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terça-feira, 29 de março de 2011

VOCABULÁRIO FEMININO



Se eu tivesse que escolher uma palavra – apenas uma – para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje, essa palavra seria um verbo de quatro sílabas: descomplicar. Depois de infinitas (e imensas) conquistas, acho que está passando da hora de aprendermos a viver com mais leveza: exigir menos dos outros e de nós próprias, cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa, olhar menos para o espelho. Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão falada qualidade de vida que queremos – e merecemos – ter. Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial da mulher moderna. Amizade, por exemplo. Acostumadas a concentrar nossos sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas, acabamos deixando as amigas em segundo plano. E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher quanto a convivência com as amigas. Ir ao cinema com elas (que gostam dos mesmos filmes que a gente), sair sem ter hora para voltar, compartilhar uma caipivodca de morango ou suco e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes – isso, sim, faz bem para a pele. Para a alma, então, nem se fala. Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez (desligue o celular, se for preciso) e desfrute os prazeres que só uma boa amizade consegue proporcionar.
E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino: pausa e silêncio. Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia – não importa – e a ficar em silêncio. Essas pausas silenciosas nos permitem refletir, contar até 100 antes de uma decisão importante, entender melhor os próprios sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso. Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir.
Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão de uma mulher mal-humorada. Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do nosso dia a dia. Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, preste atenção na conversa de duas crianças, marque um encontro com aquela amiga engraçada – faça qualquer coisa, mas ria. O riso nos salva de nós mesmas, cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida. Quanto à palavra dieta, cuidado: mulheres que falam em regime o tempo todo costumam ser péssimas companhias. Deixe para discutir carboidratos e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista. Nas mesas de restaurantes, nem pensar. Se for para ficar contando calorias, descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa do companheiro de mesa com reprovação e inveja, melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface e seu chá verde sozinha.
Uma sugestão? Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que, essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia: gentileza. Ter classe não é usar roupas de grife: é ser delicada. Saber se comportar é infinitamente mais importante do que saber se vestir. Resgate aquele velho exercício que anda esquecido: aprenda a se colocar no lugar do outro, e trate-o como você gostaria de ser tratada, seja no trânsito, na fila do banco, na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado,na academia. E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser indissociáveis da vida: sonhar e recomeçar. Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia, o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe?) ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Richard Gere... sonhar é quase fazer acontecer. Sonhe até que aconteça. E recomece, sempre que for preciso: seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares. A vida nos dá um espaço de manobra: use-o para reinventar a si mesma.
E, por último (agora, sim, encerrando), risque do seu Aurélio a palavra perfeição.
O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades, inseguranças, limites. Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita, a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, a esposa nota mil. Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam, bumbum que encara qualquer biquíni. Mulheres reais são mulheres imperfeitas. E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres. Viver não é (e nunca foi) fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem (e a busca da perfeição pesa toneladas), a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.

Leila Ferreira


FICA PROIBIDO



Fica proibido chorar sem aprender, levantar-se um dia sem saber o que fazer, ter medo de suas recordações. Fica proibido não sorrir ante os problemas, não lutar pelo que quer, abandonar tudo por medo, não converter em realidade seus sonhos. Fica proibido não demonstrar teu amor, fazer que alguém pague suas dívidas e mau humor. Fica proibido deixar teus amigos, não tentar compreender o que viveram juntos, chamá-los apenas quando necessita deles. Fica proibido não seres tu diante da gente, fingir diante das pessoas que elas não te importam, fazer-te de engraçado para que se lembrem, esquecer a todos que te querem. Fica proibido não fazer as coisas por ti mesmo, não crer em Deus e fazer seu destino, ter medo da vida e seus compromissos, não viver cada dia como se fora o último. Fica proibido impor a alguém menor alegrar-te, esquecer seus olhos, seu sorriso, tudo porque seus caminhos deixaram abraçá-lo, esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente. Fica proibido não tentar compreender as pessoas, pensar que suas vidas valem mais que a tua, não saber que cada um tem seu caminho e sua felicidade. Fica proibido não criar tua história, não ter um momento para as pessoas que necessitam de ti, não compreender que o que a vida te dá, também te toma. Fica proibido não buscar tua felicidade, não viver tua vida com uma atitude positiva, não pensar que podemos ser melhores, não pensar que sem ti este mundo não seria igual.

