BOAS VINDAS

Seja bem vindo! Espero que aqui encontre alento, beleza, amor e paz! E que possa espalhar isto para o mundo, que vive tão sedento de tudo isto.



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domingo, 31 de outubro de 2010

AMOR VERDDEIRO


Pelo caminho cansada,
De seus carinhos e cuidados
Fico a lembrar-me saudosa.
Nossa vida foi bordada
Por tanta beleza e poesia
Mas um destino ingrato
Deixou-me sozinha...

Quando chega a madrugada
No peito bate a saudade
E procuro em vão ao meu lado
O teu corpo tão amado...

Choro por coisas que não vivemos
Porque o tempo foi curto
E a mão da morte impiedosa
Levou-me teu sorriso lindo
E colocou-me em verdadeiro surto
Suspirando pelas noites ...
Num grito rouco e infindo...

Ah, amor, tão belo era o nosso ninho
Com a doçura de nossa filha amada,
Que enfeitava os nossos dias
E alegrava nossa caminhada!

Não a viste, porém, crescer,
Tornar-se uma guapa mulher
Tão cheia de encantos!
Não tiveste a felicidade
Só a mim reservada
De ter no colo a neta tão desejada!

Sei, porém, que noutras paragens
Tu ainda esperas por mim
Pois paixões foram tantas
Mas, amor só tivemos um...

Maria Luiza

VOLTANDO ÀS PROFECIAS MAIAS


O que é 2012? Fim do mundo ou fim de ciclo? O que poderá acontecer na Terra em 2012? Será que estamos com os dias contados?
Em diferentes culturas ancestrais, o ano de 2012 é citado nos calendários como o Armagedom, Apocalipse, fim do mundo, juízo final, o fim de um ciclo e, nos mais otimistas, o ano em que esta era terminará e outra, melhor, será iniciada. Maias, Egípcios, Celtas, Nostradamus e diversos profetas, Chineses e Budistas, Cientistas e Religiosos das mais diferentes crenças afirmam que o mundo pode estar com os dias contados.
Não acredite. Escreva a sua história. A Terra, a nossa Nave Mãe tem a idade de cerca de 4 bilhões de anos. É bem velhinha, não é? Já enfrentou os mais violentos choques e continua a se deslocar em sua órbita em torno do Sol. Vivemos dentro de um Sistema Organizado. É claro, os fazedores do Apocalipse estão aí, alguns até usando o nome dos Mestres para plantar terrorismo. O filme 2012 é puro terrorismo, é pura jogada de marketing. Tenho certeza absoluta que iremos assistir a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro.
O que dizem as profecias maias?
1ª. A primeira profecia diz que o nosso mundo de ódio e materialismo terminará em dezembro do ano 2012. Neste dia, a humanidade deverá escolher entre desaparecer do planeta como espécie pensante que ameaça destruir o planeta ou evoluir para a integração harmônica com todo o universo.
A 2ª profecia anunciou que o comportamento de toda a humanidade mudaria rapidamente a partir do eclipse solar de 11 de agosto de 1999. Foi um eclipse sem precedentes na história pelo alinhamento em cruz cósmica com o centro da Terra de quase todos os planetas do sistema solar.
A 3ª. profecia diz que uma onda de calor aumentará a temperatura do planeta provocando mudanças climáticas, geológicas e sociais de magnitudes sem precedentes e a uma velocidade assombrosa.
Obs. Isto está acontecendo.
A 4ª profecia diz que o aquecimento do planeta, causado pela conduta antiecológica do ser humano e por uma maior atividade do sol, causará o derretimento do gelo dos pólos. Se o sol aumentar seus níveis de atividade acima do normal haverá uma maior produção de ventos solares, mais erupções maciças desde a coroa do sol, um aumento na irradiação e um incremento na temperatura do planeta.
Obs. Isto também está acontecendo, porém muito mais pelas mudanças de ciclos solares.
A 5ª profecia diz que todos os sistemas baseados no medo sob as quais está fundamentada a nossa civilização se transformarão simultaneamente com o planeta e com o ser humano, dando lugar a uma nova realidade de harmonia.
Obs. Isso irá acontecer, mas é preciso que a humanidade não tema nada, principalmente os sistemas globais de poder que visam gerar medo nas pessoas.
A 6ª profecia fala que nos próximos anos aparecerá um cometa cuja trajetória colocará em perigo a própria existência do ser humano.
Obs. O Nibiru ( que tinha 2 vezes o tamanho de Júpiter) foi desviado por uma explosão do Sol em fevereiro de 2003. Tem gente aí em cima que cuida de nós.
A 7a profecia nos fala do momento em que o sistema solar, em seu giro cíclico, sai da noite para entrar no amanhecer da galáxia. Ela nos fala que nos 13 anos que vão desde 1999 até 2012, a luz emitida desde o centro da galáxia sincroniza todos os seres vivos e permite a eles concordar voluntariamente, com uma transformação interna eu produz novas realidades e que todos os seres humanos têm a oportunidade de mudar e romper suas limitações através do pensamento.
Obs. Os 9 planetas e suas luas giram em torno do Sol, que por sua vez giram em torno de Alcione, uma estrela de 1ª. grandeza. Vamos passar para a 5ª. dimensão, um salto quântico. Acredito que muitos de nós já estão vivendo nessa dimensão.


