BOAS VINDAS

Seja bem vindo! Espero que aqui encontre alento, beleza, amor e paz! E que possa espalhar isto para o mundo, que vive tão sedento de tudo isto.



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sábado, 30 de janeiro de 2010

AMOR IMPOSSÍVEL


Hoje encontrei a foto da Rua Gorki, onde você me disse que passearíamos um dia. Bateu-me uma enorme nostalgia, pois nunca mais vou ver você e nem passear ao seu lado na Rua Gorki, nem em lugar algum.

Existem amores que nunca nos abandonam na saudade. Ficam como protótipos do amor verdadeiro, talvez porque nunca se realizam. Nossos corações e nossos corpos arderam em fogo, mas nunca sua mão tocou a minha. Sonhamos com um futuro que jamais existirá. Fizemos mil planos que jamais haverão de se concretizar.

Hoje, se ouço uma bela música, choro pensando em você. Se vejo um belo quadro, lembro-me do quanto você o apreciaria! Tudo de bom traz no bornal a sua lembrança...

Ah, quanto eu o amaria! Mas, assim, não quis a vida! Ou não quisemos nós?...

Conhecê-lo foi uma das melhores coisas que me aconteceu. Sua alma tão límpida...

Seu coração de anjo... Sua face tão nobre!

Depois de você, como posso amar algum outro homem? Nenhum nunca conseguirá ser tão belo e maravilhoso! Nenhum será tão amigo, nem tão romântico, nem tão espiritualizado!

Se leio um belo texto, penso logo em lê-lo para você... Se os caminhos são belos, lembro como você os amaria! Se a chuva tamborila leve na vidraça, você chega junto com ela. Se é o sol, você brilha com ele. Em tudo está o seu espírito!

Ah, as praias que nunca verei, os caminhos pelos quais nunca caminharei, as músicas que nunca escutarei, os livros extraordinários que nunca lerei... Os poemas que nunca farei... Tudo é você!

Todos os amores que tive na vida eram pálidas imitações do amor que, um dia, arrebataria minh’alma. Mas, você nem nunca saberá desse amor. Nunca tomará conhecimento de minhas lágrimas, de minha saudade, de minha solidão!

Você: o homem que eu busquei, talvez por muitas vidas, escapou-me como água a escorrer pelos dedos.

Você dizia que era um anjo que me trouxe à terra para, depois, encarnar e podermos nos encontrar e amar, vestidos de humanos. Mas, não era verdade! Era apenas um sonho e eu acordei e fiquei condenada a chorar para sempre, com a lembrança eterna de um amor que nunca se realizou.

INDEPENDÊनकिया EMOCIONAL


Sempre haverá quem nos criticará e condenará, porque, conforme o ditado popular: “cada cabeça, uma sentença”. Pobre de quem vive querendo corresponder a todas as expectativas alheias! Fica como uma corda bamba, pisando em ovos, dilacerando a si próprio, abrindo mão de seus desejos, de seus sonhos, para, mais tarde, depois de morto por dentro, descobrir que, ainda assim, dedos maldosos são apontados para si, com alguma espécie de condenação.

O importante é que vivamos de acordo com nossa consciência, nossos princípios, e respeitando o nosso semelhante. Respeitar não significa ser como ele, ou fazer como ele. Respeitar é aceitar e acolher o outro como ele é, como ele pensa, com suas diferenças.

Para nossa felicidade e equilíbrio emocional, é importantíssimo que nos guiemos por nossa própria cabeça e pelos conselhos, cheios de sabedoria, dos grandes Mestres.

Devemos estar muito ocupados com o nosso desenvolvimento moral, intelectual, espiritual, de tal forma, que não nos sobre tempo para repararmos no comportamento dos outros ou no que dizem a nosso respeito.

O que os outros pensam a nosso respeito em nada vai modificar a nossa evolução. O que importa é o nosso pensamento , sentimento e ação corretos; o nosso desejo de crescer e os esforços que envidamos para isto.

“O povo comentava que Jesus andava com os pecadores”, diz um versículo de Lucas. Que bom! Pecadores ou aprendizes somos todos nós, os que mais precisamos de sua bondade, de sua solicitude, de seu perdão.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A HORA DA TRISTEZA


Deveria haver um esconderijo para a Tristeza e a Saudade, não acham? Tem dia que a única vontade que temos é colocar a cabeça no travesseiro e nos esquecermos de tudo, não é verdade? Às vezes, caímos, tropeçamos e o desejo é de ficar ali no chão porque o cansaço é demais...

Não costumo ficar olhando para trás e nem me lamentando.. Mas, putz..., quantas vezes, sem a gente pedir, a Tristeza e a Saudade nos batem à porta?!

Se a gente pudesse saltar estes dias... Não escrever... principalmente crônica porque a tristeza fica bem no poema, mas não na crônica. Tristeza e saudade dão poemas fenomenais. Mas, em crônica?! Crônica é para a gente falar de beleza, de alegria, de Deus e Sua Criação, dar um pitaco no que os outros andam fazendo (principalmente os políticos...), comentar o dia-a-dia... Mas a danada da Tristeza insiste em entrar no peito e na crônica... o que fazer, então?

Dizer da dor que nos oprime o peito, de lágrimas inoportunas a correr pela face, do passado que insiste em voltar, dos erros que teimam em nos atormentar, da injustiça da qual nos consideramos vítimas? Abrir assim o coração e lavar “roupa suja” em público não fica nada bem! Vamos e convenhamos...

Mas, o que faço? Como afastar-me de mim mesma na hora de escrever? Bem, no final das contas, acho até que o leitor pode gostar. Porque ele vê e sente na pele que o escritor é humano, é gente com carne, sangue, suor, lágrimas, falhas, pecados. Ele vê o nosso avesso. Quem não tem avesso? Quem é sempre bom, sempre alegre, sempre perfeito? Não conheço gente assim. Todos nós somos cheios de contradições! E não me peçam coerência, porque todos somos incoerentes.. Tudo depende do sol, ou da lua, sei lá!

Onde o riso, onde o canto, onde o azul e o calor? Dentro de mim, hoje, só existem a tristeza e a saudade. Saudade de mim mesma em tempos que já se foram. Saudade de seres amados, capazes de nos escutar e de nos apertar a mão num gesto solidário.

Já repararam que a tristeza perturba? Ninguém gosta de ficar perto de gente que está triste, como se tristeza fosse doença contagiosa. A verdade é que ninguém gosta de lembrar que pode, a qualquer momento, ser vítima do sofrimento.

Vamos lá, alegria, alegria, que a vida é festa permanente! Xô tristeza, xô saudade! Sai pra lá, bicho ruim! Afinal de contas, está tudo igual, como antes, “no quartel de Abrantes”...

MISSÃO DE LUZ


Todos nós somos templos do Espírito e aqui estamos para cumprir uma missão. O fato de que o nosso corpo é um templo, morada do Espírito, implica numa vida de profundo respeito a si mesmo, evitando tudo aquilo que possa envenenar-nos ou conspurcar-nos.

Isto significa que devemos ter uma vida sadia e reta. Uma alimentação balanceada, evitando tudo aquilo que a Medicina nos ensina que possa desequilibrar a nossa saúde. Significa, em síntese, uma vida moderada e equilibrada em todo sentido.

Vida sadia e reta implica, também, pensamentos puros e elevados para estarmos em profunda sintonia com Deus, com o Cosmo, atraindo para nosso campo magnético apenas boas vibrações.

A missão que devemos cumprir, seja qual for, exige, antes de mais nada, uma atitude de alegria, amor, esperança e fé diante da vida. Esta missão, muitas vezes, nos exige sacrifícios, como momentos de lazer e outras coisas materiais.

Precisamos ouvir, quando, às vezes, temos necessidade de falar; precisamos criar tempo, quando o serviço nos aperta; precisamos ter uma inesgotável paciência, quando a vontade é de estourar e jogar tudo para o alto...

Ser verdadeiramente espiritualista, consciente de seu dever, não é nada fácil. Exige muito de nós. Mas, não devemos desistir nunca, pois a Luz está sempre ao nosso lado, dando-nos força, mostrando-nos o caminho e confortando-nos.


Devemos representar tudo aquilo que é sinônimo de vida: anseio, sonhos, amor, alegria, dor, criatividade. Só assim estaremos cumprindo nossa missão e crescendo, dia a dia.

Isto implica, também, em uma vida de oração e de amor incondicional. Aquele que vive, exclusivamente, preocupado com as coisas terrenas, não tem condições de crescer. “O caminho da Vida é para dentro”, disse algum mestre, cujo nome me escapa agora. O alarido da vida terrena não pode nos afastar do nosso Eu verdadeiro, de nosso Eu Superior, de todas as verdades que moram dentro de nossa Essência.

Esta opção exige, ainda, muito estudo e uma eterna atitude de humildade, pois somos , sempre, meros aprendizes.

SAUDADES DE MIM




SAUDADE DE MIM CRIANÇA,
SAUDADE DE MIM ADOLESCENTE,
SAUDADES DE MIM MULHER...
SAUDADES DOS CAMINHOS
QUE PERCORRI,
DAS PESSOAS
QUE SE FORAM
E ATÉ DOS QUE FICARAM.
SAUDADES DE UM SORRISO,
DE UM BEIJO,
E ATÉ DOS SONHOS
NÃO CONCRETIZADOS...
SAUDADES DE TUA MÃO NA MINHA,
DE CAMINHADAS PELA PRAIA,
DE VIAGENS,
DE LUGARES,
SAUDADES DO PASSADO...
QUANDO FOI QUE MORRI ?...
NÃO SEI...
SÓ SEI QUE ESTA ENORME SAUDADE
NÃO É SENÃO
SAUDADE DE MIM MESMA...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

" TU ÉS PEDRO NAVA "



Manoel Hygino dos Santos é, sem dúvida, brilhante. Mas, mais do que isso, o jornalista, o escritor, o crítico literário, o historiador, é de uma cepa de intelectuais que está morrendo, cujo porte é de tamanha profundidade e extensão, que, ao escrever, é capaz de fazer análises de cunho psicológico, filosófico, sociológico, político e social, o que só é permitido àqueles que possuem um grande acervo de conhecimentos.

Hoje, as pessoas têm muita informação e alguma profundidade naquilo em que se especializaram. Mas, homens com Manoel Hygino, acostumados à leitura dos clássicos de todos os tempos e nações, conhecedores de toda a trajetória humana na Terra, exercitados na filosofia dos "monstros sagrados", tornam-se cada vez mais raros.

Manoel Hygino, assim como alguns idosos que tenho a felicidade de conhecer, é de uma estirpe em extinção, o que , realmente, é uma pena.

Depois de algumas outras obras, incursionando, inclusive, no período da ditadura militar, ele, anos atrás, nos presenteiou com algo instigante e apaixonante: "Tu és Pedro Nava – um crime que ficou sem castigo".

Não pude conter-me:: quando iniciei sua leitura, bebi suas palavras com a sede de um náufrago, não conseguindo parar sem chegar ao final.

O autor faz um estudo do suicídio de Pedro Nava, nome relevante em nossa literatura. Homem, cuja grandeza intelectual, por sua vida extraordinária e por sua obra de grande porte, jamais poderia ser contestado, mas sempre reverenciado.

