BOAS VINDAS

Seja bem vindo! Espero que aqui encontre alento, beleza, amor e paz! E que possa espalhar isto para o mundo, que vive tão sedento de tudo isto.



Pesquisar este blog

Seguidores

domingo, 29 de abril de 2012

REFLEXÃO

"Quanto maiores somos em humildade, tanto mais próximos estamos da grandeza." Tagore

PENSAMENTO DO DIA

"Que a eterna luz do sol te ilumine, que todo o amor te envolva, e a luz verdadeira, no teu interior, guie o teu caminho para casa." Bênção Sufi

sexta-feira, 27 de abril de 2012

ATÉ A TRISTEZA ´PODE SE TORNAR UM FLORESCIMENTO

div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
Pergunta a Osho: Vejo-me muitas vezes mergulhado em tristeza ao pensar em deixar esta vida. O que posso fazer? A tristeza é triste porque você não gosta dela. Ela é triste porque você não gosta de senti-la. Ela é triste porque você a rejeita. Até a tristeza pode se tornar um florescimento de grande beleza, de silêncio e profundidade, se você gostar dela. Nada é errado. É assim que tem de ser, ser capaz de gostar de tudo o que acontece, até da tristeza. Até a morte tem de ser amada; só assim você conseguirá transcendê-la. Se conseguir aceitar a morte, se conseguir amá-la e recebê-la bem, a morte não pode matar você; você a transcendeu. Quando a tristeza vier, aceite-a. Ouça a sua canção. Ela tem algo para lhe dar. Trata-se de uma dádiva que felicidade nenhuma pode lhe oferecer; só a tristeza pode. A felicidade é sempre superficial; a tristeza é sempre profunda. A felicidade é como uma onda; a tristeza é como as profundezas do oceano. Na tristeza, você fica consigo mesmo, sozinho. Na felicidade, você começa a acompanhar outras pessoas e começa a compartilhar. Na tristeza, você fecha os olhos e mergulha fundo dentro de si mesmo. A tristeza tem uma canção... ela é um fenômeno extremamente profundo. Aceite-a. Aproveite-a. Prove-a sem nenhuma rejeição e você verá que ela lhe traz muitas dádivas que nenhuma felicidade pode trazer. Se você conseguir aceitar a tristeza, ela deixa de ser tristeza; você dá um novo caráter a ela. Você crescerá por meio dela. Ela não será mais uma pedra, uma rocha no caminho, bloqueando a passagem; ela será um passo. E lembre-se sempre: aquele que nunca sentiu uma tristeza profunda é uma pessoa pobre. Ele nunca terá riqueza interior. A pessoa que sempre viveu feliz, sorrindo, com frivolidade, não entrou no templo interior do seu ser. Ela não conhece o santuário interior. Seja sempre capaz de ir para todas as polaridades. Quando a tristeza vier, fique realmente triste. Não tente fugir dela – permita-a, coopere com ela. Deixe que ela se dissolva em você e você se dissolverá nela. Deixe que você e ela sejam uma coisa só. Fique realmente triste: sem resistência, sem conflito e sem luta. Quando a felicidade vier, fique feliz: dance e fique extasiado. Quando a felicidade vier, não tente se agarrar a ela. Não diga que ela tem de durar para sempre; assim você a perderá. Quando a tristeza vier, não diga: "Não venha", ou "Se tem de vir, por favor venha logo". Assim você deixa de aproveitá-la. Não rejeite a tristeza e não se apegue à felicidade. Logo você entenderá que a felicidade e a tristeza são dois aspectos da mesma moeda. Então você verá que a felicidade também traz em si uma tristeza e a tristeza traz em si uma felicidade. Então o seu interior fica mais rico. Você pode desfrutar de tudo: da manhã e do entardecer também, da luz do dia e da escuridão da noite, do dia e da noite, do verão e do inverno, da vida e da morte – você pode desfrutar de tudo. Osho, em "O Livro do Viver e do Morrer: Celebre a Vida e Também a Morte" <

O OUTONO

A chuva fina e passageira de Outono renova as esperanças. Sempre, esperança de vida. O Outono me encanta! Parece-me um tempo de esperas... Um misterioso tempo grávido de sonhos de renovação, pois nada se transforma e se renova sem antes se despir das velhas roupagens. Além de sua beleza, ele me faz lembrar aquela música de minha juventude: “Folhas mortas”. Quem, com mais de sessenta anos, morando em Montes Claros, não se lembra dessa música, que embalou tantas danças, de rostos colados, ao som do “Les chéries”? Ah, o Outono, de Vivaldi, que retrata com o talento que me falta toda a beleza dessa estação!...É uma estação que, sem dúvida, convida à poesia. Tudo parece morto e triste aos olhos de quem não conhece de verdade, isto é, com o coração e não apenas com a mente, os mistérios da Natureza... Ledo engano! O Outono tem suas nuances de Vida e Alegria! Basta que saibamos ver e sentir! A Natureza com seus ciclos é sempre um convite à Vida. Vida de encantos e desencantos, dores e alegrias, caminhos e descaminhos, planícies, abismos e desertos... Vida cheia de arte, flores, espinhos... Mas, que sempre vale a pena! A aurora está chegando mais tarde, assim como o crepúsculo mais cedo. De minha cama, posso observar o sol que, cheio de beleza e cores, anuncia o novo dia. A nova oportunidade. Um novo começo. Ah, que tristeza resiste ao sagrado desse momento? Todas as lágrimas se secam e o coração cheio de gratidão pelo dom extraordinário desse espetáculo gratuito que Deus nos oferece a cada dia, o coração pula dentro do peito convidando ao recomeço. Não é necessário se ocupar de filosofias para reconhecer que a Vida sempre parece nos sorrir. Bendito Outono com sua mensagem de esperança! Bendito Outono, fase de gestação de novas vidas! Ouço-lhe a música e os silêncios e me rendo diante do Mistério do Sagrado. Será o Outono uma presença profética?... Maria Luiza Silveira Teles

quinta-feira, 26 de abril de 2012

PENSAMENTO DO DIA

E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido Dalai Lama

REFLEXÃO DE HOJE

“Não há meio de escaparmos incólumes pela vida, sem sofrimento, dor e desilusão e já que ainda não conseguimos aprender somente pela inteligência e pelo amor, a vida nos traz tais situações e pessoas, para que tenhamos preciosas lições e é assim que temos que perceber o que muitas vezes nos abala a vida. Mas, como tudo passa, com toda certeza, tentemos não focalizar nos problemas e dores, além das lições que nos propiciam e sigamos na leveza, buscando a alegria, o sorriso, a paz, a harmonia, enfim vamos encher nossa de vida de atitudes positivas e muito amor, daí então nossas asas serão leves e nossa essência com certeza emitirá mais e mais luz pelo mundo.” da minha amiga Valéria do blog "Encanto em Palavras"

O MOMENTO PLANETÁRIO

Estamos vivendo um momento planetário absolutamente especial e tenso. Muitos de nós temos sido atingidos por essas energias sem ao menos conseguir entender o que está se passando. Aperto no coração, sensação de opressão ou fatalidade, necessidade de rompimentos, mas também libertação quando se consegue enxergar a necessidade e os caminhos para as mudanças. Estamos sob energias poderosas e estaremos todos passando por mudanças internas e externas pelo menos durante as próximas quatro semanas. O que estava parado volta a andar e o que estava caminhando em direção errada será rompido. Relacionamentos que fazem sentido passam a andar para frente (...). A insistência no erro será banida pelos céus nesses próximos tempos. Energias poderosas nos obrigam a caminhar em direção a nós mesmos, em busca das nossas alegrias e verdadeiras necessidades emocionais. Todos estamos sendo mexidos e obrigados a enxergar os pontos negativos que impedem o livre andamento de nossas vidas. É claro que antes da calmaria devemos viver as tempestades, portanto, nada de desanimar diante dos obstáculos. Eles podem ser muitos e desalentadores de fato, mas, caso aconteça o cansaço, respire fundo e descanse por algum tempo apenas e depois volte à sua batalha pessoal. Não é momento para desistências ou esmorecimentos. Pelo contrário, os tempos são de luta, assertividade e conquistas. Cada um de nós deve viver sua própria história e construir uma nova a partir do rompimento com o passado que não nos serve mais. O olhar deve ser aquariano, ou seja, em direção ao futuro. Inúmeras opções se farão presentes bem diante de nossos olhos e devemos ter a capacidade de discriminação e discernimento para fazermos as escolhas acertadas. Há necessidade de muita reflexão para sabermos claramente o que queremos e, o mais importante, termos coragem para lutar pelo que se quer. O momento exige mudanças e transformações radicais que podem ser internas ou externas. O astral geral é tenso, com algumas gotas de amor e carinho pelo caminho. Deixe os medos de lado, use sua criatividade e sentido de esperança e opte pela vida. Haja baseado na ética, no bem e no amor. Dessa maneira, nada poderá deter o seu crescimento e caminho em direção à sua felicidade. Desconheço autoria

quarta-feira, 25 de abril de 2012

REFLEXÃO

"Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta.”
Chico Xavier

PENSAMENTO DO DIA

'O outono é a estação em que as folhas se colorem de matizes diferentes para depois cairem. Quando nova primavera chegar elas estarão maravilhosas e íntegras novamente. É a transformação, e assim também somos nós.' Desconheço autoria