Chamo a atenção que o calendário maia fala em fim do mundo. Mundo não é planeta. Mundo é civilização, forma de pensar e agir. Como era o mundo na Idade Média? Era assim:
A sociedade era estática,com pouca mobilidade social e hierarquizada. A nobreza feudal era detentora de terras e arrecadava impostos dos camponeses. O clero (membros da Igreja Católica) tinha um grande poder, pois era responsável pela proteção espiritual da sociedade...Como era o mundo na época das grandes navegações? Como era o mundo do século XX? Como é o mundo hoje? O mundo dos celulares, das tecnologias de ponta, o mundo da informação, da internet? Isso é mundo. E planeta? O nosso planeta, a nossa Nave Terra tem cerca de 4 bilhões de anos e está aí inteira, cada vez mais azul e bonita. Então, fim de mundo é uma coisa bem diferente daquilo que os terroristas estão pregando. Nos Estados Unidos as livrarias estão repletas de livros sobre o assunto. Os filmes de Hollywood invadem os lares e as telas cinematográficas. Isso sim aliado ao pensamento coletivo pode causar grandes destruições.
A Profecia Maia não fala em fim do mundo, mas sim em fim de ciclo, em mudança de pensamento, o nascimento de uma Nova Era, a Era da Luz, uma nova realidade de harmonia.
E você, o que gostaria que acontecesse em 2012? Que o mundo continue como está? Que a vida se torne mais saudável? Que as pessoas se amem mais? Que a violência tenha um fim?
“É importante que vocês se tornem cientes e conscientes da importância do seu nível de preparação espiritual, porque o futuro da corrida aquariana e da Nova Terra depende disto. É por isso que afirmamos que a sua disciplina pessoal diária e prática espiritual constante devem ser uma prioridade em suas vidas. Todo o resto é secundário porque, neste momento, a Terra precisa e a Hierarquia Espiritual quer seres que são capazes de integrar e transmitir os novos códigos vibratórios e os valores de Aquário deste terceiro milênio. Cada um de vocês é um ponto de força e luz em potencial que, dependendo de sua entrega, sinceridade, honestidade e espírito de serviço incondicional, será orientado para realizar funções específicas.”(Ashtar Sheran)
Um novo mundo está nascendo, uma Nova Terra vibra dentro de um diapasão Cósmico de Amor.
Nada temam, sigam vossos caminhos, amem suas famílias e ao próximo como a si mesmos. Essa é a Lei.




Weber Malcher

sábado, 30 de outubro de 2010

REFLEXÃO DO DIA


A IMPERMANÊNCIA É UMA LEI DA VIDA. TUDO PASSA E SE TRANSFORMA. ASSIM, DEVEMOS LEMBRAR-NOS QUE TANTO A DOR, COMO A ALEGRIA SÃO PASSAGEIRAS.

MARIA LUIZA

DEUS E PAZ


Para mim não há nenhum choque entre a idéia de Deus e a própria ciência. Entretanto, a ciência tem a sua postura acadêmica de preocupar-se unicamente com o que é tangível e concreto. Aí, porém, ela se contradiz, pois poderíamos dar vários exemplos de objetos científicos que não são concretos: até onde a eletricidade é tangível em sua forma pura? E as ondas do som e da luz?...
Praticamente todos os grandes pensadores, mais cedo ou mais tarde, chegaram a Deus. E muitos , quando o fizeram, passaram a ser desconsiderados pela Ciência, como é o caso de Jung, cuja segunda parte de sua obra, a Psicologia Profunda, é menosprezada pela Psicologia oficial (se é que existe uma...).
Ninguém pode, em termos puramente racionais, discutir a existência ou inexistência de Deus, embora a Física Quântica cada vez mais nos aproxima de uma conclusão positiva. São palavras de uma física notória, cujo nome me escapa:
“Como poderia haver tantas coincidências, todo o Universo obedecer a leis perfeitas e coerentes, se não houvesse uma Inteligência Suprema a controlar tudo?”.
O que nos importa aqui, porém, não é entrar neste tipo de discussão, nem convencer ninguém do que quer que seja. Não podemos, entretanto, deixar de colocar nossa posição: pensamos que a felicidade está na sintonia absoluta com Deus. Isto não significa, no entanto, que a pessoa tem necessariamente que ser religiosa. Uma pessoa bondosa, de pensamentos positivos, que ama o ser humano, respeita e ama a Natureza, está em sintonia com Deus, mesmo que não imagine tal coisa.
Podem-se fazer mil terapias e até ser uma pessoa religiosa. Isso não é passaporte para a felicidade. A sensação de plenitude, de realização absoluta, de paz permanente, só encontraremos em Deus.
Se é impossível definir Deus, podemos, entretanto, sentir-Lhe a Presença.
È necessário, porém, que estejamos abertos para isso. Quem só vive mergulhado nos problemas materiais, no torvelinho do dia-a-dia, sem parar para contemplar o Universo, em sua beleza e mistérios, não consegue acreditar em Deus ou O imagina como uma realidade distante e dificilmente deixa que Deus de fato o toque.
Ele está presente em nós. Quando fazemos esse mergulho na quietude e com o coração, nós O encontramos. Nós e o Universo somos unos. E todos são unos com o Criador.
A fé inabalável, a confiança firme no amor divino, em Sua presença e misericórdia cria em nós uma harmonia interior, que fato exterior algum pode abalar.
Segundo Elisabeth Leseur, “a alma que se eleva, eleva o mundo”. Portanto, quando amamos, crescemos, nos transformamos para melhor, estamos a melhorar o mundo e a conquistar a paz.
Uma coisa é certa: quem não encontra sua realização em algo, em alguém ou em Deus, é sempre amargo e pessimista, antipático, prepotente, presunçoso ou, então, ao inverso, possui sentimentos de inferioridade e uma aura de derrotismo. Mas, pode essa pessoa ter paz ou alcançar a felicidade?
As pessoas autenticamente religiosas, que enchem seus corações de amor, fé e esperança, conseguem harmonia e paz e enfrentam com mais equilíbrio as situações difíceis da vida.

Maria Luiza

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

MÃE



Mãe não entende se você não come tudo que está no prato.
Mãe não aceita desculpas do tipo 'Se os outros podem, por que eu não posso?'.
Mãe responde: 'Os outros não são meus filhos'.

Mãe adora ouvir o barulho da fechadura quando o filho chega.
Mãe tem cheiro de banho, tem cheiro de bolo, tem cheiro de casa limpa.

Mãe fica assustada quando vê o caso daquela modelo que morreu de anorexia:
'Eu já falei pra você comer tudo!'
Mãe fica assustada quando lê notícia de assalto.
Mãe fica assustada quando lê notícia de acidente.
Mãe fica assustada quando lê notícia de briga.
Mãe fica assustada quando lê notícia.
Mãe fica assustada.

Mãe não está nem aí para o que os outros pensam.
Mãe foge com o filho para o Egito, montada num burrico.
Mãe tem sonho.
Mãe tem pressentimento.
Mãe tem sexto sentido e sétimo, oitavo, nono, décimo.
Mãe não faz sentido (para quem não é mãe).

