BOAS VINDAS

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sábado, 22 de abril de 2017

"POR QUE OS MAUS SE DÃO BEM NA VIDA?"


De vez em quando vemos as pessoas fazerem a seguinte indagação: Por que muitas pessoas boas, que ajudam os outros, estão mal, sofrendo, e ficam com suas vidas bloqueadas? E por que outras pessoas egoístas, orgulhosas, que prejudicam os outros, estão bem, ganham dinheiro, tudo em suas vidas dá certo e elas conseguem o que desejam?
Em primeiro lugar devemos dizer que não há como saber se essas pessoas estão mesmo bem e felizes. Alguns desses indivíduos egoístas, arrogantes, rancorosos, intolerantes etc, podem ter boas condições financeiras, família, uma vida confortável e ter poucos problemas, mas nada disso garante alegria e paz. A felicidade não se encontra em nenhuma destas coisas, mas num desprendimento interior, numa liberdade de ser e numa consciência que independem de qualquer aspecto da vida humana. Por isso, nada nos faz acreditar que essas pessoas são felizes. Talvez essa felicidade seja apenas uma aparência. Aliás quase tudo na vida humana é feito de imagens, de miragens e de ilusões. A imagem de felicidade e bem-estar que muitas pessoas projetam a outras não é exceção.
Em segundo lugar, é preciso verificar se as pessoas que julgamos “boas” são tal como nós pensamos. O ser humano cria em sua mente um modelo de bondade, de santidade, de solidariedade que está baseado em suas crenças pessoais. Pessoas boas podem ser boas apenas na aparência, mas por dentro guardarem uma escuridão interior. Elas fingem ser bondosas a fim de ganhar alguma coisa com isso, nem que seja reconhecimento que vem alimentar seu ego. Por outro lado, muitas pessoas que são supostamente boas, caso tivessem poder, usariam mal esse poder adquirido. Vemos todos os dias situações parecidas com essa. Pessoas que pareciam ser boas apenas por não lhes ter sido dada a oportunidade de se mostrarem tal como são. Como diz a máxima: “Quer conhecer uma pessoa? Dê poder a ela.” É certo que muitos oprimidos anseiam em se tornar opressores. Ao invés de lutarem contra as injustiças, sonham em um dia terem as mesmas condições de seus algozes e ser como eles. Portanto, é preciso tomar cuidado com rótulos de bondade. Da mesma forma que não devemos fazer um julgamento de uma pessoa como sendo alguém mau e perverso, não devemos também julgar uma pessoa como sendo boa antes de conhece-la mais a fundo.
O terceiro ponto dessa resposta, e o mais importante, é entender que as pessoas realmente boas e puras estão mais adiantadas no caminho espiritual, e por esse motivo, estão aptas a enfrentar provas mais duras. Para entender esse ponto, vamos recorrer a um exemplo. Vamos imaginar um aluno da primeira série fazendo uma prova. Vamos imaginar também um aluno da sétima série fazendo uma prova. Cada um desses alunos realiza um exame que foi preparado de acordo com os conhecimentos do aluno dentro da série onde ele está. Alguém imagina o aluno da primeira série sendo obrigado a resolver as questões de uma prova da sétima série? Claro que não. O aluno da primeira série deverá fazer uma prova adaptada aos padrões da ensino da série em que se encontra.
O mesmo ocorre com as almas que vem a esse mundo. Cada alma possui um certo nível de amadurecimento espiritual. Os espíritos se encontram em certa fase de seu desenvolvimento. Uns são mais adiantados e outros são mais atrasados. As almas mais adiantadas devem obviamente realizar provas mais difíceis porque já estão aptas a serem bem sucedidas. As almas mais atrasadas, por outro lado, não estão preparadas para provações mais complexas, mais duras, mais pesadas, que exijam muito delas, pois se isso ocorrer, elas facilmente vão sucumbir a essas adversidades. Não se pode exigir algo de quem não tem. É necessário dar as provações mais difíceis aos espíritos mais avançados e provas mais simples aos espíritos igualmente mais simples. No futuro, as almas menos adiantadas vão avançar em evolução, e nesse momento, estarão preparadas para as provas mais árduas, mais penosas, que exijam mais de si mesmos. Como diz a máxima: “Deus dá as batalhas mais difíceis aos seus melhores soldados”.
Por isso, ninguém deve se surpreender quando pessoas sem caráter, primitivas e grosseiras se dão bem na vida. Na realidade, esses espíritos ainda não podem ser submetidos aos testes mais rigorosos, caso contrário, ficarão revoltados, perdidos e podem desistir. É preciso que as almas primitivas vão recebendo as lições espirituais mais lentamente, aos poucos, dentro do nível que eles são capazes de assimilar. Assim, eles vão sendo preparados de forma branda para depois serem introduzidos nas provações de nível mais alto. Por outro lado, aqueles que sofrem provações mais severas devem agradecer essa oportunidade, pois Deus já sabe que essas almas são mais adiantadas e estão preparadas para desafios maiores.
Respondendo então a pergunta inicial, os espíritos atrasados não se dão bem na vida. Eles apenas se encontram incapacitados de superar provas mais duras. Por isso, essas provas são adiadas até que eles estejam preparados.

