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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

CAIRBAR SCHUTEL



Cairbar Schutel nasceu há 143 anos, no dia 22 de setembro
de 1868. Carioca, destacou-se na vida pública em Matão (SP),
onde fundou o Centro Espírita Amantes da Pobreza, o jornal
O Clarim e a Revista Internacional de Espiritismo, uma
publicação de renome internacional.

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO
Londrina, PR

O sentimento e a sabedoria – assevera Emmanuel – são as duas asas com que a alma se elevará para a perfeição infinita. No círculo acanhado do orbe terrestre, eles são classificados como adiantamento moral e adiantamento intelectual, ambos igualmente imprescindíveis ao progresso.

Como Cairbar Schutel se enquadra na definição citada?

No tocante à área do sentimento – ou do adiantamento moral – ninguém que acompanha o Movimento Espírita
pode ignorar a estatura moral de Cairbar Schutel, o homem cordial, o amigo dos pobres e dos enfermos, a quem curava não somente as mazelas do corpo, mas as enfermidades da alma.


Amante da natureza, é conhecido o amor que Cairbar nutria pelos animais. Nhonhô, o gato que fora sacrificado por Cairbar após uma briga, olhava-o atentamente quando Cairbar escrevia.



Cabrito, seu último cavalo, aposentado por Cairbar quando comprou seu primeiro carro, recebia tanto carinho do dono que, momentos antes de morrer, veio despedir-se do protetor e amigo.

Os cães Rolf e Leão, dois espécimes dinamarqueses, sentavam-se à mesa e eram servidos em primeiro lugar por seu dono. Rolf, aliás, adorava pastéis e ovos cozidos, embora sua preferência fosse mesmo sorvete. E gostava também de passear de carro nas visitas que Cairbar fazia aos doentes, ocasião em que, sentado no banco traseiro, parecia um fidalgo.

Na assistência aos obsidiados e aos enfermos de toda ordem que chegavam a Matão, o zelo de Cairbar chegava a ponto de levá-los para a sua própria casa, onde construíra alguns quartos nos fundos do terreno, exatamente para poder acolhê-los e assisti-los.

No tocante à área da sabedoria – ou do adiantamento intelectual – existe uma faceta da obra de Cairbar que tem sido pouco enfatizada pelos biógrafos.

Evidentemente, ninguém desconhece o trabalho do Cairbar-jornalista, fundador d’ O Clarim e da Revista Internacional de Espiritismo e pioneiro da divulgação espírita por intermédio do rádio; do Cairbar-orador e polemista vibrante; do Cairbar-escritor, autor de 17 livros dentre os quais quem poderia ignorar “Parábolas e Ensinos de Jesus”, “Vida e Atos dos Apóstolos”, “O Espírito do Cristianismo”, “Espiritismo para as crianças” e tantos outros indispensáveis aos que pretendem ter uma sólida formação espírita? (A lista completa dos 17 livros de Cairbar figura na última página de “Médiuns e Mediunidade”.)

Pouco se fala, porém, da profundidade e mesmo do pioneirismo com que Cairbar examinou vários assuntos relacionados com a prática da mediunidade e as condições da vida no Outro Mundo, algo que era confinado a poucas pessoas antes da eclosão, na década de 40, da Série Nosso Lar. Como se sabe, Cairbar desencarnou em janeiro de 1938.

O confrade Antenor de Souza, recentemente falecido, diz que em 1944, quando foi lançada a 1a edição do livro Nosso Lar, de André Luiz, muitos confrades de relevo deste país, como Leopoldo Machado, tiveram muitas dúvidas pertinentes a aspectos da vida espiritual que lhes pareceram, naquele momento, algo absolutamente inédito na literatura espírita, embora Cairbar Schutel já houvesse tratado do assunto 12 anos antes.

Eis na seqüência alguns exemplos do que acabamos de relatar.

