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sábado, 23 de abril de 2011

FAÇA DA FELICIDADE UM CRITÉRIO



Uma pessoa que vive por intermédio da intuição é sempre bem-sucedida? Não, mas ela é sempre feliz, seja ou não bem-sucedida. E uma pessoa que não vive intuitivamente está sempre infeliz, seja ou não bem-sucedida.

Ser bem-sucedido não é o critério, porque o sucesso depende de muitas coisas. A felicidade é o critério, porque a felicidade depende apenas de você.

Você pode não ser bem-sucedido porque os outros são seus adversários. Mesmo se estiver agindo intuitivamente, os outros poderão ser mais astuciosos, mais espertos, mais interesseiros, mais violentos, mais imorais. Portanto, ser bem-sucedido depende de muitas outras coisas; o sucesso é um fenômeno social. Você pode não ser bem-sucedido.

Quem pode dizer que Jesus foi bem-sucedido? A crucificação não é um sinal de sucesso, é o maior fracasso. Um homem crucificado aos trinta e três anos de idade — que tipo de sucesso é esse? Ninguém o conhecia. Apenas alguns aldeões, pessoas incultas, eram os seus discípulos. Ele não tinha posição, nem prestígio, nem poder. Que tipo de sucesso é esse? A crucificação não pode ser considerada um sucesso.

Mas ele estava contente. Ele estava totalmente feliz — até mesmo ao ser crucificado. E aqueles que o estavam crucificando viveriam por muitos anos, mas continuariam sendo infelizes. Então, na verdade, quem estava sendo crucificado? Essa é a questão. Aqueles que crucificaram Jesus foram crucificados ou foi Jesus quem foi crucificado? Ele estava feliz — como se pode crucificar a felicidade? Ele estava em êxtase — como se pode crucificar o êxtase?

Você pode matar o corpo, mas não pode matar a alma. Aqueles que o crucificaram continuaram vivendo, mas a sua vida não passou de uma longa e lenta crucificação — infelicidade, infelicidade, infelicidade.

Portanto, a primeira coisa que eu não digo é que, seguindo o guia interior da sua intuição, você será sempre bem-sucedido, talvez não no sentido que o mundo reconhece como sucesso.

Mas, no sentido que um Buda ou um Jesus reconhecem como sucesso, você será bem-sucedido. E esse sucesso é medido pela sua alegria, pela sua felicidade — o que quer que aconteça, é irrelevante, você estará feliz.

Não importa que o mundo diga que você foi um fracasso ou que o mundo o torne uma estrela de sucesso, isso não fará nenhuma diferença. Você será feliz qualquer que seja o caso; você estará contente.

Felicidade é sucesso para mim. Se você puder entender que a felicidade é sucesso, então eu lhe digo que você vai ser bem-sucedido sempre.


Osho, em "Intuição: O Saber Além da Lógica"
(do site www.palavrasdeosho.com)

