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sábado, 25 de junho de 2011

REVELAÇÕES APOCALÍPTICAS DE CHICO XAVIER (PARTE III)


E prosseguiu Chico: “O Brasil crescerá a passos largos e ocupará
importante papel no cenário global, e isso terá como consequência a
elevação da cultura brasileira ao cenário internacional e, a
reboque, os livros do Espiritismo Cristão, que aqui tiveram solo
fértil no seu desenvolvimento, atingirão o interesse das outras
nações também. Agora, caso ocorra a pior hipótese, com o
Hemisfério Norte do planeta tornando-se inabitável, grandes fluxos
migratórios se formariam então para o Hemisfério Sul, onde se se
situa o Brasil, que então seria chamado mais diretamente a
desempenhar o seu papel de Pátria do Evangelho, exemplificando o amor
e a renúncia, o perdão e a compreensão espiritual perante os povos
migrantes.

A Nova Era da Terra, neste caso, demoraria mais tempo para chegar
com todo seu esplendor de conquistas científicas e orais, porque
seria necessário mais um longo período de reconstrução de nossas
nações e sociedades, forçadas a se reorganizarem em seus
fundamentos mais básicos.”

Pergunta Marlene Nobre pela Folha Espírita - Segundo Chico Xavier,
esses fluxos migratórios seriam pacíficos? Geraldo - Infelizmente
não. Segundo Chico me revelou, o que restasse da ONU acabaria por
decidir a invasão das nações do Hemisfério Sul, incluindo-se aí
obviamente o Brasil e o restante da América do Sul, a Austrália e o
sul da África, a fim de que nossas nações fossem ocupadas
militarmente e divididas entre os sobreviventes do holocausto no
Hemisfério Norte. Aí é que nós, brasileiros, iríamos ser chamados
a exemplificar a verdadeira fraternidade cristã, entendendo que
nossos irmãos do Norte, embora invasores a “mano militare”, não
deixariam de estar sobrecarregados e aflitos com as consequências
nefastas da guerra e das hecatombes telúricas, e, portanto, ainda
assim, devendo ser considerados nossos irmãos do caminho,
necessitados de apoio e arrimo, compreensão e amor.

Neste ponto da conversa, Chico fez uma pausa na narrativa e
completou: “Nosso Brasil como o conhecemos hoje será então
desfigurado e dividido em quatro nações distintas. Somente uma
quarta parte de nosso território permanecerá conosco e aos
brasileiros restarão apenas os Estados do Sudeste somados a Golias e
ao Distrito Federal. Os norte-americanos, canadenses e mexicanos
ocuparão os Estados da Região Norte do País, em sintonia com a
Colômbia e a Venezuela. Os europeus virão ocupar os Estados da
Região Sul do Brasil unindo-os ao Uruguai, à Argentina e ao Chile.
Os asiáticos, notadamente chineses, japoneses e coreanos, virão
ocupar o nosso Centro-Oeste, em conexão com o Paraguai, a Bolívia e
o Peru. E, por fim, os Estados do Nordeste brasileiro serão ocupados
pelos russos e povos eslavos. Nós não podemos nos esquecer de que
todo esse intrincado processo tem a sua ascendência espiritual e
somos forçados a reconhecer que temos muito que aprender com os povos
invasores.

Vejamos, por exemplo: os norte-americanos podem nos ensinar o
respeito às leis, o amor ao direito, à ciência e ao trabalho. Os
europeus, de uma forma geral, poderão nos trazer o amor à filosofia,
à música erudita, à educação, à história e à cultura. Os
asiáticos poderão incorporar à nossa gente suas mais altas noções
de respeito ao dever, à disciplina, à honra, aos anciãos e às
tradições milenares. E, então, por fim, nós brasileiros,
ofertaremos a eles, nossos irmãos na carne, os mais altos valores de
espiritualidade que, mercê de Deus, entesouramos no coração
fraterno e amigo de nossa gente simples e humilde, essa gente boa que
reencarnou na grande nação brasileira para dar cumprimento aos
desígnios de Deus e demonstrar a todos os povos do planeta a fé na
Vida Superior, testemunhando a continuidade da vida além-túmulo e o
exercício sereno e nobre da mediunidade com Jesus”.

FE: O Brasil, embora sofrendo o impacto moral dessa ocupação
estrangeira, estaria imune aos movimentos telúricos da Terra?
Geraldinho – Infelizmente, não. Segundo Chico Xavier, o Brasil não
terá privilégios e sofrerá também os efeitos de terremotos e
tsunamis, notadamente nas zonas costeiras. Acontece que de acordo com
o médium, o impacto por aqui será bem menor se comparado com o que
sobrevirá no Hemisfério Norte do planeta.