O autor passeia, também, pela vida de outros grandes escritores, que lançaram mão do suicídio. Ele coloca, então, em foco o grande mistério que cerca a morte de criaturas fabulosas, que deixaram sua marca profunda na História da Humanidade e não suportaram mais viver.

Dizem que, nos grandes incêndios, as pessoas se jogam, espontaneamente, das alturas, porque não suportam a ansiedade de esperar pela morte.

Vida e Morte: grandes Mistérios e grandes desafios para o filosofar humano.

O suicídio, que vai contra o primeiro princípio da vida, o instinto de sobrevivência, é, talvez, o maior mistério que envolve a aura Vida&Morte.. Muitos filósofos, psicólogos, psiquiatras, sociólogos, como Durkheim, têm dedicado estudos, tentando explicar a esfinge do suicídio.

Não quero aqui discutí-lo. Minha posição é bem clara, mesmo que alguns possam achá-la superficial: ou acreditamos na vida eterna , na existência de uma Inteligência Suprema e hierarquia no Universo, ou realmente a vida não tem sentido algum e o caminho de quem pensa seria apenas um: o suicídio.

È fácil viver tranquilo, e no terra-a-terra, quando o indivíduo não possui grande inteligência. Ele nem se faz perguntas: simplesmente vive e cuida das coisas da matéria.

A Vida, porém, para os profundos pensadores, é sempre um Mistério , que instiga e angustia, mesmo quando se possui fé, como no caso de Santa Teresa D’Ávila, citada por Manoel Hygino.

Acredito que, se não fosse o câncer, a grande escritora, Clarice Lispector, por sua grandeza e angústia, teria se juntado a tantos outros homens brilhantes que usaram desse recurso.

Voltando à obra de Manoel Hygino, ele faz um estudo cuidadoso das múltiplas versões e explicações para o suicídio de Pedro Nava. Faz desfilar, por nós, as idéias de pensadores reconhecidos, como Fábio Lucas, Alaor Barbosa, Chico Lopes, Rodrigo Melo Franco de Andrade e outros.

É uma obra de pesquisa detalhada que, mesmo tratando de um tema sombrio, nos fascina por toda o tempo da leitura.

Penso que essa obra de Manoel Hygino vem enriquecer, de maneira extraordinária, os estudos sobre Pedro Nava. Ele deixa no ar uma pergunta importante, que não pode se calar, e que se liga ao próprio título da obra "um crime que ficou sem castigo": quem teria dado aquele último telefonema para o grande médico e escritor? Sem dúvida, o autor desse telefonema foi a mão que apertou o gatilho.

Que direito têm as pessoas de bisbilhotar e condenar a vida particular dos homens de grandeza pública ? Isso é algo que me estarrece, pois penso que entrar na privacidade de outrem é um crime sem perdão.

Nossa vida particular somente pertence a nós mesmos:

é um sacrário que alguém só pode se adentrar com a nossa permissão.

Mas, a vida de pessoas que se expõem, como nós, os escritores, é sempre ciscada pelos escaravelhos humanos que adoram a imundície e que, incapazes, de fazer qualquer coisa para ficar na História, jogam lama no nome de quem muito pensa e produz. É a velha chaga da Inveja...

Mais uma vez, obrigada, Manoel Hygino, obrigada e parabéns! O povo brasileiro e, principalmente, nós mineiros, ficamos em dívida com você por esse tesouro que resolveu legar para a História de nossa Literatura e Filosofia.

ESTATURA


NA POEIRA DO COSMO,

O MEU PLANETA,

PLASMADO NOS SÉCULOS,

CADINHO DE DOR,

TRABALHA SILENTE

EM CIRCUNVOLUÇÕES;

PALCO HUMILDE

DE NOSSAS VIDAS,

INSTRUMENTO PRECIOSO

DO NOSSO TRABALHO,

GUARDA EM SEU SEIO

O TOQUE CARINHOSO

DE MÃOS DIVINAS.

INTRIGA E DESLUMBRA

AQUELE QUE FOI GERADO

PELO AMOR;

FAGULHA MINÚSCULA

DA ETERNA FOGUEIRA,

QUE, EM SEU ORGULHO,

SE JULGA SENHOR !...

ORAÇÃO


SENHOR,


SOMENTE VÓS SABEIS DA DOR QUE CALO, DAS LÁGRIMAS QUE ENGULO, DAS CICATRIZES QUE ESCONDO...

SOMENTE VÓS CONHECEIS OS CAMINHOS DIFÍCEIS QUE TIVE DE PALMILHAR, SANGRANDO MEUS PÉS...

SOMENTE VÓS SABEIS QUANTAS NOITES INSONES E SOLITÁRIAS VIVI, VENDO MORTOS TANTOS DOS MEUS ONHOS, CHORANDO A AUSÊNCIA DE ENTES AMADOS, DESCONHECENDO COMO SOBREVIVER NO AMANHÃ...

SOMENTE VÓS SABEIS DA MINHA LUTA INSANA PARA VENCER MINHAS LIMITAÇÕES, CONTINUAR VIVA E LEVAR ATÉ O FIM O VOSSO PLANO PARA A MINHA EXISTÊNCIA !...

SOMENTE VÓS SABEIS QUANTO AMOR, QUANTO PERDÃO, QUANTO CARINHO, QUANTO ENTENDIMENTO ABRIGUEI EM MINH’ALMA.

SOMENTE VÓS CONHECEIS O PENSAMENTO DAQUELES A QUEM NUNCA FIZ OU DESEJEI MAL, MAS ME CALUNIARAM E CONDENARAM-ME POR APARÊNCIAS ENGANOSAS...

SOMENTE VÓS, PAI AMOROSO, CONHECEIS MINHAS NOBRES INTENÇÕES, DESTROÇADAS, MUITAS VEZES, POR MINHAS FRAQUEZAS HUMANAS...

SOMENTE VÓS PODEREIS ABRIGAR-ME COM TODO O AMOR QUE ASPIRO E A TODOS OS MEUS IRMÃOS, CUJAS PEDRADAS AINDA ME DÓEM NA CARNE, MAS SÃO TÃO FILHOS COMO EU MESMA !

AMÉM !

PALAVRAS DE YOGANANDA




6-março de 1938


Os cataclismas que subitamente ocorrem no seio da natureza, provocando devastações e danos em massa , não são "obras de Deus"..

Essas catástrofes resultam dos pensamentos e ações dos homens.

Onde quer que o equilibrio vibratório do mundo entre o bem e o mal seja perturbado por um acúmulo de vibrações nocivas, resultantes de pensamentos e procedimentos errôneos do homem, veremos destruições como as que experimentamos recentemente (1938)

O mundo continuará a ter guerras, calamidades naturais até que todos os povos corrijam seus erros de pensamento e de comportamento. As guerras ocorrem não por uma ação divina fatal, mas pela disseminação do egoismo natural. Elimine-se o egoismo- individual- industrial, politico, nacional e não haverá mais guerras.

Quando a materialidade predomina na consciência do homem, há uma emissão de raios negativos sutis, seu poder cumulativo perturba o equilibrio elétrico da natureza , e então ocorrem terremotos, enchentes e outros desastres. Deus não é responsável por eles!

O homem tem que controlar seus pensamentos antes de poder controlar a natureza

(do livro A ETERNA BUSCA DO HOMEM , PAG. 304)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

TRISTEZA DE NÃO SER POETA


SE EU SOUBESSE FAZER POESIA,

DE AMOR NÃO MORRERIA,

POIS TODAS AS DORES

EM PALAVRAS DERRAMARIA...

AH, POETA EU QUISERA SER

E DESLUMBRAR O MUNDO

COM ESTE TESOURO

QUE VIVE EM MEU CORAÇÃO...

NASCERIA E MORRERIA

A CADA ALVORECER

E A CADA ENTARDECER.

HOJE SERIA LÁGRIMA,

AMANHÃ SOMENTE SORRISO...

SERIA PÁSSARO, SERIA FLOR,

VIAJANTE, PEREGRINA,

FILÓSOFO E PROFESSOR.

AH, SE POETA DEUS ME FIZERA

ESTE GRITO NÃO ESTARIA SUFOCADO

COMO UM ESPINHO

EM MINHA GARGANTA ATRAVESSADO...

QUISERA FAZER POESIA

E FALAR DE REINOS ENCANTADOS,

DE BOSQUES E CALMARIAS,

FADAS, DUENDES

E JARDINS DESCONHECIDOS.

SE EU FIZESSE POESIA

NÃO ME LAMENTARIA,

POIS EM VERSOS CANTARIA

A DOR DESTA VIDA,

EM MEU PEITO CRAVADA...

MAS,COMO POETA EU NÃO NASCÍ,

SÓ ME RESTA CHORAR

E MORRER DE TANTO AMAR...

CAMINHOS


ESTRANHOS CAMINHOS

OS MEUS.

PESADA ESTA DOR,

PESADO ESTE AMOR,

ESTE DESEJO

DE ETERNIDADE

E PAZ...

PARA ONDE ME LEVAS, CAMINHO ?

A QUE PÁTRIA,

A QUE CORAÇÃO ?

QUE ENCONTRAREI,

POR FIM ?

MAS,EU CREIO !

NÃO ME ASSUSTAM

ESSES CAMINHOS ESTRANHOS

ESTA DOR,

ESTES ROSTOS

QUE NÃO CONHEÇO...

LÁ FORA,

LÁ ADIANTE,

SEI LÁ,

HÁ UM JARDIM

À MINHA ESPERA.

EU HEI DE CHEGAR,

BREVE, ESTAREI LÁ !...

SOMBRAS


ALMAS AMIGAS DE MINH’ALMA,

ÚNICO ALENTO DE MEU CAMINHO,

SEREIS , UM DIA, APENAS LEMBRANÇAS,

FOTOS AMARELECIDAS

DO ÁLBUM DE MINHA VIDA.

SEREIS NADA MAIS QUE SOMBRAS E PÓ,

E EU, COM A ALMA CHEIA DE PRANTO,

CONTINUAREI A CAMINHAR SÓ,

ATÉ QUE, UM DIA, EU MESMA VÁ

REPOUSAR NO SEIO DA MÃE-TERRA,

OU, ENTÃO, AO VOSSO ENCONTRO

EM DIMENSÕES IGNOTAS,

QUE TALVEZ VIVAM

APENAS NA MINHA ESPERANÇA...

PROFETA


FUI ESTRANGEIRO

EM MINHA TERRA.

PORQUE ANDAVA SOZINHO

PELA NOITE

À ESPERA DA HORA

EM QUE SE DESNUDASSEM

OS CORAÇÕES,

PARA QUE EU CONHECESSE

A VERDADE DOS HOMENS,

JULGARAM-ME LOUCO.

PORQUE FALEI DE COISAS

QUE NÃO ENTENDIAM,

PENSARAM SER NECESSÁRIO

QUE EU FOSSE EXPULSO

PARA LONGE E ESCORRAÇADO

COMO UM CÃO,

PARA QUE PUDESSEM,

DE NOVO,

VIVER TRANQUILOS...

MESMO, PORÉM,

QUE ME DEIXASSEM,

EU NÃO TERIA PODIDO FICAR,

POIS SENTIA

QUE ERA PRECISO VAGAR

PELO MUNDO INTEIRO

ATÉ QUE CHEGASSE

A MINHA HORA.