Mãe chora ao pé da cruz.
Mãe chora em rebelião.
Mãe chora se o filho é messias ou bandido..
Mãe acredita.
Mãe não pode ser testemunha no tribunal.
Mãe é café com leite.
Café com leite, pão com manteiga, biscoito, bolacha de água e sal,
banana cozida.
E ainda faz você levar um pedaço de bolo pra casa.

Mãe só tem uma, mas é tudo igual.
Mãe espera o telefone tocar.
Mãe espera a campainha tocar.
Mãe espera o resultado do vestibular.
Mãe espera o carteiro.
Mãe moderna espera e-mail.
Mas espera.
Mãe sempre espera.

Mãe ama. Ama incondicionalmente!
Assim, verbo intransitivo, como queria Mário de Andrade.
Porque, se é mãe, já se sabe o que ela ama.
A culpa é da mãe, dizem os freudianos superficiais.
Os verdadeiros freudianos sabem que, sem mãe, nada feito.

Uma amiga costuma dizer: 'Pai é palhaço, mãe é de aço'.
A frase é interessante, porque o aço é uma liga de ferro e carbono.
Ferro é o símbolo da força; carbono é o elemento presente em todos os
organismos vivos.
A mãe constitui a liga entre a fragilidade e a força do indivíduo.
Não há algo mais vulnerável e mais sólido que a maternidade.
Mãe é de aço.

A esta altura, você deve estar perguntando:
'Mas por que esse cara está falando tanto de mãe?'
A verdade é que eu não sei.
Talvez seja porque a palavra mãe não tenha equivalente.
Já notaram? Mãe só rima com mãe.

( sem autoria conhecida)

(Se eu fosse falar de minha mãe, acho que escreveria algo semelhante. Como não acredito em acaso, mas em Providência, e li esse texto hoje, é com ele que homenageio a minha mãe querida que, amanhã, completa 89 anos e que, pouco a pouco, Deus a está chamando para Seu lado. Com seu jeitão de alemã (é neta de alemão, da família Utsch), sempre cuidou dos seus seis filhos com amor e desvelo, ajudou muita gente, sem jamais a mão esquerda saber o que a direita fazia, e deixou um tesouro para muitos, como Mestra de Yoga)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

PENSAMENTOS DO DIA


A FELICIDADE RESIDE NA SIMPLICIDADE.

MARIA lUIZA

NÃO PERCA TEMPO EM TER E PARECER, POIS PODE SE ESQUECER DO ESSENCIAL, QUE É SER. SER EM PLENITUDE. SER GENTE, SER HUMANO, SER AMOR.

MARIA LUIZA

EVANGELHO DO DIA


Evangelho segundo S. Lucas 13,18-21.

Disse, então: «A que é semelhante o Reino de Deus e a que posso compará-lo? É semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e deitou no seu quintal. Cresceu, tornou-se uma árvore e as aves do céu vieram abrigar-se nos seus ramos.» Disse ainda: «A que posso comparar o Reino de Deus? É semelhante ao fermento que certa mulher tomou e misturou com três medidas de farinha, até ficar levedada toda a massa.»

Já imaginaram a beleza de uma árvore que abriga os pássaros e dá sombra ao viajante cansado? E a delícia da massa que cresce e nos alimenta?
Maria Luiza

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A MORTE


Geralmente o ser humano, assim como qualquer animal, tem medo do desconhecido. Entretanto, há uma diferença capital entre o ser humano e o animal diante da morte. O animal sente a aproximação da morte e se recolhe calado a um canto, aceitando, com tranqüilidade, aquilo que faz parte da vida.
Já o homem não. Ele teme a morte mais que tudo. Mas, eu lhes digo, com a experiência de quem já esteve para morrer várias vezes: não há motivo para este temor, a não ser que a pessoa tenha a consciência pesada. A gente morre como viveu. Se sua vida foi plena de amor e altruísmo, esteja certo de que um caminho de luz e paz estará esperando por você.
Já estive em coma e meu espírito saiu do corpo. Não adianta os céticos me dizerem que isto era um estado alterado de consciência. Estudei Psicologia, Parapsicologia, Psicopatologia, tanto quanto muitos. Eu tenho certeza do que me aconteceu. Fiquei entre as duas dimensões. Ouvia e via tudo que acontecia com meu corpo, mas, ao mesmo tempo, via um belo lugar que, com certeza, muitos chamariam de “Céu”. Via outros seres, cheios de luz, se movimentando.
Algumas vezes, na semiconsciência, eu ouvia as palavras dos médicos, que me explicavam a proximidade do meu desenlace porque nada mais podiam fazer por mim. Eu estava com septicemia e não reagia a nenhum antibiótico.
Estranhando aquilo que eles interpretavam como frieza, indiferença ou não-entendimento de minha parte, sempre um voltava e perguntava se eu havia entendido a situação. Eu lhes respondia com tranqüilidade: “Sim, estou fazendo a passagem. Tudo que nasce morre. Chegou a minha hora. Estou tranqüila porque cumpri a minha missão.”
Eles ficavam boquiabertos como se fosse uma anomalia eu não ter medo. Mas, todas as vezes, eu estava enganada. Minha missão não terminara. Assim, com a ajuda de seres luminosos, que eu interpreto como Anjos e Arcanjos, com a Luz banhando todo meu ser, para admiração dos excelentíssimos doutores, eu conseguia me recuperar.
Depois destas maravilhosas experiências, eu lhes pergunto: “Há motivo para temer a passagem?”. Porque a morte não é senão isto: a passagem para outra dimensão. O caminho da felicidade e da paz, Jesus Cristo nos ensinou, assim como outros mestres. Mas, de todos Ele é o maior. Se você foi bondoso e cheio de amor com o seu semelhante, pode ficar tranqüilo. Sua passagem se dará em paz, com o auxílio de seres maravilhosos, que nos esperam na outra dimensão.

