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terça-feira, 31 de agosto de 2010

O MEU MOMENTO


O MEU MOMENTO

Sentada naquele café, diante do mar, ouvindo Chico Buarque, sentia-me dona do mundo. Toda a beleza e o êxtase daquele momento... Nada mais importava... A paz e a felicidade estavam dentro de mim. Eu não dependia de algo mais ou alguém para que tudo fosse completo. Pude, então, compreender, num sentido mais amplo e profundo, ou sentir de verdade algo que sempre costumo dizer: a felicidade e a paz estão dentro de nós e não dependemos de ninguém nem de nada para sermos donos delas. Uma coisa é pensar e falar, outra é sentir. E é o que eu sentia naquele momento só meu.
Nós complicamos demais a vida. De que, realmente, necessitamos? De alimentarmo-nos, de água, do sono, de um teto, de amarmos e sermos amados. Tudo o mais é supérfluo.
Deus nos deu tudo: a beleza do universo, um planeta especialmente encantador, a terra fértil, o dom da inteligência, que nos faz co-criadores de sua obra.
Sermos amados vai depender de termos o coração aberto e distribuirmos amor. Quando sorrimos a todos, quando escutamos alguém, de verdade, quando damos um abraço sincero, tudo isso faz com que o outro abra o seu coração para nós. Gentileza gera gentileza, amor gera amor, alegria produz alegria. Assim como, em caso contrário, os sentimentos negativos, como a mágoa, o ressentimento, a inveja, o egoísmo, atraem coisas tristes.
É preciso que a gente compreenda que se não somos felizes não é por que alguém nos deixou, porque não temos dinheiro, porque não temos a casa de nossos sonhos, etc., mas simplesmente porque ainda não percebemos que o dom da vida e a beleza do mundo em si já são a própria felicidade.
Naquele momento, tão cheio de beleza, dei graças a Deus não só pelo que Ele tem me proporcionado, mas, principalmente, por entender que a minha felicidade, a minha paz, a minha alegria não estão nas mãos de ninguém. Não é dizer que eu me basto. Somos seres sociáveis e necessitamos de compartilhar com outros a graça da Vida. É nesse encontro que aprendemos muito e crescemos como criaturas de Deus.
Andar pelas belas ruas de aspecto colonial, vendo casas tão bem conservadas, gente diferente, sentindo a brisa da tarde gostosa, pisando naquelas pedras seculares, é tudo de bom... O que mais importa?!... Ninguém, jamais, poderá me roubar este maravilhoso momento. Isto é tudo!
Quero envelhecer desta forma: enchendo meus olhos com a beleza, sentindo os sabores, ouvindo os sons maviosos das mais diversas fontes, feliz comigo mesma. É o céu que começa na Terra...

Maria Luiza

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