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domingo, 3 de janeiro de 2010

QUANDO EU ME FOR...



Quando eu for chamada à Casa do Pai, por favor, não chores. Lembra-te que se existiu alguém feliz, esse alguém fui eu. Brinquei muito quando criança, tive um porto seguro no amor de meus pais, que me transmitiram valores poderosos que têm sustentado minha vida.

Nunca soube o que são os sentimentos negativos. Sempre amei muito: as pessoas, as plantas, a água, o mar, o céu, as estrelas, a lua, a chuva, a natureza, enfim, e os bichinhos de meu Deus.

Venci os percalços da caminhada sem jamais ter amargura em meu coração. Tive amores, filhos e neta, que é a suprema alegria que minh’alma poderia desejar. Tenho amigos maravilhosos e leais; amigos de uma vida e outros novos, que sempre estão chegando para enriquecer-me mais e encher o meu coração de alegria e calor.

Inimigos? Se os tenho ou tive, nunca soube. E se é que existem ou existiram, só peço ao Pai Maior que lave as suas almas. Deus me cobriu de bênçãos e me deu dons que são verdadeiras pérolas. Fez-me poeta, educadora e deu-me palavra e riso fácil.

Li centenas e centenas de livros fabulosos. Maravilhei-me com todos os belos dons que foram concedidos a outros. Alegrei-me com as vitórias de meus amigos, torci sempre pela felicidade deles, mas, também, chorei com a partida de outros.

Dizer que não caí seria uma inverdade. Caí muitas vezes. Tive, também, as minhas noites da alma. Momentos de dúvidas, descrença, desesperança. Mas a fé sempre acabou sempre por me render.

Tenho cicatrizes no corpo e na alma. Saudades sem cura. Mas, uma grande e constante alegria de sentir-me viva, de ter o coração aberto, de considerar a vida uma benção.

Gargalho com vontade. Deixo as lágrimas correrem sem pudor. Amo com todas as minhas forças. Adoro o vento em meu rosto, a chuva tamborilando na janela, rostos amados e desconhecidos por toda parte. Adoro andar a beira do mar, sentindo a água e a areia em meus pés. Ah, como gosto de viver!

Falta dinheiro? Um ser amado se foi? Aconteceu uma decepção? Tudo bem, faz parte da vida... Nem por isso vou deixar de sorrir e crer no amanhã!

Quando aqueles que sobreviverem a mim estiverem à beira de meu caixão que possam comentar, mesmo que nostalgicamente: Ela foi feliz!.

Os atritos naturais da existência só me fizeram crescer e amar ainda mais! Que beleza foi conhecer a música de um Chopin, Schubert, Mozart e tantos outros! Ouvir o Chico, Betânia, Jessé, e todos aqueles a quem Deus deu talento verdadeiro!

Que deslumbre gozar da beleza da Amazônia, do Rio de Janeiro, de Salvador, de Caxambu, Belo Horizonte, Ilha Bela, Alter do Chão e tantos e tantos lugares maravilhosos! Viajar pelo mundo inteiro através do cinema, da televisão, dos livros, da internet... Saborear iguarias de se comer rezando...

Mesmo chorando, mesmo sofrendo, mesmo blasfemando, às vezes, mesmo revoltada com as injustiças, sou sempre feliz. Por isso não me venham com choro não! Quero música, conversa, salgadinhos. Quero que meu velório e meu enterro sejam uma festa.

Nada de tristeza em Montes Claros, que será meu berço eterno! Brindem à minha existência! Bendigam ao Criador que me deu a Vida! E, de lá, ser-lhes-ei muito grata. Namastê!

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