BOAS VINDAS

Seja bem vindo! Espero que aqui encontre alento, beleza, amor e paz! E que possa espalhar isto para o mundo, que vive tão sedento de tudo isto.



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domingo, 28 de fevereiro de 2010

ORANDO


SENHOR,

COMO PODEREMOS SER REALMENTE IRMÃOS, REBANHOS DE UM SÓ PASTOR, QUANDO DIVIDIMOS AS PESSOAS EM CLASSES, DISCRIMINANDO, ROTULANDO E, ATÉ MESMO, DESPREZANDO AQUELES QUE SE MOSTRAM DIFERENTES DE NÓS OU TÊM CRENÇAS, IDÉIAS E VALORES QUE NÃO OS NOSSOS?

VÓS SOIS A VERDADE, O CAMINHO, A VIDA, O CRIADOR SUPREMO, A ENERGIA MAIOR, A CONSCIÊNCIA CÓSMICA: SOIS TÃO RICO E COMPLETO QUE VOS MANIFESTAIS DAS MAIS DIVERSAS FORMAS ÀS VOSSAS CRIATURAS. QUANDO SEREMOS CAPAZES DE ENTENDER ESTA VERDADE TÃO SIMPLES E ABRAÇARMO-NOS COMO IGUAIS?

PARA VÓS NÃO EXISTEM PRETOS, BRANCOS OU AMARELOS; NÃO EXISTEM RICOS NEM POBRES; CRISTÃOS OU NÃO-CRISTÃOS; CRENTES OU ATEUS...

SOMOS TODOS VOSSOS FILHOS; NOS AMAIS INDISTINTAMENTE E PROVAVELMENTE SÓ VOS IMPORTAIS SE SOMOS JUSTOS OU INJUSTOS, FRIOS OU AMOROSOS, HUMILDES OU ORGULHOSOS, COMPREENSIVOS OU INCOMPREENSIVOS, TOLERANTES OU INTOLERANTES, TRABALHADORES OU INDOLENTES... MAS, DE QUALQUER MODO, NOS ABRAÇAIS EM VOSSA INFINITA MISERICÓRDIA E NÃO NOS NEGAIS, JAMAIS, A OPORTUNIDADE DE CRESCIMENTO, DE TRANSFORMAÇÃO, DE EVOLUÇÃO.

LOUVADO SEJAIS, POIS, SENHOR, ÚNICO DOS UNIVERSOS!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

BENDIÇÕES


Antes de minha grande viagem, gostaria de ser capaz de fazer a minha lista de bendições. Bendizer a todos e a tudo que me ajudou, na jornada terrestre, a ser o que sou. Só que precisaria, talvez, de escrever um livro, a fim de não cometer injustiças.
Começaria, é claro, por bendizer a Deus Nosso Senhor e meus pais que me concederam a vida. Os irmãos, escola de sociabilidade e amor. Os mestres, os escritores, os poetas, os médicos, os artistas, os músicos, os jornalistas, os servidores de toda ordem, os amigos, as crianças, mestras da verdade e da pureza, minha filha, lição permanente de convivência, minha neta, anjo de minha vida, os alunos, aprendizagem e carinho constantes.
Então, bendito seja Deus, Senhor dos Universos!
Benditos sejam meus pais, porto de minha vida!
Benditos os que têm me curado!
Benditos os que saciam minha sede e fome de saber e beleza!
Benditos os amigos, que me acolhem e ensinam!
Benditos sejam o oxigênio, a água, as flores, as árvores, os lagos, o mar, as estrelas, as noites, os dias, o sol, a chuva, a dor e alegria!
Bendito seja este universo que carrego, dentro de mim, de amor, experiências, idéias, sonhos, sentimentos!
Benditos sejam os que se doam!
Benditos os que bendizem!
Benditos os que semeiam boas sementes!
Benditos os que espalham alegria!
Benditos os que têm compaixão!
Benditos os que só sabem amar!
Bendita seja a Vida, Escola Maior!
Bendito seja o perdão, mel dos corações!
Bendita seja a cidade de Montes Claros, que me acolheu!
Bendita seja Francisco Sá, a cidade que me fez sua filha!
Bendita seja Belo Horizonte, cidade em que nasci!
Bendito seja, hoje e por toda a eternidade, o Amor que a tudo cria!
Amém!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A BENÇÃO DA VIDA


Diz Gabriel Garcia Márquez que “é necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e apreender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem sabe ver." Ela nos brinda com uma série de bençãos, gratuitamente.
Não é preciso ter muito para gozar da Vida. Basta estar atento. Aliás, um poeta inglês escreveu uma frase que jamais esqueço e estou sempre a citar: “to stand and stare”. Basta olhar com atenção toda a beleza que nos rodeia para bendizermos a vida. Infelizmente, porém, há uma multidão que jamais pára para olhar de verdade, sem nenhum tipo de julgamento. Enquanto outros só sabem olhar para aquilo que é feio e se lamentam, espalhando o fel de suas almas.
Além disso, parafraseando Alberto Caeiro, “ não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito: é preciso, também, que haja silêncio na alma.(...).” Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E, então, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia antes. Fernando Pessoa conhecia a experiência e se referia a algo que só se pode ouvir no absoluto silêncio. É no silêncio que se dá a criação. É no silêncio que as almas se encontram. É no silêncio que ouvimos os “recados de Deus”.
Citando Rubem Alves, “(...) livre dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que, antes, não havia, que de tão linda nos faz chorar.”
Benditos sejam aqueles que fazem mais linda a natureza, somente para o nosso deleite! Benditos os que estendem a mão para nos tornar mais leves os fardos! Benditos os que constroem para que tenhamos mais conforto! Benditos aqueles que têm o coração cheio de amor, tornando menos amargo o fel da taça! Benditos os que, carinhosamente, nos mostram os caminhos, a fim de que não nos percamos nos labirintos da vida e nos desencontros! Benditos os que, abrindo mão de si mesmos, se doam, no ato de curar, de ensinar, de libertar! Benditos aqueles que, mesmo tendo tão pouco, sabem repartir com outros a dádiva da vida!
Aqueles que são gratos serão sempre abençoados! A
sua riqueza consiste em saber amar de verdade e receber o amor.
Lembro-me que um dia, conversando com um amigo que estava deprimido, aconselhei-o: “Dê uma volta no quarteirão. Veja as árvores e a beleza de suas flores. Procure ouvir o canto dos pássaros que ainda nos restam. Olhe as pessoas. Perceba como são diferentes. Veja toda a cor com que o Grande Pintor coloriu tudo. Verá que, na volta, a tristeza terá desaparecido. Não podemos mudar o curso da vida, mas podemos aprender com ela e sermos felizes.” Ele sorriu e me disse: “Maria, você se contenta com muito pouco!” Mas, que pouco?! Deus nos deu a Vida. Haverá graça maior?
É preciso estar atento, ouvir e ver, de verdade, e, então, passaremos a cantar, como os pássaros, pelo puro prazer de viver.