Observações pertinentes à prática mediúnica

Do livro “Médiuns e Mediunidade”:

Sobre a influência do meio na reunião mediúnica – As comunicações com os Espíritos exigem muito recato, muito respeito, muita civilidade e muito recolhimento. O meio exerce ação considerável para o bom êxito das sessões. Jesus estava acompanhado de três apóstolos no episódio do monte Tabor. Em Betsaida (Marcos, 8:22), ele conduziu o cego fora da aldeia antes de curá-lo. Fato idêntico ocorreu com o homem surdo e gago, que Jesus tirou da multidão e atendeu à parte (Marcos, 7:32), e com a filha de Jairo (Mateus, 9:18). (Médiuns e Mediunidade, pp. 73 e 74.)

Apelo à privacidade das sessões mediúnicas – As sessões práticas devem ser privativas, com número reduzido de assistentes convencionados e assíduos, porque elementos estranhos prejudicam o resultado dos trabalhos. Não se concebe, pois, a realização de sessões mediúnicas públicas, com portas abertas, sem circunspecção e critério exigidos para a prática mediúnica. (Obra citada, pp. 53 e 72.)

Deveres que competem aos médiuns – Primeiramente, estudar, porque o estudo preparatório dos médiuns é indispensável ao exercício da mediunidade. Os médiuns necessitam ter, ainda, muita persistência, muita paciência, muita perseverança nas reuniões e nos estudos, para melhor se relacionarem com o mundo invisível. (Obra citada, pp. 75 e 76.)

Uma advertência pertinente ao diálogo com os desencarnados – Convém deixar o Espírito comunicante falar. (Obra citada, p. 53.)

O recinto das sessões mediúnicas – As sessões requerem um ambiente de semi-obscuridade ou iluminado com uma lâmpada vermelha com luz fraca. (Obra citada, p. 51.) (N.R.: Ver Novo Tesouro da Juventude, vol. 1, pág. 167.)

Descrição sobre a vida no Outro Mundo

Do livro “A Vida no Outro Mundo”:

Os diversos planos do Mundo Espiritual – Há no Outro Mundo diversos planos de existência, e não poderia ser de outro modo, porque os Espíritos, revestidos de seu corpo espiritual, não podem viver num meio que não esteja de acordo com sua vestimenta espiritual, que vibra sempre ao ritmo da elevação de cada um, em sabedoria e moralidade. Uma região isenta de oxigênio seria hostil a Espíritos ainda necessitados de oxigênio. Os círculos que envolvem a Terra se diferenciam pela fluidez da matéria que os compõe. (A Vida no Outro Mundo, pp. 82, 83, 85 e 107.)

Semelhanças entre o nosso plano e o plano espiritual – O primeiro plano do Mundo Espiritual é bem parecido com o plano terráqueo. Pode-se dizer que o nosso plano aqui na Terra é uma cópia materializada desse plano, o que explica a existência ali de habitações semelhantes às nossas. (Obra citada, pp. 87 a 89.)

As obras e os estudiosos que tratam do assunto – Mais de um livro ou autor fala sobre a existência de cidades, casas, hospitais, templos e palácios no Outro Mundo. Conan Doyle menciona em seu livro “História do Espiritismo” vários casos, a exemplo de sir Oliver Lodge, Carl du Prel, Swedenborg, Winifred Moyes e Lilian Walbrook. (Obra citada, pp. 54, 56, 57, 78, 92, 95, 96, 97, 102 e 103.)

Os alimentos no plano espiritual – Nas mensagens transcritas por Conan Doyle, além da referência à existência de casas lindas e flores, um dos comunicantes fala do alimento utilizado no plano em que vivia, o qual não se parece com o nosso porque é muito mais agradável e delicado. (Obra citada, pp. 95 a 97.)

O que Swedenborg revelou – Nas obras do grande vidente sueco faz-se menção a casas, templos, salões, palácios. As crianças são bem recebidas no Outro Mundo, sejam ou não batizadas, e ali elas crescem cuidadas por mulheres jovens, até que lhes apareçam suas mães verdadeiras. (Obra citada, pp. 98 a 100.)

