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terça-feira, 20 de setembro de 2011

SOBRE O AMOR, ROSAS E ESPINHOS...



Amor que é amor dura a vida inteira. Se não durou é porque nunca foi amor.
O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições.
Sem perdão não há amor.
Diga-me quem você mais perdoou na vida,
e eu então saberei dizer quem você mais amou.
O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão.
Você o percebe no momento
em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz:
"Mesmo fazendo tudo errado eu não sei viver sem você.
Eu não posso ser nem a metade do que sou
se você não estiver por perto."
O amor nos possibilita enxergar lugares do nosso coração
que sozinhos jamais poderíamos enxergar.
O poeta soube traduzir bem quando disse:
"Se eu não te amasse tanto assim,
talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão.
Se eu não te amasse tanto assim talvez não visse flores por onde eu vi,
dentro do meu coração!"
Bonito isso. Enxergar sonhos que antes eu não saberia ver sozinho.
Enxergar só porque o outro me emprestou os olhos ,
socorreu-me em minha cegueira. Eu possuia e não sabia.
O outro me apontou, me deu a chave, me entregou a senha.
Coisas que Jesus fazia o tempo todo.
Apontava jardins secretos em aparentes desertos.
Na aridez do coração de Madalena, Jesus encontrou orquídeas preciosas.
Fez vê-las e chamou a atenção
para a necessidade de cultivá-las.
Fico pensando que evangelizar talvez seja isso:
descobrir jardins em lugares que consideramos impróprios.
Os jardineiros sabem disso. Amam as flores e por isso cuidam de cada detalhe,
porque sabem que não há amor fora da experiência do cuidado.
A cada dia, o jardineiro perdoa as suas roseiras.
Sabe identificar que a ausência de flores não significa a morte absoluta,
mas o repouso do preparo.
Quem não souber viver o silêncio da preparação não terá o que florir depois...
Precisamos aprender isso. Olhar para aquele que nos magoou,
e descobrir que as roseiras não dão flores fora do tempo, nem tampouco fora do cultivo.
Se não há flores, talvez seja porque ainda não tenha chegado a hora de florir.
Cada roseira tem seu estatuto, suas regras...
Se não há flores, talvez seja porque até então ninguém
tenha dado a atenção necessária para o cultivo daquela roseira.
A vida requer cuidado. Os amores também.
Flores e espinhos são belezas que se dão juntas.
Não queira uma só. Elas não sabem viver sozinhas...
Quem quiser levar a rosa para sua vida,
terá que saber que com ela vão inúmeros espinhos.
Mas não se preocupe. A beleza da roza vale o incômodo dos espinhos... ou não.

Pe. Fábio de Melo

COMO APRENDI A VIVIR...


¿Qué cómo aprendí a vivir, y cuándo aprendí a querer?
¿Qué cómo aprendí a sufrir?.
¿Cuándo?
¿Cómo?...
si, lo sé.
Pero...

Aprendí a mirar las estrellas, alumbrando mis sueños con ellas.
A mirar los colores de la montaña y a sentir el sabor del silencio.
Aprendí a encender vagas ilusiones y a escuchar hablar mi corazón,con palabras calladas, con matices y mil sensaciones.

Cuando un día, el dolor tomó mi mano, conocí de frente a la tristeza,
la pena y el llanto me persiguen, al sentir mi realidad la única en mi vida.
La soledad, querida compañera, la que con tanto miedo rechazaba,
me mostró la paz y la armonía de los momentos que con ella sobrevivo.

Comprendí, el sentido de las vivencias, del amor y el desamor.
habiendo sentido la alegría y la tristeza... y no sé que fue mejor.
Aprendí el valor de la paciencia, a tratar de calmar mi ira, con el tiempo, duramente carcomida,
y a llenar con mares de desesperanza, las zonas más oscuras de mi vida.

Es así, queridos todos, que aprendí a vivir.


Domingo Mario

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