VIDA


A paixão da mocidade que se voltava, geralmente, para um grande amor – sempre me parecia um grande amor – hoje se volta para a própria vida, isto é , para o ato de viver.
Imagino que outras dimensões, outras galáxias, outros planetas, possam ser maravilhosos, mas viver na nossa tão amada Terra é, sem dúvida, algo extraordinário.


A vida palpita em tudo. Cada lugar que contemplo me parece ser o mais belo; cada pessoa que conheço me parece ser a melhor. Não que eu seja tão ingênua a ponto de pensar que não existe o Mal e o Feio. Mas, tenho o privilégio de conviver com pessoas especiais e o círculo vai só crescendo Este círculo mágico e, de certa forma, hermético.


Minha alma vibra diante de tudo que me deslumbra. Assim como chora diante daquilo que me horroriza..À medida que cresço e amplio o meu espaço interior, vou captando energias que jorram como bênçãos de luz e percebendo, mais claramente, os sussurros da eternidade e o clarão da imortalidade.


Pouca importância dou, hoje, às feridas, às cicatrizes e aos golpes do destino. O que são eles diante da magnificência da aurora que vislumbro?...
Mestra querida, eu te reverencio! É nesta caminhada e é por esta estrada que meu coração vai se tornando tão imenso quanto tu mesma. E a minha sensibilidade vai se apurando a ponto de perceber aquilo que é imperceptível à maioria das pessoas. Não crio calos. Mesmo quando os pés sangram, ainda são delicados. Como delicada é a minh’alma.


Hoje, mais nos silêncios fecundos que nos ruídos , vou aprendendo a escutar e a sondar o mistério da vida e dos outros corações.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O PAPA DO AMOR


O PAPA DO AMOR


O apóstolo Paulo dizia que a fé sem amor é inócua, vazia. Do mesmo modo que Jesus, portanto, ele colocou o amor como a virtude suprema.

O amor, sem dúvida, mais do que qualquer outro sentimento, não apenas une, mas apazigúa, transforma, transmuta, sublima, faz crescer. Ele cura, promove a alegria, abranda os corações.

O amor verdadeiro, que não pode ser confundido com outros sentimentos, como a paixão, é desinteressado, incondicional e abnegado. Ele apenas deseja o bem do amado.

Quando conseguimos crescer espiritualmente, tornamo-nos capazes de sentir uma amor universal, que abraça todos os nossos semelhantes.

Inclusive, quando este amor toma conta de nós, nem precisamos perdoar ninguém, porque nunca nos sentimos ofendidos, compreendendo a fraqueza alheia e tendo sempre uma palavra de desculpa para com o nosso ofensor, abrigando-o em nossa complacência.

O amor é a maior expressão de Deus, a melhor maneira de definí-Lo. Ele é paciente, amigo, compassivo e, além de tudo, o melhor “investimento”.

Para mim, embora discordando do Papa João Paulo II em várias questões, sempre o vi como um verdadeiro símbolo e encarnação do amor. Até o apego e a coerência com seus princípios devem ser vistos como sinal de amor à humanidade e a Cristo.

Ele, como todo aquele que ama a humanidade, parecia carregar todo o peso do sofrimento coletivo e, mesmo nos seus instantes finais, estava preocupado com o que se passava no mundo.
Lí muitas críticas, vindas de pseudo-cristãos, a ele. Não consigo compreender como alguém que se diz creistão julga o seu próximo não por suas ações, mas por suas idéias.

Se ele era conservador ou não , o que importa ? O que ficará de sua vida é o exemplo de amor, dedicação, abnegação, acolhimento. Ele, realmente, amava seu próximo e procurava seguir os passos de seu Mestre, o que a maioria de nós não o faz.

Eu o considero, assim com Chico Xavier, Madre Teresa de Calcutá e Irmã Dulce, como um verdadeiro peregrino da fé, que veio, em sua sofrida caminhada, lutar pelo bem , pelo amor, pela paz e por tudo em que acreditava. Enfim, mais uma Luz em nossas trajetórias de vida.

Sofreu em sua vida de criança; sofreu, depois, como padre, que defendia os judeus, em plena e abominável perseguição dos nazistas; arriscou, muitas vezes, pelo próximo , sua própria vida e entregou-a, com a tranquilidade dos justos, em meio a um sofrimento atroz, a Deus Todo Poderoso.

AQUELE QUE É


Desde que se tem notícia do Homem sobre a Terra, ele sempre venerou um ser desconhecido que, muitas vezes, incorporava em um objeto , uma pessoa, uma figura, um animal, uma planta ou um astro.
É Este aquele que sempre esteve presente em todas as culturas, Deus. O Senhor de mil faces, de mil nomes e que se manifesta de múltiplas maneiras. Deus que é o Verbo, o Criador, o Santo Espírito.

O Deus que, mesmo negando, todos têm a sua verdade incrustada sob os véus do inconsciente. O Deus que nos fala na voz do vento, no rugir dos mares, no fragor das tempestades, no marulhar da água cristalina dos riachos, no sorriso da criança, no olhar de um casal apaixonado..

Deus que se mostra na beleza e na infinitude do Universo. Deus que está presente em cada um de nós , fazendo-nos capazes de amar, criar, perdoar, acolher.

Deus que tomou um rosto humano na figura de Cristo, que palmilhando os caminhos do planeta, anunciou a Boa Nova e o Reino Maior.

Deus que, ao escolher uma mulher para abrigar Cristo em seu seio, nos mostrou, na doce figura de Maria, a sua face materna, que é doçura, ternura, sensibilidade.

Ele nos fez Homem e Mulher para que compreendêssemos que Ele é a fusão de dois pólos de energia, a energia maior, a energia propuulsora de todos os Universos, a fonte de toda a vida.

