para a solução dos problemas fluírem com facilidade, pois durante o sonho recebemos as melhores orientações de como nos portar diante das dificuldades. 
Em todos estes momentos em que “fechamos os olhos” e nos ausentamos da vida em vigília, nossas almas são levadas a locais, no mundo espiritual, para o aprendizado e para reciclar conhecimentos, viver experiências importantes para nossos trabalhos, para nossos lares, etc. 
O sono mais reparador para o corpo físico é aquele após o cansaço do corpo físico, à noite, após um dia de exaustivo trabalho. Mas também existem diversos outros momentos em que descansamos. 
O mais comum nos dias atuais, e que muito se ouve falar, é após o almoço, quando sentimos uma moleza, uma lerdeza, uma malemolência entre outras, onde grande parte de nossas energias são utilizadas para digestão de alimentos. 
No Livro dos Espíritos, Kardec ( perguntas 400 a 412) perguntou ao Espírito de Verdade se os espíritos influem em nossas ações; a resposta foi significativa: muito mais do que possa imaginar; e completou dizendo que são eles que nos governam. 
Existem cálculos de outubro de 2009, de que temos aproximadamente 8 bilhões de almas na terra. São os espíritos encarnados que convivemos no planeta, mas, em contrapartida, de acordo com estes estudos existem mais de 18 (dezoito) bilhões de Espíritos na erraticidade que trocam informações conosco em nossa vida terrena. 
Quantos desses espíritos na erraticidade, (espaço que separa uma encarnação de outra), possuem estes profundos conhecimentos das coisas de nossa vida material e podem nos passar através de intuição e dos sonhos. Recebemos muitas vezes claramente, outras vezes de forma velada, ensinamentos da espiritualidade. Às vezes recebemos conselhos, intuições de como agir em situações que temos na vida. 
Nos surpreendemos com estas brilhantes ideias que pensamos “surgir do nada”, de nossas ideias ou de outra forma qualquer. Mas é a forma que Deus nos dá de os Espíritos Superiores, nossos constantes amigos, nos oferecem as melhores sugestões. Ver de perto como eles atuam nos elevados mundos do plano espiritual, as colônias espirituais, o que fazem estes, os bons espíritos, nossos amigos plenos, é que nos alimenta de boas ideias no nosso dia-a-dia neste mundo de provas e expiações. 
Por isso, a importância da leitura e meditação sobre uma mensagem edificante na hora de dormir, para irmos, mais facilmente, estar com os espíritos superiores, para nosso aprendizado e consequente melhoria. 
Acordar animado e com disposição para marcar um dia de vigília (de trabalho), com bom humor, alegre, feliz e contente, pode ser consequência deste descanso do corpo, que o espírito “viaja” com boas companhias. Quando dormimos, termos a possibilidade de estar em contato com espíritos, de modo a nos socorrer em momentos de dificuldade. 
O sono é uma porta que Deus abriu para os amigos do céu aproveitar para fazer contato conosco, já o sonho é o resultado das preocupações que dominaram durante o dia. Somos levados, através do sono, a locais cujo padrão vibratório seja semelhante ao que sentimos durante nosso estado de vigília. Se mesmo durante os momentos de vigília somos intuídos pelos espíritos, imagina quando estamos dormindo, onde a alma se encontra mais livre dos bloqueios naturais da auto-censura. Durante o sono estamos totalmente à disposição dos Espíritos para o aprendizado. 
Então é como se fosse um ciclo vicioso dos pensamentos e sentimentos evoluídos nutridos durante o dia de vigília, o bom sono e as orientações espirituais à noite com nossas viagens esclarecedoras e um novo dia cheio de boas recordações de vencimento de mais outros desafios, de alegria, prazer e satisfação. 
Vejam a importância do sono e dos sonhos na nossa vida. Muitas pessoas que não possuem estudo nenhum recebem esta oportunidade divina de aprender através destes conselhos, intuições ou através do sono, as orientações precisas para resolvermos seus problemas existenciais. Mas Deus deu a todos nós este recurso da intuição e do sono. Então o sono e os sonhos representam a escola para nossa vida terrena. 
Se durante os períodos de vigília em que os sentidos do corpo físico estão mais fortes, recebemos as intuições e idéias dos espíritos, imagine a facilidade que temos durante o sono, onde estes sentidos estão adormecidos. Quantas informações nos são passadas nestas oito horas de prazer e felicidade ou, de acordo com a nossa situação vibratória, de vivências infelizes e tristes. 