(Hugo Lapa)

sexta-feira, 21 de abril de 2017

"PORQUE CERTOS DESAFETOS REENCARNAM COMO NOSSOS FAMILIARES?"


Como a Doutrina Espírita explica a existência de desafetos dentro da própria família? Quase todas as famílias têm seus casos de desentendimento entre alguns dos seus membros, muitas vezes verdadeira aversão sem nenhuma explicação na existência presente.
“Por que certos desafetos reencarnam como nossos familiares? Mesmo se o perdão for obtido em uma das partes eles continuarão reencarnando próximos um ao outro em outras vidas?”
É bom nós sabermos – e quem fez essa pergunta já sabe disso – que é comum que antigos desafetos reencarnem próximos um do outro, principalmente no meio familiar. Numa mesma família geralmente há o encontro de antigos desafetos. Por quê?
Imagine que você se mude para o outro lado do mundo, que você nunca mais tenha contato com ninguém do Brasil, com ninguém que você conheceu aqui. Daqui a uns 40 anos, quando eventualmente você se lembrar de alguém que você conheceu aqui, de quem você vai se lembrar?
Você vai lembrar das pessoas que você ama e das pessoas que você odeia. Talvez você não ame ninguém, ou você não odeie ninguém. Mas você certamente formou vínculos de afeto e de desafeto. Muitas pessoas que nós conhecemos nessa existência não irão representar grande coisa para nós no futuro. São coadjuvantes em nossa vida. Mas há os protagonistas em nossa vida, que são aquelas pessoas por quem nós nutrimos sentimentos de amor e ódio.
São com essas pessoas que nós temos vínculos. É a elas que nós estamos ligados. É importante considerarmos que se nós sentimos ódio de alguém é porque muito provavelmente antes de experimentarmos esse sentimento de ódio nós sentimos por esse alguém algo muito próximo muito semelhante ao amor. Ninguém sente ódio de alguém se nunca gostou desse alguém antes. As relações de ódio quase sempre surgem a partir da traição, do engano, da inveja, da disputa desenfreada – mas antes de se manifestar a traição, o engano, a inveja, a disputa desenfreada, havia amor – não o amor verdadeiro porque nós ainda não sabemos amar de verdade, mas algo muito próximo ao amor.
Se uma pessoa que eu não conheço, ou um conhecido qualquer – se essa pessoa me trai, é claro que eu não vou gostar, mas também não vou morrer de ódio dessa pessoa.
Mas se alguém que eu amo – um irmão, um filho, o cônjuge – se um deles me trair, o amor que eu sinto poderia se transformar em ódio: eu tenho um vínculo muito forte com essa pessoa e esse vínculo permanece – ele apenas deixa de ser positivo e se torna negativo.
Os nossos grandes desafetos, então, são espíritos com quem nós já convivemos no passado, em outras existências, e são espíritos de quem nós já gostamos, fomos grandes amigos, talvez sócios, ou irmãos, ou amantes – já tivemos laços de amor no passado.
Os espíritos se atraem por afinidade. A reencarnação acontece normalmente por afinidade. É um equívoco supor que todos nós passamos por um planejamento antes de reencarnar. Isso é correto se considerarmos que a Lei de Deus (o grande conjunto de Leis que nos regem) seja um planejamento – ou que comportem um planejamento. Mas não há planejamento individual para cada espírito que reencarna.