Que O veneremos sempre, com amor e respeito, procurando cumprir-Lhe o plano e cooperando, amorosamente, na obra de Sua Criação. Ele, o Espírito adorado por todos os humanos, de todos os tempos, é o nosso Pai Maior, a nossa origem e o nosso destino.

O SOPRO DE DEUS


O VENTO SOPRA,

A NATUREZA CHORA

AS FOLHAS MORTAS

SÃO LEVADAS AO LÉU...

EU SOU SOPRADA

PELO ESPÍRITO DE DEUS.

SOB O SOPRO DIVINO,

EU CHORO,

COMO O INSTRUMENTO

QUE É TOCADO.

MAS O MEU PRANTO

SE TORNA

A DOCE MELODIA

DO AMOR.

NÃO ANDO AO LÉU,

SOU GUIADA:

MEU DESTINO É GRANDE,

É O PRÓPRIO DEUS !...

LOUVOR


SENHOR,

EU VOS LOUVO PELAS MÃOS CALEJADAS QUE TRABALHAM POR MIM !

PELO VENTRE QUE ME ABRIGOU, PELO SEIO QUE ME AMAMENTOU, PELAS MÃOS QUE ME GUIARAM, PELO AMOR QUE ME DEU A VIDA !

EU VOS LOUVO PELA PEDRAS NA ESTRADA,

PELO CARINHO DOS AMIGOS, PELA DÁDIVA DOS FILHOS, MESTRES E DISCÍPULOS. EU VOS LOUVO PELA ALEGRIA E PELA DOR ! EU VOS LOUVO, PAI, PELAS CIVILIZAÇÕES QUE NOS PRECEDERAM, E POR TODOS AQUELES QUE CRIARAM O QUE, HOJE, NOS FACILITA O EXISTIR !

EU VOS LOUVO, Ó MEU CRIADOR, PELA BELEZA DO UNIVERSO, QUE OS

OLHOS E OS OUVIDOS DOS ARTISTAS TÃO BEM NOS COMUNICAM,

ATRAVÉS DA ARGILA, DOS SONS, DAS CORES, DAS PALAVRAS !...

EU VOS LOUVO POR MEUS OLHOS QUE PODEM CONTEMPLAR VOSSAS MARAVILHAS;

POR MEUS OUVIDOS, QUE PODEM ENCANTAR-ME COM OS SONS;

POR MINHAS PERNAS, QUE ME TÊM LEVADO

POR TANTOS CAMINHOS; POR MINHAS MÃOS QUE TANTO TÊM

TRABALHADO, ABENÇOADO, ACOLHIDO, ACARICIADO ! POR MEU CORAÇÃO, QUE TANTO TEM AMADO !

PELA ENGRENAGEM EXTRAORDINÁRIA QUE É MEU CORPO, TEMPLO DO ESPÍRITO !

EU VOS LOUVO, SENHOR, PELAS CRIANÇAS, PELOS JOVENS, PELOS VELHOS, PELOS OPERÁRIOS PELAS LAVADEIRAS, PELOS CAMPONESES,

PELOS MISSIONÁRIOS, POR TODOA AQUELES QUE FAZEM, COM AMOR,

A VOSSA OBRA !

EU VOS LOUVO PELAS AVES DO CÉU, PELAS FLORES DO CAMPO, PELAS ÁGUAS DOS MARES, RIOS, RIACHOS E CASCATAS !

EU VOS LOUVO, SENHOR, POR TODA A CRIAÇÃO , QUE REFLETE,

COMO EM UM ESPELHO MULTIFACETADO,A VOSSA FACE, O VOSSO AMOR, A VOSSA BELEZA, A VOSSA MISERICÓRDIA !

AMÉM !

MEU GRITO


EU FUI, UM DIA,

UMA SEMENTE

QUE O AMOR

TRANSFORMOU

EM CRIATURA.

NUM PROCESSO,

ÀS VEZES LENTO,

OUTRAS FEBRIL,

VIREI GENTE

COMO OS OUTROS.

VIM AO MUNDO ASSIM:

NUA DE MALDADE,

FAMINTA DE PUREZA,

INDEFESA PARA A VIDA,

DEPENDENTE DE AMOR.

QUANDO NASCI,

LANCEI MEU GRITO

DE ESPERANÇA...

MAS, MUI CEDO, DESCOBRI

SER VERGONHOSA

A MINHA NUDEZ,

O AMOR UMA FRAQUEZA,

A ESPERANÇA UM DELITO...

ENCONTREI O HOMEM

SEPARADO ,

NUM MUNDO

ESTRATIFICADO ,

ONDE OS REBELDES

VIRAM PÁRIAS,

MEU SENHOR !

AMEI A VIDA

E RENEGUEI O MUNDO

E, EM TI,

BUSQUEI O MEU REFÚGIO.

E, DE TI, ESPERO OUVIR

O ECO DE MEU GRITO,

POIS A FOME DE MINH’ALMA

E A SEDE DE MEU SER

SÓ EM TI, SENHOR,

PODERÃO SER SACIADOS.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

QUANTO VALE UMA VIDA?


Perguntar quanto vale uma vida é o mesmo que perguntar o quanto valem Deus e o Universo. Toda vida é uma expressão divina. Portanto, acabar com ela é destruir a própria Criação ... Quem nos dá esse direito? Ninguém!

Nada justifica apagar uma vida. A vida é uma benção, uma graça, uma glória. É um caminho que devemos percorrer para a nossa aprendizagem e evolução espiritual. Como em qualquer jornada existem os momentos de profunda felicidade e aqueles em que as nossas almas parecem se abater, feridas.

Mas, a misericórdia de Deus é infinita e tudo passa. Passa a dor, passa a alegria. Mas nunca passam a paz e o amor. Sabem por quê? Porque paz e amor são sinônimos de Deus, que é eterno.

Não seria hoje, diante de tantos horrores a que estamos assistindo, à banalização da vida humana, um bom momento para refletirmos um pouco sobre o que estamos fazendo com as nossas vidas e as de outros? Não seria o momento de renascermos em luz? De deixarmos para trás todos os rancores, toda mágoa, toda inveja, todo sentimento de prepotência, de separação, enfim, de todo sentimento negativo?

Vamos, como o Menino-Deus, ficar ali em nosso caminho, humildes e prontos para entregar as nossas vidas ao amor do outro, ao serviço em prol do outro, à felicidade nossa e de outrem. Porque só podemos ser felizes quando nos damos ao nosso próximo, quando vencemos os muros das diferenças, construídos por nós mesmos, e nos igualarmos no Amor Maior que a todos abraça igualmente.

