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quinta-feira, 4 de março de 2010

AGONIA DE UMA ERA


Um mundo velho está agonizando. Um mundo de dor, de sangue, de luta, de orgulho, de fronteiras, de desamor. Ele já nada mais tem a oferecer àqueles que anseiam por paz, justiça, alegria, fraternidade e liberdade.

Ao Homem foi dado todo o instrumental necessário para que criasse, no planeta - nossa amada Gaia - uma vida de paz, beleza e harmonia. Entretanto, o que tem feito através dos séculos? Guerreado, destruído, assassinado, sempre guiado por sua ambição desmedida, seu imenso orgulho e sua tola vaidade. Já teria, decerto, explodido o próprio planeta se não fosse a ação catalizadora de algumas criaturas de boa vontade.

Erich Fromm, um dos grandes psicanalistas de nossa era, fala deste momento histórico como um momento muito grave, quando o “homem se encontra numa encruzilhada na qual um passo mal dado poderá ser o seu último passo”. Já, Luiz Scortecci de Paula, o autor do Projeto Alvorada, pensa que "sem dúvida alguma, estamos vivendo momentos extraordinários. Tempos incríveis que fazem de nós grandes “privilegiados”."

Qual o real sentido de tudo isto? Que tempos são estes? Tempos de mudanças profundas, de um salto quântico, de transmutação e novas ondas vibratórias. Tempos de destruição e construção. É preciso que tenhamos coragem para enterrar velhas crenças que já não têm sentido e nos abrirmos para novas idéias, onde a verdade, muitas vezes, vem misturada com outras menos preciosas. É preciso distinguir o cascalho da pepita de ouro. Todos devemos ser garimpeiros.

Estamos muito cansados, mas a turbulência dos velhos tempos tinha que ser vivida. Foi uma escola preciosa! Entretanto, ainda é comum e maior o número daqueles que não querem se desgrudar de suas velhas verdades e de seus velhos comportamentos. São poucos os que se desvencilharam da carga inútil e são, hoje, verdadeiramente livres. Como também são poucos os que estão encontrando condições de compartilhar seus avanços de compreensão com seus pares.

A conclamação é esta: “Eu vos digo, em verdade, que são chegados os tempos em que todas as coisas hão de ser restabelecidas em seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos. As grandes vozes do Céu ressoam com sons de trombetas e os cânticos dos anjos se lhes associam. Nós vos convidamos, a vós homens, para o divino concerto. Tomai da lira, fazei uníssonas vossas vozes e que, num hino sagrado, elas se estendam e repercutam de um extremo a outro do Universo”.

Não há mais como esperar. Se continuarmos a esperar corremos o risco de assistir, de repente, o nosso lindo sonho de Humanidade esfacelar-se em alguns segundos. É chegado o momento de agir, começando pela nossa transformação interior. É preciso que a revolução seja feita. Mas a revolução da esperança, da fé e do amor. Saiamos em busca de nossos semelhantes, plantando em seus corações a semente do bem para que o homem velho possa ser destruído e o Homem Novo possa, finalmente, nascer. Lembremos, porém, sempre, que a reforma de nosso irmão terá início com a nossa própria reforma interior.
Com a mudança, a vida ganha novas possibilidades antes nem percebidas. E quando tudo ruir à nossa volta, nós que estamos no Caminho, estaremos inteiros e serenos, aptos a construir o Novo Mundo. Não abdiquemos, jamais, deste nosso sonho !

PEREGRINAÇÃO


Qual será o verdadeiro motivo que impulsiona as pessoas a fazerem uma peregrinação, como o Caminho de Santiago? Talvez o primeiro objetivo seja o de tornar-se melhor. A verdade, porém, é que a solidão da caminhada, as dores que tomam conta do corpo, as bolhas que arrebentam nos pés, a contemplação silente da paisagem, o encontro com outros que fazem o mesmo percurso, com certeza levam o peregrino a um encontro profundo consigo mesmo.

Esse encontro faz com que o indivíduo possa enfrentar as sombras de seus medos, a realidade de suas limitações, o balanço de sua vida, o grande mistério da morte e da eternidade, o tédio sem nome, o cansaço recorrente, a infinita e corajosa alegria de viver.

Acredito que essas peregrinações são como a própria jornada da Vida. Alguns nos acompanham, ajudam a pensar nossas feridas, oferecem a mão amiga para nos levantar nas quedas, o abraço caloroso quando a enorme agonia das noites escuras, desertas e silenciosas da alma nos levam às lágrimas. Outros são companheiros ocasionais. Irmanamo-nos com eles, mas nos distanciamos na caminhada. Às vezes nos ensinam muito ou até nos ferem. Entretanto, seguem seu caminho sem nós. E, cada vez mais, o peregrino vai mergulhando nas profundidades dos mistérios do universo de si mesmo.

O autoconhecimento sempre nos leva a crescer, a exercitar as virtudes, a trabalhar nossas fraquezas e a tornar-nos melhores. Rituais, por mais belos que sejam, sermões e leituras nunca fomentam a nossa espiritualidade como o caminhar solitário. Porque as verdades que, muitas vezes, tentamos esconder de nós mesmos, batem em nosso rosto junto ao ciciar do vento.

Ao peregrinar, somos sempre dois: o eu real e o eu ideal. Pouco a pouco, as máscaras vão caindo, como as camadas de uma cebola. E, lá no fundo, está o núcleo, o nosso eu verdadeiro. Talvez não tão belo como desejaríamos, mas real. Aí chega o momento em que tudo em nós dói por descobrirmos o nosso lado negro. Só então, porém, podemos renascer, bem lapidados, para uma vida mais plena porque autêntica.

Não é preciso ir à Espanha ou a qualquer outro lugar para fazer essa maravilhosa e dolorosa jornada. Basta que não nos descuidemos de ter, em cada dia, momentos que sejam só nossos. Aí, com a mente vazia e silenciosa, vamos percorrer o caminho mais difícil e cheio de armadilhas: aquele que nos leva ao encontro de nós mesmos.

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