BOAS VINDAS

Seja bem vindo! Espero que aqui encontre alento, beleza, amor e paz! E que possa espalhar isto para o mundo, que vive tão sedento de tudo isto.



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quarta-feira, 30 de março de 2011

A FESTA DO AMOR


Vou por aí
de peito aberto
Com o vento a acariciar-me
E o cheiro da maresia
A penetrar-me o ser.
Vou sozinha
A pensar num louco amor
E sonhar com sua presença
A confortar-me.
Desejo os seus beijos
E o calor do seu corpo
A loucura da paixão
A arder em nós dois.
Desejo a poesia
De noites estreladas
E lua cheia
Desejo aninhar-me
Em seus braços ternos
E descobrir um novo tempo
Talvez até outro universo
Onde o amor não morreu.
Desejo tempos de serenata
E dançar colada
Em seu corpo
Sentindo a rigidez de seu desejo
Desejo resgatar
A alegria de poder
Festejar a vida
Bailando em seus braços...

Maria Luiza

GUARDAM AS TARDES


Guardam as tardes, o silêncio,
tranqüilo e tolhido de movimento.
Habitam os homens
que precedem as partidas,
também tranqüilos.

Que se vestem com acenos
na calma do momento.
Recordam os corpos calados
que se encurtam ferventes.
Que abertos nas costas
têm o peso da água.

Salpicam as horas graves.
Multiplicam-se no frio inerte da memória.
Julgam-se libertos, os homens,
com as palavras na expressão implacável
do entardecer dos passos últimos.

(Nuno Travanca)

(do blog de Regina Moon - http://versosprosapoemas.blogspot.com

EXEMPLO DE VIDA


De ontem para cá já disseram tudo sobre o ex-vice-presidente, José de Alencar. O Brasil inteiro acompanhou a sua dolorosa via-crucis. Realmente o que podemos dizer é tudo que já foi dito: um grande homem. Mais do que sua figura como político, empresário, prefiro destacar a sua imagem como ser humano. Um ser humano de extraordinária grandeza moral e espiritual. São palavras dele: "Não temo a morte, mas a desonra". Isso diz tudo! Quem dera essa fosse a posição de todos os homens! Teríamos um mundo melhor. Pois, quem teme a desonra é uma pessoa extremamente ética. E é o que mais falta no mundo de hoje.
Numa sociedade onde muitos passam por cima de todos os valores que vinham norteando a nossa cultura, ele cresceu através do esforço próprio, sem deixar manchas em sua trajetória.
A sua fé em Deus era forte e inabalável. Entrava e saía do hospital sempre com um sorriso no rosto. Otimista, lutador, com uma visão moderna de desenvolvimento. Era rico, mas penso que a maior riqueza que terá deixado para sua família foi essa postura de homem generoso e ético.
Uma coisa que muito me chamou a atenção em todo o período de sua luta contra a doença é que ele se expôs publicamente. Muitos, devido ao orgulho e vaidade, escondem qualquer doença, às vezes, até dos próprios amigos. Isto porque consideram a doença como uma fraqueza, um demérito. A sua atitude deu ao Brasil não apenas uma lição de amor à vida, de espírito de luta, de fé e coragem, mas, sobretudo, de humildade.
Tenho, durante minha vida, acompanhado muitos doentes terminais. Eles me chamam para que lhes explique a visão que tenho de morte, coisa que não é uma simples filosofia ou fé religiosa, mas uma visão de quem, muitas vezes, já experimentou o estado de "quase morte". Ao dar-lhes essa minha maneira de olhar a morte, eles puderam morrer com conforte e tranquilidade. Gostavam, também, que orasse por eles, pois diziam que minhas orações lhes aliviava a dor.
Um dia, porém, fui chamada para atender uma amiga e a primeira coisa que me disseram foi:"Ela está com câncer em fase terminal. Porém não sabe de nada. Nós lhe pedimos para não tocar em doença com ela e muito menos falar sobre morte. Aliás, gostaríamos que você guardasse como segredo o estado dela".
Ao sentar-me, porém, sozinha com ela, foi logo me dizendo: "Maria Luiza, eu sei que estou com cÂncer e vou morrer. Quero que você me fale sobre a morte e ore em minha presença, com as mãos em minha cabeça". Conversei com ela e, mesmo já no coma, eu continuava a falar-lhe sobre a morte e orar como me pediu. Morreu em paz. Entretanto, pude perceber o orgulho de sua família, que considerava a doença e a morte como uma fraqueza.
E aí é que vejo a maior grandeza do ser humano, José de Alencar. Ele era humilde e nunca teve vergonha de se expor. Bem pelo contrário, aproveitou para dar à nação uma lição de fé, coragem, otimismo e espírito de luta.
Que Deus o tenha e o guarde!

Maria Luiza

terça-feira, 29 de março de 2011

VOCABULÁRIO FEMININO



Se eu tivesse que escolher uma palavra – apenas uma – para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje, essa palavra seria um verbo de quatro sílabas: descomplicar. Depois de infinitas (e imensas) conquistas, acho que está passando da hora de aprendermos a viver com mais leveza: exigir menos dos outros e de nós próprias, cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa, olhar menos para o espelho. Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão falada qualidade de vida que queremos – e merecemos – ter. Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial da mulher moderna. Amizade, por exemplo. Acostumadas a concentrar nossos sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas, acabamos deixando as amigas em segundo plano. E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher quanto a convivência com as amigas. Ir ao cinema com elas (que gostam dos mesmos filmes que a gente), sair sem ter hora para voltar, compartilhar uma caipivodca de morango ou suco e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes – isso, sim, faz bem para a pele. Para a alma, então, nem se fala. Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez (desligue o celular, se for preciso) e desfrute os prazeres que só uma boa amizade consegue proporcionar.
E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino: pausa e silêncio. Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia – não importa – e a ficar em silêncio. Essas pausas silenciosas nos permitem refletir, contar até 100 antes de uma decisão importante, entender melhor os próprios sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso. Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir.
Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão de uma mulher mal-humorada. Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do nosso dia a dia. Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, preste atenção na conversa de duas crianças, marque um encontro com aquela amiga engraçada – faça qualquer coisa, mas ria. O riso nos salva de nós mesmas, cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida. Quanto à palavra dieta, cuidado: mulheres que falam em regime o tempo todo costumam ser péssimas companhias. Deixe para discutir carboidratos e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista. Nas mesas de restaurantes, nem pensar. Se for para ficar contando calorias, descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa do companheiro de mesa com reprovação e inveja, melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface e seu chá verde sozinha.
Uma sugestão? Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que, essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia: gentileza. Ter classe não é usar roupas de grife: é ser delicada. Saber se comportar é infinitamente mais importante do que saber se vestir. Resgate aquele velho exercício que anda esquecido: aprenda a se colocar no lugar do outro, e trate-o como você gostaria de ser tratada, seja no trânsito, na fila do banco, na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado,na academia. E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser indissociáveis da vida: sonhar e recomeçar. Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia, o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe?) ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Richard Gere... sonhar é quase fazer acontecer. Sonhe até que aconteça. E recomece, sempre que for preciso: seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares. A vida nos dá um espaço de manobra: use-o para reinventar a si mesma.
E, por último (agora, sim, encerrando), risque do seu Aurélio a palavra perfeição.
O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades, inseguranças, limites. Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita, a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, a esposa nota mil. Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam, bumbum que encara qualquer biquíni. Mulheres reais são mulheres imperfeitas. E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres. Viver não é (e nunca foi) fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem (e a busca da perfeição pesa toneladas), a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.

Leila Ferreira


FICA PROIBIDO



Fica proibido chorar sem aprender, levantar-se um dia sem saber o que fazer, ter medo de suas recordações. Fica proibido não sorrir ante os problemas, não lutar pelo que quer, abandonar tudo por medo, não converter em realidade seus sonhos. Fica proibido não demonstrar teu amor, fazer que alguém pague suas dívidas e mau humor. Fica proibido deixar teus amigos, não tentar compreender o que viveram juntos, chamá-los apenas quando necessita deles. Fica proibido não seres tu diante da gente, fingir diante das pessoas que elas não te importam, fazer-te de engraçado para que se lembrem, esquecer a todos que te querem. Fica proibido não fazer as coisas por ti mesmo, não crer em Deus e fazer seu destino, ter medo da vida e seus compromissos, não viver cada dia como se fora o último. Fica proibido impor a alguém menor alegrar-te, esquecer seus olhos, seu sorriso, tudo porque seus caminhos deixaram abraçá-lo, esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente. Fica proibido não tentar compreender as pessoas, pensar que suas vidas valem mais que a tua, não saber que cada um tem seu caminho e sua felicidade. Fica proibido não criar tua história, não ter um momento para as pessoas que necessitam de ti, não compreender que o que a vida te dá, também te toma. Fica proibido não buscar tua felicidade, não viver tua vida com uma atitude positiva, não pensar que podemos ser melhores, não pensar que sem ti este mundo não seria igual.

