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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

FILOSOFANDO...


Um filósofo e neurocientista americano, Sam Harris, anda provocando a ira de muitos religiosos, pois em suas obras critica as religiões como responsáveis por grandes males que têm acometido a humanidade, em toda a sua história.
Embora religiosa, não posso discordar dele em vários pontos, pois quantas guerras “santas” têm tomado conta dos povos? Além disso, quanto preconceito e quanta discriminação elas têm suscitado?
No meu projeto de trabalhar Filosofia com crianças tenho pensado exatamente em fazê-las refletir, pela própria experiência, sobre quais os valores que deveriam nortear nossas vidas para torná-las mais felizes, tranquilas e produtivas. E as crianças, através de técnicas bem utilizadas têm, conforme relatos que me são feitos, dado verdadeiros shows em propor relacionamentos humanos mais saudáveis e convivências mais harmoniosas, assim como estilos de vida com respeito à Natureza (o que nós adultos costumamos chamar de Desenvolvimento Sustentável).
Algumas afirmações deste cientista levaram-me às reflexões que me fizeram acreditar neste trabalho com os pequenos.
Ele diz que há uma ciência da moralidade surgindo no sentido de buscar os valores que melhor norteiam a vida das pessoas no sentido de proporcionar-lhes maior bem-estar. Na sua afirmação ficaria implícito o fato de que os homens não necessitariam, pois, de valores religiosos.
Ele lembra que, entre os muçulmanos, as mulheres são muito infelizes e têm uma baixa expectativa de vida. Levanta, então, a questão: “Pode ser boa uma religião que considera lícito e moral sacrificar, matar, tirar o prazer de alguém, seja por que motivo for?” – Coitado! Uma hora dessa os muçulmanos já devem tê-lo fritado!...
Bem, tudo isso me fez lembrar a profundidade de uma resposta que o Dalai Lama deu a Leonardo Boff quando este o interrogou sobre qual seria a melhor religião: “Aquela que torna as pessoas melhores”. Mas o que será o motor principal da nossa motivação para crescer e melhorar-nos como seres humanos? Seriam os valores religiosos, uma ética intrínseca à nossa natureza ou os valores de nossa cultura?
Quanto aos valores culturais, eu questiono bastante, pois vivo numa sociedade “normótica” e dentro de seus parâmetros, eu seria “anormal”, “louca”, “doente”, pois discordo profundamente de seus valores e não são eles que norteiam a minha vida.
Aliás, poeta e filósofa, numa sociedade consumista e de um capitalismo cruel, devo mesmo ser “louca”. Eu, os outros ou o cientista americano?

Maria Luiza

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