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domingo, 12 de junho de 2011

GOSTAR DE POESIA...


Poucos amam a poesia! Somente aquelas pessoas especiais, de rara sensibilidade, podem apreciá-la, nela mergulhar e serem levadas às alturas e ao mais porfundo do coração humano.
O que seria a vida sem a poesia? Talvez um triste vazio e pura superficialidade. Sem querer desmerecer aqueles que têm outros talentos, a poesia embeleza a vida, mais do que ela já é e, com certeza, ela não vive na terra. Ela nos carrega com asas e alados podemos voar até onde os mortais comuns não alcançam.
Ah, os poetas! Só eles entendem dos delírios, da beleza que se esconde aos olhos de muitos! Somente eles entendem, mais do que os psicólogos, dos sentimentos humanos.
Aqui neste cantinho, que a internet nos permite, encontram-se os poetas e os espiritualistas. Pessoas que estão acima, muito acima, das questões terra-a-terra.
Amo a todos! Aqui me tocam o coração, me encantam e deslumbram! De todos quero ressaltar duas grandes poetisas: Regina Moon e Marly Bastos. Elas me levam às alturas, me comovem. Muitas vezes, choro ao ler suas poesias, pois elas têm o poder e o talento de achar as palavras certas para os mais intensos sentimentos! Eu as invejo, no bom sentido, por amar tanto o que escrevem com a beleza que só as grandes almas podem enxergar.
Sou pura emoção, pura sensibilidade! Por isso tenho sido criticada por muitos, pois não possuo a praticidade, que dizem ser característica dos taurinos.
Eu me alimento de poesia e nesse dia dos namorados quero agradecer a todos os poetas que me permitem, sem um namorado, estar permanentemente enamorada da vida.

Maria Luiza

O POÇO


Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achaste
pelas profunduras da tua existência.


Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?


Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.


Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.


Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.


Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres


Pablo Neruda

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