REFLEXÕES E INTERROGAÇÕES


O mar e o céu estrelado me fascinam, desde criança. Eles me levam como, provavelmente, levaram todos os filósofos, à reflexão profunda. Os dois, entretanto, além de me colocarem em estado de deslumbramento e me levarem a pensar, também me trazem medo. A profundidade de um e a infinitude do outro me assustam.
Por mais que conheçamos o céu, através das descobertas da Ciência, ele continua a ser um mistério. O que serão os buracos negros? Seremos um dia engolidos por eles?
E o mar é, muitas vezes, traiçoeiro. É uma beleza ouvir o som de suas ondas, que se quebram contra os rochedos e o grito calmante das gaivotas. Entretanto, ele muda com os ventos e tempestades e, de repente, uma onda inesperada parece tragar-nos.
Por duas vezes, morei em cidades praieiras: no Rio de Janeiro e em Salvador. A maneira de acalmar-me e livrar-me do estresse era caminhar pelos calçadões ou apenas parar para olhar o mar. Ficaria horas em contemplação, pensando na grandiosidade e beleza de Deus, que nos ofereceu tudo isso de graça.
Todos que me conhecem sabem que sou uma mulher de muita fé. No entanto, pessoas íntimas, como uma comadre que tenho, se perguntam qual é a minha religião. Porque, na verdade, apesar de cristã, não gosto de ligar-me às religiões que, com seus dogmas e fundamentos, nos tiram a liberdade de pensar.
Juntamente com outros teólogos (e eu não o sou...) escrevemos quatro livros, interpretando a Bíblia. Os teólogos eram católicos e protestantes e eu uma humilde cristã. Mas, os organizadores das obras achavam que meu conhecimento do assunto era suficiente para encarar a empreitada. E tive a grata oportunidade de ouvir minhas interpretações serem lidas em Missas e Rádios.
Minhas raízes são católicas. E raízes tão fortes e profundas que, por duas vezes em minha vida, quis ser freira.
Emociono-me com a Missa e, tantas vezes, choro de emoção. Sinto falta da Eucaristia e, pela permissão de quem foi por muito tempo meu confessor, quando quero, ainda comungo e sinto-me tomada do mesmo sentimento que tive em minha primeira comunhão.
Mas, foi também um padre que me afastou, durante anos, do Catolicismo.
Certa vez, porém, estando doente e internada, pedi que me chamassem um padre. Era jovem, de cabeça aberta, e já tinha ouvido uma palestra minha, sem que eu o soubesse.
Comecei a confissão em prantos e lhe disse que já sabia que ele não me daria a absolvição por causa de minhas idéias. Foram três horas de conversa. Ele me ouvindo, com toda paciência e amor. Ao final, ele me deu a absolvição e a comunhão. Fiquei perplexa! Perguntei-lhe, então, como ele poderia ter me absolvido se eu não acreditava em vários dogmas da Igreja e tinhas idéias contrárias à Doutrina. Ele me respondeu que eu era uma mulher de fé profunda e uma verdadeira cristã e isto bastava. Terminou contando-me que conhecia meus livros e já estudara em alguns e ouvira uma palestra minha. Disse-me que, nesta palestra, o que mais o fascinou foi a maneira como eu conciliava tão bem a Ciência e a Fé.
Questionei-o ainda sobre a questão dos dogmas e ele me disse que eu era filósofa, pessoa estudiosa, de conhecimento profundo e uma inteligência privilegiada. Como poderia ele impedir-me de pensar? Fiquei mais perplexa ainda!
Se eu fosse enumerar as coisas que condeno e não aceito na Igreja Católica, teria que fazer uma lista e refletir profundamente sobre estas questões. Pretendo fazê-lo um dia em um livro...
Creio na Reencarnação e, por isso, muitos me vêem como espírita. Entretanto, na verdade, sou universalista. O Amor é minha religião.
Não acredito que Jesus se propôs a criar uma Instituição que, com o tempo, mais se distanciaria de tudo que pregou. Ele veio para mostrar-nos o Caminho. Para mim este é o princípio básico de minha existência: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”.
Sei que muitos outros Espíritos Iluminados vieram à Terra, sempre para lembrar-nos do Bem. Eles merecem todo o meu respeito. Mas, creio que Jesus foi o maior de todos, o único homem, de carne e osso, que jamais pecou. Sei que ele me ama como eu o amo e amo o Pai. Sei, também, que, em sua época, a reencarnação era uma crença comum e ele jamais a contestou. Sei que foram os interesses da Igreja, como entidade política, que, na Idade Média, afastou da Igreja esta crença que foi, inclusive, a de grandes filósofos como Platão e Sócrates.
Não quero, absolutamente, entrar em discussões religiosas. Nem sei por que estou a falar sobre tudo isso. Quando me sentei ao computador, não tinha a menor idéia sobre o que escreveria...
Quero voltar à questão do início: diante da grandeza do Universo, sinto-me pequena e ignorante. Tenho minhas “noites da alma”, quando duvido de tudo que penso e creio. Nestes instantes, suplico a Deus, como Inácio Larragñaga: “Senhor, mostra-me o Teu Rosto”!
Mas, parece que Seu Rosto está exatamente no Universo com todas as suas belezas e mistérios.
Sinto que meu coração pulsa no mesmo ritmo das ondas do mar: sístole, diástole, sístole, diástole... Tenho a impressão que todo o ritmo do Universo é a Respiração Divina. E que tudo me leva a Ele, embora não consiga me encaixar em nenhuma religião institucionalizada.

Maria Luiza

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