Como é o trabalho no plano espiritual – Extraída do livro “O Caso de Lester Coltman”, de Lilian Walbrook, eis parte da mensagem dada por Coltman: “Meu trabalho continua aqui como se iniciou na Terra, ou seja, no terreno científico. Para progredir em meus estudos, visito freqüentemente um laboratório, onde encontro facilidades tão completas como extraordinárias para a realização de experiências. Tenho casa própria, verdadeiramente bela, com uma grande biblioteca, na qual existe toda a classe de livros de consulta: históricos, científicos, de Medicina, e de todos os gêneros da Literatura. Para nós, estes livros são tão interessantes como para vós, os da Terra. Tenho uma sala de música com toda a sorte de instrumentos. Tenho quadros de rara beleza e móveis de gosto apurado.” Na seqüência, Lester Coltman refere-se a uma paisagem extraordinariamente bela que ele podia descortinar de suas janelas e diz haver ali magníficas escolas para instrução dos Espíritos de crianças. (Obra citada, pp. 93 a 95.)

O destino do homem além da morte – Eis o que Cairbar escreveu sobre o destino das criaturas humanas: “O túmulo não é o ponto final da existência. Nosso destino é grandioso. Existem mundos de luz, onde reina a verdade; mundos que serão nossas futuras moradas! Assim como o progresso caracteriza perfeitamente a evolução gradativa do nosso planeta, que será um dia paraíso terrenal, assim também essa Lei inflexível, que rege os mundos que se balouçam no Éter, nos prepara moradas felizes, dispersas na Casa de Deus, que é o Cosmo infinito.

“Tenhamos fé e estudemos! Ignoramos? Progridamos! Porque do estudo e da pesquisa vem a verdade que esclarece a inteligência, e, desta, a evolução espiritual, que nos guinda às alturas, para compreendermos as coisas do Espírito, coisas que Deus reserva para todos os que procuram crescer no Seu conhecimento e na Sua graça. Que as luzes da caridade, que vamos conquistando, nos ilumine toda a Ciência, toda a Religião, toda a Filosofia, para podermos, com justos títulos, observar as magnificências do Universo e cientificar-nos da imortalidade e da Eternidade da Vida.” (“A Vida no Outro Mundo”, de Cairbar Schutel, 5a edição, 1978, pág. 126.)

ANIVERSÁRIO DE ALLAN KARDEC


Ele surgiu com bases racionais, em critérios de bom senso e discernimento. Fruto da observação de leis naturais, apresentado em formato pedagógico incomparável – seja na sequência dos capítulos e assuntos ou pela didática de sua estrutura –, o fato real conclusivo é que é fonte inesgotável de conhecimentos, tendo se desdobrado em outras obras e continua jorrando como fonte de pesquisa, inspiração, estudos, debates, mantendo-se inatacável em sua atualidade e perfeita coerência com as conquistas da ciência e os mais exigentes questionamentos da filosofia e da religião.
Com extraordinária Introdução e notável Conclusão, cuja leitura e estudo não devem ser dispensados, é obra de síntese, compacta, justamente ensejando no tempo desdobramentos que não se esgotam, que pode analisar e estudar qualquer tema das questões humanas, seja das conquistas da ciência ou nos mais acalorados debates filosóficos e religiosos. Sua estrutura e conteúdo são de tal envergadura moral-filosófica e científica, totalmente embasados em leis naturais que quanto mais o tempo passa mais atual ele se torna, pois as conquistas humanas simplesmente confirmam seu conteúdo. É que nossas descobertas e amadurecimento vão propiciando enxergar os detalhes das entrelinhas, já delineados desde sua publicação.

Por evidente, falamos de O Livro dos Espíritos, lançado em 18 de abril de 1857, por Allan Kardec, pseudônimo do célebre e respeitado professor francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, que nasceu em Lion no dia 3 de outubro de 1804, cujo aniversário, coincidentemente, comemoramos nessa primeira semana de outubro.
Seu centenário, em 1957, e sesquicentenário, em 2007, foram alvo de inúmeras manifestações carinhosas de gratidão, eventos e providências de vulto que buscaram destacar a obra. Agora, 154 anos depois, a obra é homenageada no cinema com O Filme dos Espíritos, justamente lançado na semana em que se comemora o aniversário de Allan Kardec. Nada mais justo e oportuno, para divulgar a obra e seu organizador.