Nós nos aproximamos, então, por afinidade. Nós temos vínculos aqui, temos laços de afeto e desafeto com algumas pessoas, nós mantemos esses laços depois de desencarnados, e esses laços permanecem ainda quando reencarnamos. São esses vínculos que nos unem, que aproximam as pessoas em pequenos e grandes grupos.
– Qual é a razão, na Lei de Deus, para que os desafetos se encontrem? Não seria melhor se nós nunca mais encontrássemos os nossos desafetos?
Não. Se nós não os encontrássemos novamente, nós não curaríamos as feridas produzidas por esses laços de ódio. O ódio é uma doença do espírito. Enquanto nós sentimos ódio, enquanto nós tivermos ódio dentro de nós, mesmo que bem controlado, mesmo que nós nem percebamos que sentimos ódio – nós não nos curamos. E a única maneira de curar essa doença chamada ódio – ódio e seus derivados: mágoa, rancor, ressentimento – o meio de nós curarmos essa doença é nos rearmonizando com nós mesmos e com os nossos desafetos.
Em relação ao perdão: eu posso perdoar, posso me elevar espiritualmente e superar esses laços negativos. Perdoar é desligar-se, deixar para trás. Perdoar alguém de quem eu tive ódio é romper com esses laços de ódio, eu já não estou ligado a essa pessoa por laços de ódio.
Poderíamos pensar, então, que basta perdoar para nos vermos livres dos nossos desafetos.
É mais ou menos. Quando eu perdoo eu me livro da doença, eu estou curado do ódio. Mas a Lei é perfeita. A Lei de Deus é perfeita. Nada escapa da Lei. Temos que considerar que nós contribuímos para a formação desses laços de ódio, nós contribuímos para que essa desarmonia acontecesse. Se examinarmos as nossas existências anteriores veremos que nós não somos vítimas. Podemos ter sido vítimas numa determinada existência, mas fomos algozes em outra existência anterior – às vezes espíritos se perseguem durante milênios, alternando as posições de perseguido e perseguidor. Isso só termina com o perdão e a rearmonização.
Referindo-se a esses laços de desafeto, a essas relações de ódio, Jesus nos ensinou no sermão da montanha:
“Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali, enquanto não pagares o último centavo.” Mateus 5:25-26
Temos que pagar até o último centavo. O que isso quer dizer?
Quer dizer que nós não nos elevaremos de verdade enquanto estivermos em débito com as Leis divinas.
Jesus disse para entrarmos em acordo com o nosso adversário, para nos conciliarmos, ou nos reconciliarmos com o nosso adversário – o adversário é esse desafeto que reencarnou como nosso familiar. Temos a oportunidade de nos reconciliarmos agora. Isso não quer dizer que temos que morrer de amores por esse familiar nosso. Se nós construímos grandes diferenças um com o outro, a ponto de mal nos suportarmos, dificilmente vamos amar esse desafeto, nesta reencarnação, como nós amamos outras pessoas. Mas é preciso começar a rearmonização. É preciso tolerar; compreender; ajudar, se for o caso; e querer o bem para essa pessoa, orar por essa pessoa – isso é o mínimo que podemos fazer.
O perdão liberta, é verdade. Mas não nos isenta de trabalharmos pela rearmonização, de trabalharmos pela harmonia do universo.
A Lei de Deus é pura harmonia. Deus é amor, é alegria, é prazer – para vivermos o reino de Deus, que é o nosso próximo estágio evolutivo, temos que estar em plena harmonia com as Leis de Deus.