segunda-feira, 23 de abril de 2012

domingo, 22 de abril de 2012

PENSAMENTO DO DIA

Saudade é para onde nossa alma deseja voltar. Pablo Neruda

quinta-feira, 19 de abril de 2012

A VIDA NÃO PERMITE RASCUNHO


Somos sabedores de que temos mesmo de disponível só o tempo presente. O passado já foi e o futuro ainda não chegou. É enorme, entretanto, o número de pessoas que vêem no dia-a-dia apenas a repetição do dia anterior, sem nenhuma perspectiva de mudança para o dia seguinte. Nesses casos, comportam-se como "zumbis", seres que caminham de um lado para outro, sem destino algum, sem vontades, esperanças ou alguma expectativa que os impulsione para frente. Apenas repetem, repetem, repetem. Pessoas que infelizmente passam pela vida e são maltratadas por ela. Incentivadas por uma minoria "poderosa", a quem interessa seres que apenas executam sem questionar, sem reivindicar seus direitos, acabam por formar um mundo à parte.
Outra grande parte das pessoas vive o que chamam de sonho, mas na verdade apenas fantasiam o que gostariam de viver. Não encontram energias para transformar as aspirações manifestadas nesse devaneio em um sonho a ser realizado. Dão reforço às expressões: "carnaval, futebol e cachaça". Como se a vida fosse apenas isso: trabalhar a semana toda sob pressão e aguardar o fim de semana para poder, em um churrasco ou outro evento qualquer, transpirar todas as suas insatisfações, como uma válvula de escape. Como esvaziar-se para começar a encher novamente.
Já falamos que se quisermos algo, temos que buscar em nós mesmos a energia necessária. O mundo em que vivemos, as pessoas que nos cercam, quando muito podem nos estimular, nos facilitar uma parte do caminho, mas a energia para esse caminhar só poderá ser encontrada dentro de cada um. O caminho é individual. Cada pessoa faz a sua estrada. Seguir a estrada alheia é despersonalizar a própria existência. Frustrações e insatisfações permanecerão.
Acho adequado substituir o termo "conformar-se" por "aceitar". Conformar-se significa amoldar-se; identificar-se, o que não é negativo, mas tem uma conotação muito forte de "resignação"! E resignar-se significa renunciar a; abdicar de, abrir mão. Atenção! Resignar-se significa também aceitar a situação sem lutar contra, mas caminhar na direção que é possível. Precisamos nos desprender dos conceitos limitadores e explorar os que são propulsores. Uma mesma palavra pode colocar a pessoa para baixo ou para cima.
Aceitar significa ter humildade para entender que tudo pode acontecer consigo próprio. Pessoas contraem doenças contagiosas porque não acreditam que isso possa ocorrer com elas, só com os outros. Aceitar significa admitir a situação. E só após a aceitação é que se pode fazer algo para mudar. "Se fulano aceitasse que é um alcoólatra, faria o tratamento indicado".
Identificar onde está, olhar para onde se quer ir e refletir sobre o que efetivamente está-se fazendo para chegar lá pode ser o início de sua nova jornada. Busque a energia dentro de si. Lembre-se de que entusiasmo quer dizer "a Energia Divina dentro de si", portanto, não espere que venha de fora.
Se não está satisfeito com o rumo de sua vida, de seu trabalho, de sua relação afetiva, reflita. Veja o que depende de você e, então, faça. Saia da "satisfação virtual" causada pela fantasia, pelo devaneio. Pare de fazer construções hipotéticas de como seria boa sua vida. Pare de "rabiscá-la" nas nuvens que impedem a visão de seu caminho.
Você tem um sonho! Creia que ele se realizará através de seu esforço pessoal, da sua persistência, disciplina e determinação. Experimente o sabor de suas conquistas reais, por menor que elas sejam e veja como é muito mais consistente do que a volta à realidade após uma "viagem". A fadiga pelo esforço feito é extremamente gratificante. Não podemos apagar erros cometidos, mas é possível refazer de forma mais adequada. Porém, mesmo que não apagados, devemos nos lembrar de que o passado já foi, então os erros já ficaram para trás.
Não fique fazendo ensaios. Apenas viva e faça-o com a consciência de que a vida não permite rascunho. Não dá para apagar e começar de novo, mas temos, a cada dia, uma nova página para escrever. Experimente uma conquista só a cada dia, por mais que lhe pareça insignificante.


por Paulo Salvio Antolini - pauloantolini@terra.com.br
do STUM

PRECE À POESIA



DEUS, Poeta Maior, vós que sois todo poder e bondade, dais inspiração àquele que passa pelo branco poético. Dais sons combinantes àquele que procura a rima, sendo ela rica, pobre ou rara. Deus, dais ao poeta a estrela guia do estro inspirador; à letra a junção perfeita; à palavra o entrosamento.
Pai, dais ao verso o ritmo, a tonicidade, à estrofe a concisão, ao poema o sentimento.
Senhor, que a vossa benevolência se desdobre sobre todos os poetas que Cunhastes. Eles são a alma do Mundo tão deturpado,vazio do SER e repleto do TER!
Piedade Senhor, para aqueles que não reconhecem a Poesia, e sem conhecê-la, a tem como algo supérfluo.Eles não sabem o que dizem ou pensam.
Que a Vossa amabilidade consinta aos espíritos tacanhos desarmarem-se e aquilatarem o entusiasmo criador que habita no imo de cada vate.
Deus, um raio, uma faísca do Vosso amor pode abrasar a terra. Pode também, acender a chama do entendimento daqueles que só veem poesia nos gêneros poéticos consagrados.Não levam em conta, os sentimentos contidos em cada linha escrita, por aquele que não se diz poeta, mas tem o direito de expressar sua essência através das letras.
Deixai-nos beber nas fontes dessa benignidade inesgotável e infinda e todas as mágoas se dissiparão, todos os poetas sofredores acalmar-se-ão nas asas da Poesia. Um só poema, um só pensamento ascenderá até Vós como um grito de consideração e amor.
Deus, dais-nos a força de ajudar àquele que escreve e não tem o entendimento correto.
Dai-nos a humildade pura; afastai de nós a soberba se formos poetas mais elucidados na matéria.
Dais-nos a simplicidade que fará de nossas almas poéticas, a limpidez onde deve refletir o Vosso Santo Presente :A poesia que habita em cada um de nós.
QUE ASSIM SEJA!

(TEXTO DE DENISE SEVERGNINI INSPIRADO NA PRECE DE CARITAS)

da Ostra da Poesia, na Ilha da Lindalva

E REGRESSEI...



Um dia parti
E na minha pressa
Esqueci a razão da partida.

Desci ao escuro do mundo
Perdi a minha luz imutável
Estremeci e parei...

Caminhei por cima de tudo
Conheci amigos e antepassados
Que nunca tinha amado.

E deixei de estar presente
Tornei-me num ser ausente
De uma música interminável.

Olhei em frente e recordei
E regressei de uma maneira diferente
E chorei...

A porta se abriu e eu entrei
E depois de tanta dor
Voltei, olhei e te amei.

Tu estavas presente
As vozes caladas não se assombraram
Só eu as ouvia numa agonia.

As rosas do jardim floriam
Os clarões acendiam
Livres das lutas de cada dia.

Falei ao meu amor
Pedi mais amor
E muito mais...

Sensual e pálida voltei
Num desdobrar amplo e calmo
Aceitei e regressei.

A dor e os fantasmas
Da minha solidão
Fugiram de mim.

E amei!...


Maria Luísa Adães
do blog "Os Sete Degraus"

HOMENAGEM AO DIA DA IMIGRAÇÃO JAPONESA


Pouco se aprende com a vitória, mas muito com a derrota.


Provérbio japonês

REFLEXÃO


"Vigie seus pensamentos porque eles se tornarão palavras.*

*Vigie suas palavras porque elas se tornarão atos.*

*Vigie seus atos porque eles se tornarão hábitos.*

*Vigie seus hábitos porque eles se tornarão seu caráter.*

*Vigie seu caráter porque ele será seu destino."*


Desconheço autoria

quarta-feira, 18 de abril de 2012

PENSAMENTO DO DIA


O problema que vem também vai.
Se tem certeza de que o problema seguirá sempre incomodando você, ele continuará firme.
Não vão chegar até ele os pensamentos que o eliminariam,pois os que chegam são para fazê-lo irredutível.
A solução de um problema começa por você. Não bote lenha na fogueira do problema.
Use de inteligência, vontade e, sobretudo, de amor, e dele só restará a experiência.
Considerar um problema solucionável é injetar-lhe uma substância mortal.



