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sábado, 5 de novembro de 2011

EL IMAGINARIO MUNDO DE MIS SUEÑOS



(Es allí donde vives cada instante de mi existencia, sin tu saberlo…)


En criptas espaciales de silencios…
En luces con reflejos sin trayectos…
En voces que enmudecen lo deseado…
En el tiempo sin tiempo de mi espera…
En el Amor Celestial e imaginado…
En cada movimiento de los astros…
Con la primera luz y con la última sombra…
Te sueño y Amo…

En los reflejos de la nueva aurora…
En el crepúsculo que la luz devora...
En la paz de los lagos
y en la fuerza de mares
mi palabra te nombra…

Se adormece en mi mente
el vivir a tu sombra,
y en las sombras refractas
la ilusión de una aurora.

Primera luz…
Ultimo reflejo…
Hielos de fuego…
Amor secreto…
Esa es tu imagen
dentro mis sueños…

En este mundo de irrealidades,
que son mis sueños,
te Amo en un vuelo de luz…
Eterno…

Te Amo con rosas
y con caricias…
Te amo con besos
y con los celos
que no imaginas…

Te Amo en el grito
de mil silencios
que me recuerda,
que “no comparto”
lo que yo quiero…
Y así me alejo
para no verlo.

Veo en mis sueños
que tu alma fría
busca mi fuego…
Y al querer darlo
desaparece
en las distancias
de desencuentros.

Siento tus labios
rozar los míos
y sin embargo
sé que no es cierto…
Es cuando muero…
Lento…
Muy lento…
En la tristeza del
desconsuelo.

Eres el lampo, con sus secretos,
que nada sabe de lo imperfecto.

Eres imagen y eres reflejo…

Eres la calma y mis deseos…

Eres el frío
que arde por dentro
en llamaradas que
lentamente…
Queman mi alma…
Dentro …
Muy dentro…
Y allí me quedo,
aunque muriendo.

De tanto Amarte
e imaginarte,
ya no comprendo
lo verdadero.

Solo una cosa
es la que entiendo:
Y es…
¡Que Te Quiero…!

Incontenibles olas de vientos
se arremolinan en mi cerebro…
Y en esos vientos,
oigo tu nombre,
y siento el pecho
que se me parte,
cuando comprendo
que no te tengo…

Extiendo entonces manos de ideas
y te acaricio,
mientras te beso,
y te confieso
con voz pausada,
junto al oído,
¡cuánto te quiero…!

¡Este es mi todo…!
¡Mundo de ensueño…!

Silencios de inmensidad…
Luces lejanas…
Caricias de cuerpos… Besar de almas…
Amor real… Amor sin trampas…
Profundidades que no se alcanzan…
Besos de sueños sobre la almohada…
Amor de sombras sobre una cama…
Grandes silencios…
Besos que anhelan ser un mañana...
Si tu soñaras como yo sueño…
¡Y así volaras…!
Pero comprendo que no lo hagas…
Sigue en la tierra que es tu morada.

No es tan sublime
volar tan alto.
Se apaga el aire…
¡Queman las llamas …!

Porque por mucho que te elevaras
siguen pegadas sobre esta tierra
tus pies y plantas.
Y cuando vuelves de tal distancia
es un infierno lo que te abraza.

Es mi destino vivir mi mundo…
Mundo de sueños…
Fuera del tiempo y del espacio…

¡Es que te Amo…!
No me despiertes si no me amas…
¡Deja que sueñe,
aunque sea en vano ...!
Así te veo… cada mañana…
Estoy pegado sobre la tierra,
pero tu imagen, me eleva el alma…
¡Es, que te Amo…!

AUDROC

É BOM SER SEMELHANTE A DEUS?