(autoria desconhecida) blog Arca do conhecimento, de Maria José

AS NOITES DA ALMA


A expressão “noites da alma” foi usada por São João da Cruz, um místico extraordinário. Ela me fascina, pois esclarece, com precisão, tempos turbulentos que todos nós vivemos com as dúvidas que todo ser pensante tem, assim como as tempestades que temos de enfrentar.
Devemos, entretanto, nos lembrar que somos um espírito imortal que vive provisoriamente em um corpo material.
Nosso corpo tem a mesma composição da terra. Daí a expressão: “sois pó e ao pó voltarás”. Somos uma soma de moléculas de carbono, hidrogênio, ferro, zinco, etc. Tanto que temos que repor, diariamente, todos esses elementos para que nossa matéria possa sobreviver. Porém, quando a “chama eterna” abandona o nosso corpo, nada mais somos materialmente. A vida é este sopro divino que habita em nós.
Portanto, as crises que todos enfrentamos, além de nos ajudar a crescer espiritualmente, nos leva a lidar melhor com a vida nesse plano. Saímos dela sempre fortalecidos.
Lembram-se que Jesus também teve suas “noites da alma”? Ele derramou lágrimas e suou sangue. E nós, pobres criaturas, em um processo difícil de evolução?...
Devemos, no entanto, nesses momentos, lembrar-nos que tudo é passageiro e a mudança é uma lei do Universo. Portanto, a dor vai passar, assim como as alegrias.
O “Eu Superior”, que vive em nós, é a nossa verdadeira essência. E ele é perfeito e saudável. Esta é a única verdade. O mais é ilusão. Estejamos, pois, em “noites da alma” tranquilos e certos de que o apoio
Divino não nos faltará e que temos, dentro de nós, uma força que, muitas vezes, desconhecemos.
Não pensem que vivo isso. Prego, mas sou humana e caio a todo momento. Eu me desespero, choro, coloco em desarmonia meu corpo, minha mente, meus “chacras”. Não sou hipócrita ao falar do caminho, como se eu fosse uma mestra. Eu sei da verdade, mas, tantas vezes, não
consigo colocar em prática aquilo em que acredito.
Vamos, sempre, pedir a Deus que não nos deixe prolongar essas “noites da alma” pela desarmonia à qual nos entregamos. Temos que buscar a força interior que mora em todos nós e vencer, com calma e tranqüilidade, esses tempos de noites sombrias.
Eu estou tentando aprender e desejo, de coração, que vocês possam também fazê-lo.

Maria Luiza

MEU EGO




Sei, que minhas letrinhas

São ingênuas, carentes de tudo

E só me atrevo a escrever

Por absoluta e forte ousadia

Ou seria porque essas letrinhas

Insistem em querer se mostrar?



Só sei que elas resolvem vir,

Entre uma mandala e outra.

E entre uma e outra existe

Um profundo e triste silêncio,

Um silêncio de vazio, (ou de vácuo)

De expectativa do que chegará.


E como sei que sou uma sonhadora

Me permito só pintar sentimentos

Ou o que me der na telha,

Mas que vá com certeza mexer,

Remexer, acender e fortalecer

A sutil chama que vive dentro de nós.


Tem vezes que me dá medo,

Pois sou escrava dessa energia...

E se não for a ideal? Mas não!

Não poderia nunca ser diferente,

Afinal eu sou a energia gritante,


Minha arte... Ela é só meu eco!



Guidha Cappelo

27/03/2011

sábado, 26 de março de 2011

PENSAMENTO DO DIA


"Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo a fora. Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável. Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação. E quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída"

Mahatma Gandhi

sexta-feira, 25 de março de 2011

A FESTA DOS VELÓRIOS


Munca consegui entender porque as pessoas conversam tanto nos velórios. Na verdade, somente a família do morto chora em silêncio, mergulhada na dor da perda e da ausência.
As pessoas tagarelam e contam piadas. Botam a conversa em dia. É um encontro de confraternização.
Será esse comportamento uma maneira de exorcizar a morte? De não pensar que, um dia, lá estarão os amigos a nos velar e levar à tumba fria?
Sei lá! Ou será a vida moderna, na sua ferocidade, na sua velocidade para tudo, inclusive para os compromissos, que, de repente, faz da morte um intervalo para o encontro daqueles a quem queremos tão bem e com quem não podemos conviver na medida do nosso querer?
Seja como for, aqui e em outros cantos do planeta, o velório é quase uma festa, com "comes e bebes". Seria uma festa comemorando a Vida e não a morte? Por que o que é a morte senão o fim de um ciclo? Talvez todos, em seu íntimo, e talvez inconscientemente, brindem à vida daquele que se foi. Do dever cumprido, da lembrança do que foi e do que deixou.
Porque ninguém passa pela vida em brancas nuvens, impunemente. A vida tem um preço e todos nós pagamos por ela. Ou com alegria e belas obras, ou com tristeza, mas trabalho e dor.
Não estou absolvendo a todos os seres humanos. Mas, a mim não cabe julgar ninguém. Cada um tem sua própria consciência, que é o inferno, o céu ou o purgatório, no encontro com a Morte. Esse é um momento de extrema solidão a quem ninguém pode fugir. Nós e nossa consciência. Um encontro difícil e doloroso. Sei disso porque embora cá ainda esteja pela Graça Divina, já passei por este momento, quando todos esperavam que eu morresse.
Finalizando tais elucubrações, acredito que é isso: nos velórios comemoramos a Vida, o Amor, a esperança do reencontro, as belezas e as dores da Viagem. Só pode ser!

Maria Luiza

TRAVESSIAS


Nas pelejas dessa vida
tem muito espinho a furar
Mas se a gente cuidar bem
a dor vai sempre nos renovar.

Vou vagar no lume dessa penumbra
nocoração do arrebol me alumbrar
me encrespar nos feixes da ventania
nas flamas da aurora me desbordar.

O cacho da flor da esperança
com suas pétalas esverdeadas
é um ramalhete de sempre-viva
que inspira em cada caminhada.

Cada coisa viva tem seu sangue
cada coisa viva tem sua cor
cada coisa viva pulsa e vibra
no tom radiante de seu fulgor.

Esse mundo tá todo troncho
seu corpo fraqueja estropiado
a tirania da insensatez humana
projeta barbárie por todo lado.

Nas travessias bandoleiras
dessas sagas itinerantes
celebro minhas imperfectudes
nas façanhas de cada instante.

A alquimia do meu corpo-alma
é plasmada com grãos de impureza
num entramado multicolorido
que estampa ruídos e quieteza.

Nos balanceios da ciranda
sigo as trilhas recurvadas
da roda bamba desse viver
cruzamentos de tudo e nada.

Miguel almir Araújo - Salvador - Ba.

FALANDO DE AMOR...


(...) Precisamos parar de confundir as coisas; paixão é um estado interessante, sim, mas não é Amor. O Amor não é apego, loucura, nem somente atração, tudo isso são sentimentos passageiros. Com o passar do tempo abrandam e o relacionamento somente sobrevive se enquanto isso, cultivarmos o Amor.

O Amor é leve, nele há cumplicidade, partilha, doação verdadeira, ele só traz alegria e tudo o que é bom de sentir no coração. Está na hora de amadurecermos e mudarmos a ideia que até então tínhamos do Amor.

Todos sabemos que atraímos o que emanamos, mas infelizmente não nos atentamos nisto, não é mesmo?

Pois então, o ideal seríamos cuidar de nós mesmos, de nosso interior, para nos sentirmos bem conosco, até mesmo com nossa solitude, buscando um estado emocional mais equilibrado, antes de efetivamente nos envolvermos com outra pessoa. Pois, com toda certeza, atrairemos para nossas vidas, uma energia igual a nossa. Pensemos a partir dai em como estamos, e veremos o que potencialmente podemos atrair [...]

Vamos definitivamente entender que o Amor pode ser o maior e o melhor dos sentimentos, trazendo em si a cura, o alento, à luz, o crescimento, a felicidade e que dentro de nossos corações há um manancial inesgotável dele, basta entramos em contato com isso e deixar que ele flua. Deixemos que norteie nossas vidas, amando a nós mesmos, a tudo e a todos e quando possível, vivendo um romance. E nos esforcemos em não reclamar se estivermos sós ou se não estivermos sendo correspondidos, não nos limitemos a amar uma ou poucas pessoas, vamos expandir esta energia, pois quando nos propomos simplesmente a amar, o amor sempre nos fará companhia, nos preencherá o coração.

Eu acredito no Amor e tudo tenho feito para aprender a amar melhor a cada dia. E vocês o que pensam sobre isto?

Amemos muito e incondicionalmente, pois, somente assim veremos o Amor se manifestar nas mais diferentes formas, em nossas vidas.

Trecho do belo texto de: ValériaC (blog Doce Filosofia)

PENSAMENTO DO DIA


"NINGUÉM PODE RENUNCIAR A VALORES COMO A PAZ, A FELICIDADE, ADORAR A DEUS, TER DIGNIDADE, AMAR E DESEJAR SER AMADO, COMER, DORMIR E TRABALHAR, TER O SUFICIENTE PARA VIVER, SER RESPEITADO E PODER APELAR PARA A JUSTIÇA. ESTES SÃO ALGUNS VALORES PRIMÁRIOS, INATOS, INSCRITOS NO MAIS PROFUNDO DA ALMA HUMANA. RENUNCIAR A ELES EQUIVALERIA A DESCARACTERIZAR A PRÓPRIA VIDA, ADULTERANDO O PERFIL HUMANO".

FREI NEYLOR J. TONNIN

quinta-feira, 24 de março de 2011

MENTIRAS




Quantas mentiras fazem uma vida? Quando eu era menino e corria de chuva, nem me lembro se as mentiras realmente eram, pois afinal, não tinha culpa de ser menino, e culpa era coisa de velhos. Não de idosos, entendem?