Maria Luiza

PENSAMENTO DO DIA



Sejamos como o sol que não visa nenhuma recompensa, nenhum elogio, não espera lucros nem fama, simplesmente brilha!
(autor desconhecido)

domingo, 24 de outubro de 2010

FOTOS ANTIGAS


Andando por aquela linda rua, com o vento batendo em minha face, anunciando o fim do inverno e a chegada da primavera, eu aspirava o ar com gosto e apreciava a beleza de tudo que me rodeava.
De repente, vejo um antiquário e resolvo entrar em busca de algo que pudesse agradar à minha filha. Ali tinha de tudo que se pode imaginar: desde cartas antigas até quadros, móveis e tudo mais. Parei estupefata diante de uma caixa cheia de fotos.A primeira foto que peguei era de um casamento: uma noiva belíssima, com um vestido deslumbrante, e um imenso sorriso de felicidade. Emocionei-me pensando quem seria aquela bela mulher e como sua foto foi parar ali.
Fui pegando foto por foto. Eram histórias de vida e toda história é preciosa. Com certeza se aquelas fotos estavam em um antiquário era porque aquelas famílias haviam desaparecido ou seus descendentes resolveram se livrar daquelas velhas fotos.
Eu já não estava procurando mais nada. Detive-me ali, olhando cada rosto e imaginando suas vidas, suas alegrias, suas dores, enfim a caminhada terrena de cada um.
E chorei, confesso que chorei. Não conseguia conter as lágrimas diante daquelas velhas fotos. Fiquei imaginando que todas as fotos que eu e todos tiramos hoje, marcando momentos importantes e felizes de nossas vidas, poderão um dia ser apenas lixo do qual se deve livrar...
Ah, e a nossa história de vida, nossos amores, filhos e netos, tudo de bom que a vida nos deu e também tirou? Não é nada?
Triste seria o nosso destino de nos tornarmos pó se não fosse a crença na vida eterna, de um Amor Maior, de mudança de dimensões!...
A gente vive, sofre, caminha trazendo no peito saudade, esperança e fé e, no futuro, ninguém se importará se vivemos e tivemos uma história...
Todos nós seremos apenas fotos envelhecidas...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

AMOR


O AMOR

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.


Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer


Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...

.................

FERNANDO PESSOA

Ah, o amor,
falar dele como o poeta
eu quisera!
Mas Deus não me deu tal dom
E por ele morro na espera!...
Naria Luiza

terça-feira, 19 de outubro de 2010

PENSAMENTOS DO DIA


Forte não é aquele que tudo suporta, mas o que suporta tudo amparado na Força Maior.

Maria Luiza

Se estamos apenas de passagem, para quê tanta bagagem?

Maria Luiza

sábado, 16 de outubro de 2010

PENSAMENTO DO DIA


SE CUIDAMOS APENAS DO SABER
NOS REDUZIMOS A COISA FUNCIONAL
TORNAMOS NOSSAS VIDAS MECÂNCIAS
PERDEMOS O SENTIDO DO PRIMORDIAL.

PARA BUSCAR OS SENTIDOS VASTOS
QUE ROBUSTECEM O NOSSO VIVER
PRECISAMOS GARIMPAR SABEDORIA
OS VALORES QUE QUALIFICAM NOSSO SER.

MIGUEL ARAÚJO

DESGRUDE-SE DO APEGO




Liane Camargo de Almeida Alves

Um dos caminhos para ter paz de espírito e coração leve é abrir mão do desejo de conservar as coisas, as pessoas, as situações indefinidamente.
Aprenda como libertar-se das artimanhas do apego
- isso fará bem para você e para todos a sua volta.

Na língua portuguesa, a palavra apego tem até uma sentido positivo.
"Ele é tão apegado à família...", se diz no interior de São Paulo e Minas Gerais.
Já o contrário, o desapego, é malvisto:
"Ele é completamente desapegado, não liga para nada..."
Mas o apego, na linguagem budista e cristã, tem outro significado. É algo opressivo, que nos asfixia e aprisiona, sem mesmo termos consciência.
"Apego é o maior sinônimo de sofrimento e sua maior causa", sintetiza o filósofo indiano Krishnamurti no livro
A Mutação Interior (ed. Cultrix).

Desapegar-se, portanto, é liberar-se do apego.
É, literalmente, soltar-se do laço que nos sufoca.
Algo que traz alívio interno, paz de espírito, uma alegria que relaxa. "O problema é que não percebemos que existe o laço.
Pensamos que não podemos viver sem aquilo, que na verdade é uma grande fonte de angústia", reconhece a socióloga Fátima Souza Murtinho, de Belo Horizonte.
Como perceber se estamos apegados a algo?
"Apego é atribuir exagerada importância a um objeto, uma situação ou uma pessoa", explica a psicóloga Bel Cesar, diretora do Centro de Dharma da Paz, em São Paulo.
Em outras palavras: apego não é uma manifestação de amor, mas de posse, um desejo incontrolável de conservar algo para sempre.

Tudo muda o tempo todo

"Sofremos e nos inquietamos só de pensar em nos desapegar de algo", reconhece a psicóloga.
"Ficamos dependentes, vulneráveis.
Nem percebemos que somos nós mesmos que atribuímos tantas qualidades àquilo que nos prende, exagerando sua real importância", explica Bel Cesar.
E fazemos isso o tempo todo, dizem os budistas, tanto com as pessoas a quem queremos bem como também com aquelas a quem odiamos.
É mais fácil até nos apegarmos às emoções negativas do que às boas memórias.
Podemos ficar anos remoendo algo que alguém disse e nos magoou.

As filosofias e religiões orientais reconhecem que somos uma coleção ambulante de apegos:
aos nossos hábitos, às nossas pequenas manias, ao que consideramos certo e errado, ao que achamos que somos. Simplesmente nos recusamos a mudar - até que a vida dê um jeito de nos obrigar a fazer isso.
Foi o que aconteceu com a administradora paulista Márcia Silva. Aos 27 anos, com três filhas pequenas - a menor com 9 meses -, ela teve que modificar totalmente seu estilo de vida quando o marido adoeceu.
"Deixava as crianças com os vizinhos para levá-lo ao hospital, para sessões de hemodiálise.
Aprendi a negociar as contas atrasadas.
Abdiquei da perfeição", conta.
A dificuldade da situação a suavizou por dentro e a despertou para a vida.
"Mudei muito.
Hoje interajo mais com a vida, com aquilo que se apresenta a cada momento.
Procuro estar sempre aberta para o mundo, tanto para a beleza como para o sofrimento", diz Márcia.
Ela recolhe gatinhos abandonados - mesmo que para bagunçar a arrumação da sala -, pára de reclamar de dor da perna quando vê alguém na cadeira de rodas.
"Desapegar-se é um eterno aprendizado, que dura toda a vida", admite ela.