E, QUANDO ESSA HORA CHEGOU,

EM PAÍSES ESTRANHOS, FUI RECEBIDO COM CALOR

E TIDO COMO POETA E CANTOR

RÉQUIEM PARA AMIGA





A primavera se anunciava com o céu claro, o sol ardente e as flores se abrindo. Numa manhã assim, sem aviso prévio, uma alma de luz voltou para a Casa do Pai.

A luz do dia era pequena comparada a sua própria luz. Por onde passava, espalhava-a, derramando paz.

Desde criança, lutou bravamente contra uma doença auto-imune que ameaçou sua vida tantas vezes. Mas, ela não era de se deixar abater facilmente. Seu bom-humor, sua força não davam tréguas à doença.

Ela era aquela mulher forte de que fala a Bíblia. Entregue, dia e noite, ao trabalho, suas mãos de abençoada habilidade criavam verdadeiras obras de arte.

Era calada. Ouvia mais do que falava. Confidente e amiga de tantos jovens que seu velório vestiu-se da beleza da juventude, qual bando de passarinhos chilreando num canto melancólico. Este foi o maior enfeite de sua despedida, pois ela, na sua simplicidade, já havia pedido um velório sem coroas e adereços.

Ela parecia se apoiar nas palavras de Santa Teresa d’Ávila: “Nada te perturbe, nada te assuste. Tudo passa. Deus é imutável. A paciência tudo alcança. A quem possui Deus, nada falta. Deus é plenitude”.

Só nós, que privávamos de sua intimidade, conhecemos suas bravas batalhas: as cirurgias, a hemodiálise, os transplantes, o caminho espinhoso sem o apoio do companheiro, a criação do filho, que ela tanto amou e desejou...

Irmanadas na luta pela mesma doença auto-imune, costumávamos dizer: “Somos duras na queda. Tiramos tudo de letra”. Mas, ela sofreu muito mais do que eu, pois, por uma benção, que nem sei se mereço, a doença, até agora, não me atacou os rins.

E, depois de problemas tão graves, dois transplantes, quando se livrara finalmente da hemodiálise, numa cirurgia simples de hérnia, quando nenhum de seus amigos se preocupou porque sabíamos que isso para ela não era nada, sua alma resolveu voar rumo ao infinito, deixando-nos órfãos.

Pegou-nos a todos de surpresa. Amante da vida como era, sei que não gostaria de nos ver tristes. Mas é que a ausência de um ser amado dói muito. Por mais que tenhamos uma visão esperançosa da morte, por mais que pensemos que estamos preparados. A ausência é sempre dolorosa.

Não ver mais aquela fisionomia de paz, não assistir suas mãos habilidosas criar novas belezas, não ouvir sua voz paciente... tudo isso é por demais doloroso!

Gostaria de ter convivido mais com ela, aprendido, de verdade, a lição suprema da humildade, da paciência, da solidariedade, da resignação.

Nunca ouvi de sua boca uma única reclamação. Sempre que a gente perguntasse, a resposta era sempre a mesma: “Tudo ótimo”. Mesmo quando seu irmão caçula se foi, de morte súbita e prematura, ela não se queixou. Sua dor foi calada.

Mãe de tantos... Um pouco mãe de minha própria filha, a chamada Dinda de minha neta, por ser madrinha de seu melhor amiguinho... Ah, Nádia, o mundo pode não ter tomado conhecimento de sua bela jornada. Mas, para mim e para todos que a conheceram, você era um mundo de ternura. Para todos nós sua partida foi triste e haveremos de sentir muito a sua falta.

Pessoas vazias, cheias do próprio ego, vaidade e orgulho, tantas vezes recebem homenagens grandiosas. Mas, pessoas grandes como você passam despercebidas para aqueles que estão envolvidos apenas com seus objetivos menores de suas vidas sem grandeza alguma.

Depois de tê-la conhecido e convivido com você por mais de trinta anos, mais cresce a minha convicção de que pessoas “cheias de Deus”, as pessoas santas são sempre silenciosas e humildes.

Esteja em paz, minha amiga e me perdoe se não me doei mais a você!

Aqui continuamos nós na espera do reencontro. E como tão bem disse São João da Cruz: ”O amor não cansa e nem se cansa”. E você era só amor.

+ Minha amiga se foi em 19 de Setembro de 2009.

NÃO SOU MESTRE...


Não sou mestre de ninguém. Ninguém é discípulo meu.
Sou como a flecha na encruzilhada, cuja missão é apontar o caminho certo e depois ser abandonada.
Se o viajante parar diante de mim, contemplando a minha forma de cores, se, em vez de demandar a invisível longiquidade, se enamorar da minha visível propinquidade, não compreender a minha mensagem, que aponta para além de mim, rumo ao infinito... Aí de mim, se for espelho, perante o qual os homens parem para se contemplarem a si mesmos, em mortífero narcisismo!
Feliz de mim se for janela aberta, que permita visão de horizontes longiquos, passagem franca para o Infinito!
Não sou Mestre de ninguém. Ninguém é discípulo meu!
Indico a todos o Mestre invisível, que habita na alma de cada um e para além de todos os mundos.
Sinto-me feliz, quando o viajor, orientado pela legenda da minha seta, me abandona e vai em demanda da indigita meta em espontânea liberdade, rumo à longínqua felicidade..

Trago dentro de mim as verdades acima escritas, que retirei do Livro "A Voz do Silêncio", de Humberto Rohden

domingo, 24 de janeiro de 2010

OGRITO DO SILÊNCIO




Que dizem as palavras?...
Nada...
Diante de profundos
Sentimentos
E de arroubos
De deslumbramento,
A palavra cala.
Silêncios de espera,
Silêncios povoados
De sonhos,
Silêncios de tortura
E de loucura.
Silêncios de esperanças,
Silêncios de solidão,
Silêncios de perdão...
Os olhos em brasa,
O coração aos pulos,
Tudo fala
De um amor sem cura...
Um silêncio de fraturas
Da alma,
Que ficou em estilhaços
Pelo silente caminho...
Silêncios de inverno,
Gritando pela primavera.
Esperança sincera,
Dentro da tarde mansa.
Que, em silêncio,
Espera o anoitecer,
quando tudo poderá
acontecer...

LOUCURA DA CRIAÇÃO


MUSA QUE ME VISITA,

EM NOITES DE DESENCANTO,

SERÁS APENAS O DELÍRIO

DE UM PSIQUISMO DOENTE ?

TU QUE DESPERTAS EM MIM

EMOÇÕES SEMPRE NOVAS

E QUE ME DESCORTINAS

HORIZONTES NUNCA VISTOS,

TU QUE ÉS O ÓCULOS COLORIDO

ATRAVÉS DO QUAL EU VEJO A VIDA,

TU QUE ÉS AMOR, SAUDADE E PRANTO,

SERÁS APENAS O PRODUTO

DE UM ELEMENTO DA MENTE

SEMELHANTE À MESCALINA ?

ACASO NÃO SEREI NADA, NEM NINGUÉM

SENÃO SANGUE, NERVOS E PÓ ?

NÃO TEREI EM MIM UMA ALMA

QUE ANSEIA, AMA E LAMENTA,

QUE É O SOPRO DO CRIADOR ?

OU NÃO EXISTE DEUS, NEM NADA

E NÃO SEREI POETA,

MAS APENAS LOUCA ?!...

SAUDADE


OLHANDO FOTOS ANTIGAS,

VEIO-ME UM APERTO NO PEITO:

SAUDADE DOS QUE SE FORAM

E ATÉ SAUDADE DE MIM MESMA...

SAUDADE DE AMORES PERDIDOS

E DE ALEGRIAS VIVIDAS...

PARECE QUE TENHO NA ALMA

UM PUNHAL CRAVADO

E NÃO TENHO PODER ALGUM

DE FAZER O TEMPO

VOLTAR ATRÁS...

PRA ONDE FOI AQUELA GAROTA

CHEIA DE SONHOS E FANTASIAS ?

MORREU NELA A POESIA,

O ENTUSIASMO E A ALEGRIA ?...

AH, LÁGRIMAS ARDENTES

ROLAM EM MINHA FACE...

EM QUE CURVA DO CAMINHO

PERDI A MIM MESMA ?...

SAUDADE DE BEIJOS

E CARÍCIAS,

CAMINHADAS DE MÃOS DADAS ,

COM NOITES PEQUENAS

PARA TAMANHO ARDOR

E VIDA TÃO CURTA

PARA TÃO GRANDE AMOR !...

HOJE, CAMINHO SOZINHA,

TENDO A DOR POR COMPANHEIRA

HOJE AINDA SONHO COM ALGUÉM

QUE VIRÁ

DEVOLVER-ME A POESIA...

A SAUDADE QUE DÓI AGORA

É DE ALGUÉM QUE NÃO CHEGOU...

sábado, 23 de janeiro de 2010

A GRANDE VIAGEM





A transição para outra dimensão é uma certeza que todos nós temos, que vai acontecer um dia. Entretanto, muitas pessoas evitam falar no assunto como se isso exorcizasse o “fantasma“ que temem.

Mas, se temos que passar por algo não seria melhor falar muito sobre esta questão e preparar-nos para isso? Toda viagem que fazemos não é precedida por planos, arrumação de bagagem, acerto de coisas práticas? A Grande Viagem deveria, também, ser algo natural para todos nós e, para ela, a melhor preparação é o exercício do desapego.

Tenho assistido à passagem de vários irmãos e dois fatos nunca me sairão da mente. Estive presente, com o meu amor e a minha prece, à agonia de duas criaturas profundamente religiosas em vida. Uma era, no entanto, muito agarrada aos seus pertences, trazendo trancados todos os armários de sua casa. A outra era uma criatura completamente desprendida. A primeira teve uma agonia lenta e dolorosa, suplicando, até os últimos instantes, que não a deixassem morrer. A segunda despediu-se de mim com toda tranquilidade, descansou a cabeça no travesseiro, consciente do que se passava e simplesmente fechou os olhos como se apenas adormecesse.

Naqueles dois momentos, pude compreender que a passagem era difícil para o primeiro irmão porque ele tinha muita bagagem e isto pesa e dói. Já o segundo não levava “cajado nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem mesmo uma muda de roupa a mais.” Assim, estava leve e tranquilo. Nada o prendia aqui. Seus olhos e seu coração já estavam namorando a outra vida. Porisso foi-se alegre e grato.

A hora da “morte” é um momento muito especial. De profunda solidão. Porque ninguém pode morrer por nós e nem carregar nossas culpas... Estamos, frente à frente, conosco mesmos. Podemos ter passado toda uma vida fugindo da nossa verdade mas, nesse instante, não podemos evitá-la. Somos nós e nossa consciência. O Eu ideal diante do Eu real.

Se nesse instante - já difícil por sua natureza - quando estamos nos despedindo de nossos companheiros de jornada, de nosso próprio corpo, instrumento tão precioso durante a estada nesta dimensão, preparando-nos para o “nascimento” ou o mergulho em outra realidade, ainda estivermos carregando “entulhos”, tudo fica bem mais difícil.

A vida no planeta Terra é uma graça, é um dom, uma excursão de aprendizagem, uma oportunidade única de crescermos bastante e desenvolvermos as nossas duas asas do Amor e do Conhecimento. Ao partir, é bom que a nossa bagagem seja apenas o importante aprendizado para o qual viemos em missão.