Aquelas mentiras não machucavam, e nem sequer enganavam a alma, que aliás, vivia escapando entre as frestas dos bambuzais e o barro vermelho que se estendia longe, bem longe... Tive privilégios? Sim, as coisas que transbordavam no brilhante charco dos meus olhos estavam no dia, e o dia era o espaço onde tudo acontecia. O dia jamais era um esboço. Não quero ficar lembrando, para não causar admoestação alguma ao espírito da época nem sequer entristecimentos nos corações das crianças de hoje.
Mentiras? Nada a ver com as fadas, os príncipes, os castelos, os aventureiros e as criaturas das florestas... Nada a ver com as ilusões das histórias que percorriam o meu crescimento.
Elas vieram depois...
Não sei quanto tempo alguém pode suportar as mentiras que aos poucos vão corroendo as forças do querer... E eu as recolhi, não entre os cascalhos dos meus pés descalços correndo no vento que levava a pipa na linha de um infinito carretel...
Meus olhos ainda estavam impregnados talvez de um carrossel, ou das páginas de nanquim de algum gibi, quando elas surgiram, primeiro de forma despretensiosa... Até que fui me dando conta.
As juras de amor se desfazem na frouxidão do cotidiano áspero e brusco. O riso forte e a gargalhada do homem mais justo se despedaçam na piada que menospreza e desvaloriza o outro. O grande magazine, que sente orgulho, mas arrebenta a crença em qualquer sentimento de justiça, ao remarcar preços de forma irreal e desprovida de bom senso.
No primeiro de Abril, as brincadeiras inocentes e bobas das crianças, que inventam mentiras apropriadas para o dia, nem de longe se aproximam das mentiras que nos contam diariamente, aquelas, como a mentira oficial, de vidas tragadas pela falta de poesia e de sinceridade. A minha alma sempre dói mais e se despetala, se desbota num processo mais vertiginoso e amargo, não pelo fato de estar poeta, mas por ter me entrelaçado desde cedo nas folhas dos eucaliptos.
Mentiras, tantas são: a tela azulada da TV, com seus programas ensinando aos jovens que a felicidade é desnecessária, basta a alegria, alegria frágil e nem sempre inócua.
Mentiras, que a escolaridade nos garantirá sempre um futuro promissor, assim como a religião nos tornará melhor, como se o melhor já não estivesse em cada um, adormecido, clamando num grito surdo e insondável pela urgência do despreendimento, aquele de varais e pardais em dias ensolarados e em ventanias sopradas pelos mais sinceros entardeceres.
Mentiras, que o racismo é coisa de livros escolares. Mentiras, que o artista, por ser artista, assim como o poeta e o escritor, são homens acima do bem e do mal, criaturas incapazes de fazerem o mal ao alheio; que a inveja não assola os seus corações...
Não é possível divagar nem trafegar de forma confortável no manancial de mentiras que aos poucos moldam o caráter e a alma de alguém, ou então, que ferem ou mancham de dores e hematomas os corações outrora límpidos e cristalinos.
"Eu sou a mentira! Possua-me! Quero ser fecundada diariamente!"... Sim, a mentira precisa ser alimentada, por isso muitos não lhe negam reforço e nutrientes. Basta observar a hipocrisia de uma sociedade que, convivendo com o ideal tecnológico que aos poucos substitui o pensamento humanista..., basta observar nessa sociedade os meninos desamparados, as meninas molestadas e violentadas em sua pureza, nos campos e nas cidades. Basta ver as propagandas enganosas de governantes e de partidos, basta ver as crianças que crescem num lodaçal de mentiras, não as que já enfeitaram outras infâncias. Essas são saudáveis, estão nas histórias mais belas que o espírito criou.
As mentiras em todas as suas ramificações, estão aí, caudalosas e enraizadas na alma contemporânea.
Quem lavar os olhos no riacho da poesia, quem sabe estará solicitando uma pausa, um momento, um retorno.
O tempo é cíclico, diriam. E então, quem sabe o momento seja o do retorno. Retorno para um tempo em que as verdades prevaleçam. Afinal, bem se disse: a verdade não tem jeito. Qualquer que seja ela. E lá está o barco no ancoradouro, esperando, em seu seguro cais, que alguém, com coração puro, possa chegar, feito criança...


MARCIANO VASQUES
(do blog Casa Azul da Literatura)

SILENTE


Minha boca se cala

Minha mão se aquieta

O verso se resvala

Na esquina do quarto, e escapa

Onde a escrivaninha espera

Que meu dia acabe em rima

Mas meu dia,

Acaba agora

Calado


Na boca muda de uma noite sem palavra

Alexandre Magno Miramnontes

quarta-feira, 23 de março de 2011

NOITES DA ALMA...


Quem pode levar de mim essa tristeza?
De nada vale do por-do-sol a beleza,
Dos amigos o carinho...
Quem há de enxugar as lágrimas,
Que teimam de minha face rolar?
Na vida só tenho feito amar
E as dores das noites da alma
Teimam em não passar...
Perco-me em orações
E entrego a Deus as provações.
Mas a tristeza resolveu em mim morar...
Haverá no mundo alguém que
estas lágrimas possa enxugar?
Haverá uma doce criatura
que o riso em meus olhos
poderá fazer voltar?
Venha, venha amor desconhecido,
Que minh'alma está cansada de esperar...


Maria Luiza

terça-feira, 22 de março de 2011

QUISERA FOSSE AZUL




Quisera fosse azul o tempo, o amor, a alegria e a vida;
Os animais, as plantas, as águas e os ventos!


Quisera amássemos em azul
E nos azulássemos de prazeres!


Quisera crescêssemos no azul
E azulados fossem todos os sorrisos!


Quisera divagássemos em pensamentos azulados
E azuis fossem os desejos, os anseios, os sonhos,


Todas as nossas obras, as nossas criações,
As nossas expectativas e as nossas metas!


E vivêssemos num mundo azul até nos desintegrarmos
Num doce e eterno sono azulado!


Azul do equilíbrio, azul da calma,
Azul do infinito, azul da alma!


Gi Neves

CHOPIN POR RAQUEL CRUSOÉ



Hoje, apresentando para vocês a eterna música de Chopin, quero homenagear uma grande amiga, também um orgulho de nossa terra: a musicista Raquel Crusoé, famosa em todo o mundo. Acho que as pessoas devem receber homenagens em vida. Fica aqui a minha humilde homenagem á uma grande mulher, que tenho o privilégio de ter como amiga.
Desfrutem de sua arte!

Maria Luiza

TEMPO DE TRISTEZA


Em dias de profunda tristeza,
Quando a alma se encolhe no peito,
Lembro tempos de alegria
Em que as crianças cantavam nas ruas
E nós ouvíamos serenatas!
Quando o coração se parte de dor,
Lembro de como era cercada de amor
E a sua alegria enchia-me a vida!
Eram cuidados e mimos
E minh'alma cantava hosanas!
Tudo, porém, se perdeu na poeira do tempo...
E, hoje, sozinha, de peito aberto,
Recebo os golpes de que a vida não me poupa.
Ah, amor, se pudesse resgatar o passado
e só por um dia viver de novo ao seu lado!
Pediria perdão dos meus jovens erros
E lhe diria deste amor amor maior
Que talvez não soube demonstrar...
Pode ouvir aí do céu
os meus tristes lamentos?
Pede a Deus e aos anjos
Que me deem a força de que preciso
Para sufocar a tristeza,
transmutá-la em Alegria
E chegar até o fim com o coração
Não descrente, mas pleno de Fé e Esperança!

Maria Luiza

ROGATIVA DE APOIO


Senhor,
Guia-nos ao conhecimento de nós mesmos e ensina-nos a usar as forças que nos deste.
Nos dias em que a tristeza nos acene, induze-nos a lembrar as alegrias de que nos enriqueces, constantemente, a fim de que o desânimo não nos entorpeça a capacidade de trabalhar.
Nas ocasiões em que a doença nos visite, revigora-nos a certeza de que, mesmo assim, ser-nos-á possível cultivar a paciência, de modo a encorajar aqueles que nos procurem.
Nos momentos em que a fadiga nos ameace, faze-nos empregar a energia da nossa própria vontade, a fim de que possamos prosseguir agindo e servindo, até que a oportunidade para repouso e refazimento nos favoreça. Nas horas em que alguém nos contrarie, auxilia-nos a recordar quantas vezes temos ferido ao semelhante e concede-nos o olvido de quaisquer contratempos, sem complicá-los.
Em qualquer situação, não nos deixe pedir isso ou aquilo aos nossos companheiros, sem antes doar quanto estiver ao nosso alcance, abrindo assim as iniciativas da cooperação e da solidariedade.
Senhor!
Não consintas acreditar na fraqueza quando nos revestes a existência com recursos inesgotáveis para o trabalho e nem nos permitas crer na necessidade do ressentimento, quando nos impeles a viver, cada dia, em pleno oceano de amor.
E, em nos conhecendo, tais quais somos para fazermos de nós o melhor que pudermos, sustenta-nos, seja onde for, a decisão de aceitar sempre os Teus sábios desígnios.
Senhor!
Lembra-me, por misericórdia, que estou no caminho da evolução, com os meus semelhantes, não para consertá-los, e sim, para atender a minha própria melhoria.
Que assim seja!



( DO BLOG ARCA DO AUTOCONHECIMENTO, DE MARIA JOSÉ)

segunda-feira, 21 de março de 2011

A MORTE DE KONSTANTIN


Montes Claros, hoje, vestiu-se de luto. Morreu uma de suas maiores figuras: Dr. Konstantin Cristoff, médico e artista de renome internacional.
Amigo de meu também já falecido pai, desde menino, quando veio da Bulgária para o sertão do Norte de Minas, pelas malhas do destino. Em cima de uma velha mangueira, no antigo Colégio Diocesano, meu pai ficava a ensinar-lhe as primeiras palavras em português.
Foram amigos por toda a vida e papai orgulhava-se do amigo, grande cirurgião, médico de pronto diagnóstico, e, mais tarde, um dos maiores artistas plásticos do mundo. Nós filhos e, principalmente, eu, herdamos a amizade e a admiração, que veio crescendo com o tempo.
Aqui, o velho Konsta, como era carinhosamente chamado, casou-se com Iede, seu eterno amor, filha de Dr. Plínio Ribeiro, um dos grandes nomes da História montes-clarense.
Na última visita que lhe fiz, na Santa Casa, já inconsciente, apertei chorando a mão de meu velho amigo e médico e pedi ao Pai Amantíssimo que o levasse, pois vi que, apesar do coma, ele parecia sofrer muito.
Os grandes homens não morrem jamais. Enquanto sobreviver a História de Montes Claros e a Arte Mundial, Konstantin estará vivo, assim como outros grandes homens que deixaram marcada a sua passagem pelo planeta.
Eu, como espitualista que sou, sei que a morte não é senão uma mudança de dimensão e, talvez hoje mesmo, quem sabe, Konstatin estará vendo outras paisagens tão belas como jamais imaginou a sua fértil fantasia?
Um dia, durante a exposição do seu Via Crucis, uma das mais belas obras que produziu, eu lhe disse: "Konstantin, você é o ateu mais cristão que eu conheço." Ele sorriu... Tenho foto desta noite memorável, ao lado dele e sua esposa, minha amiga Iede.
Bobagem falar em morte: Konstantin não morrerá nunca! Lá no caixão está apenas a sua velha matéria cansada, que vai repousar na terra que seu pai e ele escolheram para viver. Konstantin, com sua luz e sua arte, é eterno!
Lembro-me de um pequeno trecho de uma crônica em que meu colega e amigo, Wanderlino Arruda, outro grande nome da nossa História, falava dele: "O tempo passa e sempre Konstantin é um vencedor. Alguém mais do que um mestre. Uma assinatura sua é capaz de fazer uma folha de cartolina, uma tela vazia serem consideradas obras de arte. Um mágico fenomenal. Ontem e hoje bem aceito. Com exposições nas cidades maiores deste e de outros países, tornou-se um bem-visto pela imprensa especializada. Nosso orgulho!” Será sempre o nosso orgulho, já tinha razão meu velho amigo!
O meu abraço de condolências à família e a ele, querido médico, amigo e artista, a glória junto so Senhor do Universo!
A gente vai sentir falta de sua presença sempre simpática e bem-humorada, mas a morte faz parte da Vida. Agora que vamos sentir falta, isso vamos...