A espinha dorsal do filme é inspirada em evento real de personagem que, à época de Kardec, separa-se da esposa querida, pelo fenômeno biológico da morte, e, desesperado, tenta a morte frente ao inevitável da separação. Aí depara-se com O Livro dos Espíritos, que lhe salva a vida e o faz ver a própria existência sob o prisma da esperança e de explicações racionais que lhe descortinam outro panorama. Adaptado à realidade atual, a situação é agora mostrada nas telas do cinema, alcançando de maneira global o grande público, assim como aconteceu com outras produções recentes do gênero.
Finalmente, com alegria e gratidão, vemos a monumental obra O Livro dos Espíritos, homenageada no cinema. Nada mais natural. O progresso das ideias, o “derrubar” dos preconceitos, o amadurecimento da mentalidade humana, só podiam mesmo resultar nesse espaço de grande alcance popular, para despertar o ser humano diante de sua própria realidade de ser imortal destinado à felicidade, alcançando e somando valores morais essenciais à harmonia dos relacionamentos e à construção da paz.
É momento, pois, de apoiar maciçamente a iniciativa, lotando os cinemas, motivando caravanas, somando esforços no despertar da mídia para o importante instante da Doutrina Espírita, que está no ar. Afinal, o conteúdo espírita é farol a iluminar os caminhos humanos.
A estréia é nesta sexta, 7 de outubro, nas capitais e outras poucas cidades. Matão está entre elas. Todavia, o sucesso de público no fim de semana pode significar que a exibição permaneça por muitas semanas em cartaz e despertando o interesse das redes exibidoras para todo o país.
Pensemos bem nos benefícios que podem advir da simples presença maciça no cinema nos primeiros dias de exibição.
Saiba mais sobre o filme. Pesquise e motive. André Marouço, diretor do filme, foi entrevistado pela RIE – Revista Internacional de Espiritismo, edição de setembro de 2011, e também pela revista eletrônica O consolador –
www.oconsolador.com , edição 228, de 25 de setembro de 2011.
Peço ao leitor amigo, espalhar essa notícia durante a semana. Minha gratidão!

contato: orsonpeter92@gmail.com
blog: http://orsonpetercarrara.blogspot.com/

CONTRÁRIOS



Só quem já provou a dor
Quem sofreu, se amargurou
Viu a cruz e a vida em tons reais
Quem no certo procurou
Mas no errado se perdeu
Precisou saber recomeçar
Só quem já perdeu na vida sabe o que é ganhar
Porque encontrou na derrota algum motivo pra lutar
E assim viu no outono a primavera
Descobriu que é no conflito que a vida faz crescer
Que o verso tem reverso
Que o direito tem um avesso
Que o de graça tem seu preço
Que a vida tem contrários
E a saudade é um lugar
Que só chega quem amou
E o ódio é uma forma tão estranha de amar
Que o perto tem distâncias
Que esquerdo tem direito
Que a resposta tem pergunta
E o problema solução
E que o amor começa aqui
No contrário que há em mim
E a sombra só existe quando brilha alguma luz.
Só quem soube duvidar
Pôde enfim acreditar
Viu sem ver e amou sem aprisionar
Quem no pouco se encontrou
Aprendeu multiplicar
Descobriu o dom de eternizar
Só quem perdoou na vida sabe o que é amar
Porque aprendeu que o amor só é amor
Se já provou alguma dor
E assim viu grandeza na miséria
Descobriu que é no limite
Que o amor pode nascer

Fábio de Melo

CACHOEIRA E PAZ





Sintam a beleza, respirem e ouçam o som delicioso. Isso lhe fará um bem enorme. O vídeo foi feito por um amigo, em Minas Gerais, Brasil.

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