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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

NOSSO LAR NA PERSPECTIVA DA REVISTA VEJA


NOSSO LAR - Carta enviada por Richard Simonetti à Revista Veja

Carta enviada a revista VEJA – 01 09 2010



Senhor Redator,





Como espírita, assinante dessa revista há muitos anos, lamento o tom

de deboche que caracterizou sua reportagem sobre o filme Nosso Lar, o que, diga-se de passagem, também está presente em matérias sobre

outras religiões. Nesse aspecto, VEJA é uma revista coerentemente

debochada. Não respeita a crença de nenhum leitor.





Pior são os erros de apreciação sobre a Doutrina Espírita, revelando

ignorância do repórter, uma falha perigosa, porquanto coloca em dúvida

outras matérias e informações. Como saber se os responsáveis estavam

preparados para escrevê-las, evitando fantasias e especulações?





Para sua apreciação, Senhor Redator, eis algumas "escorregadelas" do repórter:





a) grafa entre aspas o verbo desencarnar. Só teria sentido se ainda

não houvesse sido dicionarizado. Por outro lado, noventa por cento dos

brasileiros são espiritualistas, isto é, acreditam na existência e

sobrevivência do Espírito. Este ser imortal desencarna, jamais morre.

A minoria materialista, que acredita que tudo termina no túmulo,

certamente terá surpresas quando "morrer".





b) fala em 'cordilheira de ectoplasma' onde se situaria Nosso Lar. De

onde tirou isso? Ectoplasma é um fluido exteriorizado pelos médiuns

para trabalhos de materialização. Os físicos, esses visionários cujas

"fantasias" acabam confirmadas pela Ciência, falam hoje que há

universos paralelos, que se interpenetram, semelhantes ao nosso. A

partir daí não é difícil imaginar o mundo espiritual descrito por

André Luiz como parte de um universo paralelo com seres e coisas

semelhantes à Terra, feitos de matéria num outro estado de vibração,

não um mundo "ectoplasmático", mas de quinta-essência material. Nada

de se admirar, portanto, que em cidades desse mundo existam pessoas

com "uma rotina parecida com a dos vivos: comem, bebem, trabalham e

moram em casas modestas ou melhorzinhas". Espirituoso esse

"melhorzinhas". Imagina o repórter que o Espírito é uma fumaça sem

forma, sem consistência, habitando um nada?





c) situa o aeróbus, um transporte coletivo que voa, como algo

improvável. Menos mal que não tenha escrito impossível. De qualquer

forma, ignora, certamente, que pesquisadores estão aperfeiçoando

veículos dessa natureza, em alguns países, como solução para os

problemas de trânsito e que no universo paralelo, o mundo espiritual,

de matéria quinta-essenciada, é muito mais fácil resolver problemas

relacionados com a gravidade. Ou, imagina que tudo flutua por lá?





d) diz, jocosamente, que, "o visual da colônia dos espíritos de luz

comprova: o brasileiro pode até se livrar do inferno, mas não escapa

nem morto da arquitetura de Oscar Niemeyer. A cidade fantasmática de

Nosso Lar é a cara de Brasília..." Não se deu ao trabalho de comparar

datas e não percebeu que, mais apropriadamente, Brasília copiou Nosso

Lar, visto que a cidade espiritual foi descrita por André Luiz em

1943, enquanto a construção de Brasília foi planejada e ocorreu no

governo de Juscelino Kubistchek, de 1956 a 1961, inaugurada em 1960.





Quanto ao mais, seria recomendável aos repórteres de VEJA o benefício

de um estudo acurado e sem prejulgamento do livro que deu origem ao

filme, psicografado por esse atestado vivo de integridade e amor à

verdade, que foi o médium Chico Xavier, para compreenderem qual é o

objetivo dessa magistral obra, como resume o Espírito Emmanuel, no

prefácio:





"André Luiz vem contar a você, leitor amigo, que a maior surpresa da

morte carnal é a de nos colocar face a face com a própria consciência,

onde edificamos o céu, estacionamos no purgatório ou nos precipitamos

no abismo infernal; vem lembrar que a Terra é oficina sagrada, e que

ninguém a menosprezará, sem conhecer o preço do terrível engano a que

submeteu o próprio coração".



FONTE: http://www.richardsimonetti.com.br/artigos/exibir/136


Uma existência é um ato. Um corpo – uma veste. Um século – um dia. Um serviço – uma experiência.Um triunfo – uma aquisição. Uma morte – um sopro r


" Respeito é um sinal de amor."
Maria Luiza

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