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sábado, 1 de janeiro de 2011

O NOVO ANO E O NOVO GOVERNO


No primeiro dia de um novo ano é impossível deixar de fazer um balanço sobre nossas vidas e renovar esperanças e sonhos.
Para nós brasileiros hoje é um dia mais do que especial, pois pela primeira vez na história temos uma mulher na presidência de nosso país.
Não posso e não quero ser hipócrita: não votei em Dilma Roussef, mas desejo que ela faça um bom governo. Envio a ela minhas energias positivas porque ela precisa de muita força, garra, sabedoria para governar um país continental como o nosso, onde as discrepâncias ainda são desoladoras.
Se pudesse dizer a ela algumas palavras, como educadora eu apontaria todos os erros que ainda impedem que nossa Educação forme indivíduos plenos.
Coloco aqui um texto do site que sigo: Opinião. Ele ouviu alguns especialistas sobre as possibilidades do novo governo.

Vamos, então, a uma parte desta reportagem:

"Passada a euforia da vitória nas urnas, a presidente eleita, Dilma Rousseff, e seus assessores vivem agora a expectativa sobre o que o ano novo reserva para os primeiros 365 dias de governo. As dúvidas pairam principalmente sobre como se comportarão os cenários econômicos e políticos no Brasil e no exterior. Para apontar quais são as perspectivas para 2011, o Opinião e Notícia ouviu cinco especialistas, que falaram tanto das dificuldades quanto das facilidades que a nova presidente deverá ter pela frente.

Para Afonso de Albuquerque , professor do curso de estudos de mídia da Universidade Federal Fluminense (UFF), a tolerância em relação a um governo de transição é sempre maior e pode ser um fator favorável a Dilma:

“Sempre há expectativa e boa vontade, a priori, com relação ao novo. A tolerância costuma ser maior em situações de transição”, defende Albuquerque.

Segundo o professor, o fato de não haver uma expectativa muito grande de mudança pode ser outro ponto positivo para a presidente. Ele lembra os casos do americano Barack Obama e do brasileiro Fernando Collor de Melo, que, eleitos como salvadores da pátria, acabaram frustrando seus eleitores:

“O Obama está sendo julgado muito severamente por ter se construído sobre ele uma expectativa muito grande, que ele jamais seria capaz de superar. Atitude semelhante aconteceu com o Collor. Havia, com relação a ele, a ideia de que tudo seria diferente. Já Dilma foi eleita sob uma premissa de que tudo seria igual ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Os eleitores esperam dela continuidade ao invés de mudança”.

Uma das principais dificuldades do primeiro ano de mandato de Dilma, na visão de Albuquerque, está na questão do papel que Lula exercerá nesse novo governo. Para o professor, se ele desaparece totalmente, o povo, que elegeu Dilma a associando à imagem de seu antecessor, pode não ver isso com bons olhos. Mas, se ele ficar presente demais é um problema maior, segundo o especialista, porque seria uma forma de desautorizar os novos gestores.

A forte ligação entre Dilma e Lula também é vista por Octaciano Nogueira, cientista político da Universidade de Brasília (UNB), como um fator que pode gerar desconforto. Para ele, o governo de Dilma será um exercício permanente de contorcionismo político e de revezes com os quais a nova presidente terá que se confrontar. Segundo ele, isso decorre de três circunstâncias:

“A primeira delas é o fato de Dilma ter sido escolhida por Lula, num ato de voluntarismo, sem uma decisão ampla e discutida na convenção de um partido nacional capaz de lhe dar suporte parlamentar. A segunda circunstância é a presidente começar a governar com um ministério recauchutado, em que é visível e ostensiva a interferência do antecessor que a escolheu, a promoveu e a elegeu. A terceira é a opção que ela terá que realizar entre dar a sua cara ao novo governo ou ser apenas um mero continuísmo do projeto lulista de poder”.

O professor do Departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio, Ricardo Ismael, também acredita que uma das principais dificuldades do governo de Dilma será estabelecer uma identidade própria. Para ele, a nova presidente terá que construir pelo menos um ou dois objetivos que serão a marca da sua gestão. Além disso, ela deverá manter a avaliação alcançada por Lula na área social, sobretudo entre as famílias de baixa renda. Segundo o especialista, Dilma terá ainda que assegurar a coesão interna e a cooperação entre os integrantes da sua equipe e antigos ministros de Lula.

Entre as facilidades que ela deverá encontrar, o professor destaca o fato de a base aliada ser ampla maioria no Congresso Nacional e a oposição ter baixa coesão e discurso incertos. Ele ressalta, ainda, que a excessiva concentração de recursos no governo federal deixa governadores e prefeitos mais cooperativos. Outro ponto que pode facilitar a vida de Dilma, de acordo com o especialista, é que Lula sempre estará disposto a defendê-la diante de alguma eventual dificuldade.

No plano econômico, o economista e professor do Ibmec, Gilberto Braga, acredita que o desafio do primeiro ano do governo Dilma Rousseff está na obrigação de recolocar o trem das despesas públicas nos trilhos. Até porque, para ele, a economia deve crescer menos do que em 2010, o que significará uma arrecadação tributária menor:

“Tendo como mote de sua eleição ser um governo de continuidade da era Lula, muito bem avaliada pela população, Dilma não terá uma tarefa fácil na economia em 2011. Será necessário tomar medidas de austeridade fiscal, mas, ao mesmo tempo, manter o otimismo e um bom ambiente de negócios e a confiança dos consumidores”.

Na área econômica internacional, a nova presidente também não deverá encontrar um cenário tranquilo pela frente, prevê Williams Gonçalves, professor de relações internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj):

“A crise econômica que assola os Estados Unidos e a Europa trará maiores dificuldades tanto no comércio como no fluxo de investimentos. Isso provocará também problemas políticos. A tendência é o aumento da agressividade das grandes potências”.

Gonçalves ressalta que não acredita que o novo chanceler Antonio Patriota vá alterar o curso de nossa política externa, cuja principal característica tem sido a formação de novas coligações, politicamente orientadas a tornar a ordem internacional menos desconfortável para os países em desenvolvimento. Segundo o professor, no plano internacional, o governo de Dilma também deverá dar continuidade à luta pela integração da América do Sul".
o meu abraço carinhoso a todos os leitores e os meus votos de um excelente governo à nossa nova presidente (não gosto da palavra presidenta...).

Maria Luiza

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