BOAS VINDAS

Seja bem vindo! Espero que aqui encontre alento, beleza, amor e paz! E que possa espalhar isto para o mundo, que vive tão sedento de tudo isto.



Pesquisar este blog

Seguidores

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

PENSAMENTO DO DIA


Dor que não recebeu o abrigo da palavra corre o risco de virar amargura.

Pe. Fábio de Melo

TRIUNFO DA VIDA



O exagerado culto aos mortos é tão pernicioso para os Espíritos, quanto o da personalidade aos vivos. Herança atávica das culturas primitivas, é uma forma de tornar suportável a ausência dos seres amados que a desencarnação arrebatou do convívio físico.
Desde o velório ao embalsamamento, quando tal ocorre, às cerimônias fúnebres e destas ao sepultamento com a agravante da construção de túmulos pomposos e monumentos de arte para os despojos cadavéricos, toda uma engrenagem complicada e inócua para o desencarnado se faz movimentar, mais para agradar aos desejos e caprichos dos que ficaram, que, propriamente, em favor do bem e da paz de quem partiu...

Remanescência do egoísmo que tudo compele para si e para os seus, embora ninguém e coisa alguma, a outrem, realmente, pertença, mistifica-se a realidade da morte com os contributos, as fórmulas e as usanças humanos que nada mais conseguem fazer, além de iludir aqueles que os promovem.

Há quem contraia dívidas e envolva-se em problemas dispensáveis, a fim de dar "sepultamento condigno" aos seus afetos, complicando o próprio futuro, de certo modo, porém, autopromovendo-se e realizando-se, mediante esse mecanismo de transferência.

Não cessam aí as preocupações com os chamados extintos. Elas prosseguem, através das cerimônias religiosas, vazias de conteúdo e ricas de forma; das visitas às tumbas que são sempre adornadas; das homenagens à memória e à personalidade; das evocações laudatórias e dos exagerados comentários sobre as virtudes e os predicados, de quem, possivelmente, não viveu além dos limites dos próprios interesses ou passou desconsiderado por aqueles mesmos que ora o exaltam.
São esses, de certo modo, fenômenos de evasão emocional dos homens, evitando analisar e compreender o inevitável fator biológico da morte orgânica, que temem e detestam.

Neurotizando-se pelo medo da desencarnação ou vitimados pela saudade exagerada dos que se transferiram do corpo, os homens, desarmados espiritualmente para adaptar-se a uma ou outra circunstância, evitam penetrar no conhecimento da vida-além-túmulo, embora, na maioria dos casos, estejam vinculados ao Espiritualismo, numa qualquer das suas várias correntes.

Por esses dramas, o da consciência aturdida e o da ignorância sobre a vida espiritual, respondem o formalismo religioso e a sua ortodoxia, ricos de rituais e cerimônias complexos e esvaziados de esclarecimentos e iluminação das mentes.

É certo que, não se justificando essa forma de culto aos mortos, venha-se a atingir uma conduta de indiferença, que poderá ser confundida com a ingratidão.

A lembrança carinhosa e a saudade nobre emitem ondas de ternura e vibrações de afeto que alcançam os que desencarnaram, sensibilizando-os, tanto quanto a oração intercessória, a ação da beneficência pensando neles os estimulam ao crescimento espiritual ou os despertam para a realidade em que estagiam.

Também amam e sofrem as emoções daqueles de quem se separaram fisicamente, os Espíritos afetuosos. A morte a ninguém liberta dos sentimentos cultivados, proporcionando, quase sempre, recrudescimento deles ou mesmo a liberação das formas do relacionamento emocional. Graças a isso, de acordo com as circunstâncias, prosseguem em convivência psíquica com os familiares e amigos, os desafetos e adversários...

Morrer não significa apagar a consciência, anular a memória, destruir os sentimentos. Assim, morrer, nem sempre é liberar, porquanto se prossegue além da morte conforme se viveu antes, vinculado aos mesmos interesses e impressões, necessidades e anseios. Não são, portanto úteis, aos que desencarnam, os tributos aos seus despojos corporais.

Merece que se tenha em mente, em relação aos desencarnados, a oportuna e clara referência do ser angélico às mulheres que foram visitar Jesus no sepulcro, levando-Lhe unguento e pejadas de saúdades: - "Ele não está aqui!" Logo depois, refletindo toda a Sua grandeza, ei-Lo aparecendo a Maria de Magdala, reafirmando o triunfo da vida sobre a morte, em excelsa imortalidade.

Publicado por Romeu Leonilo Wagner em 25 outubro 2011 às 9:07 em Artigos Espíritas
Fonte:
comunidadeespirita.com.br; por Aristides Spínola.

REFLEXÃO


Estou certo de que estava aqui, como estou agora, mil vezes antes e espero retornar mil vezes... A alma dos homem é como a água, vem do céu e sobe para o céu, para depois voltar a Terra, em um eterno ir e vir".

Goethe

ALGUMAS DE MINHAS OBRAS

MEU MAIS NOVO LIVRO

MEU MAIS NOVO LIVRO