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domingo, 18 de setembro de 2011

CONTRASTE



Não faço mais poesia,
perdi todo sentimento.
Acho até que é heresia
ficar com essa mania
de curtir em verso e prosa
tanta dor e sofrimento.


O bom é cantar o amor
e versejar sobre a paz,
sentir no corpo o calor
trocado com tanto ardor
pois amar nunca é demais!


O bom é ver o amanhã
despertando de mansinho,
sentir aquele carinho
de fazer arrepiar!
Roçar o corpo quentinho
de alguém falando baixinho:
- fique comigo, não vá!


Antonio Manoel Abreu Sardenberg
São Fidélis "Cidade Poema"



A PAZ É MEU ABRIGO


"Explica-nos o ideal que o senhor defende para que seu povo chegue à paz", questionou o primeiro advogado. Gandhi respondeu:
— O caminho da paz é o caminho da verdade. Ser honesto é ainda mais importante do que ser pacífico. A mentira é a mãe da violência. Um homem sincero não pode permanecer violento por muito tempo. Ele vai perceber, no curso de sua busca, que não há necessidade disso, como vai descobrir também que enquanto houver nele o menor vestígio de violência não conseguirá encontrar a verdade que está procurando.

— "Mas como evitar isso, uma vez que todos os investimentos das nações poderosas são exatamente em armamentos pesados?"— Se não houvesse ganância — respondeu Gandhi — não haveria oportunidade para os armamentos. O princípio da não-violência exige uma completa abstenção da exploração por qualquer forma. Assim que o espírito de exploração desaparecer, os armamentos serão sentidos como um fardo insuportável. O verdadeiro desarmamento só vai ocorrer quando as nações do mundo deixarem de explorar umas às outras.

Incomodados com as respostas seguras do homem franzino que ali se postava com dignidade, os advogados começaram a se impacientar com a riqueza de argumentos apresentados. Gandhi, sentindo a mudança do humor no ambiente, falou com tranquilidade.
— No momento em que vivemos, embora o credo nacional seja de não-violência, parecemos estar descambando para a violência.
A impaciência impregna toda a atmosfera. Estamo-nos abstendo da agressão somente por causa de nossa fraqueza. O que queremos é uma renúncia deliberada da violência, o que vai ocorrer quando compreendermos que, apesar da aparente supremacia dos violentos estados de ânimo, é a força moral que governa o universo. Só assim para nos dedicarmos à paz com uma fé total em suas possibilidades ilimitadas.

Na tentativa desesperada de manterem o controle emocional da situação, os indagadores perguntaram, então, qual deveria ser o perfil do homem pacífico, ao que o prisioneiro respondeu: — O mensageiro da harmonia deve ter uma fé intensa na paz, e isso é impossível sem uma fé profunda em Deus. Se não for pelo amor que sente pelo Criador, ele não terá a coragem de morrer sem raiva, sem medo e sem retaliação. Essa coragem provém da convicção de que Deus habita nos corações de todos nós e de que não deve haver medo na presença d'Ele.

Prosseguindo em sua fala, ele acrescentou:— O tarefeiro da paz deve ter igual consideração por todas as religiões do mundo, além de sustentar um caráter irrepreensível e ser conhecido por sua rigorosa imparcialidade. De um modo geral, onde ele sentir que pode haver uma tempestade iminente, não vai esperar que a conflagração se torne um fato concreto. Tentará resolver o problema antecipadamente. Por fim, o homem de bem procurará ter tempo de folga suficiente para cultivar relações amistosas com as pessoas, a fim de contagiá-las com o sentimento da pacificação.

Fim da palestra, os homens deixaram a cadeia, mantendo lá, por mais algum tempo, o tecelão. Sob o abrigo da paz interior, Gandhi seguiu orando, na convicção de que a nâo-violência exigia-lhe vigilância integral das emoções, a fim de que se tornasse possível conjugar, ao mesmo tempo, a coragem de se autodescobrir e a força moral de agir pacificamente, em favor da libertação de seu povo.

Entrevista com Gandhi

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