SEPARAÇÃO






VIESTE AO ENCONTRO

DE MINHA ANSIEDADE,

FAZENDO MENOS AMARGA

A MINHA TAÇA.

ENCHESTE OS VÃOS DE MINH’ALMA

E FOSTE ALEGRIA E TORMENTO.

AMASSAMOS JUNTOS O TRIGO,

PISAMOS JUNTOS A UVA.

BEBEMOS O VINHO DA ESPERANÇA

E COMEMOS O PÃO DA VIDA.

MAS, A PRÓPRIA VIDA TE RECLAMA

E TU TE VAIS

DEIXANDO-TE COMIGO

E LEVANDO-ME CONTIGO...

MAL DE AMOR






QUE SABES DE SOLIDÃO?

ACASO CONHECES A TERRA

DE MEU CORAÇÃO?

QUE TE IMPORTA

SE A NOITE É VAZIA

E TUA AUSÊNCIA

É UM GRITO SUFOCADO

EM MEU PEITO?...

QUE TE IMPORTA

SE MEUS GESTOS

TÃO LENTOS,

SEMELHANTES À CATATONIA

DE ALGUÉM QUE SOFRE DE UM MAL

SEM CURA?...

O TEMPO PASSOU,

POR VÁRIAS VEREDAS ANDEI,

DEBAIXO DE CHUVA E DE SOL,

LONGE OU PERTO,

SEMPRE CONTIGO

EM MINHA CARNE

ENCRAVADO

TUDO VIVENCIEI...

TE TRAZENDO EM MINH’ALMA

COMO DOCE LEMBRANÇA...

AH, AMOR, COMO QUISERA

QUE , PELO MENOS,

MAIS UMA VEZ,

POR MEU CAMINHO CRUZASSES

QUE PUDESSES OLHAR

MEUS OLHOS TRISTES,

MAS DE UM SENTIMENTO

TÃO PROFUNDO DE ESPERANÇA...

VOLTA O VERÃO,

CHEGA O NATAL

E EU, QUERENDO

VOLTAR NO TEMPO

PARA A ÚNICA NOITE

EM QUE , EM TEUS BRAÇOS,

SENTINDO TEUS LÁBIOS,

PUDE SER DEVERAS FELIZ...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

NOSSA RELAÇÃO COM O DINHEIRO


“Nuestra Relación Con El Dinero”
Por Alicia Galván
Tradução: VerônicaD’amore

No princípio, nosso Deus Pai-Mãe nos deu tudo o que necessitávamos para nossa sobrevivência e manter com facilidade nossos corpos físicos durante nossa travessia terrena. Se nos deu a luminosidade do Sol, ar fresco, água, comida e materiais dos quais construir refúgios e fazer roupa para nós mesmos; a Intenção Divina era que nossas necessidades físicas fossem supridas para que assim nós pudéssemos nos focar em usar nosso dom do livre-arbítrio e nossas faculdades criativas de pensamento e sentimento para aprender a co-criar os padrões de perfeição desde o Corpo Causal de Deus no plano físico.

Nunca foi intenção do Plano Divino que nós precisássemos lutar desde manhã até a noite em trabalhos mundanos somente para colocar alimento sobre a mesa e abastecer as necessidades de nossos corpos físicos. Isto de fato é uma distorção tosca que fizemos do Plano Divino original para este planeta e é uma incômoda distração de nosso propósito e razão de ser nesta escola de aprendizagem. Depois da “queda”, perdemos consciência de nossa Herança Divina e do fato de que somos Filhos de Deus. Ao descender para freqüências mais e mais densas de nossas próprias criações erradas humanas, fomos incapazes de escutar a orientação de nossa Presença EU SOU, à qual agora nos referimos como “a pequena voz dentro de nós”. Para compensar este vazio em nossas vidas, desenvolvemos nossos egos humanos fragmentados, baseados no temor. Demos nosso poder a este aspecto mudado de nós mesmos, permitimos que nos manipulassem com a crença de que apenas somos nossos corpos físicos e o plano físico é tudo o que existe.

Com essa percepção distorcida, começamos a crer também em carência e limitação. Esquecemos que estamos co-criando esta realidade e que a Luz primária, sem forma, que compreende cada partícula de Vida no plano físico, é ilimitada. Esquecemos sobre a infinita abundância de Deus e começamos a temer por nossa própria sobrevivência. Assim, nos tornamos temerosos de que não haja o suficiente para as nossas necessidades vitais a fim de que cada um viva comodamente e em paz. Começamos a acumular as coisas que necessitamos para sustentar nossos corpos físicos, os quais por sua vez, bloquearam a fluidez da infinita abundância de Deus. Somos co-criadores com nosso Deus Pai-Mãe, assim quando nossos pensamentos e sentimentos baseados no temor se refletiram na substância elemental da Terra, começamos a experimentar as condições climáticas que resultaram em inundações, secas, fome, pragas e pestilências. Quando isso se sucedeu, fomos projetados para um círculo vicioso. Quanto mais acumulávamos as coisas que necessitávamos para sobreviver, menos disponíveis estavam as coisas para cobrir as necessidades da vida e mais temerosos nos tornávamos.

Desenvolvemos uma consciência de avareza e egoísmo, a qual acreditamos ser necessária a fim de sobrevivermos. Começamos a lutar por terra, comida, água e coisas materiais.



Eventualmente, criamos um sistema monetário para trocar pelas mesmas coisas que Deus nos havia dado livremente. Conforme a confusão e o caos construídos, nossos egos humanos nos forçaram a crer que qualquer coisa que necessitássemos fazer para sobreviver era apropriado, ainda que isto significasse mentir, roubar, enganar ou matar. Ao se certificar da dissolução da economia global, podemos ver claramente a evidência desta trágica situação em todos os lados para onde olhamos. Praticamente cada mal que se manifesta na Terra pode ser investigado em retrospectiva, para a consciência baseada no temor da falta e limitação. Isto é verdade, ou seja, que falemos sobre corrupção, violência e depravação moral nos governos, os militares, as instituições financeiras, as corporações, as indústrias
médicas, de seguros e farmacêuticas, organizações religiosas, instituições educativas, algumas organizações sem propósito de lucro ou setor privado e os indivíduos.

Nossos egos baseados no temor, para sobreviver, infunde à Humanidade o desejo de fazer o que quer que seja para obter o que desejamos. Durante eões a gente tem atuado, continuamente, com a percepção distorcida de falta ou carência e limitação. Como resultado desta ilusão, as pessoas por todos os lados estão retorcendo-se em dor e sofrendo. Nossos egos humanos perpetuados na prisão da consciência de pobreza.

É hora de trazer para nós o poder que os nossos egos humanos nos usurparam e é hora de darmos a nossa Presença EU SOU total domínio sobre nossas vidas. Temos a habilidade de reclamar nossa Herança Divina e de restaurar o fluxo ilimitado da abundância de Deus. Nunca foi tão importante para nós fazer isto como agora. Conforme a Luz de Deus aumenta na Terra e a negatividade que conflitua com essa Luz é empurrada para a superfície, para ser transmutada e curada, estamos vendo que a economia global gira sobre areias movediças de corrupção e avareza. Desde as aparências externas, parece que a economia se dirige ao colapso total mas, de fato, esta é a obscuridade antes do amanhecer.

A limpeza que está tendo lugar no mundo econômico é uma parte necessária do processo de cura. Os arquétipos antigos de avareza, egoísmo, corrupção e depravação moral estão sendo expostos e destruídos a fim de limpar o caminho para os novos arquétipos de Abundância Infinita e Paz Eterna de Deus. Aqueles que estão desejosos em obter sua riqueza prejudicando outras partes da Vida estão destinados ao fracasso.

Ou seja, que estejam prejudicando as pessoas ou contaminando a Terra, seus nefastos esforços estão sendo expostos no brilho da Luz da Verdade Divina. A busca pelo egoísmo se tornou o número um que vem prevalecendo durantes anos, não pode sustentar agora que os novos arquétipos estão em seu lugar.

É o momento que foi profetizado quando “tudo o que está escondido, agora deve se revelar.” Os esquemas clandestinos de ilusão e desonestidade que têm prejudicado as multidões em uma rede de pobreza, já não mais serão ocultados sob o manto da obscuridade. A pequena elite que acumula a riqueza do mundo enquanto milhões vivem com fome, enfermidade e falta de higiene, já não terão êxito em suas aventuras auto-obsessivas.

A pobreza é uma criação humana errada e nunca se pretendeu que fizesse parte de nosso Plano Divino. Os padrões distorcidos de carência e limitação são uma ilusão que nós criamos e que tem se sustentado através de nossos pensamentos, palavras, sentimentos, ações e crenças.

Os novos arquétipos da Infinita Abundância e Paz Eterna de Deus estão baseados na Verdade Divina que DEUS É NOSSO PROVEDOR, não as circunstâncias externas do mundo. Nossa herança natural é o abastecimento contínuo de Deus de todas as coisas boas. Quando recordamos esta Verdade, abrimos nossos corações de novo para a fluidez ilimitada da abundância de Deus.

Este momento único será registrado no Livro Dourado da Vida como o tempo no qual a Era de paz Eterna e Infinita Abundância se estabeleceu permanentemente na Terra. Somente imaginem vocês e eu estamos fisicamente presentes para co-criar os eventos que elevarão este planeta e toda sua Vida para a Luz da Paz Eterna e da Infinita Abundância de Deus.

RECLAMAND A ABUNDÂNCIA DE DEUS

A fim de que nós possamos reclamar nosso Direito natural de Nascimento da Infinita Abundância de Deus, necessitamos clarificar nossa relação com o dinheiro. Já que temos escolhido viver em um sistema que usa dinheiro como fonte de trocas, necessitamos eliminar nosso temor e nos darmos conta de que o dinheiro é somente uma fonte de energia – ponto. Não é uma monstruosa entidade que vem às nossas vidas para manipular o seu poder sobre nós e reger nossos destinos. É somente por nosso temor para sobreviver que temos permitido que o dinheiro tenha este tipo de controle sobre nós.

Antes de tudo, devemos eliminar a consciência de pobreza e começar a funcionar com a consciência de prosperidade. No lugar de me preocupar todo o tempo com o não ter dinheiro suficiente, necessitamos nos focalizar em nossa gratidão pelo dinheiro que temos. Gratidão é um magnetismo que atrai mais ainda para nossas vidas – aquilo a que estamos agradecidos.

Cada vez que gastamos um centavo de nosso dinheiro, ou seja, para comprar, pagar as contas, por entretenimento ou o que for, devemos bendizê-lo com a gratidão pelo serviço que nos está proporcionando. Então, o deixemos ir livremente, sabendo que este dinheiro é somente uma fonte de energia e como TODA energia, se irá, expandirá e retornará a nós para dar mais serviço.

Se enviamos nosso dinheiro resmungando pelo alto custo de vida, temendo que não teremos o suficiente para cobrir nossos gastos, odiando gastá-lo nas necessidades da vida, de forma automática estamos bloqueando a fluidez da abundância de Deus.

O processo de desenvolvimento da consciência de prosperidade não significa sair e carregar coisas desnecessárias e nos colocarmos profundamente em mais dúvidas ao gastar dinheiro que não temos. Contudo, significa que estamos reconhecendo que o dinheiro está nos proporcionando um serviço que deveríamos aceitar com gratidão e apreço.