Maria Luiza

domingo, 20 de março de 2011

RENÚNCIA


Fui nova, mas fui triste... Só eu sei
Como passou por mim a mocidade...
Cantar era o dever da minha idade,
Devia ter cantado e não cantei...

Fui bela... Fui amada e desprezei...
Não quis beber o filtro da ansiedade.
Amar era o destino, a claridade...
Devia ter amado e não amei...

Ai de mim!... Nem saudades, nem desejos...
Nem cinzas mortas... Nem calor de beijos...
Eu nada soube, eu nada quis prender...

E o que me resta?! Uma amargura infinda...
Ver que é, para morrer, tão cedo ainda...
E que é tão tarde já, para viver!...

(Virgínia Victorino)

(DO BLOG VERSOAPROSAPOEMAS, DE REGINA MOON)

DIA DO BLOGUEIRO


Hoje é o dia do blogueiro e quero levar o meu abraço a todos e, de modo especial àqueles que me seguem e aos que sigo. Seus blogs são para mim uma fonte permanente de amor, beleza, luz e alegria. Provavelmente, minha vida não seria a mesma sem vocês. Aprendi a amá-los e admirá-los e os tenho no coração porque convivo com a beleza de suas almas diariamente. Gostaria de enviar um selinho de amizade e gratidão a cada um de vocês. Entretanto, são tantos que não dou conta. Assim, ofereço-lhes estas flores. Recebam-nas com todo o meu carinho.

Maria Luiza

PENSAMENTO DO DIA



"Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido".

Fernando Pessoa

OUTONO COM VIVALDI



Chega o outono, esta estação do meio-termo, em que a Natureza se despe para florescer exuberante na Primavera que infalivelmente virá. O clima é morno, com chuvas esparsas, e o meu coração recebe com alegria esta estação de espera. A música de Vivaldi mostra o que as minhas pobres palavras não são capazes de dizer. Assim, convido-os a ouví-la na solitude e no silêncio.

Maria Luiza

sábado, 19 de março de 2011

TENHA IDADE, NÃO SEJA VELHO...




Poupe um pouco para sempre ser independente financeiramente.
Não precisa ser muito, não comprometa o prazer que o dinheiro pode lhe
dar em razão de um tempo maior de velhice, que pode até não acontecer
se você morrer breve.

Além disso, um idoso não consome muito, além do plano de saúde e dos
remédios. Provavelmente você já tem tudo e mais coisas só lhe darão
trabalho.
Pare também de se preocupar com a situação financeira de filhos e
netos, não se sinta culpado em gastar consigo mesmo o que é seu de
direito. Provavelmente você já lhes ofereceu o que foi possível na
infância e juventude, assim como uma boa educação.

Portanto, a responsabilidade agora é deles.

Não seja arrimo de família, seja um pouco egoísta, mas não usurário.
- Tenha uma vida saudável, sem grandes esforços físicos. Faça
ginástica moderada, alimente-se bem, mas sem exagero.

Tenha a sua própria condução até quando não houver perigo,

Nada de estresse por pouca coisa. Na vida tudo passa, sejam os bons
momentos que devem ser curtidos, sejam os ruins que devem ser
rapidamente esquecidos.

Namore sempre, independente da idade, com sua "velha" companheira de
caminhada. O amor verdadeiro rejuvenesce. As "Maria-gasolina" estão
por ai e, um idoso, mesmo da classe média, é sempre uma garantia de
futuro para as espertalhonas.

Esteja sempre limpo, um banho diário pelo menos, seja vaidoso,
freqüente barbeiro, pedicuro, manicure, dermatologista, dentista, use
perfumes e cremes com moderação e por que não uma plástica?

Já que você não é mais bonito, seja pelo menos bem cuidado.
Nada de ser muito moderno, tente ser eterno.

Leia livros e jornais, ouça rádio, veja bons programas na TV, acesse
a internet, mande e responda e-mails, ligue para os amigos.
Mantenha-se sempre atualizado sobre tudo.

Respeite a opinião dos jovens, eles podem até estar errados, mas
devem ser respeitados.

Não use jamais a expressão "no meu tempo", pois o seu tempo é hoje.

Seja o dono da sua casa por mais simples que ela possa ser, pelo menos
lá você é quem manda.

Não caia na besteira de morar com filhos, netos, ou seja lá o que for.
Não seja hóspede, só tome esta decisão quando não der mais e o fim
estiver bem próximo.

Você está no período do ronco e da flatulência.

Um bom asilo também não deve ser descartado e pode até ser bem
divertido, e você irá conviver com a turma da sua geração e não dará
trabalho a ninguém.

Cultive um "hobby", seja caminhar, cozinhar, pescar, dançar, criar
gato, cachorro, cuidar de plantas, jogar baralho, golfe, velejar ou
colecionar algo. Faça o que gosta e os seus recursos permitam.

Viaje sempre que possível, de preferência vá de excursão, pois além
de mais acessível, pode ser financiada e é uma ótima oportunidade para
se conhecer novas pessoas. Aceite todos os convites de batizado,
formatura, casamento, missa de sétimo dia, o importante é sair de
casa.

Fale pouco e ouça mais, a sua vida e o seu passado só interessam a
você mesmo. Se alguém lhe perguntar sobre esses assuntos, seja
sucinto e procure falar coisas boas e engraçadas. Jamais se lamente de
algo.

Fale baixo, seja gentil e educado, não critique nada, aceite a
situação como ela é. As dores e as doenças estarão sempre presentes;
não as torne mais problemáticas do que são falando sobre elas. Tente
sublimá-las, afinal, elas afetam somente você e são problemas seus e
dos seus médicos.

Não fique se apegando em religião, depois de velho, rezando e
implorando o tempo todo como um fanático. O bom é que, em breve, seus
pedidos poderão ser feitos pessoalmente a ele.

Ria, ria muito, ria de tudo, você é um felizardo, você teve uma vida,
uma vida longa, e a morte será somente uma nova etapa incerta, assim
como foi incerta toda a sua vida.

(autor desconhecido)

RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE




A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.

A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: "aprenda com o erro".

A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.

A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.

A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.

A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualide nos faz Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.

A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.

(AUTOR DESCONHECIDO)

TEMPO DE ESPERA



Horas que nada dizem, encoberta por um
tempo vestido de cinza, cores extintas...
Fantasmas sombreados, disfarçados,
vestidos de branco, como a
impedir escaladas de muros construídos à frente,
com acabamento em arames pontiagudos,
eletrizantes, para que não se tente ao menos,
ver o horizonte...
E a revogante se debate em martírio naquele
recinto frio, o calvário que se lhes faz crer
um presídio...
Enquanto idéias e aspirações, se postam
mergulhadas em copos de absintos, aguardando
às goladas, nos momentos inebriados da
esperança...
E a noite... o branco se esconde no breu da solitária,
sob um céu enganoso cor de rosa, a cobrir
estrelas, no obscurecido da memória...



Livinha

(do blog "Palavras e Poemas)

Entrevista com o Dr. Jorge Carvajal, médico cirurgião da Universidade de Andaluzia, Espanha, pioneiro da Medicina Bioenergética.





Qual adoece primeiro: o corpo ou a alma?
A alma não pode adoecer, porque é o que há de perfeito em ti, a alma evolui, aprende. Na realidade, boa parte das enfermidades são exatamente o contrário: são a resistência do corpo emocional e mental à alma. Quando nossa personalidade resiste aos desígnios da alma, adoecemos.
A Saúde e as Emoções.

Há emoções prejudiciais à saúde? Quais são as que mais nos prejudicam?
70 por cento das enfermidades do ser humano vêm do campo da consciência emocional. As doenças muitas vezes procedem de emoções não processadas, não expressadas, reprimidas. O medo, que é a ausência de amor, é a grande enfermidade, o denominador comum de boa parte das enfermidades que temos hoje. Quando o temor se congela, afeta os rins, as glândulas suprarrenais, os ossos, a energia vital, e pode converter-se em pânico.

Então nos fazemos de fortes e descuidamos de nossa saúde?
De heróis os cemitérios estão cheios. Tens que cuidar de ti. Tens teus limites, não vás além. Tens que reconhecer quais são os teus limites e superá-los, pois, se não os reconheceres, vais destruir teu corpo.

Como é que a raiva nos afeta?
A raiva é santa, é sagrada, é uma emoção positiva, porque te leva à auto-afirmação, à busca do teu território, a defender o que é teu, o que é justo. Porém, quando a raiva se torna irritabilidade, agressividade, ressentimento, ódio, ela se volta contra ti e afeta o fígado, a digestão, o sistema imunológico.

Então a alegria, ao contrário, nos ajuda a permanecer saudáveis?
A alegria é a mais bela das emoções, porque é a emoção da inocência, do coração e é a mais curativa de todas, porque não é contrária a nenhuma outra. Um pouquinho de tristeza com alegria escreve poemas. A alegria com medo leva-nos a contextualizar o medo e a não lhe darmos tanta importância.

A alegria acalma os ânimos?
Sim, a alegria suaviza todas as outras emoções, porque nos permite processá-las a partir da inocência. A alegria põe as outras emoções em contato com o coração e dá-lhes um sentido ascendente. Canaliza-as para que cheguem ao mundo da mente.

E a tristeza?
A tristeza é um sentimento que pode te levar à depressão quando te deixas envolver por ela e não a expressas, porém ela também pode te ajudar. A tristeza te leva a contatares contigo mesmo e a restaurares o controle interno. Todas as emoções negativas têm seu próprio aspecto positivo.Tornamo-las negativas quando as reprimimos.