Fonte:  Morel Felipe Wilkon-Espírito Imortal

ERRAMOS E ACERTAMOS


Todos nós erramos.
Todos nós cometemos os chamados “pecados”.
Por que dizemos que “errar é humano”?
Porque os animais e os vegetais não erram, nem acertam: apenas vivem, dirigidos pelas leis que Deus estabeleceu para eles.
Estamos sujeitos ao erro e acerto; e no atual estágio de nossa evolução espiritual, mais erramos do que acertamos.
Não se condene pelo erro cometido. Simplesmente, não volte a cometê-lo.
O Cristo não condenou a mulher adúltera, contra a qual ninguém ousou atirar a primeira pedra.
Não a condenou, nem lhe impôs qualquer penitência. Disse-lhe apenas:
“Vá e não peques mais”.


do site Gotas de Paz

PENSAMENTO DE HOJE

"A vitória vem de Deus, mas o guerreiro deve lutar com todas as forças". 

Provérbio hindu

quarta-feira, 19 de abril de 2017

POR QUE IRRITAR-SE?


Já notaram como há pessoas que se irritam com as mínimas coisas? São pessoas que estão sempre de mal com a vida. Para elas nada está bom. Estão sempre reclamando e se queixando de tudo. Tornam-se além de irritadas, amarguradas, pois não conseguem manter as pessoas perto delas por muito tempo. Estão sempre sozinhas, pois afastam os amigos e até os familiares. Causam verdadeira aversão nas outras pessoas. Será que vale a pena viver dessa maneira? A Irritação não leva a nada de bom. Ao contrário, além de afastar as pessoas à volta, ainda causa gastrite, enxaqueca e outros problemas físicos.
Cultive o bom humor. Aprenda a controlar a impaciência e a irritação e verá a diferença na sua vida.  Tudo se tornará mais leve, tranquilo, as pessoas se aproximarão e sua saúde agradecerá!

MENSAGEM DO DIA


Como o vento dissipa as nuvens, assim também a repetição do nome de Deus dissipa as nuvens da mundanalidade.

Sri Sarada Devi

segunda-feira, 17 de abril de 2017

“DE QUE ADIANTA A REENCARNAÇÃO SE NÃO ME LEMBRO DAS VIDAS PASSADAS. ”?


