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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

ENTRELINHAS ONDE DESPONTO


Quando há dor, há poesia
e o poema ajuda-me a não invadir o chão
escrevo enquanto não me perco
se possuo a vida que não era a minha
sei que sou um tanto melhor de avidez
pois meu desejo é o que acredito ser
não consigo realizá-lo no dia que passa ligeiro
então, sobra-me escrever para um vir-a-ser
repleto de vida que já nem tenho

poesia é arte dor encontros
arte dor cantigas
arte dor calar
arte dor reter pra sobreviver
arte dor e re.vivar
poesia é arte dor
arte dor contra o vazio de não ser
o vazio que é em mim dor
e a arte que sou quando escrevo

vou com a vida que não soube reter
(escrevo poesias porque moro nas entrelinhas)
e caminho sem muito saber se devo


Leonardo Valesi Valente

Entrevista realizada no Instituto de Difusão Espírita, em Araras, SP, por Salvador Gentile, a 5 de dezembro de 1971, quando da visita do médium Chico Xavier para uma Tarde de Autógrafos.

GENTILE: Dr. Elias Barbosa, as doenças antes de aparecerem no corpo físico se manifestam no corpo espiritual? Terão, acaso, origem nos mecanismos da mente?
DR. ELIAS: Não temos dúvida de que antes de aparecer no corpo físico, que se constitui uma veste do espírito, a doença se manifeste na mente. Isto é compreensível se analisarmos o indivíduo, por exemplo, que se desencarna numa situação de violência, ingerindo, suponhamos substância cáustica.
Depois de atravessar períodos de sofrimento nas regiões purgatoriais da Espiritualidade, por tempo mais ou menos longo, quando retorne à Terra, é natural que ele traga a região comprometida do trato digestivo com alterações funcionais ou muitas vezes anatômicas, porque houve lesão do corpo físico que ele deixou na Terra em circunstâncias drásticas, com repercussão no corpo espiritual.
Por exemplo, se ele ingeriu um metal pesado, cuja eliminação se faz principalmente por via renal, é claro que ele deverá renascer, e os seus glomérulos e o epitélio tubular apresentarão alterações muitas vezes de caráter embrionário, acarretando a esse espírito reencarnado sofrimento e dificuldade.
E, de um modo geral, no que se refere às doenças mentais, os indivíduos portadores decomplexos de culpa muito intensos, no Mundo Espiritual, reencarnam em situações por vezes deploráveis, tendendo fugir à realidade ou tornando-se psicóticos. Essa situação depânico se instalou na vida dele em decorrência da prática da autodestruição ou do mal,contra quem quer que seja. E, ainda, se verificarmos todos os tipos de enfermidades,concluiremos que para a doença se instalar, é evidente que terá de ser primariamente noespírito.
E, a propósito, queremos nos lembrar de um livro de Carl Gustav Jung, intitulado “Psicologia e Religião” (2), já traduzido no Brasil. Nesse livro, Jung considera que num indivíduo portador de qualquer processo blastomatoso, semelhante processo não pode estar localizado somente no corpo. E acrescenta que no indivíduo deverá existir um corpo espiritual e na tessitura desse corpo deverá existir também esse tumor, primariamente. Julga o notável psicanalista que para existir o tumor no corpo
físico, deverá também existir na tessitura do corpo espiritual.
Em Doutrina Espírita, esta é a realidade que os Espíritos Amigos nos informam.
O problema das doenças decorre da gravidade da culpa. Quer dizer, conforme a gravidade da prática do mal, será o tipo de doença.
A doença surge na Terra, a benefício da própria pessoa, às vezes para salvá-la de certas situações em que ela cairia, conforme caiu em mais de dez, vinte existências anteriores.
O indivíduo nasce com determinada doença, como medida curativa do espírito.
A criatura, acostumada, durante existências e existências, a roubar, a lançar mão do alheio, poderá em certa existência pedir para nascer sem mãos, a fim de que aprenda a não roubar.
Antes de nascer sem as mãos, possivelmente haja passado por mais de dez ou vinte
existências sofrendo do que nós chamamos de cleptomanias.
Vejamos uma outra possibilidade, qual aconteceu naquele caso descrito em “Memórias de um Suicida” (3), em que um companheiro havia subtraído a vida da esposa; os complexos de culpa lhe foram tão intensos, que a mão se lhe foi ressecando no Plano Espiritual, e, quando renasceu na Terra, trazia consigo a lesão conseqüente.


(2) C.G. Jung, Psicologia e Religião, Tradução de Fausto Guimarães, Zahar Editores, Rio de
Janeiro, 1965. (N. dos O.)
(3) Obra recebida pela médium Yvonne A. Pereira, e editada pela Federação Espírita
Brasileira, Rio, R J (N. dos O.)


O médico, biógrafo e revisor das obras de Chico Xavier, Elias Barbosa, morreu no dia 31 de março de 2011, às 16h, no Hospital São Domingos, em Uberaba (MG), vítima de traumatismo cranioencefálico, aos 76 anos.

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