Toda missão é importante! É importante varrer o chão ou fazer Ciência. O que realmente importa é que, seja qual for o nosso serviço, o façamos sempre com Amor.

Toda vida é necessária e relevante. Todos nós somos ligados e é por isso que tirar uma vida mexe com o equilíbrio de todo o universo.

O respeito à vida começa com o respeito a nós mesmos, ao outro e a toda a natureza. Respeitar a criação é respeitar e amar o Criador.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

ESTRANHA NO NINHO


Minh'alma está encolhida dentro do peito. Doída. Solitária. Saudosa. Seu sacrário vive sendo violado. Mas, como tão bem disse Miguel Falabella, "As tempestades da alma, tão comuns na meia-idade, na verdade, são vislumbres do futuro e a bonança, que se segue a elas, sopra o vento das saudades sazonais, que chegam inexoráveis, instalam-se sem aviso prévio, tomam conta de tudo e não têm data marcada para a partida".

Sabemos que o amor move o mundo, mas, como há muito venho dizendo em meus livros, o ser humano cada vez mais se patologiza. Vai perdendo as características de humano e se robotizando.

Os relacionamentos viraram jogos de interesse. Como se pode observar em qualquer patologia, no fundo, o ser humano sofre, mas se acostuma com esse sofrimento, se anestesia, e tem muito mais medo de amar, de se entregar, de arriscar. Prefere criar uma couraça que o proteja de qualquer sentimento.

Homens e mulheres acham muito melhor ir para a cama hoje com um, amanhã com outro, "ficar" sem nenhum compromisso, simplesmente (e eles nem sabem disso...) porque em qualquer relacionamento o indivíduo tem, necessariamente, que crescer e crescer dói.

O crescimento exige um autoconhecimeno, mudanças (uma lei do universo...), andar por caminhos desconhecidos, abrir a alma para o outro e deixar desabrochar a luz que vive em todos nós. Este não é um processo fácil. É doloroso e requer força de vontade e disciplina. Então, as pessoas se perguntam: para quê? E preferem continuar com seus comportamentos rotineiros na ilusão do prazer, da caça ao poder e ao dinheiro.

Mas, muito mais rápido que possamos imaginar - só o Tempo nos ensina isto - chega o momento de maior solidão, de estar frente a frente com a nossa verdade: a morte.

Sabemos que, como diz Rubem Alves, diante da morte só existem duas possibilidades: ou a vida continua em outra dimensão ou acabamos, viramos o pó do qual viemos. De qualquer forma, um dia, que chega numa velocidade incrível, tudo que é terreno acaba.

Acredito que, nos tempos em que estamos vivendo, embora os templos vivam repletos, a segunda hipótese é a que mais conquista o ser humano, pois se diferente fora teríamos um mundo muito melhor, sem ninguém usar o outro, desrespeitar seu semelhante, passar por cima de seus sentimentos.

Não sei como alguém que vive sem ética alguma pode exigir ética do governo ou dos sacerdotes de sua religião.

Por isso minhalma está triste, encolhida no peito. Porque para mim não dá para viver num mundo assim. Eu acredito em Deus e em suas leis. Obedeço-as, não por temor, mas porque me afino com elas. Eu sou apenas Amor. Amo meu semelhante e a natureza, com sua fauna e sua flora. Vejo em todo o universo os sinais do Criador. Acredito no respeito, na liberdade, na justiça. Sou romântica e sensível. Aí, pois, me percebo como um estranho fora do ninho, um ser fora de moda, anacrônico.

Mas, tenho algo que me permite ainda continuar crendo e ter esperança: faço parte de várias organizações espiritualistas, onde nos tratamos, realmente, como irmãos e vamos espalhando, aqui e ali, silenciosamente, as sementes do Bem, da Paz, da Luz, do Amor. Se não fosse a convivência com esses irmãos, eu já teria soçobrado.

Ser sensível, hoje, inclusive chorar, virou doença. Se o indivíduo é assim, tocam "antidepressivos" nele. Sou especialista em Psicologia na área de Saúde e fiz a minha monografia e estágio em neuropsicopatologia. Fui a primeira pessoa no país a escrever sobre depressão para o público leigo e assisto, horrorizada, médicos me receitarem Haldol, quando tenho uma embolia pulmonar ou um AVC. Decerto porque alguém sensível como eu, poeta, deve ser considerada louca por eles e por tantos.

Nunca, porém, haverei de me esquecer das palavras de um dos maiores cientistas de nossa época, reconhecido internacionalmente como psicólogo e antropólogo, reitor da Universidade da Paz, meu irmão e amigo, hoje vivendo na França: "Bendita loucura que a leva a um processo iniciático, tornando-a luz!".

Meu coração chora não propriamente por mim, mas por todos os irmãos que vivem na ilusão, esperando que a felicidade venha de fora, procurando-a num amanhã que nunca chega, sem entender que a viagem deve ser feita para dentro, que ela lá está irmanada com a paz e a luz.

Sou filha do Universo! Não deste mundo cheio de desamor. Vim das estrelas e para lá haverei de retornar em breve. Este é o meu consolo, o meu conforto quando a minh'alma chora. Tudo é passageiro, inclusive a minha estada neste plano.

Namastê!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

ARAUTOS DO AMOR






Oh, Senhor, nós nos perdemos... na caminhada longa e sofrida dos séculos, nos perdemos por atalhos perigosos que nos desumanizam e deterioram. Esquecemos a lição preciosa do nascimento de Vosso Filho, Jesus, e sua vida feita de luta, compreensão, amor, perdão e sacrifício.

E hoje estamos cansados, abatidos e infelizes. Por isso vos suplicamos que o Cristo possa verdadeiramente renascer em nossos corações. Que tenhais piedade das nossas imperfeições e possais insuflar em nossos espíritos o desejo de tornarmo-nos como Vós: misericordiosos, amorosos e construtivos.

Os rastros de Cristo ficaram pelo planeta. Que possamos redescobri-los e renascer com ele na humildade e na sabedoria! Que a nossa palavra seja como a dele, uma palavra de amor e esperança. Que a nossa presença, como a dele, seja uma presença que cria a harmonia e a paz. Que os nossos gestos, como os dele, sejam de carinho e alento. Que não alimentemos, jamais, a discórdia, o ódio, a ambição, a revolta ou a inveja!