FE - Você também crê que a ida do homem à Lua, em julho de 1969,
tenha precipitado de certa forma a preocupação com as conquistas
científicas dos humanos, que poderiam colocar em risco o equilíbrio
do Sistema Solar?

Geraldinho – sim, creio que a revelação de Chico Xavier a
respeito traz, nas entrelinhas, essa preocupação celeste quanto às
possíveis interferências dos humanos terráqueos nos destinos do
equilíbrio planetário em nosso Sistema Solar. Pelo que Chico Xavier
falou, alguns dos seres angélicos de outros orbes planetários não
estariam dispostos a nos dar mais este prazo de 50 anos, que vencerá
daqui a apenas oito anos, temerosos talvez de nossas nefastas e
perniciosas influências. Essa última hora bem que poderia ser por
nós considerada como a última bênção misericordiosa de Jesus
Cristo em nosso favor, uma vez que, pela explicação de Chico Xavier,
foi ele, Nosso Senhor, quem advogou em favor de nossa causa, ainda
mais vez mais.

Outra decisão dos benfeitores espirituais da Vida Maior foi a que
determinou que, após o alvorecer do ano 2000 da Era Cristã, os
espíritos empedernidos no mal e na ignorância não mais receberiam a
permissão para reencarnar na face da Terra. Reencarnar aqui, a partir
dessa data equivaleria a um valioso prêmio justo, destinado apenas
aos espíritos mais fortes e preparados, que souberam amealhar, no
transcurso de múltiplas reencarnações, conquistas espirituais
relevantes como a mansidão, a brandura, o amor à paz e à concórdia
fraternal entre povos e nações. Insere-se dentro dessa programação
de ordem superior a própria reencarnação do mentor espiritual de
Chico Xavier, o espírito Emmanuel, que, de fato, veio a renascer,
segundo Chico informou a variados amigos mais próximos, exatamente no
ano 2000. Certamente, Emmanuel, reencarnado aqui no coração do
Brasil, haverá de desempenhar significativo papel na evolução
espiritual de nosso orbe.

Todos os demais espíritos, recalcitrantes no mal, seriam então, a
partir de 2000, encaminhados forçosamente à reencarnação em mundos
mais atrasados, de expiações e de provas aspérrimas, ou mesmo em
mundos primitivos, vivenciando ainda o estágio do homem das cavernas,
para poderem purgar os seus desmandos e a sua insubmissão aos
desígnios superiores. Chico Xavier tinha conhecimento desses mundos
para onde os espíritos renitentes estariam sendo degredados. Segundo
ele, o maior desses planetas se chamaria Kírom ou Quírom.

É a nossa última chance, é a última hora... Não há mais tempo
para o materialismo. Não há mais tempo para ilusões ou enganos
imediatistas. Ou seguiremos com a Luz que efetivamente buscarmos, ou
nos afundaremos nas sombras de nossa própria ignorância. Que será
de nós? A resposta está em nosso livre-arbítrio, individual e
coletivo. É A nossa escolha de hoje que vai gerar o nosso destino.
Poderemos optar pelo melhor caminho, o da fraternidade, da sabedoria e
do amor, e a regeneração chegará para nós de forma brilhante a
partir de 2019; ou poderemos simplesmente escolher o caminho do
sofrimento e da dor e, neste caso infeliz, teremos um longo período
de reconstrução que poderá durar mais de mil anos, segundo Chico
Xavier. Entretanto, sejamos otimistas. Lembremo-nos que deste período
de 50 anos já se passaram 42 anos em que as nações mais
desenvolvidas e responsáveis do planeta conseguiram se suportar umas
às outras sem se lançarem a uma guerra de extermínio nuclear. Essa
era a pré-condição imposta por Jesus.

Não estamos entregues à fatalidade nem predeterminados ao
sofrimento. Estamos diante de uma encruzilhada do destino coletivo que
nos une à nossa casa planetária, aqui na Terra. Temos diante de nós
dois caminhos a seguir. O caminho do amor e da sabedoria nos levará a
mais rápida ascensão espiritual coletiva. O caminho do ódio e da
ignorância acarretar-nos-á mais amplo dispêndio de séculos na
reconstrução material e espiritual de nossas coletividades. Tudo
virá de acordo com nossas escolhas de agora, individuais e coletivas.
Oremos muito.

O próprio Emmanuel, através de Chico Xavier, respondendo a uma
entrevista já publicada em livro nos diz que as profecias são
reveladas aos homens para não serem cumpridas. São na realidade um
grande aviso espiritual para que nos melhoremos e afastemos de nós a
hipótese do pior caminho.

Jornal Folha Espírita de maio/11 / 1986

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