Ao alcançar a grande velocidade, é crucial que recordemos que somos responsáveis de co-criar nossa própria prosperidade. Devemos nos perguntar perpetuamente. “Se está acrescentando o que EU SOU pensando, dizendo, sentindo ou fazendo a minha prosperidade e a minha consciência de prosperidade? Ou estou bloqueando minha prosperidade com temor e consciência de pobreza?

Se o que estamos expressando está refletindo consciência de pobreza, então devemos nos perguntar: O que necessitamos mudar a fim de expressar consciência de prosperidade e abrir o fluxo da abundância de Deus justo agora? É imperativo que nos mantenhamos de forma tenaz em nossas visões positivas e as energizemos diariamente com nossas afirmações e o enfoque de nossa atenção. Devemos ser deliberados com a nossa riqueza. Através da persistência, confiança e aceitação, abriremos nossos corações a Deus e a todas as coisas boas.

UM FATOR VITAL AO RECEBER A ABUNDÂNCIA DE DEUS.

A Lei do Círculo tem um papel muito importante em nossa prosperidade. A maré e a fluidez de Vida, que está tão claramente demonstrada na Lei do Círculo, é um fator crítico a fim de que nós recebamos a fluidez da Ilimitada Abundância de Deus. Existem muitas expressões que descrevem a maré e o fluir de nossa Força de Vida: inalar e exalar, radiação e magnetização, dar e receber, causa e efeito, ação e reação, involução e evolução. A fim de que o Plano Divino de Deus seja realizado e para que nós recebamos um contínuo fluir da Infinita Abundância de Deus, a maré e a fluidez de nosso dom de vida devem estar equilibrados. Se estivermos recebendo mais Força Vital da qual estamos enviando ou vice-versa, se cria um desequilíbrio que bloqueia a fluidez.

Quando fomos voluntários para encarnar na Terra, aprendemos como nos converter em Co-criadores com nosso Deus Pai-Mãe, concordamos que cooperaríamos com a Lei Universal do Círculo e manter o equilíbrio da Força Vital. Nossos Pais e Deus concordaram em prover o que necessitaríamos para suster nossos corpos físicos, tais como a Luz do Sol, água, ar fresco, material para alimento e refúgio e a substância da Luz eletrônica que faz bater nossos corações e nos permite viver, nos mover, respirar, pensar e ter a nosso Ser no plano físico.

NOSSA RELAÇÃO COM O DINHEIRO (PARTE FINAL)

Em troca, aceitamos equilibrar nosso dom de Vida ao usar nossa Força Vital e nossas faculdades criativas de pensamento e sentimento, para expandir as fronteiras do Reino do Céu na Terra. Concordamos em usar nosso dom do livre arbítrio para observar os padrões de perfeição no Corpo Causal de Deus e, então, combinar estes padrões em nossas próprias formas únicas de criar expressões novas previamente desconhecidas da Divindade no mundo da forma. Concordamos enviar nosso dom de Vida nas formas que pudessem acrescentar Luz ao mundo. Isto se faz facilmente através de nossas expressões de amor, reverência por toda Vida, gratidão, sabedoria, abundância, paz, sorte e felicidade que abençoará toda a Vida na Terra.

Quando caímos no abismo de nossas próprias criações humanas errôneas, esquecemos os acordos que havíamos feito com Deus. Ainda quando, porém, estávamos recebendo e usando todos os dons de Vida que nosso Deus Pai-Mãe estava nos proporcionando, nós não estávamos dando nada em troca. Não estávamos utilizando para acrescentar LUZ ao mundo. Este comportamento auto-centrado bloqueou de forma efetiva a fluidez da abundância de Deus.

Uma vez que nosso abastecimento foi bloqueado, caímos em um padrão disfuncional de lutar cada dia somente para haver suficiente dinheiro para pagar pelas coisas que necessitávamos para sustentar nossos corpos físicos. Estas eram as mesmas coisas que Deus já nos havia dado de forma gratuita. Quando gastamos nosso tempo, energia e dinheiro para pagar pelo o que Deus já nos havia proporcionado; é como não dar nada de volta para equilibrar nosso dom de Vida. Este desequilíbrio nos aprisionou num modo de estancamento ou limitação. Como resultado, fomos lançados para as angústias paralisantes da pobreza que unicamente perpetuaram nossa consciência de carência e limitação. Esta condição desconcertante é a causa da pobreza que temos experimentado durante muitas vidas e é a razão para as situações financeiras que estão afetando a economia global agora.

As boas notícias são: que temos criado este problema a nós e temos o poder de fazer algo com isto. Temos a habilidade de renovar contratos com Deus e de reclamar nossa prosperidade. Tudo o que temos que fazer para renovar nosso contrato com Deus é começar a fazer o que concordamos fazer em primeiro lugar. Isto significa que necessitamos equilibrar na nossa Vida o que recebemos e nos beneficiar a cada dia ao dar algo de volta ou em troca e expandir os limites do Reino do Céu na Terra. Isto pode soar complicado, mas de fato é muito simples. Qualquer coisa que façamos, para melhorar a qualidade de Vida na Terra, expande os limites da Divindade e se acrescenta à Luz do mundo. O que seja que façamos para abençoar toda Vida ao compartilhar nosso amor, reverência, adoração, gratidão, sabedoria, abundância, paz, sorte e felicidade, enfim, mais incrementa a criação do Céu na Terra.

Existem tantas formas de nos abrir ao fluxo da abundância de Deus, quanto existe gente no planeta planejando formas de equilibrar seu dom de Vida ao compartilhar seu amor e apreço. Se de forma específica desejamos aumentar a abundância do dinheiro em nossas vidas, existe um processo muito específico que devemos seguir.

AUMENTANDO NOSSA FLUIDEZ
Na atualidade usamos o dinheiro como nosso meio de trocas, assim que a fim de que nós obtenhamos prosperidade e para nos converter em seres financeiramente livres, necessitamos incrementar nosso fluxo de dinheiro. Facilmente podemos fazê-lo ao aplicar a Lei Universal do Círculo. Lembre-se, o que é semelhante atrai ao que é semelhante. O que enviamos em forma de energia se expande e retorna a nós. O dinheiro é energia. A fim de que nós atraiamos mais dinheiro para nossas vidas, necessitamos enviar mais dinheiro.

Não necessito lhes dizer que nós todos estamos enviando toneladas de dinheiro para pagar as necessidades de nossos corpos. O problema é que Deus já nos proporcionou estas coisas necessárias para nós livremente, assim que, o dinheiro não conta como nosso dom de equilíbrio pela estima de nossa Força Vital. Com a finalidade de incrementar a nossa fluidez de dinheiro, devemos dar dinheiro de volta a Deus, em estima por nosso dom de Vida, para apoiar coisas mais além do que gastamos para sustentar aos nossos corpos físicos.

(...)

A atitude e consciência com a qual damos nosso dinheiro é crítica para nosso êxito. Nosso dinheiro deve ser doado livremente, sem nenhuma atadura. (...)

A razão pela qual necessitamos afirmar, conscientemente, o retorno de nosso dinheiro, é porque nós esquecemos de que o dinheiro é uma forma de energia, a qual deveria sair e retornar a nós. Somente temos bloqueado este processo natural com nossa consciência de pobreza.*

Através da percepção distorcida de nossos egos humanos temos desenvolvido a expectativa de que o dinheiro sai, mas nunca volta. Ao afirmar nosso Divino Direito de Nascimento e decretar aceitar o ilimitado fluxo da abundância de Deus, estamos reprogramando em nós para esperar a prosperidade. Podemos começar a reclamar a multiplicação na devolução de nosso dom, mas na Verdade, não existe limite para a devolução que podemos esperar. Quando afirmamos o seguinte decreto com profundo sentimento, afirmamos nosso dom de amor e estima e reclamamos a fluidez da abundância de Deus na corrente de volta.


Comentário de Verônica D’amore – Estas são minhas elaborações e não se caracterizam verdades absolutas. Contudo, é no que creio verdadeiramente aqui e agora. Compartilho com vocês.

Uma vez que entendemos o dinheiro como sendo uma energia, não creio que precisamos pagar a Deus na mesma moeda (ou seja, com dinheiro - já que esta não é uma criação D’Ele, mas Nossa. Isto se parece muito com a mecânica do dízimo e, embora eu não queira aqui introduzir nenhuma desdita ou discussão a respeito desta lógica; não me interessa investigar - se devemos pagar o dízimo ou não e se isto é cientificamente comprovado ou não pelos “Exegetas”; é preciso lembrar que, hoje temos muitos maus exemplos do mau uso desta energia - dinheiro, neste sentido e em outros no mundo inteiro).

Mas, penso que o que é válido na lógica do Universo do fluir abundância para as nossas Vidas é o modo como cremos e pensamos como recebemos e doamos ao Universo uma energia tão poderosa quanto esta (plasmada em dinheiro) que nós mesmos criamos.

Em troca, podemos aplicar desde em nós mesmos, a mudança do modo de ver e como conseguir mais desta energia (dinheiro) e, fundamentalmente, ter clareza para que a desejo em minha Vida, fazer o quê com este dinheiro ou como usá-lo – para o meu bem narcísico ou para um Bem Maior? Isto não precisa, necessariamente, estar vinculado a doações às Instituições de Caridade ou Beneficentes ou ONGs etc.

Mas, que isto tem a ver com a minha intenção! A intenção de desejar e a consciência que tenho desta, são os mais importantes promovedores de fluxo da energia abundante no Universo.

Se, temos uma relação mesquinha, egoísta e limitada com esta energia, então, compreendo que nada estamos fazendo de diferente para mudar o estado em que a criamos anteriormente, portanto, não estamos contribuindo em nada para com o Universo em forma de Luz ao Mundo. Se, ao contrário, converto esta energia poderosa que está plasmada em dinheiro, em alguma AÇÃO dirigida ao Universo Maior – ao Pai-Mãe Universal – terei a grata honra e certeza de que me retornará da mesma forma; se a minha crença for doar algo que considero o mais brilhante em mim para doar... Nesta lógica, compreendo que tudo pode realizar esta troca e agradecimento com o Universo. Novamente aqui dependerá de sua/minha crença verdadeira e justificada internamente.

O dinheiro é uma energia e como tal deve circular – entrar em movimentação – isto é capitalizar a energia plasmada no dinheiro. Faça-o de acordo com a sua responsabilidade ao EU SOU – esta capitalização pode vir em forma de mais Serviço, por exemplo. Quando não nos fixamos na espera (verdadeiramente), então, a fluidez surgirá...

É retornar ao amor pelo amor; ao serviço pelo serviço... E no dinheiro para fazer o uso de sua energia. É sair da lógica da “meritocracia” em que nossa cultura se aprimorou ilusoriamente. Aqui, dependerá muito mais de nossas habilidades, capacidades de crer no autopoder de antes mudarmos dentro de nós as crenças errôneas para, depois, expandir a energia em forma de Luz ao Universo!

Há muito trabalho a ser feito, efetivamente, para pôr esta energia em fluidez novamente. E este trabalho, repito, é nosso com cada um de nós primeiramente.