Quando se está na erraticidade tem-se uma visão mais perfeita dos fatos materiais e dos ensinamentos dos espíritos, que serão aceitos com mais facilidade. 
Vemos então que há uma relação bastante próxima entre a vigília e os períodos diários de sonos e os sonhos. 
Talvez até possamos dizer que há uma relação direta entre a nossa vida ativa no mundo material e os momentos de ensinamentos na vida espiritual que se encontram guardados em nossos arquivos mentais e são lembrados nos momentos em que nossos padrões vibratórios adequados durante o sono. 
Durante o sono recebemos muitas informações que poderão nos ser úteis em diversos momentos de nossa vida que ficam armazenadas no nosso perispírito (corpo espiritual). 
Não podemos estudar o sono e os sonhos sem nos reportar aos pensamentos e sentimentos que desenvolvemos durante o dia e consequentemente temos um bom sono e gozarmos de um bom e intuitivo sonho. 
Temos que cuidar de nossos estudos terrestres em seus diversos campos, ler, escrever, saber matemática, fazer contas, funcionamento do corpo humano, a física, química, conhecer como funciona a televisão (técnica em TV), como funciona o celular, como operar as diversas máquinas e equipamentos do mundo moderno. O computador com suas grandes novidades, que só conseguimos usar pequena parte de seus recursos etc. 
Todos os conhecimentos proporcionados pelo acúmulo de bens materiais e pela possibilidade de estudo têm a finalidade do uso prático em nossa vida material no dia-a-dia e que representa anos e anos de estudo no plano terreno e espiritual. 
E como os Espíritos se aproximam de nós? Eles se aproximam de nós através de nosso padrão vibratório e nos aconselham usando imã de nossos bons sentimentos. 
Por isso, a importância do “Orai e Vigiai” para mantermos elevado o nosso padrão vibratório. Vigiar constantemente os nossos pensamentos e sentimentos e corrigi-los, através da oração, para que não progrida e se materialize em uma ação má no mundo material. 
Aí está a importância desta correção de rumos de nossos pensamentos e sentimentos para o sono e os sonhos. É a forma mais adequada para termos bons sonos e sonhos, a manutenção deste bom intercâmbio com os espíritos. 
A ligação com a espiritualidade é constante, mas a ligação com os espíritos evoluídos é consequência deste elevado padrão moral que venha-nos a manter. 
Segundo a ciência os sonhos são “subproduto da atividade cerebral noturna”. 
Freud, em 1899, publicou “A interpretação dos sonhos”, sem levar em conta o conhecimento dos Espíritos, mas o estudou com profundidade, com os conhecimentos próprios do século XVII. 
Estudiosos acreditam que os sonhos trazem lembranças de vivências recentes e antigas e personagens da vida real. Alguns estudiosos já aceitam que, para estudar os sonhos, é preciso ir além do plano físico 
A alma, durante o sono, está sofrendo influência da matéria, e não se liberta totalmente, como o espírito puro na erraticidade. As preocupações de vigília plasmam situações ligadas àquilo com que nos preocupamos intensamente. Muitas vezes, durante um “cochilo”, recebemos frases inteiras, parecendo estarmos em vigília. 
O Sonho (lembrança do que ocorrer durante o descanso do corpo, isto é, o sono), traz a terra os acontecimentos desta ou de outras vidas, ou das duas juntas, formando conjuntos bizarros. 
Às vezes saímos de um para outro lugar instintivamente, vivendo de forma irregular para nossa vida em vigília, mas que para os espíritos, que se deslocam com maior velocidade, com rapidez do pensamento, é normal. Existem circunstâncias que parecem sem sentido a nossa vida na erraticidade, mas a alma vive próximo aos espíritos onde estes deslocamentos se tornam rápidos e explicam tudo. 
Nem sempre os sonhos anunciam algo a acontecer, como alguns pretendem afirmar. Pode ser uma visão passada nos locais onde a alma se encontra, dependendo da elevação de suas vibrações. Se Deus permitir, dependendo do fim útil, pode até oferecer este conhecimento anterior de um fato. 
Para finalizar podemos dizer que o Espiritismo classifica os sonhos em três categorias: a primeira é o de Atividade Mental onde recordamos as nossas lides do dia a dia. A segunda, é o sonho Cognitivo onde recordamos situações de encarnações passadas e a terceira é o sonho mediúnico onde temos uma franca comunicação com os espíritos que nos são queridos, encarnados e desencarnados. 