Sentimento que cola

Todo mundo já ouviu alguém dizer:
"Sou tão desapegado, para mim nada tem valor..."
Nada mais falso.
Desapego nada tem a ver com indiferença.
"É uma ilusão acreditar que o desapego é apenas uma renúncia aos bens materiais", explica Oddone Marsiaj, instrutor de meditação e diretor do grupo budista Shambhala do Brasil.
O verdadeiro desapego é renunciar à cola que nos gruda a objetos, situações e pessoas.
"Podemos usufruir de tudo isso, mas sem grudar ou se deixar aprisionar", salienta.
Desapegar-se, portanto, não significa abdicar dos prazeres - ter uma casa nova, usar um belo vestido, saborear uma refeição deliciosa ou mesmo se apaixonar intensamente por alguém. "Podemos ter o que quisermos, mas sabendo que também podemos abrir mão de tudo, se necessário", explica ele.

Já o falso desapego, aquele que faz desistir da vida e dos outros, pode esconder um amargor profundo, um sentimento de impotência e injustiça.
"Nesse caso, o rótulo de desapego serve apenas como desculpa para encobrir dificuldades com a parte concreta da vida", continua o instrutor.
O raciocínio é simples: já que não consigo ter os bens que desejo, renuncio a tê-los.
"Ou melhor, penso que desisto", esclarece.
"Na verdade, o desejo continua existindo, só que reprimido, sufocado, gerando frustração", diz Oddone.

O falso desapego também pode ser usado como uma máscara para a arrogância.
Nesse caso, as pessoas se vangloriam de sua própria condição espiritual: se julgam desapegadas, como se fossem mártires.
Santo Agostinho (354-430), um dos maiores teólogos da Igreja Católica, afirmou que esse é um dos maiores pecados que podem existir - ele o chama de "o orgulho dos santos".
"Essa pretensa espiritualidade não passa de expressão do ego, de vaidade", frisa Oddone Marsiaj.
Pode até se transformar num instrumento para manipular e influenciar os outros.
O verdadeiro desapego é resultado da sabedoria, da compreensão do que é a vida.
Aprendemos, por meio dos ensinamentos espirituais ou pelas nossas próprias experiências, que tudo nesse mundo é impermanente, que as coisas sempre mudam e se transformam, e que ficar grudado a situações, pessoas, sentimentos ou hábitos torna-se apenas fonte de dor e angústia.
"Compreender e aplicar esse princípio à vida nos liberta", finaliza Oddone Marsiaj.

Oito passos para soltar as amarras

1. Medite em que situações você se sente preso, asfixiado.

2. Reconheça seu apego. Essa consciência é vital para a mudança.

3. Procure experimentar pequenas ações de desapego. Doe objetos, desista de uma mania, mude um de seus hábitos.

4. Desperte e interaja com o mundo. Participe de uma campanha de solidariedade, ajude quem está precisando em seu círculo de amigos.

5. Imagine-se livre de seu objeto de apego e sinta-se feliz por conquistar a liberdade. Prove essa sensação quantas vezes quiser. Ela abrirá caminho para suas futuras decisões.

6. Não tenha medo. Veja o que pode mudar em sua vida, sinta curiosidade por outras maneiras de viver.

7. Se necessário, procure ajuda nos grupos espirituais ou de apoio psicológico para tomar decisões importantes.

8. Medite. A meditação acalma a mente, e essa tranqüilidade é a base para livrar-se dos apegos.


São Francisco de Assis nos dá o exemplo

São Francisco de Assis (1182-1226) nasceu na Itália há mais de 800 anos e ainda hoje tem muito a nos ensinar sobre o desapego. Chamava-se Francisco Bernardone e nasceu numa família rica.
Aos 23 anos, optou pela pobreza, vestiu uma roupa feita de saco, amarrada na cintura por uma corda, e partiu.
Céu e estrelas eram seu teto, a grama molhada, sua cama.
Lobos e passarinhos eram seus amigos, e pobres, leprosos e desamparados, seus irmãos.
Viveu assim até os 44 anos e pouco antes de sua morte ainda advertia os frades que o acompanhavam:
"Não me chamem de santo porque posso abandonar tudo, casar e ter muitos filhos..." Mas não desistiu.
A opção de são Francisco pelo desapego radical foi testada todos os dias de sua vida.
Ele jamais esqueceu as delícias da cama quente, do abraço de uma mulher.
Ao se levantar, tinha diante de si sempre a mesma necessidade de optar pelo apego, com seu desejo incontrolável de manter tudo para si, ou pelo desapego, condição básica para compartilhar seu amor e ternura.
Francisco ficava sempre com a segunda alternativa, na maior alegria.
"A vida dos santos é como uma inspiração", diz o teólogo Jean-Yves Leloup no livro Terapeutas do Deserto (ed. Vozes).
Podemos nos espelhar em seus exemplos, tendo à frente nossos próprios dilemas e escolhas.
"Não nos será perguntado se fomos iguais a essas pessoas.
Mas nos será perguntado se fomos nós mesmos", complementa Leloup.
E acrescenta: "Não se pedem maçãs a uma ameixeira - pedem-se ameixas.
Cada um de nós tem de produzir os frutos de sua própria árvore".