*Sugiro que os interessados neste tema leiam o artigo traduzido no Grupo – Um Curso em Milagres – sob o título: “Compreender a Natureza das Crenças” escrito por Stuart Wilde. Excelente!
__(Verônica D’amore)____
Retomando e finalizando o texto:

Uma vez que damos nosso amor e apreço por nossa Vida de volta a Deus na energia do dinheiro e reclamamos a multiplicação de Deus no fluxo de retorno da abundância, é importante que de forma consciente nós esperemos receber um aumento de dinheiro. Não devemos limitar a Deus ao tratar de imaginar de onde chegara o dinheiro, simplesmente necessitamos estar abertos e respectivos a cada avenida de retorno.

Comentário de Verônica D’amore)_________
Desculpem-me, mas aqui preciso novamente comentar – não posso concordar com este movimento. Porque há o que chamamos de bom uso e mau uso da energia. Portanto, deve me interessar sim, de onde vem este dinheiro e como ele me chega, porque de fato quando começamos a trabalhar e mexer com esta energia, outras podem estar vindo juntamente com ela – conforme suas crenças e condicionamentos inconscientes (superegóicas) – ou até mesmo karmicas.

A minha observação fez notar que, aos mais desavisados e aos menos conscientes dela, ou seja, se você não decretar, conscientemente, como será usado e para onde irá este dinheiro... Há os riscos de você trazer para sua vida mais dinheiro e, com ele, também, algumas situações que podem lhe pôr em constrangimento até em graves conseqüências de ordem moral. Você não precisa desejar isto e nem passar por isto – apenas precisa conhecer os mecanismos inconscientes que estão presentes em você e que mobilizam energias que não se dá conta.

Ora, quem trabalha com as energias sabe muito bem dessa vertente oculta e desastrosa de não sabermos o que estamos fazendo e por que o fazemos. Precisamos crescer também na magia de fazer acontecer, mas com sabedoria e não de forma ignorada.
Verônica D’amore)_______
Cada vez ao recebermos dinheiro inesperado ou quando alguém compra algo para nós ou paga por algo que nós pensamos ter que pagar, deveríamos aceitar isto como a abundância de Deus fluindo de volta as nossas vidas. Se as coisas que necessitamos estão em oferta ou se nossas contas são menores do que pensamos; este é o nosso dom de dinheiro que retorna para nós. Se alguém nos dá um artigo que pensamos que teríamos que comprar ou obtemos um aumento ou um trabalho mais bem remunerado, estamos recebendo abundância de Deus. Se alguém, finalmente, paga uma antiga dívida que achávamos estar perdida para sempre, ou se recebemos um reembolso maior do que esperávamos de nossos impostos, deveríamos reconhecer que este dinheiro é parte da abundância que retorna a nós.

Ao participar em dar e receber nosso dinheiro em amor e apreço por nosso dom de Vida, a abundância de Deus se converte em um estado do Ser sempre presente e como presença tangível em nossas vidas. Contudo, realizemos nosso acordo original com Deus e equilibremos nosso dom de Vida ao acrescentar à Luz do mundo através de pensamentos, palavras, sentimentos, ações e dinheiro e mais rapidamente seremos financeiramente livres.

Gracias Rita Calderón!
Traducción: Rita Calderon

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

CANSAÇO


OLHOS SECOS

DE QUEM ESGOTOU

TODO O PRANTO.

PÉS SANGRANDO

DE QUEM CAMINHOU

POR TODOS OS CAMINHOS.

LÁBIOS CERRADOS

DE QUEM JÁ GRITOU

TODO O AMOR,

TODA A BUSCA,

TODA A REVOLTA...

OUVIDOS MOUCOS

DE QUEM ESCUTOU

TODAS AS MENTIRAS.

MÃOS INERTES

DE QUEM JÁ FEZ

TODOS OS GESTOS.

CORAÇÃO CANSADO

DE QUEM SE ENTREGOU

SEMPRE,

E ENCONTROU APENAS

COURAÇAS E MÁSCARAS

DE POBRES CRIATURAS

COM MEDO DA VIDA...

O MILAGRE DA VIDA





LEVANTA, MULHER,

QUE É MADRUGADA

E TU TENS QUE A COMIDA

BOTAR NO FOGÃO.

PREPARA A MARMITA,

ARRUMA TEU HOMEM,

ALIMENTA AS CRIANÇAS

DE SONHO E ILUSÃO...

BATE A ROUPA NO TANQUE,

ESFREGA O CHÃO

E CORRE CANSADA

PRÁ CASA DO PATRÃO.

CAMINHA, LIGEIRO,

QUE O DINHEIRO NÃO DÁ

NEM PRÁ CONDUÇÃO.

ASSISTE DO MORRO

A VIDA PASSAR

SEM PEDIR LICENÇA

E NEM PERDÃO.

OS OUTROS, LÁ EMBAIXO,

NÃO SABEM DE NADA

PENSAM QUE TU´ÉS

UM NÚMERO NA MULTIDÃO

DOS OPRIMIDOS

DESSE MUNDO CÃO.

MAS, SE DEUS EXISTE

LÁ NOS CÉUS

OU ONDE FOR

ELE SABE A SANTA

QUE TU ÉS,

RENOVANDO , A CADA DIA

O MILAGRE DA VIDA

E DO PÃO!

REDENÇÃO






NÃO FOI UMA VIDA,

EU JURO QUE NÃO.

TANTOS AMORES,

TANTAS AS DORES,

AS HORAS DE ESPERA

E SOLIDÃO...

FORAM TANTOS OS SONHOS

E TERRÍVEIS PESADELOS

OS CAMINHOS DE PEDRAS

E ESPINHOS, QUE NÃO PODE SER

UMA VIDA SÓ NÃO...

FORAM MIL VIDAS,

EU SEI,

NASCENDO E MORRENDO,

CADA DIA, CADA NOITE,

CADA NOVA ESTAÇÃO...

NAVALHA NA CARNE

E FÉ NO CORAÇÃO...

MOÍDA,

TRITURADA

PELAS MÓS DOS MOINHOS

DAS MINHAS ILUSÕES...

EIS QUE UVA PISADA,

TORNEI-ME VINHO

DE GRANDE SABOR.

HOJE ROSA SEM ESPINHO

GERADA PELA VIDA

E PELO AMOR!...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

ORAÇÃO


PAI,

SEI QUE A REVOLTA,

O DESESPERO,

A VIOLÊNCIA,

O MEDO,

O DESAMOR

NADA PODEM CONSTRUIR !

ENSINAI-NOS, POIS,

A ESPERAR, MAS LUTANDO;

A CHORAR, MAS ACREDITANDO;

A CLAMAR, MAS AMANDO

E TRABALHANDO ...

CONFORMADOS, SIM, COM A TUA VONTADE,

MAS INCORFOMADOS SEMPRE

COM A VONTADE EGOÍSTA, HEDIONDA, CRUEL,

DOS PODEROSOS,

CUJA GANÂNCIA INSACIÁVEL

CRIA A FOME E A MISÉRIA ...

EXISTEM CULPADOS SIM!

E ELES ESTÃO AQUI NA TERRA,

QUERENDO FAZER ACREDITAR

QUE TODA DESGRAÇA

É FRUTO DE TUA VONTADE ...

SEPULCROS CAIADOS,

CAMINHANDO SEMPRE

SOBRE O SANGUE DOS INOCENTES ...

ILUMINAI-OS, PAI,

E FAZEI COM QUE NÓS

SEJAMOS CAPAZES DE PERDOÁ-LOS

E TRANSFORMÁ-LOS !

AMÉM!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

FELICIDADE


NOITE QUENTE

CORPO ARDENTE

MÃOS QUE BUSCAM

NO TRAVESSEIRO VAZIO

OUTRO CORPO

DE ALGUÉM

CUJO NOME É

FELICIDADE

ACASO NÃO TE LEMBRAS

QUANDO DOIS

ERAM UM

NA PLENITUDE DO AMOR?

POETA-MENINO


Poeta-menino,
Que cavalga
Pelo vento...
Sorriso aberto,
Por sendas incertas,
De um coração
Sem tamanho...
Alegria cantante
De quem conhece
Os segredos e mistérios
Da vida...
Poeta-criança,
Criança travessa
De muitas travessias...
Segue pelo mundo,
Ó poeta,
Distribuindo
Amor e alegria!
Dança a dança
Do universo
E ensina,
Com sua sabedoria,
A outros o passo
Dessa dança
Que cria
Compaixão e bondade,
No ritmo exato
Do compasso
Da dança da divindade...
Erê do sertão,
sertão da Bahia,
Terra de mistérios,
Festança e cantoria...
Poeta e mestre,
Desvenda os desvãos
E abismos da alma,
Nos caminhos espalhando,
A mãos cheias,
Todo o segredo
De sua felicidade.
Canta,
Dança,
Verseja,
Ensina
E semeia,
Pela estrada,
Os frutos
De seu coração
De menino...

domingo, 17 de janeiro de 2010

PRECE


A PRECE É UMA FONTE DE ENERGIA E PAZ. TODA VEZ QUE A PROFERIMOS, COM O CORAÇÃO ABERTO, COM A MENTE LIMPA, NÓS NOS REVIGORAMOS. É COMO SE NOS BANHÁSSEMOS NUMA DELICIOSA CACHOEIRA. DEPOIS DA PRECE, SENTIMO-NOS SEMPRE MAIS TRANQUILOS, AGRADECIDOS E CHEIOS DE CORAGEM E ALENTO.
NO MOMENTO DA PRECE, A LUZ DIVINA NOS ENVOLVE E É ESTA LUZ QUE NOS GUIA , PURIFICA E RENOVA.
MUITOS FAZEM DA PRECE UM ETERNO PEDITÓRIO E VIVEM A RECLAMAR QUANDO NÃO SÃO ATENDIDOS. É CLARO QUE DEVEMOS PEDIR! O PRÓPRIO JESUS DISSE: “PEDI E RECEBEREIS; PROCURAI E ACHAREIS; BATEI E ABRIR-SE-VOS-Á”. ENTRETANTO, ANTES DE PEDIR,DEVEMOS AGRADECER, LOUVAR, COLOCAR NOSSAS FRAQUEZAS, PEDINDO FORÇA PARA SUPERÁ-LAS
DEVEMOS, TAMBÉM, NOS LEMBRAR QUE, NEM SEMPRE, OS NOSSOS DESEJOS ESTÃO NO PLANO DE DEUS PARA A NOSSA VIDA. MAS, DE UMA COISA PODEMOS TER CERTEZA: ELE SEMPRE PLANEJA O MELHOR PARA NOSSO CRESCIMENTO ESPIRITUAL. DEVEMOS CONFIAR E ESPERAR. QUANDO ALGUÉM ME DIZ QUE NÃO REZA PORQUE NÃO CRÊ, EU SEMPRE DIGO: “REZE ASSIM MESMO. VOCÊ PODE NÃO CRER N’ELE, MAS ELE CRÊ EM VOCÊ. PERSISTA E, UM BELO DIA, SE DESCOBRIRÁ ORANDO COM FERVOR, COM LÁGRIMAS PURIFICADORAS A LHE ESCORREREM PELA FACE, EMOCIONADO COM O AMOR DO PAI D TOCAR-LHE.”

