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domingo, 17 de janeiro de 2010

O ADEUS A UM AMIGO




Hoje, mais um amigo se foi... Fica a enorme saudade e as boas lembranças
de toda uma vida. E, ainda , a esperança do re-encontro na casa do Pai.
Fica seu riso franco, seu olhar profundo e brincalhão, seu grande amor pela família, sua busca ansiosa pelo saber.
Lá, no velório, sentada em um canto, fiquei reparando as pessoas, todas conhecidas. E percebi algo que me pegou de surpresa: como meus velhos amigos estavam ficando velhos! Até aquele instante, sempre os vi da mesma maneira, como quando a gente se conhecera.
Comecei a olhar uma amiga que, como eu, conseguiu muitos quilos a mais...Outra cadavérica e cheia de rugas . Os homens de cabelos grisalhos ou completamente brancos. Olheiras, olhos empapuçados, barrigas proeminentes...
Mas, meu Deus, o que aconteceu ?... Todo mundo envelheceu assim de repente?...
Aí, lembrei-me que estávamos todos na década entre os 50 e 60 anos. Era natural que nossa aparência física tivesse mudado... Por que , só então, eu percebia a dura realidade? Deve ser porque tudo passa tão rápido que a gente nem se dá conta...
Alguém se aproximou, eu levantei e nos abraçamos. A amiga fez uma observação que contrastava com a minha: “ Você sempre nova e bonita, hem!”
Eu pensei: “ Claro que ela deve estar falando por gentileza.” Respondi: “Que nada, lá estamos indo nós...” Nem sei se ela compreendeu o que eu quis dizer. Mas, deixa pra lá...
Ao chegar em casa, cansada, abatida, corri a olhar-me no espelho e percebi, chocada, que também estava envelhecendo. Cabelos ainda negros, nada de linhas no rosto, mas um sulco profundo entre os olhos e olheiras acentuadas. É, não há como escapar...
Lembrei-me, porém, da amizade sincera e profunda que nos unia a todos. Lembrei-me de todos os momentos de alegria que vivemos juntos...
Era tão linda minha vida, sentia-me tão feliz, tão grata, inclusive por ter gozado da amizade daquele que se foi.
Lembrei-me que se a gente perde, por um lado, ganha por outro. São muitas as perdas! Todo dia, a gente perde...Mas, como é boa a tranquilidade da maturidade que se aproxima da velhice. Não temos mais a soberba da juventude, somos mais acolhedores, pacientes, solidários, e estamos quase a alcançar a Sabedoria.
Nossos filhos estão criados e os netos chegando... É a vida se renovando. O eterno ciclo que se repete. A Vida é mesmo um Dom extraordinário!
Meu amigo Zé Alkmim não verá seus filhos crescerem e nem verá netos. Mas, enquanto ele viver em nossos corações e a vida se prolongar em seus filhos, ele estará vivo aqui na Terra.
Uma hora dessa, porém, lá, ao lado de seus pais terrenos, liberto de toda a dor e do peso da velhice que chegaria um dia, novo, glorioso, ele descansa onde procurei colocá-lo, nos meus momentos de dor, durante sua doença: no colo da Mãe amantíssima e ao lado dos anjos, que já rondavam seu quarto no hospital.
Até mais, meu irmão! Daí, peça ao Pai por nós que ficamos e ainda temos uma jornada a percorrer. Que Deus o abençoe! Obrigada por sua amizade, por sua confiança, por sua alegria. Shalom!

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