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domingo, 11 de dezembro de 2011

OS CUIDADOS COM A CRIANÇA E OS JOVENS


Há muito tempo, venho me preocupando com algo muito sério: o que o mundo atual oferece como "lazer" para a nossa juventude e os brinquedos das crianças. Uma coisa posso afirmar, de princípio: não são sadios e nem contribuem para a construção do Novo Homem do qual necessitamos para a construção de um novo mundo.
As crianças, desde cedo, têm como "babá" a televisão, o computador e os jogos eletrônicos. Não quero negar o lado positivo dessas invenções modernas, mas há, também, um lado terrivelmente negativo e mesmo perigoso, coisa que, como educadores, não podemos nos esquecer. Imbrica-se aqui algo que não dá para discutir nesse pequeno espaço. Existem realmente educadores? Onde estão eles? Quem são eles? Qual o seu embasamento cultural e como é o seu amor?
Crianças são como o barro mole ou flores tenras que necessitam de cuidados especiais. É preciso, além de amá-las, apurar-lhes os sentidos para melhor apreciarem as belezas da vida: olhar, escutar, apalpar, degustar de verdade. Transmitir-lhes, com o exemplo, valores necessários para uma vida plena: o respeito, a solidariedade, o acolhimento, a verdade, a honestidade, a limpidez de coração e de caráter. Mais que tudo: a Fé. A fé em Deus é uma adubo extraordinário para uma vida rica em bens espirituais e realizações. Mas, se os educadores não a têm, é preciso ensinar a fé em si, no outro, na vida. A fé é a pedra angular que sustenta os demais valores. Sem ela, a estrutura pode se quebrar. São Paulo colocou o Amor como a maior das virtudes e ele está certo, mas só quem tem fé em algo poderá, de verdade, ser amor e transmitir amor.
É bom para a criança, além do amor dos pais, brincar, brincar muito, mas brincadeiras que impulsionem a sua criatividade, o seu espírito inventivo e a socialização. A televisão pode mostrar coisas muito bonitas, mas, também, deformar o caráter, passando como "natural" comportamentos inadequados. A internet é maravilhosa: nos traz informações, nos faz conhecer o planeta, nos traz a beleza da música, da poesia, etc.: mas, esconde grandes perigos que podem desvirtuar as nossas criancinhas e levá-las até a situações extremas, excessivamente comprometedoras. Os jogos eletrônicos podem desenvolver a concentração e a rapidez de raciocínio, mas podem, também, ensinar a violência.
No entanto, mais sério que tudo isso, assisto com preocupação o destroçamento das famílias. Não sou preconceituosa nem tampouco anacrônica. Tenho a mente aberta e acompanho o tempo em que vivo com suas naturais transformações. Sei que, se um casamento traz infelicidade para ambos os cônjuges, com brigas constantes, traições, falta de companheirismo e cumplicidade, com alcoolismo e violência, todos têm direito à uma nova vida, a buscar a felicidade e ter uma segunda oportunidade. Aliás, casamentos sem amor e sem repeito fazem mais mal aos filhos do que uma separação amigável, em que pai e mãe continuem a respeitar, diante dos filhos, a figura do outro.Pai e mãe o são para sempre e na mente dos filhos são figuras indissociáveis.
Entretanto, o que a gente assiste são jovens se casando sem nenhuma responsabilidade ou compromisso. Diante das primeiras dificuldades que, qualquer convivência traz, já pensam em terminar o casamento. É preciso estrutura para encarar um casamento. Saber que toda convivência exige respeito, compartilhamento, confiança, lealdade e certa renúncia, pois quando escolho um caminho, estou abrindo mão de outros.
Outra coisa: paixão é fogueira que não dura muito e, infelizmente, as pessoas confundem bastante paixão com amor. O afogueamento da paixão, com frio na barriga, coração disparado, desejo desmesurado, não vai continuar eternamente, mas aquele(a) companheiro(a) pode ser a melhor amizade, o melhor apoio, o melhor conforto, aquele (a) que melhor haverá de nos conhecer e amar por toda a vida.
Acho que "cursos de noivos" jamais deveriam ser promovidos por religiosos ou com um cunho religioso, mas por psicólogos, médicos, psiquiatras, especialistas em relacionamento humano e pessoas casadas há muito tempo, com uniões felizes e realizadas.
Mas, acabo por me estender muito, o que não era meu objetivo. Assim, volto brevemente para a minha preocupação com os jovens: que lazer lhes são proporcionados? Serão sadias as baladas, onde proliferam as drogas, o sexo irresponsável, além de outros perigos escondidos num copo de bebida alcoólica?
Penso que a juventude de meu tempo tinha melhores opções, que nos distraiam e não destruíam o nosso caráter. Namorávamos no portão ou na varanda, dançávamos nas horas-dançantes promovidas em casas de famílias, jogávamos vôlei, ping-pong, nadávamos, fazíamos pique-niques, íamos ao cinema, líamos muito e tínhamos muitos amigos com quem nos distraíamos conversando simplesmente. Geralmente, nossos pais e os pais de nossos amigos também eram amigos.
É hora dos responsáveis acordarem para os perigos que rondam a nossa juventude. Que homens teremos para construir um mundo novo de justiça, paz e solidariedade? Façamos nós, os verdadeiros educadores, um sério exame de consciência e que a Luz Divina nos aponte novos caminhos para mostrarmos aos nossos jovens!

Maria Luiza

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