Saborear a vida

Buda, mestre indiano que viveu há mais de 2,5 mil anos, conta uma bela história a respeito de nossa condição neste mundo.
Diz ele que um homem, ao sair de casa, foi perseguido por um tigre.
Correndo para salvar a vida, acabou na beira de um precipício.
Sem saída, saltou.
Conseguiu agarrar-se a um cipó que crescia por entre as pedras. Ficou assim, pendurado no abismo, quando percebeu que embaixo havia um tigre, esperando que ele caísse.
Ao mesmo tempo, dois ratinhos brancos começavam a roer o cipó que o segurava.
Nessa difícil situação, o homem viu dois morangos crescendo entre a folhagem.
Esticou um braço e provou as frutinhas, sentindo todo seu aroma e sabor.
Apesar de sua condição, pôde ainda exclamar:
"Mas que morangos deliciosos!"
Dizia Buda que somos como esse homem.
Estamos pendurados entre os tigres do nascimento e da morte, com ratinhos roendo nosso tempo de vida.
Mesmo assim podemos apreciar tudo o que se oferece nesse período precioso - sem querer que isso dure para sempre.
O desapego inclui também a curiosidade em conhecer e vivenciar todos os aspectos da vida - prazer e dor, alegria e tristeza, felicidade e infelicidade, ensina a monja budista americana Pema Chödron no livro Quando Tudo Se Desfaz (ed. Gryphus).
Não fugimos mais do que a vida tem para nos oferecer, recusamos a nos agarrar só ao que em nossa opinião é belo e bom.
"A dor pode ser a porta para experimentarmos uma felicidade maior e mais consciente", diz Pema.
E conclui: "Ao nos desapegarmos, reconhecemos, finalmente, que o controle não está em nossas mãos".

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

PENSAMENTOS DO DIA




DEUS COLOCOU OBSTÁCULOS EM NOSSOS CAMINHOS PARA NOS AJUDAR A CRESCER.


CADA ALVORESCER FAZ FLORIR NOVA ESPERANÇA EM NOSSOS CORAÇÕES.

MARIA LUIZA

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

PROFESSORES E EDUCADORES


Professor é uma coisa e educador é outra. Os educadores, pessoas que amam o ser humano, que aspiram por vê-lo crescer, têm paixão pelo que fazem, não dissociam a disciplina que ensinam dos valores a serem transmitidos e possuem uma postura ética que, por si só, incentiva os alunos a se comportarem e amarem o conhecimento. Por onde andarão?
Recorrendo a Rubem Alves, um verdadeiro educador, ele clama: “Educadores, onde estarão? Em que covas terão se escondido? Professores há aos milhares. Mas professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor. Educador, ao contrário, não é profissão: é vocação. E toda vocação nasce de um grande amor, de uma grande esperança”.
O que vemos são professores ganhando mal, infelizes, com medo dos alunos e de seus pais. Tenho visto escolas com Polícia na porta e professores que são maltratados pelos alunos e, muitas vezes, até ameaçados de morte. O professor “é um funcionário das instituições, (...) especialista em reprodução, peça num aparelho ideológico do Estado. Um educador, ao contrário, é um fundador de mundos, mediador de esperanças, pastor de projetos.” (ALVES, Rubem, 1989, p.29).
Vamos pensar em suas palavras: “fundador de mundos”, aquele que acredita que um outro mundo é possível e transmite essa fé para seus alunos; “mediador de esperanças”, aquele que não mata os sonhos de seus discípulos, mas os incentiva, mantendo acesa a chama da esperança; “pastor de projetos”, aquele que supervisiona, que ajuda a concretizar os conhecimentos que transmite, transformando-os em algo prático, numa realidade viva na vida de seus pupilos; aquele que anda lado a lado com eles, ajudando-os a concretizar seus sonhos, fazendo da sala de aula um verdadeiro laboratório.

Como diz Augusto Cury, em seu livro “O vendedor de sonhos”, deveríamos dar “coragem para os inseguros, ousadia para os fóbicos, alegria para os que perderam o encanto pela vida, sensatez para os incautos, críticas para os pensadores” (2008).
Voltando a citar o mesmo autor, ele comenta em um trecho do livro supracitado: “no templo do conhecimento, na universidade, falta tolerância, estímulo a rebeldia do pensamento e uma dose de loucura para libertar a criatividade.”
Os professores não costumam ensinar os educandos a perceber a beleza das pequenas coisas, que fazem o encanto da vida. É preciso ensinar a criança a olhar. Desenvolver a sensibilidade é principalmente educar o olhar e a escuta.

A sensibilidade aguça a imaginação que, por sua vez, gera a ação e a cognição. Para agir é preciso antes imaginar. Não me lembro de quem disse isso, mas, sem dúvida, é uma grande verdade: perder a razão é grave, mas mais grave ainda é perder a imaginação e o sentimento, a fantasia e a capacidade de sonhar e criar.

Maria Luiza



(Fica aqui a minha homenagem aos professores e, mais do que tudo, aos verdadeiros educadores.) rascunho

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

RECADO DE CRIANÇA


Mamãe e papai: hoje eu tenho um recado para vocês: gostaria muito que, sem deixar de serem modernos, pudessem ter a doçura de antigamente e sentassem comigo no chão e penetrassem em meu mundo e fossem comigo mocinho e bandido, mãezinha e filhinha, bombeiro e carpinteiro...
Gostaria, mamãe, que ainda tivesse tempo para vestir minhas bonecas, me contar histórias e cantar comigo cantigas de roda...
Que vocês pudessem aceitar-me como sou: feio ou bonito, loiro ou moreno, menos ou mais inteligente, levado, serelepe, treiteiro,capeta...
Que pudessem compreender a mágica e a fantasia do mundo em que vivo e a dimensão que pequenos gestos podem tomar para mim.
Gostaria que soubessem das sombras e dos pesadelos que, às vezes, povoam as minhas noites e que não me xingassem, então, quando, sem querer, embora grandinho, ainda escapasse um pipi na cama ou virasse um copo na mesa.
Não me importo se , às vezes, vocês perderem a paciência comigo porque bem sei que são humanos... Mas gostaria tanto que, mesmo quando me pusessem de castigo, e me dessem algumas palmadinhas, deixassem bem claro o quanto me amam. Porque, para mim, a dor do castigo ou da palmada vai passar bem depressa, mas a sensação de desamor, esta há de ficar para sempre...
Gostaria que ainda pudessem me embalar de quando em quando, me colocassem no colo e me falassem do amor com que me geraram, da alegria com que me esperaram e do cuidado que tiveram comigo quando eu era pequenino... Que todos os dias não se esquecessem de me beijar e abraçar e que ainda houvesse noites em que pudessem se assentar à minha cabeceira e rezar comigo, falando de coisas sem importância...
Gostaria que vocês se interesassem não apenas pelo meu desempenho na escola, mas pelo que vivo e sinto lá. Que o seu SIM fosse SIM e que seu NÃO fosse NÃO, para que em sua firmeza eu pudesse encontrar a segurança.
Gostaria ainda que pudessem me sjudar a ver e sentir a beleza do vida, do sexo e do amor. Que me ensinassem a penetrar no mundo das cores e dos sons e a escutar e sondar a beleza do mundo.
Gostaria tanto, mamãe, que, depois de ter me trazido ao mundo, você pudesse, com sua ternura, com sua fé e alegria, introduzir-me na festa da vida. Que, em sua plena condição de MULHER, pudesse ser, pelo menos por alguns instantes, simplesmente, a minha MAMÃE!...
Seu filho.
Maria Luiza
(adaptação de um texto de minha obra "A Greve das Crianças", da Editora Vozes).