Fazei, Senhor, que sejamos Vossas testemunhas, como Arautos do Amor, onde quer que estejamos e em qualquer circunstância de nossas vidas! Que saibamos amar e defender o nosso espaço, às vezes pequeno, e a nossa função, às vezes tão simples! Que o nosso coração esteja realmente onde estivermos porque só assim poderemos trabalhar com amor. “Onde está o teu coração, está o teu tesouro”... E se ele está longe de onde atuo só pode haver fel no que produzo...

Ah, Senhor, tão conturbado e triste anda o Vosso planeta. Há aqueles que fingem esquecer ou não querem ver tantos e quantos irmãos consumidos pela fome e pela destruição das guerras... Nunca necessitamos tanto de Vossa presença! Que possamos, todos, despertar para a Luz e o Amor e que nossos olhos possam ver a Presença Divina que se faz em nós mesmos, em nosso irmão e em todo o Universo! Que nossos ouvidos possam escutar o hino de Hosana que toda a Natureza canta para festejar o Dom da criação e a graça da Vida!

Tu viestes na pessoa do Cristo. E a Terra tornou-se sagrada porque abrigou este Espírito Divino. Perdoai se nós, loucas crianças insensatas, ultrajamos e desrespeitamos o Seio Materno. E que, nesta noite de Mistério, possamos sentir viva a Vossa Presença que haverá de nos acompanhar ao Calvário e ao Tabor!

Assim seja!

A URGÊNCIA DA MUDANÇA





Ouvi a seguinte frase em um filme: “A vida é uma corda bamba. Temos que aprender a nos equilibrar nela.” Claro que a frase pode ter várias interpretações, mas, dentro do contexto da história, tinha o significado do nosso velho dito “É preciso dançar conforme a música.” Isso, entretanto, me leva a refletir que, assim como no filme, esse pensamento é de que, se todos são amorais, também devemos sê-lo e essa ideia me repugna.

Lembro-me de um versículo de João: “Já não falarei muito convosco, pois está a chegar o dominador deste mundo; ele nada pode contra mim, mas o mundo tem que saber que Eu amo o Pai e atuo como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui.” S.João 14,27-31

O que estamos assistindo nas relações humanas de qualquer tipo é o “vale-tudo”. Vale ferir o sentimento do outro, vale enganar, mentir, fraudar, etc. Qualquer coisa que dê prazer, dinheiro e poder, que satisfaça o egoísmo, o orgulho e a vaidade do ego é válida. Gostaria de fazer como disse Jesus: levantar-me e ir embora. Ou, então, como disse o nosso poeta, ir para Passárgada. Entretanto, não sei se encontraria um lugarzinho onde reine a justiça, honestidade e fraternidade aqui no planeta, pois a amoralidade também já se globalizou.

Quando assisto a natureza em fúria, causando tanta dor e desolação, sei que ela apenas está cobrando o que o Homem tem lhe feito e me ponho a perguntar: o que adianta tanta conversa sobre a preservação do meio ambiente se, no fundo, sabemos que não há mais tempo e que não há como fazer cessar a ganância humana?

Quando vejo minha netinha pregando ecologia, sinto o peito oprimido. Que mundo estamos entregando para nossos filhos e netos? São séculos e séculos de brutalidade e destruição! E essas criaturinhas inocentes ainda acreditam que um mundo de amor é possível... Meu Deus, que fizemos nós?

Hoje mesmo uma grande amiga comentava comigo: ”Lembra, Lu, da alegria que foi a nossa infância, adolescência e juventude? E nossos filhos? Tiveram, é verdade, uma infância feliz. Mas, e depois? A vida se torna cada vez mais difícil e vivemos no sobressalto.”

A mim me parece que “o dominador deste mundo” de que Jesus fala no mesmo versículo citado acima, anda solto por aí. Uma esquizofrenia coletiva avança cada vez mais. Os poucos bons, retos e sensíveis que ainda restam andam mergulhados nos ansiolíticos e antidepressivos para suportarem a lama fétida em que andamos metidos.

Sou, por natureza, uma pessoa alegre e de muita fé. Entretanto, o espetáculo de imoralidade e amoralidade a que venho assistindo me deixa imensamente triste. Geralmente, quando se fala em moral, as pessoas só pensam em sexo. Sexo é um impulso natural, uma necessidade fisiológica, que pode se ligar, intimamente, ao amor. Mas, eu me refiro aqui, sobretudo à ética ou à falta dela. Tudo em nosso mundo se tornou descartável. Usa-se e joga-se fora. Inclusive os seres humanos, nossos irmãos. Nada tem mais consistência. Essa é a insustentável realidade.

Eu vivi e fui feliz. Eu me banhei em cachoeiras, vi crepúsculos e alvoradas maravilhosas. Namorei de mãos dadas no silêncio das noites estreladas e com lua, ouvindo os sons da natureza. Conheci praias de beleza indescritível. Dancei muito. Ouvi belas músicas, apreciei todo tipo de arte, li livros extraordinários, conheci pessoas fabulosas. Mas o que será de minha filha e de minha neta? O que será a vida de nossos jovens e de nossas crianças?

Não adianta nos fazermos de avestruzes, colocando nossas cabeças na areia; a realidade é brutal. Se a Grande Mudança não for rápida, uma guinada de 360º, não haverá mais vida no planeta Terra dentro de pouco tempo. E se os amorais que procuram afogar suas consciências no torpor do luxo, do prazer, da pseudo-beleza, não se lembrarem que essa vida é apenas como uma estrela cadente que risca os céus, e não perceberem que não há sentido na sua ganância doentia, o que poderemos chamar de Vida?

domingo, 14 de fevereiro de 2010

SAUDADES





Ai do meu Amor
Que sente saudades de ti.
Da saudade a pior dor
É a própria saudade de si...

Saudade do que foi feliz
Vontade de se reviver
Lembranças de tudo que fiz,
Esquecimento do que ví morrer...

Saudade é um doce esquecer
Do que me fez sofrimento
Lembrando mil delícias a crescer,
Ah!...Armadilhas do tempo !

Ai do meu Amor
Que sente saudades de ti.
Quem renasce a própria dor
Não tem é piedade de si !...

Dr.Nelson Antonio Corrêa

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

RETRATOS VELHOS


O baú sozinho
A vida registra.
Retratos velhos
De gente esquecida
E tempos idos
Na solidão doída...