Convém aceitarmos essas emoções que consideramos negativas como parte de nós mesmos?
Como parte para transformá-las, ou seja, quando se aceitam, fluem, e já não se estancam e podem se transmutar. Temos de as canalizar para que cheguem à cabeça a partir do coração. Que difícil! Sim, é muito difícil. Realmente as emoções básica são o amor e o medo (que é ausência de amor), de modo que tudo que existe é amor, por excesso ou deficiência. Construtivo ou destrutivo. Porque também existe o amor que se aferra, o amor que superprotege, o amor tóxico, destrutivo.

Como prevenir a enfermidade?
Somos criadores, portanto creio que a melhor forma é criarmos saúde. E, se criarmos saúde, não teremos que prevenir nem combater a enfermidade, porque seremos saúde.

E se aparecer a doença?
Teremos, pois, de aceitá-la, porque somos humanos. Krishnamurti também adoeceu de um câncer de pâncreas e ele não era alguém que levasse uma vida desregrada. Muita gente espiritualmente muito valiosa já adoeceu. Devemos explicar isso para aqueles que crêem que adoecer é fracassar.
O fracasso e o êxito são dois mestres e nada mais. E, quando tu és o aprendiz, tens que aceitar e incorporar a lição da enfermidade em tua vida... Cada vez mais as pessoas sofrem de ansiedade. A ansiedade é um sentimento de vazio, que às vezes se torna um oco no estômago, uma sensação de falta de ar. É um vazio existencial que surge quando buscamos fora em vez de buscarmos dentro. Surge quando buscamos nos acontecimentos externos, quando buscamos muleta, apoios externos, quando não temos a solidez da busca interior. Se não aceitarmos a solidão e não nos tornarmos nossa própria companhia, sentiremos esse vazio e tentaremos preenchê-lo com coisas e posses. Porém, como não pode ser preenchido de coisas, cada vez mais o vazio aumenta.

Então, o que podemos fazer para nos libertarmos dessa angústia?
Não podemos fazer passar a angústia comendo chocolate ou com mais calorias, ou buscando um príncipe fora. Só passa a angústia quando entras em teu interior, te aceitas como és e te reconcilias contigo mesmo. A angústia vem de que não somos o que queremos ser, muito menos o que somos, de modo que ficamos no "deveria ser", e não somos nem uma coisa nem outra. O stress é outro dos males de nossa época. O stress vem da competitividade, de que quero ser perfeito, quero ser melhor, quero ter uma aparência que não é minha, quero imitar. E realmente só podes competir quando decides ser um competidor de ti mesmo, ou seja, quando queres ser único, original, autêntico e não uma fotocópia de ninguém. O stress destrutivo prejudica o sistema imunológico. Porém, um bom stress é uma maravilha, porque te permite estar alerta e desperto nas crises e poder aproveitá-las como oportunidades para emergir a um novo nível de consciê ncia.

O que nos recomendaria para nos sentirmos melhor com nós mesmos?
A solidão. Estar consigo mesmo todos os dias é maravilhoso. Passar 20 minutos consigo mesmo é o começo da meditação, é estender uma ponte para a verdadeira saúde, é aceder o altar interior, o ser interior. Minha recomendação é que a gente ponha o relógio para despertar 20 minutos antes, para não tomar o tempo de nossas ocupações. Se dedicares, não o tempo que te sobra, mas esses primeiros minutos da manhã, quando estás rejuvenescido e descansado, para meditar, essa pausa vai te recarregar, porque na pausa habita o potencial da alma.

O que é para você a felicidade?
É a essência da vida. É o próprio sentido da vida. Estamos aqui para sermos felizes, não para outra coisa. Porém, felicidade não é prazer, é integridade. Quando todos os sentidos se consagram ao ser, podemos ser felizes. Somos felizes quando cremos em nós mesmos, quando confiamos em nós, quando nos empenhamos transpessoalmente a um nível que transcende o pequeno eu ou o pequeno ego. Somos felizes quando temos um sentido que vai mais além da vida cotidiana, quando não adiamos a vida, quando não nos alienamos de nós mesmos, quando estamos em paz e a salvo com a vida e com nossa consciência. Viver o Presente.

É importante viver no presente? Como conseguir?
Deixamos ir-se o passado e não hipotecamos a vida às expectativas do futuro quando nos ancoramos no ser e não no ter, ou a algo ou alguém fora. Eu digo que a felicidade tem a ver com a realização, e esta com a capacidade de habitarmos a realidade. E viver em realidade é sairmos do mundo da confusão.

Na sua opinião, estamos tão confusos assim?
Temos três ilusões enormes que nos confundem:
Primeiro: cremos que somos um corpo e não uma alma, quando o corpo é o instrumento da vida e se acaba com a morte.
Segundo: cremos que o sentido da vida é o prazer, porém com mais prazer não há mais felicidade, senão mais dependência... Prazer e felicidade não são o mesmo. Há que se consagrar o prazer à vida e não a vida ao prazer.
Terceiro: ilusão é o poder; desejamos o poder infinito de viver no mundo. E do que realmente necessitamos para viver? Será de amor, por acaso?
O amor, tão trazido e tão levado, e tão caluniado, é uma força renovadora. O amor é magnífico porque cria coesão. No amor tudo está vivo, como um rio que se renova a si mesmo. No amor a gente sempre pode renovar-se, porque ordena tudo. No amor não há usurpação, não há transferência, não há medo, não há ressentimento, porque quando tu te ordenas, porque vives o amor, cada coisa ocupa o seu lugar, e então se restaura a harmonia. Agora, pela perspectiva humana, nós o assimilamos com a fraqueza, porém o amor não é fraco.
Enfraquece-nos quando entendemos que alguém a quem amamos não nos ama. Há uma grande confusão na nossa cultura. Cremos que sofremos por amor, porém não é por amor, é por paixão, que é uma variação do apego. O que habitualmente chamamos de amor é uma droga. Tal qual se depende da cocaína, da maconha ou da morfina, também se depende da paixão. É uma muleta para apoiar-se, em vez de levar alguém no meu coração para libertá-lo e libertar-me. O verdadeiro amor tem uma essência fundamental que é a liberdade, e sempre conduz à liberdade. Mas às vezes nos sentimos atados a um amor. Se o amor conduz à dependência é Eros. Eros é um fósforo, e quando o acendes ele se consome rapidamente em dois minutos e já te queima o dedo. Há amores que são assim, pura chispa. Embora essa chispa possa servir para acender a lenha do verdadeiro amor. Quando a lenha está acesa, produz fogo. Esse é o amor impessoal, que produz luz e calor .

Pode nos dar algum conselho para alcançarmos o amor verdadeiro?
Somente a verdade. Confia na verdade; não tens que ser como a princesa dos sonhos do outro, não tens que ser nem mais nem menos do que és. Tens um direito sagrado, que é o direito de errar; tens outro, que é o direito de perdoar, porque o erro é teu mestre. Ama-te, sê sincero contigo mesmo e leva-te em consideração. Se tu não te queres, não vais encontrar ninguém que possa te querer. Amor produz amor. Se te amas, vais encontrar amor. Se não, vazio. Porém nunca busques migalhas, isso é indigno de ti. A chave então é amar-se a si mesmo. E ao próximo como a ti mesmo. Se não te amas a ti, não amas a Deus, nem a teu filho, porque estás apenas te apegando, estás condicionando o outro. Aceita-te como és; não podemos transformar o que não aceitamos, e a vida é uma corrente permanente de transformações.

sexta-feira, 18 de março de 2011

AMBIGUIDADE


Sou terra,
Sou ar,
Sou fogo,
Sou água.
Sou lua e sol,
Estrela e cometa.
Sou chuva e vento.
Sou face de outra face...
Sou amor e ternura,
Solidão e multidão.
Dor e alegria,
Começo e fim,
Sou espelho e caminho,
Jornada e descanso,
deserto e oásis.
Sou filha do Universo.
Amor em busca de paz...
Humana em busca do Divino.
Pecado e graça,
Pecadora e santa.
Sou Tua, Senhor,
meste mistério da Vida
E nesta longa caminhada,
De pés doloridos,
De alma cansada,
Águia em voo aberto
E andorinha buscando o ninho.
Sou tudo e sou nada,
Anjo e demônio,
Gente, enfim.
Somente isto...

Maria Luiza

A PARTE QUE NOS CABE



Certa vez ouvimos uma fábula que nos fez refletir acerca dos ensinamentos que continha.

Tratava-se de um incêndio devastador que se abatera sobre a floresta.

Enquanto as labaredas transformavam tudo em cinzas, os animais corriam na tentativa de salvar a própria pele.

Dentre os muitos animais, havia uma pequena andorinha que resolveu fazer algo para conter o fogo.

Sobrevoou o local e descobriu, não muito longe, um grande lago. Sem demora, começou a empreitada para salvar a floresta.

Agindo rápido, voou até o lago, mergulhou as penas na água e sobrevoou a floresta em chamas, sacudindo-se para que as gotas caíssem, repetindo o gesto inúmeras vezes.

Embora não tivesse tempo para conversa fiada, percebeu que uma hiena a olhava e debochava da sua atitude.

Deteve-se um instante para descansar as asas, quando a hiena se aproximou e falou com cinismo:

Você é muito tola mesmo, pequena ave! Acha que vai deter o fogo com essas minúsculas gotas de água que lança sobre as chamas? Isso não produzirá efeito algum, a não ser o seu esgotamento.

A andorinha, que realmente desejava fazer algo positivo, respondeu: Eu sei que não conseguirei apagar o fogo sozinha, mas estou fazendo tudo o que está ao meu alcance.

E, se cada um de nós, moradores da floresta, fizesse uma pequena parte, em breve conseguiríamos apagar as labaredas que a consomem.

A hiena, no entanto, fingiu que não entendeu, afastou-se do fogo que já estava bem próximo, e continuou rindo da andorinha.

Assim acontece com muitos de nós, quando se trata de modificar algo que nos parece de enormes proporções.

