BOAS VINDAS

Seja bem vindo! Espero que aqui encontre alento, beleza, amor e paz! E que possa espalhar isto para o mundo, que vive tão sedento de tudo isto.



Pesquisar este blog

Seguidores

sábado, 12 de novembro de 2011

O GUARDADOR DE REBANHOS


Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.
Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.
Com um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes,
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.
E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita coisa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva toda.

Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas ideias,
Eu olhando para as minhas ideias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende.
Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predilecta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer coisa natural

Por exemplo, a árvore antiga
À sombra da qual quando crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente
Com a manga do bibe riscado.


Fernando Pessoa (Alberto Caiero)

DIANTE DA VELHICE



Divino Amigo, diante do natural declínio das forças que nos sustentam a vida no corpo físico, não nos deixes pensar na morte como sendo o ocaso da existência...
Nem nos confies à inutilidade, como se nada mais nos restasse a fazer, a não ser cruzar os braços.
A velhice no corpo é abençoado estágio para o espírito a caminho da vida Imortal!
Que os homens, nossos irmãos, saibam envelhecer com dignidade, legando aos que haverão de sucedê-los os melhores exemplos de bondade e caráter.
Quanto mais belo o entardecer, mais magnífico é o despontar de novo dia.
A sombra existe para que a luz ainda mais se mostre em esplendor.
O espírito de quem vive em função do bem não envelhece nunca.
A velhice, portanto, é a idade da Sabedoria, que, por sua vez, é a fonte da eterna juventude!


Livro: Preces e Orações – Médium: Carlos A. Baccelli - Espírito: Irmão José

ALEGRIA

TUDO PASSA...

REFLEXÃO


O conhecimento é um substituto falso da sabedoria
A pessoa adormecida no máximo pode sonhar que está acordada.

Mas isso também é um sonho. Esse sonho é conhecimento. A pessoa que está adormecida e pensa que sabe... Isso é conhecimento.

Mas a pessoa que realmente desperta - é sabedoria. O conhecimento é um substituto falso, plástico, da sabedoria.

Osho, em "The Book of Wisdom"

ALGUMAS DE MINHAS OBRAS

MEU MAIS NOVO LIVRO

MEU MAIS NOVO LIVRO