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quinta-feira, 22 de julho de 2010

VOCÊ É LIVRE?


A pergunta pode parecer estranha, não? Entretanto, a maioria das pessoas não é livre e não sabe. A maior escravidão são os medos: medo da vida, da morte, medo de amar, de se arrojar, de adoecer, de mudar de emprego, de perder a estabilidade, de não se submeter a todas as regras sociais, e por aí vai...
Mas, para mim, a maior escravidão é a intelectual. A pessoa, neste caso, tem medo de fugir à opinião da maioria ou daqueles que considera importantes. Ah, a submissão absoluta ao pensamento de uma determinada ideologia, de dogmas, de superstições, etc. É muito triste a pessoa não poder pensar pela própria cabeça! Mormente, quando é alguém que detém conhecimentos e é respeitado na comunidade.
Eu seria a pessoa mais infeliz se não tivesse a liberdade de pensar! Tenho amigos padres que dizem que sou uma católica heterodoxa. Outros que sou uma espírita não praticante e ainda alguns tantos que me consideram esotérica. Por que uma pessoa não pode amar a Deus, seguir a Cristo, ser profundamente espiritualizada e ter, obrigatoriamente, que ter um rótulo?! Meu pai se dizia um livre pensador e acho que é nesta categoria que me enquadro muito bem.
Sou cristã, mas não desprezo a sabedoria milenar do Oriente e nem a de várias e mais diversas religiões. E daí? Sou uma pessoa na terceira idade e desejo namorar. Por que não? Estou viva, não estou?
Eu amo o ser humano e acredito nele apesar dos seus descaminhos. Por que não acreditar? Se tenho fé e esperança, se acredito que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus, se nele mora a fagulha do Infinito, por que não ?
A maldade grassa no mundo? O homem está muito violento? Tornou-se perigoso viver? Voltamos à barbárie? Eu lhes pergunto: o que sabem me dizer sobre o que chamo de “O Movimento do Bem”? Pois ele existe. Existem pessoas maravilhosas que se entregam a obras extraordinárias. Mas, o que é bom não dá manchete.
Há um silencioso movimento que, pouco a pouco, se alastra pelo mundo. São pessoas que creem no bem, no amor, na justiça. Estão preocupadas com o seu crescimento pessoal e o da humanidade. Gente que compreende a dor porque já passaram por este processo e, assim, buscam minimizá-lo no próximo. Pessoas amantes da Verdade, mas que nunca se arvoram em donos dela porque sabem, inclusive, que a Verdade é o próprio Deus e estamos todos caminhando para Ele. São criaturas cheias de amor, cujas lágrimas são sempre de deslumbramento e gratidão diante da Misericórdia de Deus. Nelas a Vida pulsa sempre vibrante e suas vozes de esperança e fé se elevam e se ajuntam a tantas outras que acreditam no Bem e no eterno recomeçar. Querem exemplos? Ainda vivos, Jean-Yves Leloup, Roberto Crema, Mandela, Frei Neylor Tonnin, Frei Vitório Mazzuco, Leonardo Boff e milhões de anônimos. Já mortos: Chico Xavier, Irmã Dulce, Madre Teresa de Calcutá, Dom Helder e tantos outros...
Outro dia resolvi fazer um teste sobre minha posição política. Sempre me considerei de “esquerda”. E que digam todos os meus alunos de Sociologia... Isto muito entristecia a meu pai, que era militar. Entretanto, quando vi o resultado do teste, me espantei: “liberal de direita”... E daí? Deixei de ser a mesma pessoa com as mesmas convicções? Sou contra revoluções sociais violentas? Sim, sou a favor da paz, do diálogo, do amor.
Sou contra o coronelismo, a compra de votos, a corrupção, a lavagem cerebral, o fanatismo. Vivo de olhos e mente abertos e não sou nem um pouco alienada. Se isto é ser de direita, que bom seria que papai soubesse!
Quem é analista político é meu irmão, Jorge Silveira. Eu não tenho nenhum compromisso com esta questão, mas sou antenada e observo muito bem o comportamento dos políticos, o seu passado e dou um voto plenamente consciente.
Já me afastei de alguns “amigos” que consideram “burros, ignorantes e imbecis” quem não pensa como eles. Não tenho mais idade para suportar tamanhas tolices. Aliás, acho que uma das vantagens de estar na terceira idade é poder falar o que penso e sinto. Ou melhor, sempre fui assim, mas, quando jovem, era considerada “moderna”, “pra frente”, no sentido pejorativo.
Hoje não estou nem aí para o que os outros pensam. Respeito todas as convicções. Aliás, alguém já disse (estou naquela fase da vida em que os nomes às vezes nos escapam...) que toda unanimidade é burra. Sou livre: penso e falo o que quiser, sem magoar ninguém, é lógico, e vivo da maneira que considero ética. Se não concordam comigo, que se explodam! Amo a vida e quero vivê-la a meu modo. Podem jogar pedras! Elas hoje ricocheteiam... Não me incomodam nem um pouco!



Maria Luiza
Montes Claros

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