Às vezes, imitando a hiena, costumamos criticar aqueles que, como a andorinha, estão fazendo sua parte, ainda que pequena.

É comum ouvirmos pessoas que reclamam da situação e continuam de braços cruzados.

De certa forma, é cômodo reclamar das coisas sem envolver-se com a solução.

No entanto, para que haja mudanças de profundidade, é preciso que cada um faça a parte que lhe cabe para o bem geral.

Reclamamos da desorganização, da burocracia, da corrupção, da falta de educação, da injustiça, esquecendo-nos de que a situação exterior reflete a nossa situação interior.

Não há possibilidade de fazer uma sociedade organizada, honesta e justa se não houver homens organizados, honestos e justos.

Em resumo, para moralizar a sociedade, é preciso moralizar o indivíduo, que somos cada um de nós, componentes da sociedade.

Se fizermos a nossa parte, sem darmos ouvidos às hienas que tentarão desanimar a nossa disposição, em breve tempo teremos uma sociedade melhorada e mais feliz.

Redação do Momento Espírita.

A GRANDEZA DO SILÊNCIO


O SILÊNCIO É DOÇURA:
Quando não respondes às ofensas,
Quando não reclamas os teus direitos,
Quando deixas à Deus a defesa da tua honra.

O SILÊNCIO É MISERICÓRDIA:
Quando te calas diante das faltas de teus irmãos,
Quando perdoas sem remoer o passado,
Quando não condenas, mas intercedes em segredo.


O SILÊNCIO É PAZ:
Quando sofres sem te lamentares, Quando não procuras consolação junto aos homens, Quando não intervéns, esperando que a semente germine lentamente.

O SILÊNCIO É HUMILDADE:
Quando te apagas para deixar aparecer teu irmão,
Quando, na discrição, revelas dons de Deus,
Quando suportas que tuas ações sejam mal interpretadas,
Quando deixas os outros a glória da obra inacabada.

O SILÊNCIO É FÉ:
Quando te apagas, sabendo que é Ele quem age...
Quando renuncias às vozes do mundo para permanecer na Sua presença...
Quando te basta que só Ele te compreenda.

Julimar Murat

(DO BLOG "POR UMA VIDA MELHOR"

A PAZ - ROUPA NOVA

NOVO AMOR




Eu tenho um novo amor

Um amor desses de cinema

Um amor louco

Intenso

Desesperado

Não sei contar a história

Simplesmente aconteceu

Foi como o amor daquela música

Cresceu e me absorveu

Hoje vivo desse amor

Ele me alimenta

Me faz respirar

Ele me está transformando

O corpo

A mente

A alma

Esse amor está me salvando da morte

Esse é o amor com que sempre sonhei

Ele me faz sentir mulher

Sexy

Desejável

Bela

Esse amor me deixa forte

Forte e grande

Adorando toda a minha fragilidade

Sonho, viajo, flutuo nesse amor

Amor apaixonado

Que seja um eterno amor

Que haja sempre um altar

Para adorar a pessoa amada

Um altar para mim

Em mim




Debora Mota
(do blog "Letras que saem de mim")

quinta-feira, 17 de março de 2011

AMOR SEM FIM


Noite morna, chuva fina,
Céu escuro, sem estrelas.
Minh'alma grita palavras de amor
Levadas ao léu.
No silêncio da noite
Ninguém a escutar-me
Senão as nuvens escuras do céu.
Busco na lembrança
Os beijos doces
E as palavras ternas
Que se perderam no tempo e espaço.
Só as musas a encherem minha solidão.
Só os poetas a falarem ao meu coração.
Ah vida louca
Qie me roubou todos os amores
E me sufoca no peito
Os gritos da loucura
De um amor que não morre...
Minhas palavras também se perdem na noite
E a minha dor
Morre triste em meu peito...
Teus olhos azuis ainda me fitam em sonhos
e teus braços fortes me abraçam
Com desejo incontido.
Mas acordo e ainda meio sonâmbula
Te busco no lado vazio da cama...
Será meu destino terminar assim
Minha vida sem amor algum
Quando ela ainda vibra tão forte em mim?
Se a prata enfeita os fios de meu cabelo
E linhas finas marcam-me o rosto
Dentro de mim a alma inda grita
Por um novo amor
Que me sacie por fim...

Maria Luiza

NOTURNO


Espírito que passas, quando o vento
Adormece no mar e surge a Lua,
Filho esquivo da noite que flutua,
Tu só entendes bem o meu tormento...

Como um canto longínquo - triste e lento-
Que voga e sutilmente se insinua,
Sobre o meu coração que tumultua,
Tu vestes pouco a pouco o esquecimento...

A ti confio o sonho em que me leva
Um instinto de luz, rompendo a treva,
Buscando. entre visões, o eterno Bem.

E tu entendes o meu mal sem nome,
A febre de Ideal, que me consome,
Tu só, Gênio da Noite, e mais ninguém!

(Antero de Quental)

VAMOS CUIDAR DE NOSSA CASA!



PRESTEM ATENÇÃO QUE A MÚSICA É DOS ANOS SETENTA E JÁ FALAVA DO QUE ESTAMOS VIVENDO HOJE. O PLANETA É NOSSA CASA NO COSMOS. DEVEMOS TER CARINHO E RESPEITO POR ELA! MARIA LUIZA

JAPÃO - UMA NAÇÃO EM REGENERAÇÃO





É impossível deixar de escrever sobre a enorme tragédia que está acontecendo no Japão, este país de tradição e cultura milenares, com seu povo ordeiro, respeitoso, educado, obcecado pelo trabalho, pela produtividade, pela qualidade, exemplo para o mundo todo de prosperidade a partir do trabalho, da transformação inteligente de matérias-primas importadas. Terra de templos magníficos, de paisagens estonteantes, dos trens de alta velocidade, da tecnologia de ponta, com governo sério, baixos níveis de corrupção e criminalidade...

Daqui somente podemos nos solidarizar, irmanar e rezar, enviar Luz e energias positivas. É doloroso ver na TV pessoas com crianças no colo em pé, ao relento, sem água, energia elétrica, com temperaturas próximas do zero. Talvez nem todos saibam que a imigração nipônica, em nosso acolhedor país, conta com um milhão e meio de descendentes totalmente integrados na vida do Brasil, em absoluto, a maior colônia do Sol Levante ao redor do planeta.

No entanto, sabemos que nada acontece por acaso, que a Mente Universal é perfeita, que aplica com justiça implacável a lei do carma, talvez até do carma coletivo... Sabemos que a Natureza engloba os quatro reinos e dispõe de incrível poder, manifestado pelos quatro elementos, que puseram sua fúria imensa em ação, fornecendo aos que se acham todo-poderosos, como se ainda fosse necessário, mais um aviso; neste ponto, quase um ultimato.

Estamos no limite.
A Terra literalmente botou pra quebrar. As imagens mostraram o terremoto, o maremoto, o fogo das explosões das centrais nucleares, com incrível clareza, para o mundo todo. As imagens mostram a fragilidade do ser humano e de suas criações, as mentiras balbuciadas frente aos microfones da TV, por humanos em estados de choque, esperando, torcendo agora que o quarto el emento, o ar, com seus ventos favoráveis, direcione para o mar a morte invisível, as nuvens radioativas que as falhas dos reatores espalharam sobre o nordeste da ilha. Os quatro elementos tinham o objetivo bem definido e o golpearam sem piedade.

É difícil interpretar a mensagem?
Talvez -mesmo após Hiroshima e Nagasaki, duas páginas negras da história da Humanidade-, as empresas locais sedentas de energia elétrica ainda continuem confiando na atualizada tecnologia nuclear, totalmente segura, de acordo com quem constrói as centrais, silenciosamente mortal quando ocorrem falhas.

Creio poderia tratar-se de algo assim:
- Chega! Basta. Fora com a energia nuclear.
- Vamos empregar a energia solar em todas suas formas. (O fogo em ação).
- Vamos implementar a energia eólica (o vento - ar) em ação.
- Vamos utilizar as turbinas a vapor movidas à biomassa (a terra) em ação.
- Vamos aproveitar as energias das ondas e das marés (a águ a em ação).
E ainda restam as opções de andar mais a pé ou de bicicleta...

Sei bem que ninguém pode julgar, mas precisamos buscar as causas muito além da aparência do mero acaso; descobrir o porquê de tanta dor e destruição, buscar capitalizar a informação obtida, mudar de rumo, de valores, de hábitos, de conceitos, de sentimentos, de fontes de energia e até de alimentos.

Talvez a sociedade japonesa tenha esquecido um pouco de seus valores essenciais, tenha se endurecido, ficando egoísta demais, separatista demais, esquecendo até dos seus emigrantes e filhos que, deixando o Brasil, indo procurar trabalho na terra de seus avôs, somente conseguem serviços pesados, morando longe e sendo considerados pelos nativos como cidadãos de segunda categoria...

Pecado contra a Unidade
Talvez as pessoas tenham se tornado materialistas demais, vivendo uma vida superficial, vazia, correndo desesperadamente atrás de maya --a ilusão-- esquecendo-se da tr ansitoriedade da passagem pelo planeta e de que todos têm uma missão a desempenhar, única e especial.
Ou ainda se esqueçam da exclusão, da desigualdade das classes sociais e dos demais comportamentos e situações -como a de não conseguir entrar na faculdade- que podem criar desespero e depressão, resultando em taxas de suicídio que assustam pela magnitude e regularidade, mantendo-se nos últimos anos por volta de 30.000 casos/ano, próximas da taxa de homicídios do Brasil se compararmos os diferentes números dos habitantes.

E algo bateu forte quando as imagens mostraram os navios de pesca e uma infinidade de outros barcos em meio aos destroços, a quilômetros da costa, jogados lá como se uma mão gigantesca os tivesse capturado e tirado definitivamente de sua sinistra e sangrenta missão.Mero acaso também? Talvez não tenham percebido o quanto feriram e estão ferindo o mar e suas criaturas, ao caçar sem descanso, do oceano Ártico ao Antártico, as inofensivas e majestos as baleias, alegando necessidade de realizar pesquisa científica sobre esses cetáceos...