De que adianta a reencarnação se eu não lembro? Como vou pagar por algo que não me lembro se fiz?        
Eu vou dizer uma coisa para você:
Se eu não acreditasse na reencarnação eu seria ateu – mas ATEU!
A mesma energia que eu dispendo propagando o Evangelho e o Espiritismo eu dispenderia propagando o ateísmo. E assim como eu tenho bons argumentos para falar de Evangelho e de Espiritismo, eu teria bons argumentos para destruir as crenças das pessoas e conduzi-las ao ateísmo.
Por quê?
Porque se essa fosse a nossa única vida, se a nossa vida se resumisse a essas poucas décadas que nós vivemos com um corpo de carne, esse mundo seria terrivelmente injusto. E se esse mundo fosse assim tão injusto o seu criador seria terrivelmente injusto – mais que isso: o seu criador seria sádico, cruel e nojento!
Nada, além da reencarnação, pode explicar tanta desigualdade no mundo. Como é que alguém nasce em berço de ouro, com toda comodidade, num corpo bonito, com dinheiro, com carinho da família, tudo de bom; e outro nasce miserável, numa vila, enjeitado pelos pais, se criando ao Deus dará, desnutrido, feio, sem nenhuma perspectiva de melhora na vida?
Como eu sei que o público que me acompanha é um público pensante, eu não preciso dar mais exemplos de desigualdade.
Hoje é comum as pessoas compartilharem no Facebook fotos de crianças com doenças terríveis, totalmente deformadas, às vezes sentindo dor o tempo inteiro.
Um ateu quando vê isso grita de raiva contra Deus. Para ele o culpado é Deus. Por isso ele é ateu. Ele diz que não acredita em Deus porque ele acha que Deus é ruim. É claro que existe o ateu mais bem fundamentado. Esse tipo de ateu deve atribuir tudo isso ao acaso.
Mas o religioso, principalmente o cristão, seja ele católico ou protestante, o religioso que acha que só existe essa vida, que nós não existíamos antes: como é que ele explica isso?
Não explica! O máximo que ele diz é:
– Deus tem um plano pra você, meu irmão!
Mas que plano desgraçado é esse?       
Eles podem argumentar, com muita razão, que essa vida é passageira, que são alguns anos de sofrimento aqui, mas depois tem a eternidade no céu.
Tudo bem. Mas isso não explica as diferenças aqui. Passar a eternidade no céu, tudo bem; mas por que um vive com tudo de bom e o outro com tudo de ruim?
Ainda tomando o mesmo exemplo da criança doente:
Esses religiosos ficam indignados com os espíritas porque os espíritas acreditam na Lei de causa e efeito – eles olham essa criança, pequena, frágil, indefesa, que não teve tempo de fazer mal nenhum, tão sofrida, tão cheia de dor, e acham um absurdo a ideia de que aquela criança esteja pagando por algo que ela supostamente teria feito em outra vida. Para esses religiosos essa ideia é criminosa. É como se um espírita olhasse para aquela criança doente e acusasse ela de ser a culpada pelo seu sofrimento atual.
Não é assim.
Ninguém ignora que existem pessoas muito mais inteligentes, muito mais sábias, mais bem preparadas para a vida do que outras. Pessoas que demonstram talento desde crianças, seja na música, na matemática ou em qualquer outra área.
Essas pessoas muitas vezes têm pais comuns, tiveram uma criação comum, não há nada nesta existência atual que explique a sua vantagem em relação aos demais. Mas se nós levarmos em consideração o processo reencarnatório, tudo fica muito claro: as pessoas com grandes talentos são espíritos que já desenvolveram sua inteligência em determinadas áreas. Desenvolveram como? – Numa série de existências anteriores!
Uma coisa que tem que ser desconstruída no meio espírita é o conceito de culpa. Não somos culpados. Somos responsáveis pelos nossos atos, isso sim. Se acreditamos que existe uma inteligência suprema, responsável por toda a criação, e que essa inteligência, que nós chamamos de Deus, é infinitamente justa, a sua criação deve obedecer a essa justiça.
Para a nossa compreensão, Deus é a Lei. Deus é o grande conjunto de Leis que nos rege e que rege a toda a criação. Essa Lei evidentemente é justa.
O nosso problema é que nós percebemos uma partícula infinitamente pequena da criação e fazemos os nossos julgamentos em cima disso. Por exemplo: nós observamos o momento presente e vemos sofrimento e desigualdades – mas se nós conseguirmos ampliar a nossa compreensão; se nós tornarmos a nossa visão da vida mais abrangente; nós seremos capazes de perceber que para tudo existem causas; que essas causas evidentemente remontam ao passado; e o que não pode ser explicado levando em conta apenas a existência atual pode ser explicado se considerarmos que nós já existíamos antes, que nós já tivemos muitas existências, que nós cometemos erros e acertos em todas as nossas existências, e que esses erros e acertos geram resultados.