IRAN RÊGO

*Médico Cardiologista- espírita 
Membro da Academia Maçônica de Letras.

MENSAGEM DO DIA

Muitas vezes inventamos objetivos para uma emoção, quando ela já está presente.
Considerem a inveja, o

medo, o ciúme.
Pensamos que a emoção é criada em nós por algo exterior, quando, na verdade, ela está dentro de nós; apenas buscamos um objetivo posterior e, desse modo, a justificamos.

P.D. Ouspensky

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

EXISTE MEDIUNIDADE INFANTIL?


Reproduzimos a seguir matéria da revista Isto é, que aborda a temática da mediunidade ainda na infância. A página Chico de Minas Xavier orienta que os pais busquem auxilio na casa espírita de confiança e não esqueça de convidar o jovem a participar do Evangelho no Lar.
ISTOÉ | Joédson Alves
Diana embalava o filho em frente a uma parede repleta de fotos na casa de sua mãe, em Brasília. Uma delas, envelhecida pelo tempo, chamou a atenção do pequeno Roberto, então com pouco mais de um ano. O garoto apontou a jovem que aparecia no retrato: “Vovó. ” A mãe achou estranho. “Sim, esta era a minha avó, sua bisa”, explicou. E perguntou como ele adivinhara, já que ninguém havia mostrado aquela imagem ao menino. Roberto apenas tocou o colo da moça no retrato. “Dodói”, disse. Na foto, nenhum machucado aparente. O assombro tomou conta da sala quando Liana se recordou que a avó, já idosa, faleceu em decorrência de um câncer de mama. “Meu filho sabia daquilo sem que ninguém tivesse lhe contado”, resume o pai, Ricardo Movits. Ninguém deste mundo, é bom ressaltar.
Antes de tachar a história do menino Roberto de mentira, fantasia ou maluquice, vale lembrar que Chico Xavier, o maior médium brasileiro, teve sua primeira experiência mediúnica aos cinco anos, quando sua mãe faleceu e, em espírito, passou a visitá-lo. Roberto, hoje com quatro anos, também diz receber a visita de parentes falecidos. E de modo assíduo. Contou que a avó frequenta sua casa para lhe ensinar coisas sobre a vida e a morte. “Ela disse que as pessoas que morrem viram anjinhos e depois voltam a ser bebês”, afirma. Em outra ocasião, Roberto surpreendeu o pai ao comentar que o avô havia morrido porque fumava demais. “Entrou muita fumaça no peito dele”, completou. Essas supostas habilidades do menino poderiam ser explicadas por meio da mediunidade. Estudada por religiosos, psiquiatras e até neurologistas, a mediunidade é a capacidade de ver e ouvir espíritos ou realizar fenômenos paranormais – como incorporação e clarividência – por intermédio de agentes externos. Ou seja, de entidades espirituais que utilizam o corpo do médium como veículo para se manifestar.
Relatos desse tipo são cada vez mais comuns. Mesmo nos consultórios. A psicologia e a medicina, no entanto, buscam outras formas de justificar esses fenômenos. Se a criança parece possuída por uma entidade sobrenatural, por exemplo, é feito diagnóstico de transtorno de personalidade ou estado de transe e possessão, cujo tratamento alia psicoterapia e medicamentos. A comunicação com amigos invisíveis aos olhos dos pais costuma ser encarada como mera fantasia. “Há momentos em que a ilusão predomina e a criança transforma em real o que é apenas o seu desejo inconsciente”, considera a psicanalista Ana Maria Sigal, coordenadora do grupo de trabalho em psicanálise com crianças do Instituto Sedes Sapientiae. “Ao brincar com um amigo imaginário, ela nega a solidão e cria um espaço no qual é dona e senhora. Já falar com parentes falecidos é uma forma de negar uma realidade dolorosa e se sentir onipotente, capaz de reverter a morte”, acrescenta Ana Maria.
A interpretação é a mesma da maioria dos pediatras. Presidente do Instituto da Família, que estuda as relações familiares, o médico Leonardo Posternak afirma que esse tipo de fantasia permite à garotada chamar atenção. Segundo ele, as crianças percebem se os pais demonstram admiração por seu suposto dom. Ou se aproveitam do carinho especial recebido quando os pais desconfiam que o filho tem algum distúrbio psíquico. Mas e quando surgem fatos capazes de assombrar os mais céticos, como o pequeno subitamente falar outra língua? “É importante que sejamos humildes para admitir que muita coisa ainda escapa à medicina cartesiana. Em vez de dizer aos pais que o filho não tem nada ou que os sintomas vão passar, seria mais honesto dizer que a medicina vigente não é capaz de diagnosticar o que se passa com ele”, afirma Posternak. O presidente da Associação Brasileira de Neurologia e Pediatria Infantil, César de Moraes, lembra que o estado de transe e possessão, embora citado no Código Internacional de Doenças, ainda não foi esclarecido. “Pode resultar de alguma desordem física ou mental ou, de fato, ser obra do sobrenatural”, sugere.