Pecado contra a Natureza
E os Guias me lembram que ainda há muitos seres vivos, na China e Coréia, os quais testemunharam as atrocidades perpetradas pelas tropas de ocupação japonesas contra a população civil, incluindo crianças.
E este seria o pecado maior, desta vez contra a Humanidade.

O ponto é provavelmente o seguinte: quanto maior o drama, o desastre -infelizmente- maior será o aprendizado. O resgate do que foi cometido é líquido e certo. Não tem esquecimento, pois precisamos passar de fase, evoluir, crescer como seres humanos.É a história do plantio. Semeou vento? Irá colher tempestade.
Semeou amor, voltará bem-aventurança, alegria, felicidade para todos os envolvidos. Terá, então, passado de fase e novos desafios aparecerão para serem superados, sempre usando a mesma mágica vareta: o Amor Incondicional.

Agradeço aqui os querido s e pacientes Guias e mais a turma toda que permite que o site exista: Rodolfo, Sandra, Teresa, Marcos, Anderson, Ian, Lidiane... e Você!

Namastê (O Deus que existe em mim saúda o Deus que habita em Você).
Sergio STUM


( do site Somos Todos Um)

quarta-feira, 16 de março de 2011

POR LUZ





Senhor; ilumina os nossos caminhos...

Há quantos séculos nos encontramos perdidos nas trevas de nós mesmos?

Dissipa, por caridade, toda sombra que projetemos ao redor...

Ansiamos por caminhar na Tua luz!

Que possamos enxergá-la brilhando junto a nós...

Onde estávamos, que antes não a pudemos ver?

Em que noite espessa havíamos mergulhado o espírito?...

Tanto quanto o nosso coração, os nossos olhos por Ti anseiam e Te buscam em toda parte.

Mostra-nos, Senhor, mostra-nos a Tua luz, para que possamos seguí-la para sempre

Guia-nos pelos labirintos escuros da vida e não nos deixes cair, outra vez, no abismo das amargas desilusões de onde estamos nos retirando.


Livro: Preces e Orações – Médium: Carlos A. Baccelli – Espírito: Irmão José.

REFLEXÃO


"Aclamai o Senhor,terra inteira! Servi ao Senhor com alegria, vinde à Sua presença com cantos de júbilo! Reconhecei que o Senhor é Deus! Ele nos fez e somos seus: seu povo e ovelhas de seu rebanho. Entrai por suas portas com ação de graças, e nos seus átrios, com hinos de louvor! Rendei-lhe graças, bendizei seu nome! Pois o Senhor é bom, seu amor é para sempre, e sua fidelidade, de geração em geração".

Salmo 100(99)

terça-feira, 15 de março de 2011

A COMPREENSÃO ESPIRITUAL É O SIGNIFICADO DO DESENVOLVIMENTO




Já esta mais do que na hora da humanidade descobrir o lado espiritual do seu ser, e dar uma boa olhada nos valores que criamos em nossas sociedades.
Medo e amor vão de certa forma de mãos dadas junto com nossa compreensão e consciência.
Nossa sociedade esta negando o amor, porque se alimenta de medo. Medo de ser rejeitado, abandonado ou punido, e assim por diante.
Quando finalmente aprendemos a nos amar e a respeitar a raça humana como uma família, nos tornamos eficazes, com poder para começar a reconstrução de nossas vidas como uma raça indivisível dos seres humanos.
Muitos perderam a conexão com seus sentimentos de amor em sua procura por poder e controle.
Basicamente, eles precisam de ajuda para restaurar os sentimentos de amor que perderam.
Todos nós humanos em evolução, somos filhos de um só deus que é luz. E luz é conhecimento.
A razão pela qual tantas pessoas estão adormecidas e sem saber quem são, é por causa da programação de seu tipo particular de religião. Há centenas de religiões e sistemas de crenças, todos cheios de regras e ameaças para o caso você não cumprir com essas regras inventadas.
Claro que isso cria muito medo e incerteza, que é claramente refletida em nossas sociedades.
Uma escolha deve ser feita, juntar-se aos religiosos e, portanto ficar com medo, ou unir-se ao espiritual e simplesmente ser livre e amoroso.
Espiritualidade é sobre amor, e aqueles que estão em contato com esta energia amorosa que orienta a partir de dentro, mostram como exemplo o que essa verdade, tão ignorada, é de fato. Esses são os filhos da luz despertando
Eles não precisam de regras, porque estão ligados ao poder do amor em seus corações.
Eles não podem ferir ninguém, eles são honestos para amar e questionar tudo.
O motivo pelo qual a espiritualidade é pouco compreendida é porque a religião exige obediência às suas regras sem questionar.
Aqueles que estão em contato com seu coração e com seu espírito questionam tudo.
Todo relacionamento que temos é uma relacionamento com o divino isto é, quando você sabe que somos iguais. Conhecimento é útil para reconhecer a verdade.
Quando finalmente nos fundimos com a parte espiritual de nosso ser, nos conectamos com essa energia amorosa, que penetra o corpo, as emoções e a mente, causando uma sensação de paz, um estado divino de êxtase.
Isso pode ser experimentado em uma relação com outro ser igual, ou através da meditação, ou numa caminhada na mãe natureza.
A experiência de sentir-se unido com todos, é a sua conectividade com a inteligência mais elevada.
Depois disso, tudo fica claro. Isto é desenvolvimento espiritual.
As mudanças feitas na atitude atrairão como conseqüência, experiências superiores. É ciência.
As oportunidades para amar aparecem no seu caminho o tempo todo, pois o amor é a porta para a consciência superior.
Portanto, é recomendável não mais sentir medo do desconhecido, mas amar saber sobre tudo.
As lições de vida e amor são muitas, e geralmente confusas devido às diferenças religiosas, fica difícil ver o quadro inteiro de uma só vez.
Mas quando você aprende a confiar em si mesmo, uma orientação sutil dos níveis superiores do seu ser, através dos sentimentos vai orientá-lo.
As energias aquarianas irão nos estimular para interiorização, e a equilibrar as emoções, a separação entre mente e sentimentos, masculino e feminino, e mente consciente e subconsciente.
Criar harmonia é exatamente isso, curar todas as partes negadas do seu ser.
Isso só é possível quando o amor está presente em todos os doze aspectos da consciência

Robert Happé
Autor do livro "Consciência é a resposta"
Fundador do Centro de Educação Espiritual
www.roberthappe.net

SOLIDÃO





Sofremos de solidão toda vez que desprezamos as inerentes vocações e naturais tendências de nossa alma. Assim que nos distanciamos do que realmente somos, criamos um autodesprezo, passando, a partir daí, a desenvolver um sentimento de soledade, mesmo rodeados das pessoas mais importantes e queridas de nossa vida.

Na auto-rejeição, esquecemos de perceber a presença de Deus vibrando em nossa alma; logo, anulamos nossa força interior. É como se esquecêssemos a consciência de nós mesmos.

Para que nossa essência emerja, é preciso abandonarmos nossa compulsão de fazer-nos seres idealizados, nossa expectativa fantasiosa de perfeição e nosso modelo social de felicidade. Somente assim, exterminamos o clima de pressão, de abandono, de tensão e de solidão que sentimos interiormente, para transportamo-nos para uma existência de satisfação íntima e para uma indescritível sensação de vitalidade.

A renúncia de nosso eu idealizado nos dará uma sensação de renascimento e uma atmosfera de liberdade como nunca antes havíamos sentido.

O ser idealizado é uma fantasia mental. É uma imitação inflexível, construída artificialmente sobre uma combinação de dois básicos comportamentos neuróticos, a saber: adotar padrões existenciais super-rígidos, impossíveis de serem atingidos, e alimentar o orgulho de acreditar-se onipotente, superior e invulnerável.

A coexistência desses dois modos de pensar ocasiona freqüentes estados de solidão, tristeza habitual e sentimentos mútuos de vazio e aborrecimento na vida afetiva de um casal.

O amor e o respeito a nós mesmos cria uma atmosfera propícia para identificarmos nossa verdadeira natureza, isto é, nossa identidade da alma, facilitando nosso crescimento espiritual e, por conseguinte, proporcionando-nos alegria de viver.

Quase todos nós crescemos ansiosamente querendo ser adequados e certos para o mundo, porque acreditamos que não somos suficientemente bons para ser amados pelo que somos. Por isso, procuramos, desesperadamente, igualar-nos a uma imagem que criamos de como deveríamos ser. O esforço metódico para sustentar essa versão idealizada é responsável por grande parte dos nossos problemas de relacionamento conosco e com os outros.

Entre todos os problemas de convivência, o de casais, talvez, seja um dos mais comuns entre as pessoas. Todavia, todos nós queremos companhia e afeto, mas para desfrutarmos uma união amorosa, madura e equilibrada é preciso, acima de qualquer coisa, respeitar o direito que cada criatura tem de ser ela mesma, sem mudar suas predileções, idéias e ideais.

Os traços de personalidade não são futilidades, teimosia ou manias. Cada parceiro tem seus “direitos individuais” de manter sua parcela de privacidade e preferências.

Para tanto, o diálogo compreensivo, a renúncia aos próprios caprichos, o compromisso de lealdade são fatores imprescindíveis na vida a dois, que não pode permitir a confusão de “direitos individuais” com direitos individualistas, com vulgaridade, com cobrança e com leviandade.

Eis a razão de viver bem consigo mesmo: tudo passa, pois todos somos viajores do Universo, porém só nós viveremos eternamente com nós mesmos.

A complexidade maior das dificuldades nos matrimônios talvez seja a não-valorização dos verdadeiros sentimentos, que força um dos parceiros, ou mesmo ambos, a contrariar sua natureza para satisfazer as opressões, intolerâncias e imposições do outro. Ninguém pode ser feliz assim, subordinando-se ao que o cônjuge quer ou decide.

“...a indissolubilidade absoluta do casamento” (...) “É uma lei humana muito contrária à da Natureza. Mas os homens podem modificar suas leis; só as da Natureza são imutáveis.”

Declarar de modo geral que o divórcio é sempre errado é tão incorreto quanto incorreto quanto assegurar que está sempre certo. Em algumas circunstâncias, a separação é um subterfúgio para uma saída fácil ou um pretexto com que alguém procura esquivar-se das responsabilidades, unicamente.