De Lourival Lopes

AS PENAS FUTURAS SEGUNDO O ESPIRITISMO



No capítulo VII da primeira parte do livro “O Céu e o Inferno”, encontramos interessantes questões sobre a vida futura.
As explicações do Espiritismo sobre a crença na vida futura, não se fundamentam em teorias nem em sistemas preconcebidos, mas nas constantes observações oferecidas pelas almas que deixaram a matéria e gravitam na erraticidade nos diferentes planos evolutivos.
Há quase século e meio, essas informações são cuidadosamente anotadas, comparadas e selecionados e formam um compêndio que esclarece devidamente o estado das almas no mundo espiritual.
Quando levamos em conta a universalidade das informações, observamos que as pessoas que viveram em diferentes raças, credos, condições sociais ou intelectuais, religiões, e mesmo ateus, confirmam que a sua situação atual é decorrência do seu próprio passado.
Ao reencarnar, o espírito vem com uma programação geral, tendo como base os velhos erros e acertos, sem que isso determine um destino fatalista. Submete-se às provas e expiações que mais possam ajudá-lo a livrar-se do passado delituoso e fazê-lo avançar na escala espiritual. Há vezes que, além dos fatos da encarnação imediatamente anterior, há outros pendentes de outras passagens pelos planetas que já podem ser enfrentados. Porém, se forem penosos, só poderão ser atendidos por um espírito amadurecido e com capacidade para vencer problemas mais graves. Se ele ainda não tem condição, as provas e as expiações serão ainda suaves, em atenção à pouca capacidade do espírito, no atual momento, e as mais difíceis ficam para outra oportunidade.
A vida do espírito na erraticidade e a sua intenção ou não, conhecimento ou não, aceitação ou não de encarnar depende da situação em que se encontra. A maioria dos que desencarnam na Terra continuam imperfeitos e sofrem na espiritualidade todas as conseqüências dos defeitos que carregam. É este grau de pureza ou impureza que o faz feliz ou infeliz no plano espiritual.
Para ser ditoso o espírito necessita da perfeição. Como isso é raro neste mundo, é fácil concluir-se que a erraticidade que circunda o planeta é ainda um vale de lágrimas, semelhante ao mundo material. É essa comunidade que nos rodeia e influencia os nossos pensamentos, exigindo de nós muita oração e vigilância.
A compreensão e a crença nessa verdade farão os homens melhorar para sofrer menos. Cada um tratará de construir com sabedoria seu próprio futuro para ficar livre das dores.
Estas notícias deixam claro que não há castigo de Deus porque Deus é a Lei. Não pune nem dá prêmios. Toda imperfeição, e as faltas dela nascidas, embute o próprio castigo em condições naturais e inevitáveis. Assim como toda doença é uma punição contra os excessos, como da ociosidade nasce o tédio, não é necessária uma condenação especial para cada falta ou para cada pessoa em particular. Quando segue a lei o homem pode livrar-se dos problemas pela sua vontade. Logo, pode também anular os males praticados e conseguir a felicidade.
A advertência dos espíritos nessa nossa escalada é objetiva e segura. Dizem que “o bem e o mal que fazemos decorrem das qualidades que possuímos. Não fazer o bem quando podemos, é, portanto, o resultado de uma imperfeição.” Observem que não basta não fazer o mal. É preciso fazer o bem.
Os espíritos advertem, também, que não é suficiente que o homem se arrependa do mal que fez, embora seja o primeiro e importante passo; são necessárias a expiação e a reparação.
Quando falta ao espírito a crença na vida futura, fica difícil ele lutar por algo que não acredita e, nesse caso, pratica o mal sem preocupar-se com futuras conseqüências. Por isso, é comum aos espíritos atrasados acreditarem que continuam vivos, materialmente, mesmo após a desencarnação. Continuam com as mesmas necessidades que tinham quando eram humanos. Sentem fome, frio e enfermidades, como qualquer encarnado.
Tudo o que acontece a qualquer um de nós está inscrito na nossa consciência. Dela não podemos fugir por mais longe que estejamos do lugar onde cometemos as faltas. A solução para ter a consciência tranqüila é reparar os erros e desfazer-se do presente que nos atormenta. Quanto mais demoramos na reparação mais sofremos. Não devemos adiar. Nas suas lições, já nos ensinou Jesus: “Reconcilia-te com teu adversário enquanto estás a caminho.”
No próprio capítulo em questão de “O Céu e o Inferno”, há uma indagação que todos nós certamente já fizemos algum dia: Por que tanto sofrimento? “Deus não daria maior prova de amor às suas criaturas criando-as infalíveis, perfeitas, nada mais tendo a adquirir, quer em conhecimento quer em moralidade?” Mas a resposta é óbvia. Deus poderia tê-lo feito, mas não o fez para que o progresso constituísse uma lei geral. Deixou o bem e o mal entregue ao livre-arbítrio de cada um, a fim de que o homem sofresse as dores dos seus erros, mas também o prazer dos seus acertos. E dando “a cada um, segundo as suas obras, no Céu como na Terra.” Esta é a Lei da Justiça Divina. Se assim não fosse, a vida não teria tempero.
O sofrimento, em resumo, é inerente à imperfeição. Livre-se o homem da imperfeição pela sua própria vontade e anulará os males dela decorrentes; conquistará nesse momento a sonhada felicidade.

Octávio Caúmo Serrano

texto - www.espirito.org.br/portalartigos/diversos/evolução

VIVER, AMAR, CANTAR




Vida é um verbo. Vida não é um substantivo, é realmente viver, não vida.
Não é amor, é amar. Não é relação, é relacionar. Não é uma canção, é cantar. Não é uma dança, é dançar.
Veja a diferença, sinta o sabor da diferença.


Osho, em "The Book of Wisdom"

terça-feira, 17 de abril de 2012

NUM VOO BREVE...


Num voo breve...entrego a minha alma nas asas do vento
Na moribunda agonia da vida...na doce solidão da morte
Na melancólica tristeza dos poentes...na bruma do tempo
Nas amarras das gaiolas...no abraço amargurado da noite

Num voo breve...de mim parto...vagando no céu docemente
Silenciosamente...e com uma lágrima no olhar me despeço
Com um grito nas mãos...à terra me entrego serenamente
No mármore branco das palavras...no silêncio dum verso

Num voo breve...numa viagem sem volta...no céu sem fim
Esquecida na margem da vida...perdida entre os ciprestes
Menina-Mulher...nostálgica memória daquela que esqueci
Rasgando silêncios...bebendo vazios por caminhos agrestes

Num voo breve...adormeci a solidão...abracei a sepultura
Amordacei nos braços o amor...caminhei rumo à eternidade
Levando no meu corpo uma rosa...no olhar restos de ternura
No coração sonhos desfeitos...nas minhas mãos a saudade

Num voo breve...vou com a noite...de roxas violetas vestida
Vagando no sono eterno...envolta no negro véu da nostalgia
Entoando uma melodia silenciosa...de recordações despida
De rosas vermelhas coberta...voa minha alma branca e fria

Num voo breve...vou no rasto do tempo...no branco da morte
Levo na memória os rostos que amei...os sonhos que perdi
Entre o gesto e a sombra...partirei serena...no clamor da noite
No estertor da vida...no fundo dos meus olhos na dor do fim

Sonhadora (do blog Rosa Solidão)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

PENSAMENTO DO DIA


"Somos um Nada... E, no entanto, esse Nada do homem é grande – porque iluminado pelo Tudo da Divindade... À luz do seu poder, alvo da sua sabedoria, objeto do seu amor – sou mais que todo o resto do mundo... De ontem, apenas hóspede na terra – sou eterno no pensamento de Deus... Partirei amanhã para longe da terra – e serei imortal no seio de Deus... Como é grande a minha pequenez! Como é sublime o homem! Este parêntese – entre dois Infinitos!..."

Huberto Rohden

domingo, 15 de abril de 2012

ORAÇÃO PEDINDO UM MILAGRE


Senhor; está escrito na tua palavra que: "Os impossíveis do homem, são possíveis para Deus". Eu creio que Tu és o Deus Todo Poderoso e que, ainda hoje, Tu podes fazer muitos milagres. Creio sem vacilar, que este milagre que preciso vou receber em Teu nome.
Senhor; libera o Teu poder sobre esta situação que estou passando, para que, com a fé que o Senhor me deu, eu receba o milagre e glorificarei o Teu nome.
Eu Te agradeço, porque, com a minha fé, posso remover montanhas e receber das tuas mãos as bênçãos que só o Senhor pode me conceder.
Em nome de Jesus,

Amém.

Autor: José dos Reis de Macedo

DO BLOG "ESPIRITISMO PRECES", DE CARLOS VAROLI
(hoje preciso de um... a vida de minha mãe!)

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA




A doutrina espírita, desde o seu advento até os dias atuais, promove no homem uma revolução interior revelando-nos como seres de infinitos potenciais e preparando-nos para a chegada dos novos tempos, no qual o homem conscientiza-se, modifica-se interiormente e ruma à própria auto-iluminação.
Cabe a cada um de nós separar o joio, que se encontra depositado nos celeiros do nosso íntimo na forma de nossas imperfeições e vicissitudes, tais como o orgulho, o egoísmo, etc., para que assim possamos cultivar o trigo, que irá fermentar o amor fraternal latente em toda criatura humana, transformando o ser num homem novo que almeja a Luz Crística. Para tanto, cabe a cada um de nós estarmos vigilantes, pois o Evangelho convida a todos a estarmos adequadamente trajados para o (1)festim de núpcias.
Desde a mais remota antiguidade, as vozes proféticas já anunciavam novos caminhos, os quais Jesus deu cumprimento através de sua lei, completando os preceitos da fé ancestral e iluminando almas adormecidas com o seu amor e com a luz da boa nova. Posteriormente, a doutrina espírita, por sua vez, resplandeceu através das célebres (2)comunicações que despertaram as mais variadas consciências, ecoando desde os simples casebres aos respeitados palácios.
O (3)Mestre Lionês, ao assumir a missão (4)consoladora, daria início, então, à era da consciência, na qual o homem lançar-se-ia a uma jornada épica pelos caminhos da própria conquista interior. Nesse sentido, o espiritismo nos enseja ao auto-descobrimento, sendo este um caminho que iremos extrair do elixir da vida eterna, pois (5)“conhecereis a verdade, e a verdade vos tornará livres”. Assim é Cristo pulsando em nós para retomarmos a estrada de damasco!
O homem aflora para o despertar da consciência, transformando-se no “Homem Integral”, que se verá livre de suas próprias amarras interiores. Sejamos nós candidatos voluntários a esta nova era de luz e testemunhemos a voz do Cristo ecoando em nosso âmago: (6)“quem crê em mim fará as obras que eu faço e fará ainda maiores do que estas”.


*“Essa lei é revelada pelos espíritos do Senhor, hoje que o homem está maduro para compreender”.
*Evangelho Segundo Espiritismo – Cap. XXVII, item 20.