A mente brilhante
Já nada registra
E os olhos sem vida
Já não percebem
Nem o baú,
Nem os retratos
E a própria vida...

A doença adormeceu
Os neurônios ativos outrora.
O tempo esgotou
A energia perdida.
Baú, retratos, gente e vida:
Nada mais a mente registra.


E diante da porta
Ou na janela debruçada,
Os olhos sem viço
Contemplam indiferentes
O casal que passa,
A árvore florida,
O gari que limpa
A bela avenida...

As fotos do baú
Guardam a beleza,
A alegria e a vida
Que a mente já não registra.

Qual criança sem noção
De tempo e realidade
Os olhos só vêem
Objetos e gente
Num triste olhar ausente.

E aqueles que ela tanto amou
Sofrem e choram
Sem saber
Se em algum recanto
Da mente adormecida
Existe ainda algum lampejo de vida
Ou saudade dos dias
Tão belamente vividos...

HECATOMBE


Quando tudo desmorona
E só resta a vida
Bate-nos a compreensão
Do quão pouco se precisa...

O homem orgulhoso
Que a tudo domina
Vê diante dos olhos
A terra que treme,
O mar que avança,
O vento que carrega.

Só então se dá conta
Da importância da vida
E de sua impotência
Diante da sorte
E da morte.


Tudo é pó e cinzas.
O tempo escorre,
A carne morre...
E a alma se eleva ao Infinito.

GESTAÇÃO


A mulher grávida
Olha o horizonte.
Sonha e espera...
A terra fertilizada
No silêncio e na escuridão
Aguarda que a semente vença
A dureza do chão.

A mulher espera
O fruto de seu ventre
A terra entrega
a dádiva do alimento.

É colheita, é festa.
É a alegria da dança
A poesia da vida
No eterno canto.

Tudo vive:
A mulher grávida,
A terra fértil.
Um dia semente,
Depois frutos, flores e gente.

A vida pára
E a mulher pare.
A vida dói
E um dia termina.

Cada vida uma história
Cada rosto uma sombra
De segredos que se revelam
No rictus e nas linhas
Da face sofrida.
Vida que se repete dia-a-dia...

CONVITE À FELICIDADE


SE TUA ALMA ESTÁ NOSTÁLGICA INTEGRA-TE NA HARMONIA DO UNIVERSO E A ALEGRIA POVOARÁ TEU MUNDO INTERIOR.

AO TEU LADO A NATUREZA CANTA INCESSANTES HINOS DE LOUVOR À CRIAÇÃO! AQUI E ALI, A VIDA É UMA PERENE CANÇÃO DE AMOR. TUDO FALA DE RENOVAÇÃO, EVOLUÇÃO, ALEGRIA E PAZ.

A DOR SÓ SERÁ CAPAZ DE DESTRUIR-TE SE LHE DERES GUARIDA. SE ESTIVERES PROTEGIDO PELA FÉ, PELA ESPERANÇA E PELO AMOR ELA NÃO SERÁ SENÃO UM PEQUENO ESPINHO QUE INCOMODA, MAS NÃO CHEGA A PENETRAR A CARNE...

SE TIVERES OLHOS PARA CONTEMPLAR A BELEZA PODERÁS ESQUECER DO QUE É FEIO.

SE TEUS OUVIDOS ESTIVEREM PRONTOS A OUVIR OS HINOS DE AMOR QUE CANTAM TEUS IRMÃOS, NUM TESTEMUNHO VEEMENTE DA MISERICÓRDIA DIVINA, DECERTO PASSARÃO DESPERCEBIDAS AS PALAVRAS DE RANCOR, CIÚME, INVEJA OU OFENSA...

SE PUDERES ASSISTIR, DE CORAÇÃO ABERTO, À CONTINUAÇÃO DO MILAGRE DA VIDA, ÀS ESTAÇÕES QUE VÃO E VOLTAM, AO SOL QUE SE ESCONDE E, DEPOIS, AINDA BRILHA, À CHUVA QUE CAI E FERTILIZA A TERRA, ÀS PLANTAS QUE SECAM E, AMANHÃ, AINDA DÃO FRUTOS...

SE PUDERES OBSERVAR A CRIANÇA, O JOVEM, O VELHO, O CASAL ENAMORADO...

SE PUDERES SENTIR O ETERNO FLUXO E REFLUXO DA VIDA, NÃO VOLTARÁS A ESTAR TRISTE E VERÁS QUE HÁ MOTIVOS PARA CRER E LOUVAR O CRIADOR!

RENASCER





Quero renascer, hoje: renascer das minhas limitações, dos meus erros, das minhas fraquezas, das minhas incoerências. Quero desabrochar, vir à luz, tornar-me...

Eu quero renascer, Senhor! Renascer para um vida nova de amor, de pensamentos generosos, de um profundo respeito pela humanidade. Uma vida de dignidade, fraternidade, solidariedade. Quero uma vida onde tudo tenha sentido. Uma vida sem discursos, sem boatos, sem mentiras, sem falsidade, sem corrupção.

Quero renascer, hoje, Senhor, porque sei que viver é nascer e morrer a cada dia. Mas, a minha fragilidade, os meus medos, a minha insegurança e a minha impotência me têm impedido, tantas vezes, de fazê-lo...

Hoje, quero medir-me pelo teu Amor. Este Amor que é bússola, farol, porto seguro. Este Amor que me abraça sempre, sem juízos e sem questionamentos. Este Amor incondicional de Pai-Mãe que quero alcançar. Este Amor que te levou a enfrentar a dura caminhada terrestre. Que te fez peregrino, perseguido, vilipendiado e escorraçado...

Ah, Senhor, ajuda-me a morrer no meu egoísmo para que eu possa renascer na Luz do teu Amor profundo, que haverá de fazer de mim uma doação total e perene.

Quero, Senhor, renascer com tuas esperanças e tua fé. Tua imensa fé no Homem.
Quero sofrer toda a dor e toda a alegria do parto que te fez e estar como tu, na manjedoura: humilde, serena e disponível, com a certeza de que tudo que é terrestre e celeste caminha com sentido!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

NOSTALGIA






Que mundo é esse em que estamos vivendo quando o que nos interessa é a vida de outros? Quão pobres são nossas vidas para tentarmos preenchê-las espiando a intimidade de outrem?

O dinheiro tornou-se tão importante que por ele todos os padrões morais podem ser quebrados e o sexo tão banalizado? Ou já não existem padrões morais?...