sábado, 9 de outubro de 2010

ENCONTRO DE AMIGAS


A amizade é um dos mais belos sentimentos porque ele é gratuito. Ele é feito de companheirismo, troca de experiências, apoio, compartilhamento.
O amigo é aquele que está presente, quando todos já se foram. Ele lhe dá o ombro para chorar, quando necessário, e, mais do que ninguém, vibra com suas vitórias.
A internet, se tem o seu lado negativo, tem, também, o positivo, ligando pessoas afins, promovendo reencontro com amigos cujos rumos e pistas perdemos pelo caminho.
Tenho tido a enorme felicidade de fazer amizades verdadeiras pela internet. Tenho uma grande amiga em São Paulo, uma em Camboriú, outros em Portugal, na Índia e por aí vai... Tenho podido reencontrar amigos e ex-alunos distantes no tempo e espaço. Tudo isso enche meu coração de alegria e me faz agradecer a Deus por este precioso instrumento.
Aqui em Montes Claros, a jornalista Gal Bernardo criou a Confraria dos Navegantes do Grande Sertão (NAVEGS). Foi uma idéia brilhante por que reuniu um enorme grupo de pessoas que trocam belas mensagens e compartilham notícias venturosas e tristes do próprio grupo e outras que se referem a outras pessoas que não pertencem ao grupo, mas a quem queremos muito bem.
Comemoramos aniversários, casamentos e oramos por aqueles que passam por algum transe difícil. Enfim, participamos da vida de cada um.
Quem viveu na Montes Claros dos anos sessenta conheceu uma bela, elegante e distinta mulher, que fazia parte das “dez mais do Lazinho”: a Zita Rocha. Ela era muito conhecida de toda a cidade, pois, além de seus méritos próprios, era esposa de Elias, o gerente do Banco do Brasil, cargo, naqueles tempos, considerado de grande respeito e importância. Pois não é que trinta e nove anos depois, pudemos reencontrá-la através do Navegs? Ela foi o elo para promover o primeiro encontro presencial de alguns membros de nosso grupo.
Chegando a Montes Claros, ela se comunicou com Gal, que teve a gentileza de nos receber no restaurante do belo condomínio em que mora. E lá fomos nós, felizes da vida, parecendo um bando de adolescentes, reencontrar-nos e à bela Zita, que continua com o mesmo charme de antigamente, talvez apenas muito mais rica interiormente.
Só quem estava presente pode saber da delícia que foi este nosso encontro, em meio à natureza, com o clima ameno de uma noite ímpar! Conversamos de tudo, mas, principalmente, relembramos as belezas e a tranqüilidade dos tempos de antanho...
Somos muito gratas à amiga Gal, a quem Deus deu o dom de ser ponte e não muro. Ela nos reuniu e, sem dúvida, haverá de nos proporcionar outros encontros maravilhosos como este!
Só a amizade pode nos dar tanta alegria! Pode fazer de um encontro de velhas amigas um momento inesquecível!
Por isso, com o coração cheio de júbilo e gratidão, brindo aos verdadeiros amigos e ao Senhor, Nosso Pai Maior, que nos deu a oportunidade de termos os corações abertos para um sentimento tão nobre!

Maria Luiza

PENSAMENTO DO DIA


O AMOR É UMA FORÇA PODEROSA QUE NOS CONSTRÓI MELHORES E PROJETA NO SEMELHANTE E NA NATUREZA ENERGIAS RESTAURADORAS E RENOVADORAS

Maria Luiza

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

PENSAMENTO DO DIA


Que eu tenha a hunildade de reconhecer que nada sei e que sempre posso aprender com tudo e com todos! A mãe-Natureza e os percalços da vida são excelentes mestres.

Maria Luiza

SENTIMENTOS NEGATIVOS


A vergonha e a culpa são alguns dos sentimentos negativos que a educação faz nascer em nós. Aprendemos a ter vergonha do nosso corpo, das nossas emoções, das nossas necessidades, em nossas incapacidades em algumas áreas e ... até de ter vergonha e culpa.
Os sentimentos de vergonha e culpa geram o medo e este, por sua vez, gera a hostilidade, a hipocrisia e o imobilismo.
Vergonha, medo, culpa e sentimentos de inferioridade estão profundamente interligados. E todos eles provêm de uma única fonte: uma educação mentirosa, que cria para o homem parâmetros de comportamento impossível e que, negando suas raízes animais, desenvolve nele polaridades. O homem é um todo, uma unidade, e todo tipo de educação que, ao invés de buscar a inteireza integradora, torna-o dividido, leva, fatalmente, a distúrbios psicológicos.
E o fato de sentir vergonha, de ter medo, de se sentir inferior e incapaz, culpado e freado, faz com que, desde muito cedo, o indivíduo traga os músculos tensos, o que o impede, inclusive, de respirar corretamente. À mediada que a vida avança, e quanto mais a pessoa é dominada pela Estrutura, mais cresce a tensão e mais superficial se torna a respiração, oxigenando, cada vez menos, o seu sangue e tornando-o exposto às doenças.
Além de tudo isso, numa atmosfera sustentada por esses sentimentos, somente o ódio, a hostilidade e a hipocrisia podem florescer. E os novos seres que surgem, alimentados por estes sentimentos negativos, vão continuar nos outros esta obra de destruição, pois estarão cheios de ressentimentos contra a própria vida.
E só Deus sabe o quanto vai nos custar o trabalho de descondicionamento para eliminarmos estes sentimentos e podermos, finalmente, sermos livres e felizes!...