O ADEUS A UM AMIGO




Hoje, mais um amigo se foi... Fica a enorme saudade e as boas lembranças
de toda uma vida. E, ainda , a esperança do re-encontro na casa do Pai.
Fica seu riso franco, seu olhar profundo e brincalhão, seu grande amor pela família, sua busca ansiosa pelo saber.
Lá, no velório, sentada em um canto, fiquei reparando as pessoas, todas conhecidas. E percebi algo que me pegou de surpresa: como meus velhos amigos estavam ficando velhos! Até aquele instante, sempre os vi da mesma maneira, como quando a gente se conhecera.
Comecei a olhar uma amiga que, como eu, conseguiu muitos quilos a mais...Outra cadavérica e cheia de rugas . Os homens de cabelos grisalhos ou completamente brancos. Olheiras, olhos empapuçados, barrigas proeminentes...
Mas, meu Deus, o que aconteceu ?... Todo mundo envelheceu assim de repente?...
Aí, lembrei-me que estávamos todos na década entre os 50 e 60 anos. Era natural que nossa aparência física tivesse mudado... Por que , só então, eu percebia a dura realidade? Deve ser porque tudo passa tão rápido que a gente nem se dá conta...
Alguém se aproximou, eu levantei e nos abraçamos. A amiga fez uma observação que contrastava com a minha: “ Você sempre nova e bonita, hem!”
Eu pensei: “ Claro que ela deve estar falando por gentileza.” Respondi: “Que nada, lá estamos indo nós...” Nem sei se ela compreendeu o que eu quis dizer. Mas, deixa pra lá...
Ao chegar em casa, cansada, abatida, corri a olhar-me no espelho e percebi, chocada, que também estava envelhecendo. Cabelos ainda negros, nada de linhas no rosto, mas um sulco profundo entre os olhos e olheiras acentuadas. É, não há como escapar...
Lembrei-me, porém, da amizade sincera e profunda que nos unia a todos. Lembrei-me de todos os momentos de alegria que vivemos juntos...
Era tão linda minha vida, sentia-me tão feliz, tão grata, inclusive por ter gozado da amizade daquele que se foi.
Lembrei-me que se a gente perde, por um lado, ganha por outro. São muitas as perdas! Todo dia, a gente perde...Mas, como é boa a tranquilidade da maturidade que se aproxima da velhice. Não temos mais a soberba da juventude, somos mais acolhedores, pacientes, solidários, e estamos quase a alcançar a Sabedoria.
Nossos filhos estão criados e os netos chegando... É a vida se renovando. O eterno ciclo que se repete. A Vida é mesmo um Dom extraordinário!
Meu amigo Zé Alkmim não verá seus filhos crescerem e nem verá netos. Mas, enquanto ele viver em nossos corações e a vida se prolongar em seus filhos, ele estará vivo aqui na Terra.
Uma hora dessa, porém, lá, ao lado de seus pais terrenos, liberto de toda a dor e do peso da velhice que chegaria um dia, novo, glorioso, ele descansa onde procurei colocá-lo, nos meus momentos de dor, durante sua doença: no colo da Mãe amantíssima e ao lado dos anjos, que já rondavam seu quarto no hospital.
Até mais, meu irmão! Daí, peça ao Pai por nós que ficamos e ainda temos uma jornada a percorrer. Que Deus o abençoe! Obrigada por sua amizade, por sua confiança, por sua alegria. Shalom!

ALMA PEREGRINA


SOU PEREGRINA DA VIDA,
ANDEI MIL CAMINHOS,
VIVI MIL VIDAS,
CONHECI MIL MORTES.
SOFRI TODAS AS DORES,
CHOREI TODAS AS LÁGRIMAS,
RI TODOS OS RISOS.
BEBI A ÁGUA DE TODAS AS FONTES,
BANHEI-ME EM TODOS OS RIOS
E EM TODOS OS MARES.
PROVEI TODO O FEL
E TODO O VINHO.
BATI À PORTA
DE MIL CORAÇÕES
E EXPLOREI A TERRA
DE TODOS OS HOMENS.
BUSQUEI A VERDADE
EM TODOS OS LIVROS,
VASCULHEI TERRAS E CÉUS,
GALGUEI MONTES
E DESCI ABISMOS.
RECEBI A MENSAGEM
DE TODOS OS SERES
E TORNEI-ME POETA
E CANTOR.

sábado, 16 de janeiro de 2010

VERSEJANDO HAICAIS


NO MINUTO DO SILÊNCIO
A ALMA
QUE FALA.

NA BOCA
QUE CALA
O GRITO SUFOCADO.

NOS OLHOS
QUE SE OLHAM
O INFINITO DESVELADO.

NA PAZ DA FUSÃO
UM SÓ CORAÇÃO
BATE DESCOMPENSADO.

NO CALOR DA NOITE
NO FRIO DA MADRUGADA
O SILÊNCIO DO SAGRADO.

ENTREGA COMPLETA
NO DELÍRIO
DE LUZ REPLETA...

A VELHA MANGUEIRA


Será a vida uma eterna despedida ? Vivo me separando de pessoas queridas, de lugares, de jardins, de quintais...

Contemplo a velha mangueira que , por trinta anos, nos deu a todos , a mancheias, os mais saborosos frutos, doces como mel.

Estou, agora, me despedindo dela. Como está linda ! Vestiu-se, majestosa, de folhas novas, tenras e cheias de brilho.

Um vento suave balança as folhas-crianças. E seu tronco forte , com galhos também fortes, vai ficar ali, firme, quem sabe, por séculos... Até que uma mão impiedosa o jogue por terra, sem se importar com sua história.

Meu coração sangra ante tal possibilidade. Posso suportar, com dor, não vê-la mais, não colher seus frutos, mas me é insuportável a idéia de que alguém a assassine.

Além da beleza e dos frutos, ela sempre nos deu sua sombra acolhedora. Como ela é útil e importante ! Foi testemunha muda de tantos acontecimentos. De brigas, de beijos, de re-encontros, de luto, de doenças, de alegria, de dor...

Ah, minha velha mangueira, companheira de tantas reflexões e de tantas lágrimas !... Hoje, me despeço, grata por tudo que me deu, por tudo que foi em minha vida. E mais grata ao Criador que a fez tão linda e dadivosa. E grata, também, a Ele, por tudo que vivi ao seu lado, dores e alegrias, que me ajudaram a crescer, a tentar ser como você, a dar, gratuitamente, o mel de meu coração, os frutos de minha vida, o acolhimento de meu amor.

SABEDORIA


NINGUÉM É DONO DA VERDADE. SOMOS TODOS ETERNOS APRENDIZES.NINGUÉM É SÁBIO SIMPLESMENTE PORQUE VIVEU MUITO. TENHO CONHECIDO VELHOS IMATUROS E CRISTALIZADOS EM SUAS CRENÇAS,ÀS QUAIS SE AGARRAM, COM DESESPERO, E OUTROS SEMPRE ABERTOS A NOVAS IDÉIAS, ANOVOS SENTIMENTOS, VALORES E VIVÊNCIAS.

HÁ, TAMBÉM, PESSOAS QUE JÁ NASCEM VELHAS, SEM ENTUSIASMO PELA VIDA E DESTILANDO SEU PESSIMISMO. E VELHOS CHEIOS DE VIDA, OTIMISMO, ESPERANÇAS E SONHOS. TODO CONHECIMENTO DEVE COMEÇAR PELO NOSSO INTERIOR. PRIMEIRO, DEVEMOS, NO SILÊNCIO DE NOSSOS CORAÇÕS, PROCURAR OLHAR-NOS DE FRENTE, ENFRENTAR NOSSAS VERDADES, NOSSOS DEFEITOS E NOSSAS QUALIDADES. SOMENTE ASSIM ESTAREMOS PRONTOS PARA CONHECER, AMAR E CRIAR E TORNAR-NOS VERDADEIRAMENTE SÁBIOS.

DESCOBERTA


Somente em meu interior
poderei encontrar
o sentido da vida.
Somente dentro de minh'alma
posso conhecer
o Mistério da Vida
e do Ser!
Dá-me, Senhor,
a coragem de mergulhar
nos precipícios
de meu interior
e encontrar
o Sagrado,
o imaginário,
o feminino
Deus em mim,
a beleza,
a complacência,
a compaixão,
a misericórdia,
a justiça,
a Luz,
a Paz,
o que de melhor há em mim!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

PROMESSA


Quisera poder ficar
e repousar em ti,
pois meus pés sangram
e o cansaço me domina,
mas o mundo me chama ainda.
É preciso que eu ande
por todos os caminhos
e que derrame todo o orvalho
de meu coração.
É preciso que eu navegue
por todos os mares
e conheça todos os portos.
É preciso que eu veja
a Face de Deus
no rosto de todos os homens.
É preciso que eu vá com os ventos
e cante meu hino
por todos os cantos
e volte, depois, com a chuva,
pra fertilizar
a terra do teu espírito!

MEDO


Não temo a maioria das coisas que as pessoas temem. Não tenho medo da doença, pois a tenho driblado toda uma vida. Não temo a morte: para mim, ela nada mais é do que a janela para outra vida. Não temo assaltos, pois já doutrinei bandido com arma em meu estômago. Não temo perder bens materiais, porque já os perdi muitas vezes e nunca fui ligada a eles. Não tenho medo de perder entes queridos, pois sei que todas as chagas um dia cicatrizam e fica apenas a saudade. Não temo a solidão, pois gosto muito de minha companhia. Não temo luta alguma, pois, embora pacata, tenho alma de guerreira.

Mas temo as pessoas que não me olham nos olhos. Elas são perigosas, pois são falsas. Temo as pessoas infelizes, que vivem amarguradas, sempre se queixando, sem o deslumbramento diante da vida, pois costumam ser cheias de fel e derramam o seu veneno por onde passam. Temo as pessoas cheias de si, pois sabem enganar os tolos com palavras empoladas e poses de reis. Temo as pessoas usurárias, pois vivem em torno do próprio umbigo. Temo, também, as pessoas que ficam “em cima do muro”, sem jamais se posicionarem.

Não temo os animais, pois eles sabem perceber a brandura de um coração humano. Tenho medo dos homens! Da sua arrogância, da sua ambição, da sua hipocrisia, da sua raiva contida, de seus desejos frustrados, da ausência de compaixão e amor. Ah, pode haver coisa mais perigosa que um ser humano, cujo coração é um deserto, sem fontes e plantas? Há coisa pior que o desamor? Ele é o pai de todos os desatinos, de todas as guerras, de todos os relacionamentos mal-sucedidos. O desamor é perigosíssimo. Ele promove a injustiça, a desigualdade, a tirania, o apego, a usurpação das identidades, os preconceitos.

Peço sempre a Deus que perdoe essas criaturas, pois não sabem o que fazem e nem conhecem a si próprias. Entretanto, peço, também, que me livre delas, pois não lhes suporto a vibração.

Hoje, é muito comum escutarmos a frase: “O mundo está um horror!”. Mas não é o mundo! Embora ferida de morte, a Mãe-Terra continua se doando a seus filhos. Continua em sua órbita, obedecendo às leis do Universo. Todo o horror está no coração dos homens secos, áridos, impiedosos.

Amo pessoas! De toda a Criação o ser humano é a que mais me encanta. Ele é o único capaz de coisas grandiosas. Mas o temo quando ele perde a ética e vive sem Deus no coração. Quando ele perde o respeito, a dignidade, a esperança.

Entretanto, ainda não perdi a fé, pois, afinal de contas, em todos nós mora a Centelha Divina. Assim, sou uma mulher que ama a vida e vive sem medo, pois não construí minha casa sobre a areia, mas sobre a rocha. E os anjos estão sempre a me visitar. Além disso, procuro espalhar as sementes do bem e, com certeza, só poderei colher Amor.