Por que nos deixamos imbecilizar pela mídia? Aliás, quanto mais idiotas, mais escravos do consumismo, mais lucro e melhor para o capitalismo e os donos do capital...

Somos manipulados como marionetes porque queremos tudo pronto para ser consumido e não nos preocupamos mais em pensar. Pensar dá trabalho... E as mentes se tornam cada vez mais preguiçosas... Ver televisão não exige quase nada de nossos cérebros, enquanto ler é se apoderar de um universo que demanda uma série de operações mentais. E o pior é que as nossas crianças estão indo pelo mesmo caminho...

Vivi uma infância maravilhosa. Brincava muito e nossa família era enorme, composta não apenas de nossos pais e irmãos, mas dos primos e tios.

Naquela época, tínhamos muito respeito pelos mais velhos e costumávamos tomar a benção de nossos pais e tios. Éramos, também, muito ligados aos vizinhos.

Toda vez que alguém mudava para a vizinhança, mamãe me obrigava a ir até a casa do novo vizinho, sempre com um prato de biscoito, doce ou outra guloseima qualquer, para oferecer os préstimos. Hoje ninguém nem se cumprimenta no elevador! E se você sorri para o porteiro, ele lhe devolve o mais escancarado dos sorrisos, pensando no íntimo, (quem sabe?...) que você é exótica...

Tínhamos regras rígidas de educação e nem questionávamos o que era certo ou errado. Se nossos pais o diziam, não havia motivo para duvidarmos, já que tínhamos neles uma confiança absoluta.

Brincávamos muito na rua: de roda, de pique, queimada, passar anel, correr pelas enxurradas, etc. Éramos livres e não temíamos nada, a não ser o escuro e os insetos.

Hoje, já na terceira idade, lembro-me, com enorme saudade, da minha infância e da minha adolescência. E sinto uma dor profunda quando penso no que é a vida de minha neta. Claro, ela não conheceu outra realidade e não deve sentir falta de nada. Contenta-se em brincar na escola, dentro de casa e no sítio (graças a Deus, pelo menos ela tem um sítio para ir e ter contato com a natureza...). Mas, quantas crianças não têm nada disso?...

Num mundo tão cheio de violência, em que o mal se banaliza, fico a imaginar, com enorme preocupação, qual será o futuro dela e de tantas crianças...

O que está acontecendo conosco? Que mundo fomos criar para nossos filhos e netos? Além do estrago que fizemos com o planeta, somos reféns do medo, numa sociedade em que os bandidos nos mantêm dentro de casas cercadas por muros altos e cercas elétricas.

Que valores estão norteando a vida de nossas crianças e de nossos jovens? Eles preferem um tênis novo, de marca, a um carinho nosso...

Sinto falta do mundo da minha infância, quando nossos pais colocavam cadeiras na rua para prosearem com os vizinhos, enquanto nós, os filhos, nos esbaldávamos de tanto brincar até a hora inflexivelmente marcada de ir para a cama.

Que saudade daquela vida simples em que podíamos ser tão felizes, sentindo-nos tão seguros, sob a vigilância amorosa e severa de nossos pais!

Gostaria que alguém pudesse me devolver esse tempo tão bonito, esse mundo em que havia confiança, solidariedade e amor.

Quantas noites viramos lendo romances de amor? Burlávamos a atenção de nossos pais apagando a luz cada vez que levantavam. Entretanto, se nos pegavam a ler, vinha a ordem peremptória e estraga-prazer: “Menina, apague a luz! Vá dormir! Está em fase de crescimento!”

É com uma identificação absoluta que leio a frase de Arnaldo Jabor: “Vamos voltar a ser “gente”. Voltar a mostrar indignação diante da falta de ética, de moral, de respeito... Construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas. Utopia? Quem sabe? Precisamos tentar... Nossos filhos merecem e nossos netos nos agradecerão.”

AINDA SE MORRE DE AMOR








Ela era apenas uma menina quando ele a conheceu, uma menina que desabrochava para a vida de mulher. Bastou um único olhar para apaixonar-se. Este amor iria durar toda uma vida, mas um amor calado, sem esperanças, sufocado no peito.

Em seu coração, ele a chamava de “princesa”. E como poderia uma princesa olhar para um simples empregado de seus pais?

Ela era doce, gentil, educada. Parecia-lhe uma flor. Tratava-o sempre muito bem, como a qualquer um... Nem de longe poderia desconfiar daquele amor, pois ele era sempre respeitoso e, quando lhe falava, abaixava os olhos, talvez para que não pudesse ler neles aquele sentimento avassalador.

Para que sua dor fosse maior, mas, ao mesmo tempo, para sua felicidade e orgulho, o pai da garota encarregou-o de olhar por ela, sempre à distância, para que ela não desconfiasse. Isto porque ela tinha saúde frágil e muitas vezes desmaiava na igreja, no cinema, com ele sempre ali a amparando. Quando ela voltava dos desmaios era sempre o olhar dele, aquele olhar temeroso e cheio de carinho, com o qual ela se deparava primeiro.

Além do problema da saúde, ela começava a chamar a atenção dos rapazes e o pai o encarregara de não deixar nenhum se aproximar dela.

Morou algum tempo em casa dela e aprendeu com os pais e com ela própria uma ética que nortearia toda sua vida. Sempre justo, honesto, verdadeiro, gentil. Estes seriam os mesmos valores que, um dia, ele passaria para seus filhos.

Tinha um enorme e grosso caderno, ao qual ninguém nunca teve acesso, no qual ele ia escrevendo seus versos para a princesa.

Um dia, porém, - sempre chega este dia – a vida os separou. Ele continuou vivendo uma vida pela metade, pois ela lhe faltava. E ela se lembraria muitas vezes dele como um irmão que ficara pelo caminho...

Ele se casou com outra e constituiu uma bela família, mas sempre com a lembrança doída daquele amor que seria eterno. Separou-se da mulher, pois é sempre difícil viver com uma e ter outra no coração... Seu caderno continuava registrando suas dores, sua saudade, o abismo de sua alma e os desertos difíceis por onde teve que andar...

Ele precisava encontrá-la! Mas, pensava, era uma loucura! Ela teria sua vida, deveria estar casada e com filhos. Além disso, com a inteligência que já naqueles tempos demonstrava, deveria ser alguém muito importante.

