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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A URGÊNCIA DA MUDANÇA





Ouvi a seguinte frase em um filme: “A vida é uma corda bamba. Temos que aprender a nos equilibrar nela.” Claro que a frase pode ter várias interpretações, mas, dentro do contexto da história, tinha o significado do nosso velho dito “É preciso dançar conforme a música.” Isso, entretanto, me leva a refletir que, assim como no filme, esse pensamento é de que, se todos são amorais, também devemos sê-lo e essa ideia me repugna.

Lembro-me de um versículo de João: “Já não falarei muito convosco, pois está a chegar o dominador deste mundo; ele nada pode contra mim, mas o mundo tem que saber que Eu amo o Pai e atuo como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui.” S.João 14,27-31

O que estamos assistindo nas relações humanas de qualquer tipo é o “vale-tudo”. Vale ferir o sentimento do outro, vale enganar, mentir, fraudar, etc. Qualquer coisa que dê prazer, dinheiro e poder, que satisfaça o egoísmo, o orgulho e a vaidade do ego é válida. Gostaria de fazer como disse Jesus: levantar-me e ir embora. Ou, então, como disse o nosso poeta, ir para Passárgada. Entretanto, não sei se encontraria um lugarzinho onde reine a justiça, honestidade e fraternidade aqui no planeta, pois a amoralidade também já se globalizou.

Quando assisto a natureza em fúria, causando tanta dor e desolação, sei que ela apenas está cobrando o que o Homem tem lhe feito e me ponho a perguntar: o que adianta tanta conversa sobre a preservação do meio ambiente se, no fundo, sabemos que não há mais tempo e que não há como fazer cessar a ganância humana?

Quando vejo minha netinha pregando ecologia, sinto o peito oprimido. Que mundo estamos entregando para nossos filhos e netos? São séculos e séculos de brutalidade e destruição! E essas criaturinhas inocentes ainda acreditam que um mundo de amor é possível... Meu Deus, que fizemos nós?

Hoje mesmo uma grande amiga comentava comigo: ”Lembra, Lu, da alegria que foi a nossa infância, adolescência e juventude? E nossos filhos? Tiveram, é verdade, uma infância feliz. Mas, e depois? A vida se torna cada vez mais difícil e vivemos no sobressalto.”

A mim me parece que “o dominador deste mundo” de que Jesus fala no mesmo versículo citado acima, anda solto por aí. Uma esquizofrenia coletiva avança cada vez mais. Os poucos bons, retos e sensíveis que ainda restam andam mergulhados nos ansiolíticos e antidepressivos para suportarem a lama fétida em que andamos metidos.

Sou, por natureza, uma pessoa alegre e de muita fé. Entretanto, o espetáculo de imoralidade e amoralidade a que venho assistindo me deixa imensamente triste. Geralmente, quando se fala em moral, as pessoas só pensam em sexo. Sexo é um impulso natural, uma necessidade fisiológica, que pode se ligar, intimamente, ao amor. Mas, eu me refiro aqui, sobretudo à ética ou à falta dela. Tudo em nosso mundo se tornou descartável. Usa-se e joga-se fora. Inclusive os seres humanos, nossos irmãos. Nada tem mais consistência. Essa é a insustentável realidade.

Eu vivi e fui feliz. Eu me banhei em cachoeiras, vi crepúsculos e alvoradas maravilhosas. Namorei de mãos dadas no silêncio das noites estreladas e com lua, ouvindo os sons da natureza. Conheci praias de beleza indescritível. Dancei muito. Ouvi belas músicas, apreciei todo tipo de arte, li livros extraordinários, conheci pessoas fabulosas. Mas o que será de minha filha e de minha neta? O que será a vida de nossos jovens e de nossas crianças?

Não adianta nos fazermos de avestruzes, colocando nossas cabeças na areia; a realidade é brutal. Se a Grande Mudança não for rápida, uma guinada de 360º, não haverá mais vida no planeta Terra dentro de pouco tempo. E se os amorais que procuram afogar suas consciências no torpor do luxo, do prazer, da pseudo-beleza, não se lembrarem que essa vida é apenas como uma estrela cadente que risca os céus, e não perceberem que não há sentido na sua ganância doentia, o que poderemos chamar de Vida?

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