Maria Luiza

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

ESTAMPAS


Voejar entre as asas do vento
velejar entre as ondas do mar
vadiar no gingado da capoeira
nos feixes do arco-íris se encantar.

Na graço do riso da criança
a esperança teima em vicejar.
Nas mãos dadas em folias de roda
a beleza esparrama feixes de ninar.

Na vertigem de um abraço apertado
entre as curvas das veredas do sertão
desde dentro da vertigem do amor
arrepios escarlates jorram do coração.

Admiro o canto do bem-te-vi
que nos bendiz em cada alvorecer.
Me enramo no bailado das borboletas
nas estampas de sua leveza e florescer.

Nos fiapos doces da cachoeira
a água tece seu rendar gracioso.
Me enredo na teia de seus bordados
e meu corpo vadio dança formoso.

Miguel Araújo

terça-feira, 5 de outubro de 2010

PENSAMENTO DO DIA


QUISERA SER SEMPRE COMO AS FLORES, ESPALHANDO BELEZA, PERFUME E ENCANTO!

MARIA lUIZA

PESSOA FELIZ


Como é a pessoa capaz de relacionar-se adequadamente, crescendo e ajudando no outro a crescer e, consequentemente, sentindo-se bem e feliz?
Ela é livre interiormente: livre de condicionamentos negativos, como a culpa, a necesidade da opinião alheia, etc.
Gosta praticamente de tudo que se refere à vida; vive no agora, é independente e respeita o outro.
É como uma porta aberta, sendo acolhedora. Seu amor não envolve a disposição de valores do outro. Respeita a privacidade,ama com profundidade e sinceridade, não busca aprovação, sabe rir e provocar riso. Não ri das pessoas, mas com elas.
Aceita-se sem queixas, aprecia a natureza, é capaz de compreender e acolher, perdoar ao outro e a si mesma.
Nunca se empenha em lutas inúteis, não julga pelas aparências, é honesta,sem jamais ser evasiva em suas respostas. Não finge e nem mente sobre coisa alguma. Nunca censura, não fala das pessoas, mas com elas.
Ela não é boateira ou espalhadora de maledicência e sempre está tão ocupada, sendo útil no que concerne à sua própria vida, que não tem tempo para as maquinações mesquinhas, que ocupam a vida de tantos...
Tem auto-disciplina, criatividade e energia. Tem necessidade de saber e conhecer. Vê-se com humildade e como parte da humanidade. Não necessita de heróis, nem ídolos. Ama a si mesma e não corre atrás da felicidade: vive plenamente e sua felicidade resulta disso.

Maria Luiza

domingo, 3 de outubro de 2010

SORRISO


É TÃO SIMPLES E FÁCIL SORRIR. TEU SORRISO MOSTRA O ACOLHIMENTO AO PRÓXIMO.

Maria Luiza

MINAS

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sábado, 2 de outubro de 2010

NOSSA SENHORA

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Pesquisa aponta quais os estímulos que mais frequentemente desencadeiam crises de enxaqueca


É muito comum as pessoas que apresentam enxaqueca relatarem que costumam ter crises de dor de cabeça quando expostas a determinadas situações, mas pouco foi estudado até o momento no que diz respeito ao tipo de paciente que é mais suscetível a essas situações. Uma pesquisa acaba de ser publicada na última edição da revista Headache, periódico da Academia Americana de Cefaleia, e veio preencher parcialmente essa lacuna no conhecimento sobre a enxaqueca, condição que acompanha cerca de 20% das mulheres e 8% dos homens.

Duzentos pacientes consecutivos (172 mulheres) de um serviço americano especializado em dor de cabeça, e que apresentavam o diagnóstico de enxaqueca, responderam a um questionário que avaliava fatores desencadeantes de suas crises de dor de cabeça, também chamados de gatilhos de crises, além de outras características da enxaqueca.

Os resultados mostraram que 91% dos pacientes reconheciam ao menos um fator que desencadeava suas crises e 82,5% deles reconheciam múltiplos fatores. Os mais citados foram o estresse emocional (59%), privação ou excesso de sono (53,5%), alguns tipos de odores (46,5%) e jejum prolongado (39%). O clima, especialmente o calor, foi mencionado como um fator desencadeante por 19% dos voluntários e 18% identificavam algum alimento, sendo chocolate, queijos e salsicha os mais lembrados. Outros gatilhos menos comuns foram a exposição à luz, ruídos fortes e o consumo de cafeína.

Entre as mulheres que apresentavam ciclo menstrual, 62% delas relataram que a menstruação era um gatilho de crises. Daquelas que apresentavam enxaqueca associada à menstruação, 67% responderam que suas crises no período menstrual eram mais fortes e duradouras, e também mais difíceis de passar após o uso de analgésicos. Um quarto das mulheres que apresentava enxaqueca apenas no período menstrual tinha ocasionalmente crises com duração superior a três dias, condição conhecida por estado de mal enxaquecoso. A frequência de crises, assim como o tempo que a pessoa já apresentava o diagnóstico, não foram fatores que influenciaram a sensibilidade aos diferentes estímulos.

Os resultados da presente pesquisa são concordantes com estudos anteriores realizados em diferentes regiões geográficas, em diferentes climas, sugerindo que os gatilhos de crises não são muito diferentes nas diferentes regiões estudadas. A pesquisa reforça ainda a importância de se identificar os gatilhos de crises e tentar evitá-los quando possível, já que isso pode vir a colaborar de forma significativa no controle das crises. Vale ressaltar que não existe uma lista rígida de situações que devem ser evitadas, pois cada pessoa responde de forma diferente a cada uma delas.

Por Ricardo Teixeira

Doutor em neurologia e pesquisador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Dirige o Instituto do Cérebro de Brasília e é o autor do Blog “ConsCiência no Dia-a-Dia”.

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