Ninguém pode prever as voltas que este mundo dá. Pois não é que, já na terceira idade, sentindo que a vida o abandonava, ele conseguiu encontrá-la?! Ela continuava com aquele jeito simples e doce de menina! Descobriu que, realmente, ela era muito importante, mas quem o diria com aquela humildade?! Abraçou-o feliz e aquela chama virou uma labareda que tomou conta de seu ser. A viagem para encontrá-la foi muito dura e difícil para ele, mas valeu poder estar com ela! Não a perderia mais!

Mês após mês, ele sempre lhe telefonava. Agora, já não tinha mais vergonha de lhe falar daquele amor que o consumira por uma vida! Afinal, ela estava só e ele também e as distâncias sociais que, antes, os separaram eram insignificantes nos dias de hoje...

Pediu-lhe cartas e ela lhe escreveu. Pediu uma foto e ela enviou-a. Pediu que fosse visitá-lo e ela concordou. Marcou a viagem e ele preparou tudo, com enorme zelo, para recebê-la como uma princesa, o que ela verdadeiramente era e fora sempre para ele.

O destino, porém, foi impiedoso e, nos dias do embarque, problemas familiares a impediram de viajar... Como ele sofreu! As forças o abandonavam... Ela seria a única luz que poderia devolver-lhe a vida! Mas ela não foi...

Continuaram, porém, a falar-se pelo telefone. Foram quatro anos, sem forças, com a moléstia o devastando, apesar da pouca idade. E não morria a esperança, como ele próprio dizia, de entregar-lhe aquele beijo guardado há tanto tempo!

Ele precisava de uma cirurgia urgente no coração e ela animou-o muito para fazê-la, mas ele não quis. Disse-lhe que preferia morrer em sua cama a fazê-lo numa sala de cirurgia. Ela retrucava: “mas não é para morrer, é para viver mais!”. Ele, porém, não acreditava que sobreviveria...

O telefone não tocou mais e o coração dela oprimiu-se. Uma angústia não a abandonava. Teve vontade de ligar, mas teve medo... medo daquilo que seu coração já tinha lhe avisado...

Depois de três meses, tomou coragem e ligou. A filha atendeu. O coração dela disparou. Disse que queria falar com o pai e um longo silêncio se seguiu... Quando a moça conseguiu falar, disse-lhe: “não tivemos como avisar a senhora...”- “avisar-me de que?” – pergunta besta quando já sabia a resposta... “Parece que ele tinha o telefone da senhora na cabeça, pois não o encontramos em nenhuma agenda...”. E a frase-punhal veio certeira: “Ele faleceu há três meses”.

Como podia ser? Levara com ele aquele imenso amor? Aquele beijo nunca dado? E, agora, mais do que nunca, ela se sentia só. Vida cruel! E agora? Repetia bobamente... Alguém se importa? Não, ninguém! Cada um tem sua história e que importa ao mundo a morte de alguém que morreu de amor?...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

MINHA HISTÓरिया COM JESUS


(Quando o Sol de Amor me Encontrou)

Texto de Wagner Borges

Amigo, como falar d’Ele?
Como descrever a paz celeste
na imensidão de um olhar?
Como falar da doçura
de um amor incondicional,
que se revestiu de homem,
para viver entre os homens?
Não, meu amigo.
Só me calo e curvo minha cabeça
e viajo para dentro do coração,
que sente e compreende melhor
aquilo que a mente não sabe.


Contudo, posso falar de como
Ele me encontrou,
no meu momento mais difícil.
Sempre ouvira falar d’Ele
pela boca dos pregadores religiosos,
aos quais eu não suportava,
por não sentir neles a flama espiritual
que aquece o coração
e arrebata o espírito.


Mas eu sempre O respeitei e
procurei aplicar Seus ensinamentos
em minha vida, por minha conta mesmo.
Interpretei suas palavras
pelo que o meu coração sentia
e procurei agir de acordo.
Nem sempre consegui,
mas me esforcei em ser justo e digno
e fiz o melhor possível dentro das condições
que se apresentavam em minha vida.


Vivi muitas dificuldades e injustiças,
mas sempre prezei a integridade de caráter
e jamais traí meu espírito.
E foi exatamente por isso
que um certo grupo
conspirou contra minha vida,
pois eu não concordava
com certas interesses escusos.


Meu amigo, a história dos homens
está cheia de tramóias
e interesses mesquinhos.
Por meio de um estratagema sórdido,
fui atraído para uma cilada
e esfaqueado numa viela escura
e cheia de lixo.


Depois, os meus agressores
atiraram meu corpo
nas águas barrentas de um rio.
Não senti dor na hora,
mas fui tomado de grande decepção
comigo mesmo,
por ter caído nas garras deles.


No momento da estocada fatal,
perdi a consciência e fiquei
num estado de perturbação mental,
como se estivesse suspenso
entre a mente e o mundo.
Vi toda minha vida passar
mentalmente em segundos,
diante de minha surpresa e confusão.
Sabia o que tinha acontecido,
mas fiquei num estado de torpor mental.


Só retomei minha lucidez
quando jogaram meu corpo na água.
Mergulhei atrás dele,
enlouquecido e decepcionado,
mas não consegui chegar nele,
que foi fortemente arrastado
para as profundezas
daquelas águas geladas
e barrentas de um rio da velha Europa.


Quando subi a tona,
vi uma mão estendida para mim.
Segurei-a e tomei impulso para sair da água.
Foi quando me dei conta de que era Ele
o dono daquela mão firme e generosa.
Ele me olhou nos olhos e eu fui preenchido de luz.
Fiquei lúcido, mas do que nunca estivera antes
e sentia ondas de amor viajando dentro do meu ser.


Amigo, renasci naquele momento.
Num átimo, compreendi tudo e aceitei o acontecido.
Então, Ele me disse: “Vem comigo, meu amigo.
É hora de voltar para casa. Não tema!”
E Ele me abraçou, como se abraça o ser mais querido.
E eu mergulhei na luz com Ele, de volta para casa.
Pois foi assim, meu amigo, que conheci Jesus.


Desde então, Ele é a minha inspiração para tudo.
Ele me encontrou, e eu me encontrei!
E é assim que quero deixar registrado entre os homens.
Ele é o grande amigo, que abraça a todos,
sem que os homens o vejam.
Ele é o doce Jesus, meu amigo.


Segura na mão d’Ele e segue...”


(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo,
19 de dezembro de 2007).

ALGUMAS DE MINHAS OBRAS

MEU MAIS NOVO LIVRO

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