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sábado, 25 de dezembro de 2010

PORQUE NÃO NOS CANSAMOS DO ROBERTO...


Termina mais um show de Natal do Roberto Carlos.Para quem vive dizendo que ele é ultrapassado ou que é brega a resposta estava ali na tela diante de nós nas milhares de pessoas de todas as idades e de todas as classes sociais que lotaram a praia de Copacabana. Roberto é sempre atual porque suas canções são românticas e o romantismo é eterno. Quem diz que o amor e o romantismo já eram é porque é seco por dentro, que me perdoem!
Eu vi muitos olhos cheios d'água em diversas canções, gente jovem e sessentões. Para nós sessentões as músicas de Roberto têm um sentido maior: elas nos acompanharam em toda a nossa jornada, da adolescência até aqui. Eram a trilha musical na rota de nossos amores: dançávamos ao som de Roberto, dávamos o primeiro beijo ao som de Roberto, tínhamos a nossa primeira noite de amor ao som de Roberto.
Quando ele canta, todas nós mulheres sentimos que ele canta para nós ou que os nossos amados ainda cantam e sussurram aos nossos ouvidos...
Nós amamos o Roberto pelo que nos tem dado de beleza e alegria. Por isso, por mais discreto que ele tentasse ser, todos vivíamos com ele suas dores e alegrias. Vivemos a dor da cegueira de seu filho, a alegria do amor maior renovado em Maria Rita; preocupamo-nos com sua luta, oramos por ela e por ele e depois choramos sua morte como se cada um de nós fôssemos seus parentes. Mas, não era só por Maria Rita que chorávamos, era pelo Roberto e por nós mesmos, por todas as nossas perdas e saudades. Ficamos de luto com ele e renascemos quando o tivemos de volta e soubemos que ele amava outra vez. Porque ele nos ensina que a capacidade de recomeçar é eterna.
Hoje, achei, pela primeira vez, o nosso rei com a fisionomia cansada e percebi os sinais da idade, mas admirei-o mais por isso. Não me agradam rostos de pessoas com uma certa idade cheios de repuxos, com aparência sem expressão. Sou mais pelas linhas que mostram exatamente o que ele canta: "se amei ou se sofri, o que importa é que emoções eu vivi".
As rugas, os cabelos brancos, os vincos são histórias, histórias de amores e desamores, de caminhos e descaminhos, de perdas e ganhos, vitórias e fracassos, belas histórias que, talvez, muitos dos jovens de hoje jamais viverão.
Ele crê em duas coisas importantes para nossa geração, apesar de todas as nossas rebeldias: no Amor e na Fé.
Hoje ele fez belas confissões: "melhor que sexo com amor não há, mas, depois, vem o sorvete; a felicidade e a paz que tanto buscamos está tão perto, basta fechar os olhos e olhar para dentro."
Roberto não é apenas um cantor querido, é um grande ser humano. Não preciso conviver com ele para saber, nem que ninguém venha me dizê-lo. A gente conhece o artista pela obra.
Por tudo isso não nos cansamos nunca dele e, confesso, sempre deixo as lágrimas escorrerem livremente por minha face quando ele canta muitas das músicas que me tocam. Hoje, por exemplo, chorei quando ele cantou "Lady Laura" e vi muita gente chorando na platéia. Ele perdeu a mãe nesse ano e aí reside a beleza do ser humano: a compaixão pelo outro, o sentir com o outro, porque também temos mãe, também perdemos os nossos entes queridos, também temos as nossas feridas e as nossas cicatrizes.

Maria Luiza

Um comentário:

  1. Que coisa linda amiga querida.
    Voce descreveu tudo que todo brasileiro gostaria de expressar, com muita emoção sobre o nosso eterno rei Roberto Carlos.Eu também vejo nele a síntese do próprio amor.
    Parabéns, beijocas.
    Dilemar.

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