(autoria desconhecida) blog Arca do conhecimento, de Maria José

AS NOITES DA ALMA


A expressão “noites da alma” foi usada por São João da Cruz, um místico extraordinário. Ela me fascina, pois esclarece, com precisão, tempos turbulentos que todos nós vivemos com as dúvidas que todo ser pensante tem, assim como as tempestades que temos de enfrentar.
Devemos, entretanto, nos lembrar que somos um espírito imortal que vive provisoriamente em um corpo material.
Nosso corpo tem a mesma composição da terra. Daí a expressão: “sois pó e ao pó voltarás”. Somos uma soma de moléculas de carbono, hidrogênio, ferro, zinco, etc. Tanto que temos que repor, diariamente, todos esses elementos para que nossa matéria possa sobreviver. Porém, quando a “chama eterna” abandona o nosso corpo, nada mais somos materialmente. A vida é este sopro divino que habita em nós.
Portanto, as crises que todos enfrentamos, além de nos ajudar a crescer espiritualmente, nos leva a lidar melhor com a vida nesse plano. Saímos dela sempre fortalecidos.
Lembram-se que Jesus também teve suas “noites da alma”? Ele derramou lágrimas e suou sangue. E nós, pobres criaturas, em um processo difícil de evolução?...
Devemos, no entanto, nesses momentos, lembrar-nos que tudo é passageiro e a mudança é uma lei do Universo. Portanto, a dor vai passar, assim como as alegrias.
O “Eu Superior”, que vive em nós, é a nossa verdadeira essência. E ele é perfeito e saudável. Esta é a única verdade. O mais é ilusão. Estejamos, pois, em “noites da alma” tranquilos e certos de que o apoio
Divino não nos faltará e que temos, dentro de nós, uma força que, muitas vezes, desconhecemos.
Não pensem que vivo isso. Prego, mas sou humana e caio a todo momento. Eu me desespero, choro, coloco em desarmonia meu corpo, minha mente, meus “chacras”. Não sou hipócrita ao falar do caminho, como se eu fosse uma mestra. Eu sei da verdade, mas, tantas vezes, não
consigo colocar em prática aquilo em que acredito.
Vamos, sempre, pedir a Deus que não nos deixe prolongar essas “noites da alma” pela desarmonia à qual nos entregamos. Temos que buscar a força interior que mora em todos nós e vencer, com calma e tranqüilidade, esses tempos de noites sombrias.
Eu estou tentando aprender e desejo, de coração, que vocês possam também fazê-lo.

Maria Luiza

MEU EGO




Sei, que minhas letrinhas

São ingênuas, carentes de tudo

E só me atrevo a escrever

Por absoluta e forte ousadia

Ou seria porque essas letrinhas

Insistem em querer se mostrar?



Só sei que elas resolvem vir,

Entre uma mandala e outra.

E entre uma e outra existe

Um profundo e triste silêncio,

Um silêncio de vazio, (ou de vácuo)

De expectativa do que chegará.


E como sei que sou uma sonhadora

Me permito só pintar sentimentos

Ou o que me der na telha,

Mas que vá com certeza mexer,

Remexer, acender e fortalecer

A sutil chama que vive dentro de nós.


Tem vezes que me dá medo,

Pois sou escrava dessa energia...

E se não for a ideal? Mas não!

Não poderia nunca ser diferente,

Afinal eu sou a energia gritante,


Minha arte... Ela é só meu eco!



Guidha Cappelo

27/03/2011

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