José Antonio da Cruz, Catanduva-SP
02/01/2011

Referencias:
(1) E.S.E – Cap. XVIII. Item 1.
(1) Bíblia – São Matheus Cap. XXII, vv. 1 a 14.
(2) Livro dos Espíritos: Introdução e Livro dos Médiuns (Allan Kardec).
(2) História do Espiritismo (Arthur Conan Doyle).
(3) Referência a Allan Kardec.
(4) E. S. E – Cap. VI. Item 3.
(4) Bíblia – João Cap. 14, vv. 15 a 17 e 26.
(5) Bíblia – João Cap. 8, v. 32 .
(6) Bíblia – João Cap. 14, v 12.
Leitura recomendada: E. S. E – Cap. II. Meu Reino Não é Deste Mundo

SALMO 150


Aleluia! Louvai a Deus em seu santuário, louvai-o em seu majestoso firmamento! Louvai-o por seus grandes feitos, louvai-o por sua imensa grandeza! Louvai-o ao som da trombeta, louvai-o com harpa e cítara! Louvai-o com pandeiro e dança, louvai-o com instrumentos de corda e flautas! Louvai-o com címbalos sonoros, louvai-o com címbalos vibrantes! Tudo que respira louve o Senhor! Amém!

VERSOS


Tantas vezes as palavras me perseguem
outras tantas eu que em vão as persigo
a inspiração que surge às vezes do nada
se esconde quando dela eu mais preciso

pois se surge ao vento um verso de repente
a mão afoita agarra e a retém segura
mas a força da mão é traída pela mente
se na fraca memória depois a procura

quisera ter caneta e papel nestes momentos
pois o traçado de uma em outra perdura
pelo mesmo tempo que tento em inútil esforço
no mundo da poesia, da criação e da aventura

sou só mas o papel em branco é meu companheiro
assim como o teclado ou a caneta e o tinteiro
pois as horas passageiras se passam num instante
nesta busca recorrente, inprofícua e desgastante


Benno Assmann

terça-feira, 10 de abril de 2012

PENSAMENTO DO DIA


O corpo pertence a terra, você pertence ao céu. O corpo pertence à matéria, você pertence a Deus.
O corpo é bruto, você não é. O corpo tem limites, ele nasce e ele morrerá; você nunca nasceu e você nunca morrerá.


Osho, em "Não-Pensamento do Dia",
no site www.osho.com

domingo, 8 de abril de 2012

PORQUE NÃO CANSO DE CHORAR...


Choro porque sou triste
porque o intenso não domino
quando o tempo é só um momento...
Porque a vida é uma linha fina
cortada pelo vento,
a inibir o abano das asas,
esmorecida e sem sustento...
Choro porque tudo se acaba, a alegria
é grande, o instante é pequeno,
e o teatro abaixa o pano...
Os regatos são lamentos
frios desvios, enregelados pelo tempo
e eu choro porque não aguento...
Choro porque sou irrequieta,
pois que a vida escravisa
e não permite a festa,
impondo freio a carruagem
quando não quero esperar...

Então eu choro,
porque não canso de chorar...

LIVINHA, do blog "Palavras são Poemas"

sábado, 7 de abril de 2012

A PÁSCOA NA VISÃO ESPÍRITA


Jesus, quando esteve ...na terra, trouxe uma mensagem totalmente inovadora, baseada no perdão, no amor e na caridade.
Para aquele povo ainda tão materialista e primitivo foi difícil aceitar um novo Messias manso e pacífico, quando esperava um líder guerreiro e libertador da escravidão.
Os governantes da época temeram ser ele um revolucionário que ameaçaria o poder por eles constituído.
Por esses motivos, Jesus foi condenado à morte, crucificado, maneira pela qual os criminosos eram executados. Como um ser de elevada evolução reapareceu em espírito - não em corpo material - aos apóstolos e a várias pessoas.
Assim ele comprovou a existência do espírito, bem como a sobrevivência após a morte física e incentivou a continuidade da divulgação de sua mensagem, missão essa desempenhada pelos apóstolos e seus seguidores.
A ciência já comprovou a impossibilidade da ressurreição, ou seja, voltar a viver no mesmo corpo físico após a morte deste, pois poucos minutos após a morte os danos causados ao cérebro são irreversíveis, já se iniciando o processo de decomposição da matéria.
Jesus, portanto, só se mostrou com o seu corpo perispirítico, o que explica o fato de só ter sido visto pelos que ele quis que o vissem. Se ele ressuscitasse em seu corpo carnal estaria contrariando as leis naturais, criadas por Deus.
Sabemos que para Deus nada é impossível, portanto poderia Ele executar milagres.
Mas iria Ele derrogar as leis que Dele próprio emanaram?
Seria para atestar seus poderes?
O poder de Deus se manifesta de maneira muito mais imponente pelo grandioso conjunto de obras da criação e pela sábia previdência que essa criação revela, desde as partes mais gigantescas às mínimas, como a harmonia das leis que regem o universo.
Através do Espiritismo compreendemos que não existem milagres, nem fatos sobrenaturais.
A Doutrina codificada por Allan Kardec não possui dogmas, rituais, não institui abstinências alimentares, nem possui comemorações vinculadas a datas comerciais e cívicas. Por isso os espíritas não comemoram a morte nem o reaparecimento de Jesus.
O Espiritismo nos ajuda a entender os acontecimentos da passagem de Jesus no plano terra e esclarece que a Páscoa é uma festividade do calendário adotada em nossa sociedade por algumas religiões.
Para os espíritas a Páscoa, como qualquer outro período do ano, deve ser um momento de reflexão, estudos e reafirmação do compromisso com os ensinamentos do mestre, a fim de que cada um realize dentro de si, e no meio em que vive, o reino de paz e amor que ele exemplificou.
O maior milagre que Jesus operou, o que verdadeiramente atesta a sua superioridade, foi a revolução que os seus ensinamentos produziram no mundo, apesar da exigüidade dos seus meios de ação.
Texto Publicado no Boletim informativo do Grupo Espírita Seara do Mestre. Formatação*Carlos Roberto