No vácuo deixado pela medicina, avançam cada vez mais as explicações alternativas que conciliam ciência e transcendência. Se uma criança descreve e dá nome a um amigo imaginário e a família descobre, ao investigar, que a descrição corresponde à de uma pessoa de verdade, que habitou a casa no passado, a linha entre ficção e realidade desaparece. É o que assegura Reginaldo Hiraoka, coordenador do curso de parapsicologia das Faculdades Integradas “Espírita”, a única do gênero no Brasil, em Curitiba. “O mesmo ocorre quando crianças afirmam se lembrar de vidas passadas e citam episódios verídicos sem jamais terem ouvido algo a respeito”, acrescenta. Para estudiosos da parapsicologia, há uma alta frequência de relatos sobrenaturais na infância devido ao fato de a mediunidade, inata a todas as pessoas, ainda não ter sido reprimida nessa fase. “Crianças com menos de sete anos não veem nada de anormal nessas experiências”, afirma a psicóloga infantil Athena A. Drewes, consultora da Parapsychology Foundation, com sede em Nova York. “Elas as aceitam até que outras pessoas comecem a reagir negativamente a seus relatos. O bloqueio ocorre ao entrarem na escola e descobrirem que nem todos vivem as mesmas experiências. ”
Mas nem sempre a convivência com o sobrenatural é tranquila. Às vezes, os amiguinhos imaginários são substituídos por monstros que atrapalham o sono dos pequenos e os tornam arredios, agressivos ou profundamente tímidos. Como no filme Sexto sentido, de Night Shyamalan, crianças se dizem assombradas por imagens de espíritos que vagam com ferimentos ou fraturas expostas, exatamente como estavam quando morreram. Segundo a doutrina espírita, isso acontece quando os espíritos desencarnados não conseguem se desprender do plano físico, seja por não terem se dado conta da morte, seja por não a aceitarem. Também é possível que um espírito persiga uma criança por ter sido ligado a ela em uma vida pregressa. “Imagine se seu bebê foi uma pessoa má na encarnação anterior e prejudicou alguém que, agora, se sente no direito de atrapalhar seu caminho”, cogita a autora do livro Mediunidade em crianças, Agnes Henriques Leal. Conforme a tese espírita, é possível que esse filho sofra horrores com a influência de seres assustadores.
Nessas horas, de acordo com o espiritismo, a criança deve ser encaminhada a tratamento com passes para dispersar energias negativas. Os espíritas podem ainda trazer a entidade a uma reunião no centro – por intermédio de um médium – para tentar demovê-la da perseguição. Leituras diárias do Evangelho também ajudariam. “Se os pais não participarem do processo de cura, nada será atingido. Para tanto, deverão conhecer a doutrina e se dispor a estabelecer, no lar, um clima vibratório de harmonia e paz”, ensina o médium paraense Nazareno Tourinho, autor de Experiências mediúnicas com crianças e adolescentes. Ele ressalta, no entanto, que nenhum auxílio científico deve ser desprezado. “Primeiro, deve-se procurar um profissional de saúde. Se o resultado não for satisfatório, resta buscar ajuda de espíritas competentes”, orienta.
Outra opção é consultar um especialista que seja ao mesmo tempo médico e religioso. Há muitos psiquiatras adeptos do espiritismo que atendem crianças e adultos atormentados por fenômenos inexplicáveis. Um deles é Sérgio Felipe de Oliveira, diretor da Associação Médico-Espírita de São Paulo e autor da tese de que a mediunidade nada mais é do que uma atividade sensorial – como a visão e o olfato – capaz de captar estímulos do mundo extra físico. O órgão responsável pela mediunidade, diz Oliveira, é a glândula pineal, localizada no cérebro, que controla também o ritmo de crescimento e, na adolescência, avisa a hora de dar início à liberação dos hormônios sexuais. Descrita por Descartes como a sede da alma em 1641, a pineal tem sido pesquisada há séculos, e, desde a década de 1980, é comprovada sua capacidade de converter ondas eletromagnéticas em estímulos neuroquímicos. Para confirmar sua tese, Oliveira realizou diversos exames neurológicos (como tomografia e eletroencefalograma) em pacientes em transe. “Verificamos a atividade na pineal durante esses momentos. Ela é uma espécie de antena que capta estímulos da alma de outras pessoas, vivas ou mortas, como se fosse um olho sensível à energia eletromagnética”, diz.