Nós não pagamos por nossos erros do passado – não se trata de pagamento porque não se trata de dívida. Mas todos os nossos atos geram consequências.
Se nós acreditamos que existe Deus e que existe um bom propósito para a criação, nós concluímos que a vida, como nós a conhecemos hoje, é um processo de aprendizado. Aprendemos a amar e aprendemos a usar as nossas potencialidades. Isso não se aprende numa única existência. Nosso aprendizado é lento, porque precisamos de repetição para criar um padrão.
Tudo é aprendizado, a Lei (ou Deus) conspira para o nosso aprendizado. Podemos aprender de muitas formas. Você certamente já ouviu a expressão “pelo amor ou pela dor” – existem infinitas possibilidades de aprendizado dentro do amor e existem infinitas possibilidades de aprendizado dentro da dor.
O espírita não gosta da dor. Ninguém gosta da dor. Mas nós compreendemos a dor como um recurso de aprendizado. Se temos grande dificuldade de aprender alguma coisa aprender a valorizar as pessoas, por exemplo) – a vida nos conduz a meios de aprendizado cada vez mais estreitos. Até que um dia – por exemplo – reencarnamos num corpo que não nos permita ser autossuficientes: experimentamos então uma vida em que dependemos de alguém para coisas básicas. Essa dependência é um recurso que a vida nos oferece para aprendermos a valorizar as pessoas.
Esse é apenas um exemplo. Se você largar um pouco o smartphone, deixar de lado a televisão, os noticiários sangrentos, se você aquietar a sua mente e observar as diversas facetas da vida, você verá que tudo são oportunidades de aprendizado.
Mas a principal pergunta não foi respondida:
– De que adianta a reencarnação se eu não lembro? Como vou pagar por algo que não fiz?
Uma pessoa não precisa ser reencarnacionista, não precisa nem acreditar em Deus para constatar que existe um oceano gigantesco abaixo da ponta do iceberg que é a nossa consciência racional e objetiva. Nós usamos, normalmente, em nosso dia-a-dia, em quase todas as atividades que nós fazemos, apenas a nossa consciência superficial, que é racional e objetiva.
Essa consciência, que nós achamos que é o “eu”, é apenas a ponta do iceberg. O eu verdadeiro está no subconsciente. Nós somos seres de um potencial inimaginável. O Gênesis diz que nós somos imagem e semelhança de Deus. Jesus disse que nós somos deuses. Acontece que nós estamos mergulhados num mundo material denso. O nosso único contato com a realidade exterior são os nossos cinco sentidos físicos.
Nós somos muito mais que isso. Em nosso subconsciente está tudo gravado. Todos os nossos sentimentos, pensamentos, palavras e ações estão gravados em nosso subconsciente. Foi a isso que Jesus se referiu quando disse que “até os fios de cabelo de vossas cabeças estão todos contados”.
Você não precisa ser reencarnacionista nem acreditar em Deus para entender o que é um trauma de infância ou um recalque. Grande parte do seu comportamento, das suas escolhas, da sua visão de mundo são fruto de coisas que aconteceram com você quando você era uma criança pequena, são fruto de experiências suas de que você não lembra.
Ou seja: você é dirigido, em grande parte, por coisas que você não lembra – mas isso não quer dizer que essas coisas não existiram.
Você lembra de tudo o que você fez na sua infância? Você lembra de quando você tinha um ou dois anos de idade? Claro que não lembra. No entanto, a sua primeira visão de mundo, as suas primeiras impressões sobre as coisas, sobre o mundo, sobre as pessoas nasceram nesse período da sua vida.
Isso não é Espiritismo, isso até um estudante de psicologia sabe.
Mas não vamos tão longe: você lembra do que você fez exatamente um ano atrás? Não lembra!
O fato de não nos lembrarmos não quer dizer que não tenha acontecido. Está tudo registrado. Quando reencarnamos nós assumimos um novo corpo. Esse corpo não pode vir carregado com o armazenamento das nossas memórias anteriores.
Todos os meus vídeos, todos os textos que eu público e outros trabalhos inéditos estão arquivados no meu computador. Se eu comprar um novo computador ele não vai vir com esses arquivos. O computador é novo, ele não tem nada a ver com os arquivos do computador antigo.
Mas quem é o dono do conteúdo do arquivo? Quem é que sabe, que conhece tudo o que compõe o arquivo? Sou eu! E se precisar eu posso fazer tudo de novo, porque o produtor do conteúdo sou eu!
Mas se eu escrever tudo de novo, se eu gravar tudo de novo, muito provavelmente, quase certamente, eu vou fazer melhor do que eu fiz antes. Eu sei mais do que eu sabia antes. Eu tenho um pouco mais de conhecimento, eu desenvolvi mais habilidade para escrever, eu tenho mais facilidade para falar num vídeo do que eu tinha antes.
