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sábado, 19 de novembro de 2011

NA HORA DA FADIGA



Quando o cansaço te procure no serviço do bem,reflete naqueles irmãos que suspiram pelo mínimo das facilidades que te enriquecem as mãos.Pondera não apenas as dificuldades dos que,ainda em plenitude das forças físicas,se viram acometidos por lesões cerebrais, mas também no infortúnio dos que se acham em processos obsessivos, vinculados às trevas da deliquencia.Observa não somente a tortura dos paralíticos, reclusos em leito de provação,mas igualmente a dor dos que não souberam entender a função educativa das lutas terrestres e caminham, estrada afora de coração enrijecido na indiferença.Considera não apenas o suplício dos que nascem em dolorosa condição de idiotia, reclamando o concurso alheio nas menores operações da vida orgânica,mas também naqueles que, no fastígio do conforto material, resvalam em ateismo e vaidade, fugindo deliberadamente às realidades do espirito.
Medita não somente na aflição dos que foram acidentados em desastres terríveis,mas igualmente na angústia dos que foram atropelados pela calúnia,tombando moralmente em revolta e criminalidade, por não saberem assimilar o benefício do sofrimento. Quando a fadiga te espreite na esfera da ação, pensa naqueles companheiros, ilhados em padecimentos do corpo e da alma,a esperarem pelo auxílio, ainda que ligeiro,de teu pensamento, de tua palavra,de tua providencia, de tuas mãos... Se o desânimo te ameaça examina se o abatimento não será unicamente anseio de repousar, antes do tempo,e se te reconheces conscientemente disposto de energias para ser útil,não te confies a inércia ou à lamentação.Por pior que estejas, pense naqueles que dariam tudo, para estar em teu lugar.

(Emmanuel, psicografado por Chico Xavier)

AMIZADE INESQUECÍVEL



Ainda lembro
Daquelas inesquecíveis palavras,
Que murmuraram ao meu coração
E fizeram a impossibilidade do esquecimento...
Palavras que não se calaram...
Anos se passaram
Estações presenciei,
Lágrimas derramei
Dores eu senti,
Mas daquelas palavras
Não me esqueci.
Palavras que denunciavam
Que a nossa amizade era verdadeira,
De que não seria o tempo
O destruidor desse nosso laço.
Os anos passaram
As lembranças ficaram.
Saudade das vezes que o mundo era nosso,
E que o destino estava em nossas mãos...
Saudade das risadas
Que surpreendiam a todos ao nosso redor.
Hoje apenas saudade posso ter...
Mas quem sabe no amanhã
Voltamos a ser um só mundo,
Onde nada destruirá nossa verdadeira amizade
Nem mesmo a Morte...

Autor desconhecido

AMIGOS


Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.

Oscar Wilde

ANIVERSÁRIO DE MORTE DE GUIMARÃES ROSA


Hoje lembramo-nos da morte do grande escritor brasileiro, Guimarães Rosa. Ele nasceu em Cordisburgo, Minas Gerais, formou-se em Medicina e, apesar de um médico dedicado, era um grande literato. Fez concurso para o Itamarati e passou em primeiro lugar. Foi embaixador em vários países, sem jamais abandonar a Literatura.
Foi eleito membro da ABL em 1963, mas só tomou posse em 16 de novembro de 1967, quando declarou:
"A gente morre é para provar que viveu... As pessoas não morrem. Ficam encantadas ".

Morreu três dias depois.

Maria Luiza

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