Há uniões em que o divórcio é compreensível e razoável, porque a decisão de casar tomada sem maturidade, porque são diversos os equívocos e desencontros humanos.

Em outros casos, há anos de atitudes de desrespeito e maus tratos, há os que impedem o desenvolvimento do outro. São variadas as necessidades da alma humana e, muitas vezes, é melhor que os parceiros se decidam pela separação a permanecerem juntos, fazendo d união conjugal uma hipocrisia. Em todas as atitudes e acontecimentos da vida, somente a própria consciência dos indivíduos pode fazer o autojulgamento e decidir sobre suas carências e dificuldades da vida a dois.

Todos os livros sacros da humanidade têm como máxima ou mandamento o amor. A base de todo compromisso é o amor. O amor enriquece mutuamente as pessoas e é responsável pela riqueza do seu mundo interior.

A estrutura do verdadeiro ensino religioso nos deve unir amorosamente uns aos outros e não nos manter unidos pela intimidação, pelo medo do futuro ou pelas convenções sociais.

O ensino espírita, propagado pelo “O Livro dos Espíritos”, nos faz redescobrir o sentimento de religiosidade inato em cada criatura de Deus. Religiosidade é o que possuía Allan Kardec em abundância, pois enxergava os fatos da vida com os olhos da alma, quer dizer, ia além dos recursos físicos, usando os sentidos da transcendência a fim de encontrar a verdade escondida atrás dos aspectos exteriores.

O emitente professor Rivail entendia que o verdadeiro sentido da religião deve consistir na busca da liberdade, no culto da verdade e na clara distinção entre o temporal/passageiro e o real/permanente.

Estar com alguém por temor religioso é diferente de estar com alguém por amor. Somente o amor tem significado perante a Divina Providência.

Lembremo-nos de que a solidão aparece, quando negamos nossos sentimentos e ignoramos nossas experiências interiores. Essa forma comportamental tende a fazer-nos ver as coisas do jeito como queremos ver, ou seja, como nos é conveniente, em vez de vê-las como realmente são. Assim é que distorcemos nossa realidade.

Não rejeitemos o que de fato sentimos. Isso não quer dizer viver com liberdade indiscriminada e sem controle, mas sim reconhecer o devido lugar que corresponda aos nossos sentimentos, sem ignorá-los, nem tampouco deixá-los ser donos de nossa vida.

Se devemos permanecer ou não ao lado de alguém, é decisão que se deve tomar com espontaneidade, harmonia e liberdade, sem mesclas de medo ou imposições.






Espírito: HAMMED

Médium: Francisco do Espírito Santo Neto – As dores da alma.

SOSLAIO


Colei o meu olhar ao teu

Numa desatenta ilusão estrábica

No teu mover de lábio

Ouço o que não diz a mim

Mas diz

Ao solto vento que embala

Cada frase a sucumbir no canto da tua boca

Que se move, quase quebra a quieta clave,

Quase desalinha o diapasão

Do murmúrio que nascido do silente, move a tua boca,

Que se fecha, como o olho teu;

Que se fechou sem me olhar adormecer,

Sem ver a tua boca sussurrar pra mim o nome meu.

Calei o meu olhar, já sem a tua boca em mim.

Alexandre Magno Mirantes

segunda-feira, 14 de março de 2011

DIA DA POESIA


Hoje é o dia da Poesia e gostaria aqui de homenagear todos os poetas e, de maneira espcial, aqueles que me seguem e os amigos, lembrando um grande poeta do passado, sempre presente, com o poema de uma grande amiga brasiliense. A todos aqueles que derramam de forma tão bela as suas emoções em palavras a minha admiração, o meu amor e respeito.

Maria Luiza

A POESIA

Você,
que chega,
sem pedir licença,
quando se vê,
está logo alí, aqui.
Você, que não tem rosto, cor ou sexo.
É feita somente de emoções.
Palavras arquitetadas num jogo misto.
Compostas de todos os tipos de
sentimentos e sentidos:
dores, amores, devaneios, desejos.
Você é como oração
que está nas letras
regidas pela voz do coração.
Você é arte, é obra e
nada prima e sim irmã.
O constante de cada poeta.
Sendo assim...
É contigo que
construo meus dias,
minha vida.
Eu amo voce.

POESIA...

Geane Masago


A ESSÊNCIA DA DOR


O homem é um ser que se amargura.

Causam-lhe decepções e desilusões, não só as pessoas com as quais convive, mas também muitos acontecimentos em sua vida: o emprego que perde, a promoção que não chega, o amigo que o decepciona, o vizinho que o atormenta, o inquilino que não lhe paga, o sócio que o ludibria, o filho que é indolente, a mulher que não o compreende, o marido que a abandona, os cataclismos nacionais e internacionais.

O homem sofre, sobretudo porque não consegue realizar seus desejos: a esperada viagem, a compra da casa ideal, o carro dos seus sonhos, o sítio onde criaria galinhas, e assim por diante.

Amargura-se porque não pode pagar o aluguel, comer um pouco melhor ou simplesmente vestir-se com mais apuro.

Como sofre o homem nos seus desejozinhos!

Desejos aparentemente tão fáceis de se satisfazerem, mas que satisfeitos, prenunciam desejos maiores, insaciáveis, que o acompanham pela vida afora, fazendo dele o ser amargurado que é.

Angustiado, faz novenas, promessas aos santos, pedidos ao anjo da guarda; acompanha ladainhas, canta hinos, persigna-se com água benta, engole hóstias e sermões, lê desesperadamente, tudo aceita e incorpora, e quanto mais fortifica o Eu, mais acrescenta em sofrimento, porque é da natureza do ego o conflito, a perturbação.

Comumente desamparado de recursos psíquicos para descer ao fundo de si mesmo, fica o homem na sua superfície, onde vãmenete se debate e grita, na tentativa de resolver seus problemas dolorosos: "Senhor! Como ei de mudar este meu marido que bebe desta maneira?" "Meu Deus! Eu quisera uma melhor posição na vida!"

No desespero, corre à magia dos azares, no anseio pela sorte: vai às casas lotéricas, compra bilhetes, joga nos números e sonha, durante as horas que precedem a "extração", com os "seus" milhões.

Imagina longamente, quase num orgasmo, o que faria com o dinheirão, fica repentinamente generoso, e quer, pelo pensamento e coração, agradar aos céus, para que o favoreça e dele não se esqueça. "Eu daria tanto para uma obra de caridade, edificaria um abrigo para os velhinhos desamparados, ajudaria o mano velho, coitado, compraria a casinha que mamãe sempre sonhou...

"Tão generoso fica naqueles momento, porém, se ganha, e às vezes, desgraçadamente, ganha, esquece de tudo e só de si se lembra.

Na fartura, mais hipertrofia o Eu, para doer, dourado e farto, o mesmo que antes doía, faminto e opaco.

O homem é uma entidade que dói, na pobreza ou na riqueza, na ignorância como na erudição, no anonimato como na fama, na saúde e na doença, na prisão e na liberdade.

Seja quem for, esteja onde estiver, a sós ou acompanhado, o homem sofre, o homem dói, inclusive quando canta e ri porque canta quase só tragédias, e quando ri, comprime as lacrimais e se debulha em lágrimas.

Tem momentos de alegria, embora poucos, mas nestes já se lembra do sofrimento que passou, surpreende-se alegre e de novo fica triste.

O homem chora. Como chora! Se para chorar não tem motivos atuais, procura-os, cria-os, inventa-os: assiste a novelas lacrimosas, à filmes tristes, vai a velório e penaliza-se, mergulha na saudade daquele que morreu, e chora: "Ah! Coitado, tão moço!" "Ah! A vovó, tão velhinha!"

E chora o homem, pelo homem que morreu na tristeza de morrer, de aqui deixar.

Só, desamparado, o homem chora de pena de si mesmo, na morbidez da auto-compaixão.

Pode a vida, acaso, aliviar a dor que ao homem consubstancia?

Pode sim. O alívio, o bálsamo, o lenitivo ao homem chega quando ele se entrega à vida, sem malícia, em cândida inocência, sem apegos, em total entrega..

Se disto for capaz, terá a benção do alívio, do nirvana, do paraíso.

Isto é consequência de um ato de fé. Contudo, a palavra fé vem sempre carregada de significados, qualificações, conotações, atributos que lhe alteram a essência.

O estado de espírito que enseja o alívio é um estado, um estar, um ser, sumamente receptivo, isento de resistência.

Nele, o homem intensifica em si a força que o vivificou no mundo, ao tempo que se deixa por ela permear.

Quando o faz num total despreendimento, com entrega, com fé, a vida dele cuida.

Ao homem cumpre estar receptivo, entreaberto ao cosmo, da mesma forma que a flor se entreabre ao sol para nutrir-se, vivificar e produzir frutos.

Entretanto, o homem fica com o que é, sem nenhuma idéia de vir-a-ser. Fica como é, sem nenhuma noção de como deveria ser.

Fica num estado passivo, não objetiva nada, não colima fim algum, nada quer mudar porque a nada avalia.

A vida ajuda, balsamiza e alivia a dor do homem, quando este lhe oferece a oportunidade de o fazer.

Em geral, o homem passível de receber a ajuda da vida encontra-se aflito, perturbado. E nessa perturbação, não pode entender o que vida pode lhe oferecer.

Ela quer favorecê-lo, mas ele está ansioso, amargurado, cheio de desejos irrealizados e frustrações, a tudo resistindo, a tudo querendo alterar e mudar.

Neste estado de angústia, não pode enxergar nem escutar o que a vida lhe quer mostrar.

Na contrição do intenso egocentrismo, fechado hermeticamente, não pode a vida nele penetrar e energizá-lo.

A vida é a energia que o criou e mantém o cosmo. Está no brilho das estrelas, no vento que perpassa, na semente que brota, na árvore que frutifica, no homem que nasce, que vem a luz.

Essa energia implanta-se e se estabelece quando o homem se faz receptivo, quando está em paz, em perfeito "estado de fé", sem nenhuma resistência à vida, àquilo que É.

Autor Desconhecido

(FAVOR AVISAR-ME QUEM SOUBER DA AUTORIA)

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