Eis-nos, uma vez mais, às vésperas de mais uma Páscoa. Nosso pensamento e nossa emoção, ambos cristãos, manifestam nossa sensibilidade psíquica. Deixando de lado o apelo comercial da data, e o caráter de festividade familiar, a exemplo do Natal, nossa atenção e consciência espíritas requerem uma explicação plausível do significado da data e de sua representação perante o contexto filosófico-científico-moral da Doutrina Espírita.
Deve-se comemorar a Páscoa? Que tipo de celebração, evento ou homenagem é permitida nas instituições espíritas? Como o Espiritismo visualiza o acontecimento da paixão, crucificação, morte e ressurreição de Jesus? Em linhas gerais, as instituições espíritas não celebram a Páscoa, nem programam situações específicas para “marcar” a data, como fazem as demais religiões ou filosofias “cristãs”. Todavia, o sentimento de religiosidade que é particular de cada ser-Espírito, é, pela Doutrina Espírita, respeitado, de modo que qualquer manifestação pessoal ou, mesmo, coletiva, acerca da Páscoa não é proibida, nem desaconselhada.
O certo é que a figura de Jesus assume posição privilegiada no contexto espírita, dizendo-se, inclusive, que a moral de Jesus serve de base para a moral do Espiritismo. Assim, como as pessoas, via de regra, são lembradas, em nossa cultura, pelo que fizeram e reverenciadas nas datas principais de sua existência corpórea (nascimento e morte), é absolutamente comum e verdadeiro lembrarmo-nos das pessoas que nos são caras ou importantes nestas datas. Não há, francamente, nenhum mal nisso. Mas, como o Espiritismo não tem dogmas, sacramentos, rituais ou liturgias, a forma de encarar a Páscoa (ou a Natividade) de Jesus, assume uma conotação bastante peculiar. Antes de mencionarmos a significação espírita da Páscoa, faz-se necessário buscar, no tempo, na História da Humanidade, as referências ao acontecimento.
A Páscoa, primeiramente, não é, de maneira inicial, relacionada ao martírio e sacrifício de Jesus. Veja-se, por exemplo, no Evangelho de Lucas (cap. 22, versículos 15 e 16), a menção, do próprio Cristo, ao evento: “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes da minha paixão. Porque vos declaro que não tornarei a comer, até que ela se cumpra no Reino de Deus.” Evidente, aí, a referência de que a Páscoa já era uma “comemoração”, na época de Jesus, uma festa cultural e, portanto, o que fez a Igreja foi “aproveitar-se” do sentido da festa, para adaptá-la, dando-lhe um novo significado, associando-o à “imolação” de Jesus, no pós-julgamento, na execução da sentença de Pilatos.
Historicamente, a Páscoa é a junção de duas festividades muito antigas, comuns entre os povos primitivos, e alimentada pelos judeus, à época de Jesus. Fala-se do “pesah”, uma dança cultural, representando a vida dos povos nômades, numa fase em que a vinculação à terra (com a noção de propriedade) ainda não era flagrante. Também estava associada à “festa dos ázimos”, uma homenagem que os agricultores sedentários faziam às divindades, em razão do início da época da colheita do trigo, agradecendo aos Céus, pela fartura da produção agrícola, da qual saciavam a fome de suas famílias, e propiciavam as trocas nos mercados da época. Ambas eram comemoradas no mês de abril (nisan) e, a partir do evento bíblico denominado “êxodo” (fuga do povo hebreu do Egito), em torno de 1441 a.C., passaram a ser reverenciadas juntas. É esta a Páscoa que o Cristo desejou comemorar junto dos seus mais caros, por ocasião da última ceia. Logo após a celebração, foram todos para o Getsêmani, onde os discípulos invigilantes adormeceram, tendo sido aí o palco do beijo da traição e da prisão do Nazareno.
Mas há outros elementos “evangélicos” que marcam a Páscoa. Isto porque as vinculações religiosas apontam para a quinta e a sexta-feira santas, o sábado de aleluia e o domingo de páscoa. Os primeiros relacionam-se ao “martírio”, ao sofrimento de Jesus – tão bem retratado no filme hollywoodiano “A Paixão de Cristo”, segundo Mel Gibson –, e os últimos, à ressurreição e a ascensão de Jesus.
No que concerne à ressurreição, podemos dizer que a interpretação tradicional aponta para a possibilidade da mantença da estrutura corporal do Cristo, no post-mortem, situação totalmente rechaçada pela ciência, em virtude do apodrecimento e deterioração do envoltório físico. As Igrejas cristãs insistem na hipótese do Cristo ter “subido aos Céus” em corpo e alma, e fará o mesmo em relação a todos os “eleitos” no chamado “juízo final”. Isto é, pessoas que morreram, pelos séculos afora, cujos corpos já foram decompostos e reaproveitados pela terra, ressurgirão, perfeitos, reconstituindo as estruturas orgânicas, do dia do julgamento, onde o Cristo separará justos e ímpios.
A lógica e o bom-senso espíritas abominam tal teoria, pela impossibilidade física e pela injustiça moral. Afinal, com a lei dos renascimentos, estabelece-se um critério mais justo para aferir a “competência” ou a “qualificação” de todos os Espíritos. Com “tantas oportunidades quanto sejam necessárias”, no “nascer de novo”, é possível a todos progredirem.
Mas, como explicar então as “aparições” de Jesus, nos quarenta dias póstumos, mencionadas pelos religiosos na alusão à Páscoa? A fenomenologia espírita (mediúnica) aponta para as manifestações psíquicas descritas como mediunidades. Em algumas ocasiões, como a conversa com Maria de Magdala, que havia ido até o sepulcro para depositar algumas flores e orar, perguntando a Jesus – como se fosse o jardineiro – após ver a lápide removida, “para onde levaram o corpo do Raboni”, podemos estar diante da “materialização”, isto é, a utilização de fluido ectoplásmico – de seres encarnados – para possibilitar que o Espírito seja visto (por todos). Igual circunstância se dá, também, no colóquio de Tomé com os demais discípulos, que já haviam “visto” Jesus, de que ele só acreditaria, se “colocasse as mãos nas chagas do Cristo”. E isto, em verdade, pelos relatos bíblicos, acontece. Noutras situações, estamos diante de uma outra manifestação psíquica conhecida, a mediunidade de vidência, quando, pelo uso de faculdades mediúnicas, alguém pode ver os Espíritos.
A Páscoa, em verdade, pela interpretação das religiões e seitas tradicionais, acha-se envolta num preocupante e negativo contexto de culpa. Afinal, acredita-se que Jesus teria padecido em razão dos “nossos” pecados, numa alusão descabida de que todo o sofrimento de Jesus teria sido realizado para “nos salvar”, dos nossos próprios erros, ou dos erros cometidos por nossos ancestrais, em especial, os “bíblicos” Adão e Eva, no Paraíso. A presença do “cordeiro imolado”, que cumpre as profecias do Antigo Testamento, quanto à perseguição e violência contra o “filho de Deus”, está flagrantemente aposta em todas as igrejas, nos crucifixos e nos quadros que relatam – em cores vivas – as fases da via sacra.
Esta tradição judaico-cristã da “culpa” é a grande diferença entre a Páscoa tradicional e a Páscoa espírita, se é que esta última existe. Em verdade, nós espíritas devemos reconhecer a data da Páscoa como a grande – e última –lição de Jesus, que vence as iniqüidades, que retorna triunfante, que prossegue sua cátedra pedagógica, para asseverar que “permaneceria eternamente conosco”, na direção bussolar de nossos passos, doravante.
Nestes dias de festas materiais e/ou lembranças do sofrimento do Rabi, possamos nós encarar a Páscoa como o momento de transformação, a vera evocação de liberdade, pois, uma vez despojado do envoltório corporal, pôde Jesus retornar ao Plano Espiritual para, de lá, continuar “coordenando” o processo depurativo de nosso orbe.
Longe da remissão da celebração de uma festa pastoral ou agrícola, ou da libertação de um povo oprimido, ou da ressurreição de Jesus, possa ela ser encarada por nós, espíritas, como a vitória real da vida sobre a morte, pela certeza da imortalidade e da reencarnação, porque a vida, em essência, só pode ser conceituada como o amor, calcado nos grandes exemplos da própria existência de Jesus, de amor ao próximo e de valorização da própria vida.
Nesta Páscoa, assim, quando estiveres junto aos teus mais caros, lembra-te de reverenciar os belos exemplos de Jesus, que O imortalizam e que nos guiam para, um dia, também estarmos na condição experimentada por Ele, qual seja a de “sermos deuses”, “fazendo brilhar a nossa luz”. Comemore, então, meu amigo, uma “outra” Páscoa. A sua Páscoa, a da sua transformação, rumo a uma vida plena.

Por Marcelo Henrique

Sites Terra Espiritual e FEAL
do blog "Compreender e Evoluir"

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A DEFUMAÇÃO NA HISTÓRIA


Ninguém sabe quando a humanidade começou a usar as plantas aromáticas. Estamos razoavelmente seguros de que os sentidos do homem antigo eram bem mais aguçados, e o sentido do olfato foi crucial para sua sobrevivência. Há evidência do período Neolítico de que ervas aromáticas eram usadas em culinária e medicina, e que ervas e flores eram enterradas com os mortos. A fumaça ou fumigação foram provavelmente um dos usos mais antigos das plantas, como parte de oferendas rituais aos deuses. Era provavelmente notado que a fumaça de várias plantas aromáticas tinha, entre outros, efeitos alucinógenos, estimulantes e calmantes. Gradualmente, um conjunto de conhecimentos sobre as plantas foi acumulado e passado a centenas de gerações de xamãs.
Os seres humanos têm uma ligação muito forte com as plantas. As plantas aromáticas têm sido honradas de um modo especial desde os tempos antigos. Eram utilizadas em rituais religiosos e mágicos, assim como nas artes curativas. Estas três práticas eram fundamentais para a existência humana (ainda hoje continuam sendo).
As grandes civilizações desaparecidas do Oriente Médio e do Mediterrâneo glorificavam os aromas, que faziam parte de suas vidas. Creio que conhecer um pouco da história dos aromas e da defumação mágica, é uma introdução adequada para sua prática.


Descendentes de Atlântida

Há 4000 anos, existia uma rota de comércio onde se cruzavam as culturas mais antigas do Mediterrâneo e da África. Através dela, acontecia o comércio e troca de diferentes mercadorias como, por exemplo: ouro, olíbano, temperos e especiarias em geral; conseqüentemente, trocavam conhecimentos de suas diferentes culturas. E foi bem no meio desta rota que nasceu a maior civilização desta época: "O Egito".
A antiga civilização do Egito era devotada em direcionar os sentidos em direção ao Divino. O uso das fragrâncias era muito restrito. Inicialmente, sacerdotes e sacerdotisas eram as únicas pessoas que tinham acesso a estas preciosas substâncias. As fragrâncias dos óleos eram usadas em perfumes, na medicina e para uso estético, e ainda, para a consagração nos rituais. Eram queimados como incenso. Sobre as paredes das tumbas dos templos antigos perdidos no deserto, há um símbolo que aparece com freqüência que parece uma fumaça que sai dele mesmo. Isto confirma que no Egito se utilizava o incenso desde tempos antigos. Quando o Egito se fez um país forte, seus governantes importaram de terras distantes incenso, sândalo, mirra e canela. Esses tesouros aromáticos eram exigidos como tributo aos povos conquistados e se trocavam inclusive por ouro. Os faraós se orgulhavam em oferecer às deusas e aos deuses enormes quantidades de madeiras aromáticas e perfumes de plantas, queimando milhares de caixas desses materiais preciosos. Muitos chegaram a gravar em pedras semelhantes façanhas.
Os materiais das plantas aromáticas eram entregues como tributos ao estado, e doados a templos especiais, onde se conservavam sobre altares como oferendas aos deuses e deusas. Todas as manhãs as estátuas eram untadas pelos sacerdotes com óleos aromáticos. Queimava-se muito incenso nas cerimônias do templo, durante a coroação dos faraós e rituais religiosos. Queimava-se em enterros para extrair do corpo mumificado os espíritos negativos.
Sem dúvida o incenso egípcio mais famoso foi o Kyphi. O Kyphi se queimava durante as cerimônias religiosas para dormir, aliviar ansiedade e iluminar os sonhos.


Os Sumérios e os Babilônios

É difícil separar as práticas destas culturas distintas já que os Sumérios tiveram uma grande influência dos babilônios e transcreveram muita da literatura dos seus antepassados para o idioma sumério. Sem engano sabemos que ambos os povos usavam o incenso. Os Sumérios ofereciam bagas de junípero como incenso à deusa Inanna. Mais tarde os babilônios continuaram um ritual queimando esse suave aroma nos altares de Ishtar.
Tudo indica que o junípero foi o incenso mais utilizado, eram usadas outras plantas também. Madeira de cedro, pinho, cipreste, mirto, cálamo e outras, eram oferecidas às divindades. O incenso de mirra, que não se conhecia na época dos Sumérios, foi utilizado posteriormente pelos babilônios. Heródoto assegura que na Babilônia queimaram uma tonelada de incenso. Daquela época nos tem chegado numerosos rituais mágicos. O Baru era um sacerdote babilônio esperto na arte da adivinhação. Acendia-se incenso de madeira de cedro e acreditava-se que a direção que a fumaça levantava determinaria o futuro, se a fumaça movia-se para a direita o êxito era a resposta, se se movia para a esquerda a resposta era o fracasso.

Os gregos e romanos

Estes povos acreditavam que as plantas aromáticas procediam dos deuses e deusas. O povo chegou a consumir tantos materiais aromáticos para perfumar-se que no ano de 565 foi decretada uma lei que proibia utilizar essenciais aromáticas pelas pessoas com temor de não ter suficiente incenso para queimar nos altares das divindades.
Nativos americanos
Os nativos americanos vivem em harmonia com a terra, reverenciam-na como geradora de vida. Os nativos americanos desde muito tempo têm conhecido o valor e poder de cura das plantas de poder, usadas em tendas de suor, dança do tambor etc. Queimam-se sálvia, cedro e resinas para limpeza de objetos de poder. É usada para a saúde e o bem estar de sua tribo.