ESPERANÇA


Quando vemos a noite passar
Sem que o sono venha
é porque estamos a pensar:
alguns em preocupações
outros nas dores do coração.


Quando a madrugada aponta
noite e dia se misturam
Os segredos que a ninguém se conta
Começam a gritar em nossas almas.


E a gente se põe a lembrar
De entes queridos que se foram
Da leveza da infância e da mocidade
Tudo que mora hoje na saudade.


Ah vida linda, vida louca, vida torta,
Que fizeste ao bater-me na cara tua porta?
Eu que amo passarinho, chuva, estrelas,
Flores e cheiro de terra molhada,
Eu que tenho alma de criança
Sonho, amo e não perco a esperança...


Eu que vivo como pastor da noite
A escutar sonhos, gemidos
e dores de almas alheias...
Que fizeste comigo, ó vida?
Por que me negaste
O amor com que sonhei?


Por que me deixaste
Sozinha e perdida na noite do passado
Sentindo n’alma o açoite
Do frio cortante
Da dor e da agonia?




Engolindo as lágrimas,
Preparo a face
Para o dia que se anuncia.
Encontrarei, por fim,
Em qualquer de tuas esquinas
A surpresa e o espanto
De uma sonhada alegria?


A vida prossegue
Em cascatas e remansos.
E eu acalento a esperança
De ser plena um dia...

PRANTO NA MADRUGADA


PRANTO NA MADRUGADA

Maria Luiza Silveira Teles

No vai e vem das horas
Me ponho a meditar
Tempo que me foge
E amor que me arde
Saudade como o vento
Batendo na janela
Na janela de minh’alma
Rostos, gestos e nomes
Tudo morto e levado pelo tempo
Mas, bem viva esta dor
Que me queima o coração
Dor de quem vive
De quem espera
De quem ama
E nas asas do tempo e do vento
Minh’alma viaja
Por ermos lugares
Lá no passado.
Por tão grande amor
E por tão grande dor
Criam-me asas
Não sou apenas mulher
Mas pássaro ferido
Em tempestade perdido
Sou noite, sou dia,
Sou primavera e outono
Sabiá e cotovia
Meu canto triste
Perde-se em madrugadas frias
E na solidão de meu quarto
Fantasmas me visitam
E ouvem tristes
Este meu canto...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

RECORTES DE VIDA




Cadeiras na porta,
Fala mansa
Dentro da morna tarde...
Lembranças do passado
No gostoso da conversa.
Brisa suave
Crianças na rua
Namorados na praça.
Calmaria
No vai-vem do balanço...
Risos de velhos
Gargalhadas de crianças
Sussurros de jovens
A vida que prossegue.
Sonhos e fantasias
Nas bolhas de sabão.
Bela estrela-cadente
Que corta os céus
No chegar da escuridão.
Passado, futuro presente,
O que tenho nas mãos?
O poder de projetar uma vida
Ou o silêncio de aceitar uma sina?
Beleza, amor e paixão,
Dor, anseio e saudade...
Vida que corta
Como um punhal
E, paralelamente,
Nos leva ao cume
Do gozo e da ilusão.
Vida de invernos
Que nos congelam as almas
E belas primaveras
Que acendem esperanças.
Outonos de promessas
E verões de lassidão...
Vida que alucina
E nos tem como prisão...
Vida em estilhaços
De um vadio coração...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

ENVELHECER? nÃO NECESSARIAMENTE...



Sempre considerei a vida uma escola, com seus graus e degraus. Também Djanira, personagem de nosso saudoso escritor montesclarense Dr. João Vale Maurício, já dizia:

- É. O mundo é escola. (...) A escola do mundo é de sempre.

Acredito porém que, nesta escola, Deus nos deu três grandes oportunidades para crescermos e aprendermos. A primeira foi quando nos deu a própria vida. A segunda quando nos fez pai e mãe. E a terceira quando o fogo da mocidade se acaba e a gente começa realmente a aprender de verdade.

Quando nos tornamos pais e temos em nossos braços aquela criaturinha desamparada e inteiramente dependente de nós, aprendemos a mais bela forma de amar: o amor incondicional. Quem não aprendeu, não vai amar mais ninguém. Esses serão sempre secos. Porque, infelizmente, existem mesmo os pais e mães desnaturados...

Aí, quando amadurecemos, já tendo percorrido um estradão danado nesta vida, quando perdemos os ardores da juventude, os encantos físicos, nos vestimos de luz.

Ao começar a sentir a falta de crianças em casa, ao olhar com saudade os rostos de nossos filhos e ouvi-los a nos dar lições, a nos considerar ultrapassados, Deus nos presenteia com uma nova versão de nossos garotinhos: os netos.

E, aí, com o coração explodindo de amor, alegria e orgulho, voltamos a ser jovens. Não nos importam mais os cabelos brancos, as carnes flácidas, as formas perdidas, as rugas no rosto. Não! Vamos refletir toda a beleza daquela onda de imenso amor que toma conta de nós.

Existem velhos feios sim! Aqueles que não vestem essa auréola de luz. Aqueles que se fecharam em seu egoísmo. Que se fecharam para a própria vida. Que carregam uma consciência pesada. Torturados pela culpa. O que faz o velho feio é a amargura, a desconfiança, o desamor.

Mas aqueles que seguiram a senda do Amor, que têm a consciência leve, possuem a eterna juventude. Transmitem segurança, paz, amor, ternura e carinho. Têm a pureza e a coragem das crianças. Têm bom humor e seu abraço aquece os corações. Vivem com alegria e prazer.

E, no contato com seus netos, se tornam eternamente crianças, com um amor inocente, verdadeiro e sem cobranças. Esses velhos iluminam o ambiente em que vivem. Eles zombam das convenções, vivem como desejam, dizem o que pensam e demonstram o que sentem. Têm auto-estima e entusiasmo. Têm brilho nos olhos e trazem sempre um sorriso na face. Parece que deles emana um amor que revigora a vida. E eles possuem todos os mistérios, magias, encantos e encantamentos da vida. Conseguiram descobrir da vida todos os segredos.

Atingiram a Sabedoria.

A LIÇÃO DO SOFRIMENTO


A LIÇÃO DO SOFRIMENTO


O que nos ensina o sofrimento? Como nos comportamos diante das tempestades que nos atingem, os males que nos afligem, as perdas que nos ferem, as doenças que nos limitam? Aceitamos, com resignação, aquilo que não podemos mudar, crescemos em espiritualidade, fortalecemos a nossa fé, ou, pelo contrário, nos revoltamos, nos desesperamos, nos amarguramos e nos tornamos céticos?

A vida nos ensina que o sofrimento é faca de dois gumes: alguns, quanto mais sofrem, como um diamante sendo burilado, crescem em humanidade. Tornam-se mais bondosos, compassivos, tolerantes, solidários. Outros desenvolvem uma revolta surda, silenciosa, que vai minando o seu ser, gangrenando-o.

Não há como evitar o sofrimento. Por mais que sejamos privilegiados em fortuna, em saúde, em inteligência, em beleza, em afeto, em qualquer curva da estrada, ele nos espera. Há até um verso de um poeta brasileiro, cujo nome me falta, no momento, que diz: ”Quem passou pela vida e não sofreu, passou pela vida, não viveu.” Sofrimento é, pois, contingência humana.

Alguns sofrem mais, outros menos. A razão dessa diferença está, talvez, nos planos de Deus para nós. Como os desconhecemos, o sofrimento se torna, tantas vezes, um mistério para nós.

Mas, não é isso o que importa. O importante é como aproveitamos o sofrimento para o nosso crescimento espiritual. Sem a espiritualidade, o que nos resta? Somos apenas um grão de poeira perdido no cosmo ou um pequeno verme, arrastando-se no chão. Sem o desenvolvimento espiritual, só podemos nos entregar aos soluços e gemidos.

Se não permanecemos fundados e firmes na fé em nosso Amado Mestre e inabaláveis na esperança, como podemos levar adiante a vida, cumprindo os compromissos do dia-a-dia e suportando a rotina e a dor? Dentro de nós mora a Força que haverá sempre de nos sustentar. Lembrem-se: “Tudo posso n’Aquele que me fortalece”.

Jamais pensemos, pois, em sofrimento como castigo,

sábado, 9 de janeiro de 2010

SAUDADE


Hoje, uma saudade danada veio bater à minha porta. E não adiantou querer deixá-la de fora. Ela, rebelde, foi se adentrando e tomando conta do meu ser.

Saudade de pés no chão, de fruta na árvore, de perfume de flor e mato, de leite ao pé da vaca, de andar na chuva sem medo e brincar nas enxurradas. Saudade daqueles que marcaram minha vida, ajudaram na formação de meu ser e, depois, se foram para outras dimensões, deixando cicatrizes em minh’alma.

Bobagem dizer que a gente se conforma, acaba por aceitar: aceita porque não tem jeito, porque por mais que rendemos a vida ela tem seus abismos, seus desertos, seus absurdos, seus imponderáveis.

De um modo geral, o ser humano foge de assuntos como doença, perdas, morte, tragédias. Esconjura-os para que eles jamais venham pegá –lo. Mas é uma fuga inútil: numa esquina ou beco qualquer do mundo,eles vêm e nos dilaceram. Assim é a saudade. A gente procura viver o hoje, o aqui e o agora, mas ela é um fantasma, que vive a nos rondar. Basta um momento de descuido e se aboleta em nosso coração, levando-nos à tristeza e às lágrimas.

E quando você percebe, com exatidão, o futuro que já se configura e anuncia a dor?... Você tenta de todo modo não pensar naquilo e busca o alento no momento presente da alegria. Mas... o futuro, um dia, chega. E a dor com ele. É como quando você vê seus pais, pouco a pouco, definhando, transfigurando-se, fragilizando-se. O que se pode fazer para transformar essa dura realidade? Seus heróis, seus portos, seus jequitibás, vão tombando lenta e dolorosamente. E a gente já sabe o que virá. E é impotente diante do curso natural e inexorável da vida. Vida dói, gente! Não adianta negar! É bonita, é aventura, é prazer, mas dói também. Dói nascer, dói viver, dói morrer.

E a danada da saudade, como um mosquito que nos aborrece e espantamos a todo instante, não é que continua alí?

Vai saudade! Deixa-me beber da taça maravilhosa da vida! Sai pra lá! Desocupa meu peito! Dá lugar para o amor e a beleza de sempre. O amor que é maior que você! E as dores todas do caminho. Acabou-se a quaresma. A Ressurreição aconteceu! Xô! Deixa-me viver que muito trabalho me espera! Um dia, a gente acerta as contas... Ah, esse dia virá, com certeza! Porque nesta vida tudo acontece, tudo é possível.

É como disse um sábio qualquer, cujo nome me foge à mente. “Não existe uma páscoa sem uma quaresma profunda”. E eu que não sou sábia nem nada, digo: não há Páscoa sem alegria, sem o sentido do amor, da fé e da esperança.

Afinal de contas, melhor ter saudade, Istoé, ter boas lembranças para curtir do que uma vida pobre, sem saudade alguma porque no passado só houve dor, miséria e desamor. Se for assim, viva a saudade, porque é sinônimo de vida bem vivida!

ALGUMAS DE MINHAS OBRAS

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