Ou seja: o conteúdo dos arquivos não está perdido. Ele está em mim. O computador é apenas uma máquina – assim como o meu corpo é apenas uma máquina.
Tudo o que experimentei nas minhas existências anteriores está dentro de mim. Eu sou o somatório de tudo. Eu não lembro do que eu fiz, porque a máquina através da qual eu me manifesto nesse momento não contém esses arquivos. Mas o conteúdo dos arquivos está em mim. Isso me faz um ser único: eu tenho habilidade para algumas coisas e dificuldade para outras coisas – como todo mundo.
A dificuldade de quem não compreende a reencarnação é a sua identificação com o ego. Podemos chamar de ego ou podemos chamar de personagem. Isso que nós apresentamos é uma personagem Essa personagem foi programada desde o seu primeiro dia de vida. Programada pelo que viu, pelo que ouviu, pelo que sentiu, pelo que desejou, pelo que concluiu, pelo que fez…
Mas eu não sou essa personagem. Eu sou um ser imortal. Podemos chamar de individualidade, consciência, espírito, o nome não importa. Eu sou um ser único e imortal. Esse ser se manifesta e se desenvolve através de várias dimensões, ocupando vários corpos através do tempo.
A dificuldade de quem não compreende a reencarnação é a sua identificação com a personagem. A pessoa enxerga a si mesma apenas como isso que ela aparenta ser no momento presente.
Se hoje a pessoa é Pedro, ela não entende porque tem que pagar pelos erros do João que viveu no século passado.
Em primeiro lugar, como eu já disse antes, nós não estamos aqui para pagar nada. Estamos num permanente processo de aprendizado. Nesse aprendizado nós colhemos o que nós plantamos, porque isso é uma Lei – Lei ensinada por Jesus no Evangelho: “a cada um segundo as suas obras”.
Em segundo lugar, você não é Pedro e você não foi João. Você está Pedro e você esteve João. Você é espírito imortal. Você viveu uma experiência como João e hoje vive uma experiência como Pedro. João e Pedro são diferentes modos de você expressar o ser que você é.
Mas o ser que você é de verdade está muito além disso que você apresenta agora. Você apresenta apenas a superfície do seu ser. Você é muito mais. E num nível de consciência bem mais profundo, nós sabemos de tudo isso. Sabemos que vamos e voltamos muitas vezes, quantas vezes forem necessárias para o nosso aprimoramento.
– Mas como é que nós aprendemos com os erros de outras vidas se nós não lembramos deles?
Você não se questiona a respeito das diferenças entre as pessoas? Você não nota que existem pessoas com mania de perseguição, pessoas deprimidas sem razão aparente, pessoas que têm raiva de todo mundo, pessoas que preferem viver isoladas, pessoas que são revoltadas por sua condição social, pessoas de todos os tipos?
Podemos atribuir à genética, podemos atribuir ao meio em que essas pessoas vivem, e tudo isso exerce grande influência – mas nada explica tudo satisfatoriamente. Há pessoas com a mesma genética, que receberam a mesma educação, que vivem exatamente no mesmo meio, sofrendo as mesmas influências, e no entanto são muito diferentes.
Nós trazemos a nossa bagagem de experiências quando reencarnamos. Não como memória acessível – porque o computador é outro – mas como sentimentos, como tendências, como facilidades ou dificuldades naturais.
Nada explica a Justiça Divina como a reencarnação. Nada explica a lógica e o encadeamento de tudo na vida como a reencarnação.
Isso tudo é filosofia. Cientificamente a reencarnação não pode ser provada. Quando nós dissemos “cientificamente” nós estamos nos referindo aos meios cartesianos.  Não tem como provar que existe reencarnação num laboratório, como se faz com experimentações químicas, por exemplo. Assim como não existe nenhum mecanismo capaz de detectar a existência do espírito independente do corpo
Mas existem pesquisas sérias, de pessoas não religiosas, como o Dr Ian Stevenson, que dedicou a sua vida a pesquisar casos sugestivos de reencarnação.
Além disso, mais de dois terços da população mundial tem a reencarnação como uma realidade biológica. Aliás, a dificuldade de aceitar a reencarnação está no Ocidente, onde predominam as três grandes religiões abraâmicas monoteístas: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Todas têm a mesma origem. Todas partem do princípio da obediência sem questionamento. O conhecimento parece ser um tabu para as religiões abraâmicas monoteístas: Lá no comecinho do Gênesis Deus proíbe comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Conhecer é proibido. Questionar é proibido. Pensar é proibido.
Pense! Questione-se! Conheça!

Morel Felipe Wilkon-Espírito Imortal

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