Mesmo que não veja ou ouça espíritos desencarnados, é a mediunidade que faz com que uma criança seja capaz de sentir se um ambiente está carregado e a faz chorar quando um estranho com energias ruins a pega no colo. Em sua clínica, Oliveira não descarta o uso de medicamentos, mas não tem dúvida dos benefícios da atividade espiritual, prescrita por ele como terapia complementar. Oliveira diz que, antes de se afirmar que uma criança está sob influência de um espírito, é preciso descartar as hipóteses de fantasia e de distúrbios psíquicos. A primeira etapa é entrevistar o paciente em busca de elementos que não poderiam ser ditos por ele. “É difícil diagnosticar como fantasiosa uma criança de três anos que se põe a analisar quadros de Botticelli ou a conversar em francês sem nunca ter estudado o idioma”, exemplifica. Finalmente, exames neurológicos são feitos para se verificar se a atividade no cérebro é equivalente à registrada em convulsões ou surtos de epilepsia. Normalmente, a reação é outra.
Médicos adeptos do espiritismo afirmam que a infância é o período em que a ação da glândula pineal está no auge, embora a criança não tenha o arcabouço intelectual necessário para interpretar os estímulos de forma consciente. Com o desenvolvimento completo do cérebro, a mediunidade seria sublimada na maioria das pessoas. Ou voltaria ainda mais forte naqueles que aprenderam a exercitá-la. No Livro dos médiuns, Allan Kardec, codificador da doutrina, avisa que a mediunidade não deve ser estimulada em crianças, o que pode ser perigoso, já que os organismos delicados das crianças sofreriam grandes abalos. “É de se desejar que uma criança dotada de faculdade mediúnica não a exercite, senão sob a vigilância de pessoas experientes”, escreveu. Por esse motivo, em geral os pais são orientados a não incentivar os filhos a exercê-la. “Muitas crianças sentem dor porque o corpo não está preparado para receber esse impacto”, diz a psicóloga Inês Ignácio, do Centro Espírita Francisco de Assis, no Rio de Janeiro.
Em outras religiões espiritualistas, como candomblé e umbanda, a presença de crianças nos rituais costuma ser permitida. Muitos templos oferecem acompanhamento adulto para a iniciação. “É preciso frequentar o centro como se fosse uma escola”, alerta Aguinaldo Cravo, adepto do candomblé e babalorixá na Casa de Caridade Cabana de Oxóssi, no Rio de Janeiro. Crianças também exercem sua religiosidade nas giras de umbanda do Templo Cacique Pai Pena Branca, em São Paulo. “Algumas já têm um canal de vidência elevado, enquanto outras só vêem vultos e precisam desenvolver seu dom”, diz a ialorixá Mãe Norma de Iansã, que oferece aos domingos um curso de mediunidade aberto às novas gerações. Delas surgirá, quem sabe, um novo Chico Xavier.


Fonte: Chico de Minas Xavier

A MAGIA DE SONHAR É...



Sem dúvida uma benção que os sonhos não se concretizem de imediatos. Se os sonhos se realizassem logo, nunca teríamos o prazer de sonhá-los. A antecipação de um desejo é uma parte importante do valor dessa concretização. Ter algo por que esperar dá uma riqueza enorme à vida. É bom concretizar os seus 
sonhos! No entanto, também é bom agarrar-se a eles, cuidar deles, refiná-los e ser agradecido por eles antes de serem alcançados. Ao fazê-lo, na altura em que o sonho é alcançado, este com nos presenteia com um significado real e profundo. Trabalhar de encontro a um objetivo é o que faz valer a pena ter esse sonho. O fato de um sonho ainda não ter sido totalmente realizado é o que o torna tão desejável. Vá em frente e sonhe… 
grandes sonhos… maravilhosos sonhos… positivos sonhos… e de significado intimamente profundo. Os seus sonhos não se tornarão verdade num instante… No entanto podem num instante começar a dar-lhe o foco, em direção à realização! Pode então desfrutar cada momento enquanto, com firmeza, traz esses sonhos à realidade!

do site Gotas de Paz

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