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Seja bem vindo! Espero que aqui encontre alento, beleza, amor e paz! E que possa espalhar isto para o mundo, que vive tão sedento de tudo isto.



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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A BENÇÃO DA VIDA


Diz Gabriel Garcia Márquez que “é necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e apreender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem sabe ver." Ela nos brinda com uma série de bençãos, gratuitamente.
Não é preciso ter muito para gozar da Vida. Basta estar atento. Aliás, um poeta inglês escreveu uma frase que jamais esqueço e estou sempre a citar: “to stand and stare”. Basta olhar com atenção toda a beleza que nos rodeia para bendizermos a vida. Infelizmente, porém, há uma multidão que jamais pára para olhar de verdade, sem nenhum tipo de julgamento. Enquanto outros só sabem olhar para aquilo que é feio e se lamentam, espalhando o fel de suas almas.
Além disso, parafraseando Alberto Caeiro, “ não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito: é preciso, também, que haja silêncio na alma.(...).” Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E, então, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia antes. Fernando Pessoa conhecia a experiência e se referia a algo que só se pode ouvir no absoluto silêncio. É no silêncio que se dá a criação. É no silêncio que as almas se encontram. É no silêncio que ouvimos os “recados de Deus”.
Citando Rubem Alves, “(...) livre dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que, antes, não havia, que de tão linda nos faz chorar.”
Benditos sejam aqueles que fazem mais linda a natureza, somente para o nosso deleite! Benditos os que estendem a mão para nos tornar mais leves os fardos! Benditos os que constroem para que tenhamos mais conforto! Benditos aqueles que têm o coração cheio de amor, tornando menos amargo o fel da taça! Benditos os que, carinhosamente, nos mostram os caminhos, a fim de que não nos percamos nos labirintos da vida e nos desencontros! Benditos os que, abrindo mão de si mesmos, se doam, no ato de curar, de ensinar, de libertar! Benditos aqueles que, mesmo tendo tão pouco, sabem repartir com outros a dádiva da vida!
Aqueles que são gratos serão sempre abençoados! A
sua riqueza consiste em saber amar de verdade e receber o amor.
Lembro-me que um dia, conversando com um amigo que estava deprimido, aconselhei-o: “Dê uma volta no quarteirão. Veja as árvores e a beleza de suas flores. Procure ouvir o canto dos pássaros que ainda nos restam. Olhe as pessoas. Perceba como são diferentes. Veja toda a cor com que o Grande Pintor coloriu tudo. Verá que, na volta, a tristeza terá desaparecido. Não podemos mudar o curso da vida, mas podemos aprender com ela e sermos felizes.” Ele sorriu e me disse: “Maria, você se contenta com muito pouco!” Mas, que pouco?! Deus nos deu a Vida. Haverá graça maior?
É preciso estar atento, ouvir e ver, de verdade, e, então, passaremos a cantar, como os pássaros, pelo puro prazer de viver.

VIDA


A paixão da mocidade que se voltava, geralmente, para um grande amor – sempre me parecia um grande amor – hoje se volta para a própria vida, isto é , para o ato de viver.
Imagino que outras dimensões, outras galáxias, outros planetas, possam ser maravilhosos, mas viver na nossa tão amada Terra é, sem dúvida, algo extraordinário.


A vida palpita em tudo. Cada lugar que contemplo me parece ser o mais belo; cada pessoa que conheço me parece ser a melhor. Não que eu seja tão ingênua a ponto de pensar que não existe o Mal e o Feio. Mas, tenho o privilégio de conviver com pessoas especiais e o círculo vai só crescendo Este círculo mágico e, de certa forma, hermético.


Minha alma vibra diante de tudo que me deslumbra. Assim como chora diante daquilo que me horroriza..À medida que cresço e amplio o meu espaço interior, vou captando energias que jorram como bênçãos de luz e percebendo, mais claramente, os sussurros da eternidade e o clarão da imortalidade.


Pouca importância dou, hoje, às feridas, às cicatrizes e aos golpes do destino. O que são eles diante da magnificência da aurora que vislumbro?...
Mestra querida, eu te reverencio! É nesta caminhada e é por esta estrada que meu coração vai se tornando tão imenso quanto tu mesma. E a minha sensibilidade vai se apurando a ponto de perceber aquilo que é imperceptível à maioria das pessoas. Não crio calos. Mesmo quando os pés sangram, ainda são delicados. Como delicada é a minh’alma.


Hoje, mais nos silêncios fecundos que nos ruídos , vou aprendendo a escutar e a sondar o mistério da vida e dos outros corações.

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