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domingo, 1 de agosto de 2010

SEMPRE EM VOO ABERTO...

A ARTE DE CALAR


Ensina-nos a mitologia grega que Hermes, o mensageiro dos deuses, em discurso a seu filho Tat, lhe diz: “A Sabedoria ideal está no Silêncio”. Nenhuma palavra é mais verdadeira. A verdadeira Sabedoria está na comunhão do pensamento humano com os eflúvios que chegam dos poderes superiores, e esses eflúvios não podem ser percebidos senão no recolhimento. É por isso que vemos o Buda meditando em atitude de recolhimento, que a misteriosa Ísis, deusa do antigo Egito, se apresenta com um dedo sobre os lábios fechados, convidando o sábio ao silêncio que atrai as revelações. É somente no silêncio que o ser se analisa a fundo. Maeterlinck, grande poeta e filósofo belga, assim se exprime: “As abelhas trabalham senão na obscuridade; o pensamento não trabalha senão no silêncio e a virtude no segredo”. Somente no silêncio é que o ser humano tem, verdadeiramente, consciência das suas forças latentes e das que o envolvem no ambiente. É na paz do pensamento, quando nada de exterior vem perturbar a sua meditação que ele sente nascer e se expandir em novas faculdades. Seu coração deve sentir-se em uma calma absoluta, não somente no silêncio exterior, mas no arrefecimento das paixões; deve sentir-se livre do seu tumulto devastador, para perceber as harmonias que descem do infinito e o penetram, deslizando-se como uma suave melodia. É difícil alguém conseguir chegar a um profundo equilíbrio se não aprecia ou não procura, como uma satisfação pessoal, a calma absoluta: a calma interior de todo o seu ser, o domínio perfeito das paixões e dos impulsos e também a calma exterior do lar, de um templo, ou da serenidade deliciosa da natureza. Antes de tudo, é preciso estabelecer a calma em si mesmo. Todos os desejos, paixões, impulsos e arrebatamentos devem ser submetidos ao domínio perfeito da razão. É no repouso do pensamento, precedido pela calma dos sentidos, que as grandes vozes se fazem ouvir. Uma calma soberana deve reinar no nosso ser físico e devemos obter também a calma absoluta do nosso campo mental e do nosso domínio emocional. A noção de nossa força real nos vem, principalmente, nos momentos de repouso. No período de calma momentânea de silêncio meditativo, em que recordamos os nossos feitos, ou na preparação do que vamos realizar, é que vivemos mais poderosamente. Maeterlinck diz ainda, com muita exatidão, em sua obra “Tesouro dos Humildes”: “O silêncio é o elemento, no qual se formam as grandes coisas, para que, em seguida, possam emergir, perfeitas e majestosas, à luz da vida que elas vão dominar”. O silêncio é principalmente importante para o despertar dos nossos poderes psíquicos. Como poderíamos praticar a concentração do pensamento, cristalizar o nosso desejo interior, no tumulto exterior? O ruído é para todas as manifestações psíquicas, um poderoso dissolvente. Nossas faculdades mais altas, inspirações, intuição, não podem aparecer senão no silêncio. É através do silêncio que podemos conseguir vencer nossas paixões e submeter as nossas vontades. O silêncio nos propicia assim, o despojo de nossas vaidades e o aplacamento de nosso egoísmo pessoal. É a convivência da emoção e sentimento, pela meditação. Esta condição é que nos permite pensar e agir com equilíbrio. Nos momentos de solidão, meditação e recolhimento, o ser pode abandonar voluntariamente o seu corpo, em um repouso pacífico. Não é a doce preguiça que nos embala nesse instante; ao contrário, todo o ser se locupleta de energias novas. A procura do silêncio nos é necessária. Os momentos de calma e repouso, não têm por fim afastá-lo do impulso que lhe conduz à ação. Principalmente, a ação necessária de falar e apregoar a igualdade e a justiça. Mas, para que possamos saber o que falar, quando falar, como falar e o quanto falar, é preciso que estejamos acostumados, disciplinadamente, ao silêncio meditativo. Sêneca nos diz que “o homem quanto mais fala, menos pensa”. Por isso é necessário saber dosar. Importa também, que dominemos o medo, o temor, a cólera, a impaciência, a impulsividade, qualquer que seja. É necessário nos libertarmos da ansiedade e da dúvida. Certamente está aí, para muitos de nós, um trabalho difícil. Trabalho que exige perseverança, mas que felizmente, não vai além de nossas forças. É através da prática da auto-sugestão que podemos educar nossos gestos, nossas atitudes, o tom de nossa voz, o modo de nosso olhar. É na introspecção que fazemos essa maravilhosa construção de nós mesmos. É empregando os meios harmoniosamente combinados às necessidades de cada um, que, com persistência, venceremos nossos impulsos, imporemos o silêncio ao nosso corpo, tanto quanto ao nosso coração e ao nosso espírito. Assim, nos tornaremos senhores de nós mesmos e adquiriremos a noção de força calma e do equilíbrio soberano. É no silêncio que professamos a nossa fé em Deus. A prece silente de nossa mente e nossos corações nos conduz a exercícios espirituais e nos põe em contato com o Altíssimo. A arte mais necessária, não é a de falar bem, mas a de saber ouvir. Não é possível ouvir senão através do silêncio. Lembremos que a voz de Deus só se faz ouvir pelo silêncio e no repouso da alma.

Roberto Barcelos Costa Maio-1997

MENSAGEM


" Tudo muda, é o ciclo da natureza:

Depois de dias chuvosos,

vem o melhor dos tempos.

Num instante o mundo todo

muda sua roupa molhada.

Milhares de li de montanhas

desenrolam seu tapete de brocado.

Sob o sol morno e o vento

imaculado, as flores sorriem.

Nas grandes árvores, com

seus ramos lavados, os pássaros fazem coro.

O calor desce sobre

a terra do homem

e a vida desperta.

O amargor agora cede lugar à felicidade.

É assim que a natureza quer que seja."


Ho Chi Minh

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