Incenso do Templo

Desde épocas mais antigas, as substâncias aromáticas naturais de plantas têm um papel vital na vida diária dos povos. Estas ligações vitais entre povos e plantas perderam-se, e muitos de nós perdemos o toque com a terra e com nosso próprio estado de saúde.
De acordo com o Zohar, oferecer incenso é a parte a mais preciosa do serviço do templo para os olhos do grande deus. Ter a honra de conduzir este serviço, é permitido somente uma única vez na vida. Diz-se que quem teve o privilégio de oferecer o incenso está recompensado pela sorte com riqueza e prosperidade para sempre, neste mundo e no seguinte.

Continuando com Eugênio:
A defumação é essencial para qualquer trabalho num terreiro de Umbanda, bem como nos ambientes domésticos. Este ritual é praticado com o objetivo de purificar o ambiente (terreiro/residência), bem como o corpo do médium e da assistência (pessoas que irão participar da gira), retirando as energias negativas e preparando o local para que a gira possa ocorrer em harmonia.
Pode-se aproveitar o know-how pego pela Umbanda para fazer uma limpeza em sua própria casa. Para fazer uma defumação correta só precisa de carvão em brasa dentro de um turíbulo (incensório pequeno, geralmente feito de barro). Jogue as ervas secas dentro (ou na parte de cima, dependendo do modelo de incensório) e vá defumando toda a casa: se for para limpeza espiritual, defume sempre de dentro para fora; se for para atrair bons fluidos e dinheiro, defume de fora para dentro. Os resíduos da defumação podem ser jogados no rio, no lixo, no terreno baldio, em qualquer lugar bem longe da casa, na encruzilhada, etc. (isto vai variar com a bula da defumação). Várias pessoas também aconselham seguir a posição da lua. Ex: para quebrar feitiço e limpeza em geral, fazer na lua minguante. Nas luas nova, crescente ou cheia, fazer a defumação para prosperidade, amor, etc.
Existem dois tipos de defumação:


DEFUMAÇÃO DE DESCARREGO

Serve para afastar seres do baixo astral e dissipar larvas astrais que impregnam qualquer ambiente, tornando-o carregado e ocasionando perturbações nas pessoas que neles se encontram. Ervas utilizadas:
ARTEMíSIA VULGARIS : Esta erva pode utilizado para estimular energia psíquica e sonhos proféticos.Os lakotas acreditam que quando artemisia (Mugwort) é queimada faz com que os maus espíritos fogem
ALECRIM DO CAMPO: defesa dos males; tira inveja e olho gordo, protege de magias.
ARRUDA: descarrego e defesa dos males, proteção e remove o efeito de feitiços.
BELADONA: limpeza de ambientes
BENJOIM RESINA e CANELA: limpa o ambiente e destrói larvas astrais.
CARDO SANTO: defesa, quebra olho gordo.
CIPÓ CABOCLO: elimina todas as larvas astrais do ambiente.
FOLHA DE BAMBU: afasta vampiros astrais.
GUINÉ: atua como poderoso escudo mágico contra malefícios.
INCENSO: tanto a erva como a resina (pedra) são bons para limpeza em geral.
MIRRA: descarrego forte, afasta maus espíritos.
PALHA DE ALHO: afasta más vibrações.
Modo de usar: varra a casa ou local a ser defumado; acenda uma vela para seu anjo da guarda; depois, acenda um braseiro e coloque três tipos diferentes de ervas. Defume de dentro para fora, mantendo o pensamento firme de que está limpando sua casa, sua família e seu corpo.


DEFUMAÇÃO LUSTRAL
Além de afastar alguns remanescentes astrais que por ventura tenham se mantido após a defumação de descarrego, esta defumação atrai para os ambientes correntes positivas das entidades que se encarregarão de abrir seus caminhos. Ervas usadas:
ABRE CAMINHO: abre o caminho atraindo bons fluidos dando força e liderança.
ALFAZEMA: atrativo feminino, deixa o lar mais suave, limpa, purifica e traz o entendimento.
ANIS ESTRELADO: atrativo; chama dinheiro.
COLÔNIA: atrai fluído benéfico.
CRAVO DA ÍNDIA: atrativo; chama dinheiro e dá força à defumação.
EUCALIPTO: atrai a corrente de Oxossi.
LEVANTE: abre os caminhos do ambiente.
LOURO: abre caminho, chama dinheiro, prosperidade e dá energia ao ambiente.
MADRESSILVA: desenvolve a intuição e a criatividade; favorece também a prosperidade.
MANJERICÃO: chama dinheiro.
ROSA BRANCA: paz e harmonia.
SÂNDALO: atrativo do sexo oposto e também ajuda a conectar com a essência Divina.
Modo de usar: esta defumação deve ser feita da porta da rua para dentro do ambiente.
Na limpeza evite escolher ervas com funções diferentes, por exemplo: Levante, Louro e Cardo Santo, pois duas estão abrindo o caminho e a terceira (Cardo Santo) é para limpeza. Isso pode não combinar, por isso primeiro defume a casa fazendo somente a limpeza, de dentro para fora; depois, use as ervas para atrair coisas boas (de fora para dentro).
Quando for fazer defumação de café e açúcar, não faça com os 2 juntos; primeiro, defume de dentro para fora com o café, jogue as brasas e os resíduos bem longe; depois, defume de fora para dentro com o açúcar.
Quando for usar Incenso, Mirra e Benjoim coloque uma quarta erva para limpeza.
Muitas pessoas não podem defumar a casa porque o marido, mulher ou vizinhos não gostam da defumação. Então, para uma defumação mais simples e funcional, faça-a com incensos, seguindo a orientação abaixo:



PARA LIMPEZA DE AMBIENTE COM INCENSOS

Encha um copo virgem (de vidro) de arroz cru, coloque 8 varetas de incenso, podendo ser de Arruda, Alecrim, Cânfora, Eucalipto, Madressilva ou Pimenta; passe este copo na casa inteira (começando de dentro para fora da porta de entrada) e quando chegar na porta de entrada, deixe-os queimando; no término, jogue todos os resíduos (arroz e o pó do incenso) na água corrente; o copo guarde para a próxima defumação.



Tabela de incensos:

Limpeza: Olibano, elemi, copal, cravo da índia, junípero, louro cedro, lavanda, alecrim, salvia branca, sangue de dragão, sweetgrass.
Coragem: Elemi, sangue de dragão, bálsamo do Peru, olibano, palusanto, louro, lavanda, cedro, pinho, junípero, salvia branca, tomilho.
Criatividade : Anis estrelado, copal, cravo da índia, mastic, elemi, breuzinho, olibano, capim limão, junípero.
Relaxar: Lavanda, sândalo, vetiver, sandarac, nardo.
Meditação & oração: Sândalo, mirra, olibano, mastic, copal, nardo, Láudano, sangue de dragão, damar, aloés madeira.
Sono: Sândalo, nardo, galbano, mirra, salvia branca, lavanda.
Sonhos: Aloés madeira, mastic, louro, lavanda.
Amor: Sândalo, aloés copal, beijoim, mirra, vetiver, cássia, nardo, rosa patchuli.






FERINDO A SI MESMO



E porque somos parte de uma existência, quem quer que você esteja ferindo, em última análise você está ferindo a si mesmo.
Hoje você pode não se dar conta disso, mas um dia, quando você ficar mais consciente, então você dirá: "Meu Deus! Esse ferimento foi infligido por mim - em mim mesmo".
Você feriu alguém pensando que as pessoas são diferentes. Ninguém é diferente. Toda essa existência é una, uma unidade cósmica.
Desse entendimento procede a não-violência.

Osho, em "Beyond Psychology"

Leia mais: http://www.palavrasdeosho.com/

quinta-feira, 5 de abril de 2012

RELAÇÃO ENTRE CORPO E ALMA


Deus está constantemente nos enviando mensagens.
Elas estão sempre diante de nós, onde quer que estejamos
Mas passamos a maior parte de nossas vidas sem prestar atenção a elas.
Porque são, quase sempre, muito sutis...
Podem estar presentes em uma música, uma frase, um livro ou na própria natureza.
Ou até mesmo nestas palavras que você está lendo agora
Mas precisamos estar receptivos a elas, senão jamais as perceberemos.
O caminho para a verdadeira felicidade
É aprender a viver em sintonia com Deus, o maior poder do Universo.
Todos os nossos problemas, sofrimentos, tristezas, decepções
São conseqüências de estarmos distantes Dele
Vivemos nossas vidas tão preocupados em atingir nossos objetivos materiais.
Que deixamos de estar em harmonia com o Grande Criador
Buscamos tanto a felicidade, e não percebemos que ela está bem ao nosso lado.
Carregamos tantos fardos inúteis... mágoas, tristezas, medos, preocupações.
Buscamos tantas ilusões efêmeras: Sucesso, posição social, títulos...
E nos admiramos quando nos sentimos vazios, deprimidos, sem rumo...
Você já parou para pensar em como a vida é uma dádiva de Deus?
E você, um ser único, por Ele criado para usufruir desta dádiva?
Portanto, viva intensamente, cada minuto, como se fosse seu último.
Não deseje nem faça o mal a quem quer que seja...
Faça da humildade tua grandeza, da serenidade tua força
Esqueça as ofensas e mágoas, perdoe...
Viva em Deus e torne-se inatingível
Nenhuma pessoa no mundo terá o poder de te magoar
Livre-se de todo o peso desnecessário: torne-se leve como um pássaro e livre como o vento.
Busque os seus sonhos, desenvolva seus talentos, não se preocupe com o que os outros pensam de você.
Tenha Fé no poder da Divina Providência, e nada te faltará
Vibre em harmonia com o universo, cada segundo de sua vida,
E a felicidade que você sentirá, não a trocaria nem por todo o ouro do mundo.
Bem, se você chegou até aqui, já deve ter percebido
Quem está falando com você, neste exato instante...
Esta é apenas mais uma das mensagens que chegam a você todos os dias...
Você é um elo na grande corrente humana e pode transmitir esta mensagem a todos que o cercam.
Deixe que a Luz Divina preencha todo o seu ser
Deixe que ela flua através dos seus olhos, das suas palavras e dos seus atos.
E você encontrará a verdadeira paz, a verdadeira felicidade!!!

