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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

SILÊNCIO


Vivemos em uma sociedade em que os alaridos histéricos do mundo exterior, muitas vezes, abafam os espaços internos. Esses barulhos ensurdecedores costumam emudecer os silêncios da natureza, dos olhares, das estrelas, da respiração, dos gestos de ternura. E, o pior, nos ensurdece às falas de nossa essência, levando-nos a perder o contato conosco, com a natureza e com o Eu Superior.

Somente no silêncio vamos conseguir a relação com o nosso ser mais profundo; é este silêncio que abre as possibilidades da paz interior. É na calmaria e no remanso do silêncio que vamos encontrar aquela fonte inesgotável onde estão e se revelam as energias e potencialidades múltiplas.

“Tao é a fonte do profundo silêncio
Que o uso jamais desgasta
É como uma vacuidade
Origem de todas as plenitudes do mundo.”

Este é o princípio da sabedoria do Taoismo.

É preciso que nos treinemos para ouvir os doces sopros do silêncio, para as escutas mais leves e sutis, pela abertura do coração e da mente em estados de calmaria e serenidade.

O silêncio nos remete ao vazio e este vazio é o objetivo de toda meditação. Quando tudo se cala dentro de nós, Deus se manifesta. Como diz um amigo, Miguel Almir de Araújo, “com sua espessura macia, o silêncio nos mergulha nos oceanos de nossos desvãos mais enigmáticos e vastos”.

O silêncio vivifica e fertiliza. Somente no estado de intenso silêncio, somos capazes de ouvir os mistérios do sagrado e comunicarmo-nos com a beleza do cosmos. Tudo de mais profundo só se revela no silêncio. É no silêncio que se revelam os valores mais nobres da vida: a fraternidade, a solidariedade, a justiça, a humildade, a beleza, a alegria, o amor verdadeiro...

O nosso grande poeta, Tiago de Mello, proclama: ”a couraça das palavras protege nossos silêncios e esconde aquilo que somos”. A melhor maneira de compreender, seja lá o que for, não é falando e nem ouvindo as palavras, mas auscultando o silêncio.

Terminando lembro, mais uma vez, palavras de nosso amigo, Miguel Almir Araújo:

“as janelas do silêncio
abrem as portas da escuta
levam à casa da sabedoria

os silvos do silêncio
sibilam canções sagradas
nos ermos de meu templo.”

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