Quando Deus criou o homem, plasmou-o do barro da terra e modelou-o conforme sua imagem e semelhança. Fez isso motivado pela plenitude do próprio ser e transbordamento de seu amor - como sugere Santo Agostinho? Ou por boa vontade, ousadia ou risco calculado? Ninguém sabe. Pouco importa.
O fato é que, da percepção que o homem foi elaborando de si mesmo, e que, em muitos casos, deriva de sua crença nas palavras bíblicas, decorrem supostas atribuições que têm pesado ao longo de sua história pessoal. Às vezes, nem sempre a seu favor. Quero destacar uma delas: a que o torna também criador, participante, portanto, deste atributo divino.
Este poder encantou o homem de tal maneira que, como criança ingênua e curiosa, começou a violar todas as caixas de Pandora, libertando muitos perigos antes desconhecidos, deixando-os soltos a ameaçar sua sobrevivência e a de seus semelhantes.
Inebriado, acreditou-se capaz de refazer o mistério da criação, sem, contudo, conseguir vislumbrar as conseqüências de sua ousadia, pois lhe falta a visão de conjunto. Esqueceu-se talvez de um detalhe, que faz a diferença: quando Deus cria, mantém-se inalterado em sua essência; quando o homem cria, modifica-se a sua constituição, como se algo lhe fosse arrancado. Sendo assim, estranhamente, passa a depender de sua criatura, muitas vezes até, idolatrando-a.
Não é o que acontece, quando gera um filho? Um filho é produto de uma cerrada teia de relações. E essa teia, só faz desenvolver-se com o tempo. E esse “criador-aprendiz-de-feiticeiro” se enreda com a criatura, confundindo-se com ela numa única e mesma trama.
O homem se deslumbra com suas criações, inclusive com as que fazem de si próprio. Vive admirando-se, como Narciso. Constrói sua existência, acreditando piamente nas idéias que forma a seu respeito. Assim, tudo o quer é acumular coisas e imagens, das quais, depois, não consegue se libertar. A literatura de ficção e principalmente o cinema têm abordado o tema de forma exaustiva. Quem nunca ouviu falar de O Médico e o Monstro, King Kong, o Retrato de Dorian Gray? Sem contar outros tipos de criação como os de natureza jurídica e social, que acabam por engessar os movimentos dos próprios criadores.
Bem diferente do verdadeiro criador que se conserva idêntico a si mesmo, em todas as circunstâncias: ele dá o primeiro impulso e deixa que a obra criada siga o seu caminho. O homem, ao contrário, apega-se às suas criações e vive acalentado pela agradável crença de que é muito especial na hierarquia dos seres. Em sua desmesurada ambição, sempre quis, ao longo dos séculos, mais e mais poderes para se igualar a Deus. A mitologia de alguns povos antigos mostra de maneira figurada e plástica a constante luta de homens e deuses, para suplantarem uns aos outros.
O termo semelhante é da família de assimilar ou assemelhar (=tornar semelhante, parecido, incorporar características, estilos, etc.). “Semelhante a”, portanto, diz-se de algo ou de alguém que tenha incorporado a si qualidades, atributos, formas, maneiras, modos de ser, de existir de outro, convertendo tudo isso em substância própria. Ser semelhante a Deus equivale, então, a dizer que o homem ao ser criado por ele, recebeu atributos que, antes, somente a ele pertenciam. Daí o homem passa a assimilá-los à sua constituição num processo de atualização constante. A rigor, o resultado desse processo é que o torna semelhante a Deus e não apenas, o ter recebido alguns atributos divinos, entre os quais o de criar.
Entretanto, ser semelhante a Deus neste particular poder de criar, implica conseqüências para nós:

 Construímos imagem própria e a projetamos;
 Produzimos coisas;
 Geramos descendência: como pais, filhos; como professores, alunos; como líderes, seguidores.

Por que nos preocupar com as nossas “criaturas”? Em primeiro lugar porque, se somos criadores como o nosso criador, temos de ser coerentes como a nossa matriz. Depois, porque tudo o que criamos passa a depender de nós e tem expectativas a nosso respeito. Se somos líderes, esperam clarividência, respeito e orientação. Se professores, ciência, e, mais que isso: o saber e os valores transitados na relação educativa. Se pais, segurança, afetividade, largueza de coração, franqueza no trato e presença constante. Se autoridade, o exemplo que arrasta, a retidão de conduta, a ética, a humildade, a paciência, a disponibilidade e a abertura para os outros.

Do que se vê, a conclusão é: ser semelhante a Deus pode ser bom, mas é duro e pesado. E é muito bom não nos vangloriarmos de algo que temos a certeza de possuir, mas sem saber exatamente por que, remetendo-nos sempre à dúvida inicial.


Valter de Araujo

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