FC Perini
Fonte: http://newageinfinitum.blogspot.com

DESLUMBRAMENTO


Ah! O primeiro encontro!
Uma visão fascinante
do então, ainda inusitado,
que,de pálpebras abertas,
contemplava perplexo...
Nevoeiro, nevoeiro.
Neblina intensa,
garoa persistente,
frio cortante.

Solavancos intermitentes.
do trem parando na plataforma
da extasiante Estação da Luz.
Nem museu da língua portuguesa,
nem crackolândia.
Presente do Reino Unido!
Mais que luxo-burguês,
discrição da arte inglesa
se inteirando com o rebuscado
do barroco-colonial do Mosteiro da Luz.

Logo me vi mergulhado
num intenso burburinho de vozes
que se alternavam simultaneamente.
Um desordenado vai e vem
de viajantes apressados,
que se moviam,
entre a liberdade e a solidão,
parecendo buscar um rumo,
um prumo.

Imediatamente,
apossou-se de mim
um gozo transcendental,
terno e intranquilo,
desde que me abriguei forasteiro
na cosmópolis acolhedora.
Sutilmente me deixei apaixonar!
Desvairadamente me permiti piratiningar!


Romildo Ernesto de Leitão Mendes

PENSAMENTO DO DIA


"Dentro de nós há uma coisa
que não tem nome.
Essa coisa é o que somos."

José Saramago

quarta-feira, 4 de abril de 2012

NA PÁSCOA, RENASÇA PARA A VIDA



(...) Normalmente a gente não tem a dimensão do que a Páscoa significa. A gente fica muito na festa e esquece do significado verdadeiro dessa data.
Para mim a Páscoa é o início de um novo ciclo.
(...) Quando eu vejo as pessoas de uma maneira geral, percebo que elas querem ir pro céu, mas não querem morrer.
Mas o caso é que precisa morrer pra ir pro céu!...
Precisa morrer, precisa deixar os velhos hábitos, as velhas manias, para renascer para a vida, para viver uma vida nova.
Um dia você vai ter que olhar no espelho e dizer para si mesmo: “Acabou!... Eu não posso deixar que esse meu jeito errado de fazer as coisas continue me impedindo de ser feliz.”
É esse o simbolismo da Páscoa. Jesus Cristo aceitou a morte para depois poder renascer.
E isso eu tenho visto muito pouco. Vejo muita gente querendo melhorar, querendo mudanças, mas pouca gente aceitando a morte do que já não lhe serve mais.
Então, aproveite essa Páscoa para se preparar para a renovação. Organize cinco coisas que você quer fazer diferente na sua vida e jogue fora o seu jeito antigo de fazer. Comece a fazer de modo diferente. Coloque mais vida na sua vida!
Nesta Páscoa, permita-se renascer!

Feliz Páscoa!

Roberto Shinyashiki

terça-feira, 3 de abril de 2012

ESPIRITISMO - RESPOSTA À UMA CRÍTICA


Prezado Daniel.
Desculpe o tom intimista, mas leio seus artigos no Estadão desde que Paulo Francis nos deixou.
Venho comentar parte do seu artigo de domingo, 12/09/2010, no Caderno 2 do Estadão, “por que não me ufano” e fazer um breve relato sobre o Espiritismo. Gostaria, no entanto, que você lesse esta mensagem até o final.
Quando na França, em 18 de abril de 1857, surgia o “O Livro dos Espíritos”, com ele vinha à luz o Espiritismo, fundamentado em Ciência, Filosofia e Religião.
Ao contrário do que afirmou a Dra. Sandra Jaqueline Stoll neste jornal (18/04/2010), que não teve a delicadeza de publicar minha contestação ao artigo dela e nem ela em me responder, o surgimento do Espiritismo provocou, sim, verdadeira convulsão nos meios intelectuais e nos elegantes salões europeus. Aliás, as teses da Dra. Stoll, bem como os artigos que escreve, me lembram muito o ditado bíblico: cegos guiando cegos.
Cientistas da época, físicos, químicos, astrônomos e outros do porte de um Michael Faraday, Willian Crooks, Camille Flammarion, Alfred Russel Wallace (sim, aquele da Teoria Darwin-Wallace da Evolução das Espécies); escritores como Victor Hugo e Sir Arthur Conan Doyle (...elementar, caro Daniel...) só para citar alguns, e que a Dra. Stoll julga serem ninguém, se ocuparam, se envolveram e confirmaram os fenômenos espirituais.
Willian Crooks, filiado a Royal Society, publicou seus trabalhos confirmando tais fenômenos no “Quartely Journal of Science” de janeiro de 1874. É claro que houveram os prós e os contras, como sempre. Aliás, na moderna História da Ciência, qualquer cientista que diz acreditar em Deus é desqualificado por aqueles que são ateus e materialistas. São inúmeros os pesquisadores “excomungados” por seus pares. Isaac Newton – hoje, é também “acusado” de ter sido capitalista - Einstein, Pitágoras, Sócrates, Platão, Galileu, Carlo Rubia (Nobel de Física de 1984)... A lista é enorme.
Basta o sujeito dizer que acredita em Deus e que segue uma religião que, instantaneamente, a tropa de choque cientificista e os críticos materialistas, o tratam como um “aleijão mental” e jogam sua reputação na lama, não importando a relevância de seus trabalhos para a Ciência. Para eles, é muito melhor um pesquisador medíocre ateu do que um gênio, ou quase isso, que acredite em Deus.
Você sabe que é assim e que não estou inventando nada. Observei isso nos 10 anos que passei dentro de uma Universidade que realiza pesquisas de ponta neste país intelectual e moralmente árido.
Dizer-se espantado que haja pouco debate sobre o assunto reencarnação, vida após a morte etc, apenas mostra que você nunca se preocupou em ler ou pesquisar nada sobre isso. Há os artigos da Dra. Stoll e, também, uma enorme literatura séria sobre esse assunto aqui e em muitos países.
Vamos abrir um parêntesis e falar brevemente sobre reencarnação e mediunidade.
Os primeiros cristãos conheciam a reencarnação e a mediunidade. Esse ensinamento foi abolido dos ensinos cristãos no século IV, no Concílio de Nicéia, por Constantino. No século VI, no Concílio de Constantinopla, por pressão política da Imperatriz Teodósia, e sob influência de alguns bispos, a reencarnação deixou de fazer parte, definitivamente, do Cristianismo. Pois é, já naquela época os ensinamentos de Jesus foram aviltados e religiosos ambiciosos já vislumbravam a conquista do poder temporal - que atravancou o progresso da Humanidade em mais de mil anos, vindo a culminar na lamentável Santa Inquisição.
Nas antigas Escolas de Iniciação da Índia, Pérsia e Egito essas leis eram conhecidas. Mesmo na Roma dos Césares, em meio a tanta corrupção, violência e orgias, ainda assim havia gente decente conhecedoras dessas leis.
Se tudo isso era estudado entre quatro paredes e matava-se quem ousasse divulgar esses ensinamentos, hoje, o Espiritismo os coloca à disposição de quem quer que seja, gratuitamente, em qualquer Centro Espírita. Ao contrário, por exemplo, dos Rosacruzes (AMORC), sociedade fundada por Amenhotep IV, ou Akhenaton, e que subsiste até os dias atuais. E isso não é uma crítica a eles ou a outras sociedades secretas.
Em todas as épocas da Humanidade tratou-se de reencarnação e comunicação com os mortos ou espíritos. Todos os povos, dos mais incipientes até os intelectualmente avançados, cada qual deu a sua interpretação dessas leis.
Fechado o parêntesis, é preciso que se entenda que o Espiritismo não veio trazer nada de novo sob o Sol, apenas retifica o Cristianismo, praticando-o em sua pureza original. E, refutando mais uma vez a Dra. Stoll em seu artigo “Espiritismo à Brasileira”, o Espiritismo brasileiro, Europeu e de onde quer que seja, não há, nunca houve, não haverá, qualquer “relevo mágico-místico” porque um dos seus principais fundamentos é a “razão”.
Com relação às provas da reencarnação, o trabalho dos espíritas e de outros pesquisadores tem sido um autêntico “trabalho de Sísifo”.
Emprega-se todo o arcabouço científico para reunir fatos, provas e conclusões e, depois, um “mané” qualquer, ou meia-dúzia deles, munidos de grande “achismo” e um sorriso de escárnio na boca diz (dizem), que aquilo não é real.
Prova-se novamente e dizem ser impossível.
Repete-se a experiência e dizem que é farsa.
Baseados em quê refutam as provas? Apenas no “achismo”, pois nunca pesquisaram e nem estudaram matéria alguma sobre aquele assunto. Pior, recusam-se a analisar seriamente os trabalhos. Por medo. Medo de terem que mudar toda a sua concepção de vida.
E aqui vai um “aforismo sem juízo”, que você gosta tanto: em tempos de Universos de sete a catorze dimensões que se interpenetram, sobrevive-se jurando três dimensões.
Para você, uma crítica baseada no “achismo pessoal” é uma crítica séria? É honesto fazer isto? Não foi baseado em achismo e interpretação errônea da Bíblia que o bispo se recusou a olhar pela luneta de Galileu?
Vou relatar, rapidamente, uma experiência ocorrida na UNICAMP, em 1985, na 1ª (e última) Conferência Internacional da Interação Mente-Matéria.
Gasparetto (Luiz Antonio), que naquela época “ainda” era espírita, há muito não o é mais, dizendo-se agora espiritualista, fato desconhecido pela Dra. Stoll, foi convidado a se apresentar na referida Conferência. Ao adentrar no salão, lotado de “Phds” de diversas áreas e tendências, o riso dos incrédulos e cínicos refletia-se nos seus rostos. Quando Gasparetto começou a relatar em quais institutos e quais os pesquisadores a que se submeteu na Europa, (ex)União Soviética, Estados Unidos (Harvard, Stanford, Berkeley) e que atestaram ser “real” o fenômeno de psicopictoriografia (ou pintura mediúnica), os mestres e doutores engoliram o sorriso irônico e ficaram espantados ao vê-lo pintar - “mediunizado” - diversos quadros de Da Vinci a Picasso. O diretor do Instituto de Artes, coitado, abestado, mal continha sua estupefação. Não se conformava em ver a rapidez com que os quadros eram pintados (de 1 a 3 minutos), as diversas técnicas usadas (em vida um bom pintor consegue dominar, no máximo, duas – palavras dele), as cores que não se misturavam, isto é, cada cor estava no seu devido lugar, embora utilizadas com rapidez e alguns quadros pintados com as mãos e de cabeça para baixo.
A apresentação foi às claras. De manhã. A luz do dia entrava por todas as janelas do salão do Instituto de Química que, também, tinhas suas luzes acesas. Tudo foi fotografado e filmado em VHS.
Diante de tão marcante apresentação e diante de seus olhos atônitos, os “sábios” se calaram e nem se atreveram a contestar coisa alguma. Pegaram a síndrome do avestruz: enterraram suas cabeças nas três dimensões e apagaram de suas memórias o que viram.
O baiano Ubaldo tem razão ao ponderar que “prova, não prova nada” (especialmente nestes dias lulianos).
Hoje, na UNICAMP, no mais puro Orwell (1984) ninguém mais sabe onde foram parar aqueles quadros ou se um dia eles realmente existiram.
Você tem razão: “modernidade que em alguns solos resiste a vingar”.
Ainda agora, prosseguindo com o “trabalho de Sísifo”, o delegado João Alberto Fiorini, da Polícia Civil Científica do Paraná, pesquisa a hipótese de que trazemos, nas reencarnações, a mesma impressão digital da reencarnação passada. Os trabalhos seguem em laboratórios científicos e, em alguns casos, já se comprovou a tese.

E aí, qual será a desculpa esfarrapada dos materialistas? Falsificação de análises e resultados ou vão desqualificar moralmente a ele e a outros pesquisadores?
Será que aqueles que se envolveram com os fenômenos espíritas viraram “QI de ameba” – e moral duvidosa - após provarem serem verdadeiros tais fenômenos, que nada mais são do que fenômenos naturais presentes em todas as culturas e épocas da Humanidade?
O Prof. Dr. Sílvio Seno Chibeni, mestre em Mecânica Quântica, Doutor e Livre-Docente em Filosofia da Ciência, da UNICAMP, escreveu um artigo onde demonstra que Allan Kardec usou a metodologia científica para codificar o Espiritismo.
Não poderia ser diferente. Um dos mais brilhantes alunos de Pestalozzi, o francês Allan Karcec, ou Denizard Hippolyte Léon Rivail, positivista, educador emérito e maçon, escreveu várias obras que foram adotadas em escolas francesas.
Teria Kardec ficado “leso da cabeça” só porque pesquisou, estudou, provou e codificou o Espiritismo?
Enfim, você quer um debate em quais bases?
Você vai analisar previamente os trabalhos de Crookes, Faraday, Bozzano, Dellane, Rodrigues (Henrique), Andrade (Hernani Guimarães), Facure (Nubor), Banerjee, Stevenson (Ian) e outros mais recentes e dar seu parecer ou vai se basear na obra polêmica da Dra. Sandra Stoll? (Fico pasmo que ninguém ainda tenha rebatido os absurdos sobre o Espiritismo em sua obra. Ou será que há um certo receio em publicá-los?).
Como crítico, você não tem que analisar a obra que vai criticar? Afinal, não é esse seu trabalho? Você vai ler e analisar antes “O Livro dos Espíritos e O Evangelho Segundo o Espiritismo” para depois tirar suas conclusões ou vai continuar a fazer como outros “manés” que, sem ler ou estudar coisa alguma, vai dizer acho isso ou acho aquilo?
Como sugestão, aproveite a onda “Nosso Lar” e promova uma Conferência sobre esse tema no Estadão. Convide a Dra. Stoll e outros que você conhecer. Do meu time, prefiro o Prof. Dr. Cosme Massi, do Centro de Lógica da UFPR, ou da UNICAMP, o Prof. Chibeni ou o Prof. Dr. Aécio Pereira Chagas (um dos maiores químicos do Brasil e do mundo) ou outros que você pode escolher entre as mais diversas associações de profissionais espíritas como as de Magistrados, Advogados, Delegados, Promotores, Médicos, Jornalistas, Psicólogos etc. Físicos e engenheiros, sem contar outras universidades, há um bom punhado só na UNICAMP e na USP, e teses de mestrado e doutorado com temática espírita são aprovadas nas nossas principais universidades.
Felizmente, há espíritas em “todos” os extratos sociais do país, da América Latina (pasme, até em Cuba), América do Norte, Europa, Oceania, Japão... São solos que abrigam e cultivam a modernidade. E até na África.
O Estadão, por exemplo, em seu rol de articulistas teve um grande espírita: Monteiro Lobato.
Se citei os “Phds espíritas”, foi para que não se firmasse em você o preconceito de que “Espiritismo é coisa de gente ignorante e sem informação”. Nós espíritas, sabemos que os “títulos de nada valem”, pois, quando retornarmos à Pátria Espiritual, nossa consciência nos perguntará “quanta caridade praticamos e quantos corações aflitos aliviamos”.
Para terminar, as suas perguntas - Se os espíritos sobrevivem e se comunicam conosco, têm matéria? Se têm matéria, onde ficam? E por que só escolhem alguns médiuns, feito povo eleito? - são muito fáceis de responder. Contudo, para que você se divirta muito mais procurando suas respostas não vou respondê-las. Este é o verdadeiro divertimento, procurar pelas respostas às perguntas – não é assim que os cientistas se divertem (vai ver é por isso que ganham tão pouco)?
Em tempo: Willian Crookes foi contratado para desmistificar os fenômenos espíritas e acabar de uma vez por todas com as notícias que circulavam pela Europa e América sobre eles (ainda me pergunto como a Dra. Stoll teve a coragem de dizer que não houve repercussão nenhuma sobre o surgimento do Espiritismo!!!). Entretanto, Crooks, pesquisador famoso e caráter ilibado, publicou e atestou a veracidade de tais fenômenos.
Deixo um fraternal abraço e os votos de muita Paz a você e à Dra Sandra Jacqueline Stoll, se por ventura a contactar, a quem espero que encontre o bom senso e a realidade dos fatos em suas pesquisas, e me coloco à sua disposição para enviar-lhe algum trabalho que queira consultar e que não encontrar em livrarias ou na Internet.
Atenciosamente.

Giovanni Bruno
Vice-Presidente da União das Organizações Espíritas Intermunicipal de Campinas (USEIC)
Físico; Especialização em Engenharia Mecânica pela UNICAMP; Especialização em Economia de Empresas pela PUC-Campinas; Professor de Comércio e Marketing Internacional

DESENREDO



Por toda terra que passo
Me espanta tudo o que vejo
A morte tece seu fio
De vida feita ao avesso
O olhar que prende anda solto
O olhar que solta anda preso
Mas quando eu chego
Eu me enredo
Nas tranças do teu desejo
O mundo todo marcado
A ferro, fogo e desprezo
A vida é o fio do tempo
A morte é o fim do novelo
O olhar que assusta
Anda morto
O olhar que avisa
Anda aceso
Mas quando eu chego
Eu me perco
Nas tramas do teu segredo
Ê, Minas
Ê, Minas
É hora de partir
Eu vou
Vou-me embora pra bem longe
A cera da vela queimando
O homem fazendo o seu preço
A morte que a vida anda armando
A vida que a morte anda tendo
O olhar mais fraco anda afoito
O olhar mais forte, indefeso
Mas quando eu chego
Eu me enrosco
Nas cordas do teu cabelo
Ê, Minas
Ê, Minas
É hora de partir
Eu vou
Vou-me embora pra bem longe


Nelson Antônio Corrêa

A MAIOR SOLIDÃO


A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.

A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,
o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.

O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,
o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

Vinícius de Moraes.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

PENSAMENTO DO DIA


Viver é desenhar sem borracha.

Millor Fernandes

JANELA DA SAUDADE


Debruçada na janela da saudade,
Desfio minhas lembranças:
Infância de ternas alegrias,
Adolescência de amores apaixonados
E sonhos loucos...
Juventude de realizações,
Maturidade de reflexão
E senectude de profunda sabedoria.
Caminho pelas alamedas do passado
E vejo desfilar rostos tão amados...
Alguns já não mais aqui estão,
Outros ainda me abraçam em sua ternura...
Tanto tenho amado a Vida,
Que não me canso de renascer!
Sou como a fênix!
Quero beber todo esse vinho
E com ele embriagar minha alma!
Quero viver até o último instante
Como um ser apaixonado!...

Maria Luiza


Se gostou, convido-o a visitar meu blog : Poesias da Lu

RASCUNHO DE UM INESPERADO PREFÁCIO

SETE PALAVRAS

ALGUMAS DE MINHAS OBRAS

MEU MAIS NOVO LIVRO

MEU MAIS NOVO LIVRO