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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

QUANDO EU DIGO QUE SOU ESPÍRITA


Pode-se observar o espiritismo sob diversas óticas. Como comunidade de pessoas que se identificam com a doutrina e ação social espíritas, ou seja, como fenômeno social (o que envolve não apenas as ciências sociais, mas também a história) como fenômeno psicológico e parapsicológico e até mesmo como fenômeno natural, se considerarmos os fenômenos de efeitos físicos.
Há também uma grande fronteira entre a comunidade e os fenômenos espíritas e as disciplinas da área de saúde, que é histórica, além da extensa produção literária, a exigir um olhar da área de letras e as instituições educacionais espíritas, que tem gerado incursões de pesquisadores da educação.
Outra fronteira entre as áreas de conhecimento indexadas pelos órgãos brasileiros de fomento à pesquisa envolve a filosofia.
O Espiritismo, que foi inicialmente tratado com preconceito por sua identificação como religião pela sociedade e pela comunidade científica internacional, que lhe legou o pleito de ser reconhecido como uma doutrina complexa, com dimensões também filosóficas e científicas, aos poucos vem recebendo olhares de diferentes campos do conhecimento, ora por pesquisadores, oriundos da comunidade espírita, ora por outros sem qualquer vínculo de identidade com esta ou com o pensamento espírita.
A liga de pesquisadores do espiritismo tem organizado encontros anuais, multidisciplinares, com o objetivo de aproximar esses pesquisadores e interessados na temática de diversas áreas, funcionando como espaço estruturante para o surgimento e intercâmbio de núcleos e linhas de pesquisa no âmbito acadêmico.
O Espiritismo é na verdade um elo entre a fé e a ciência que percorreram, ao longo da história, caminhos separados, muitas vezes antagônicos. É com o advento do Espiritismo que esse secular desencontro está sendo atenuado, com tendência natural ao desaparecimento. William Crookes é um conhecido exemplo no século XIX, e a parapsicologia e a transcomunicação instrumental foram consideradas nesse sentido dois marcos importantes no século XX.
Chega-se ao Espiritismo através de três caminhos: pelo amor, pela dor ou pela necessidade intelectual de se obter uma explicação racional para transcendentes perguntas: quem somos, porque somos, de onde viemos e para onde vamos. A Filosofia tentou oferecer respostas a essas perguntas e o resultado foi uma verbalização erudita não explicativa. Aqui e ali, entretanto, houve clarões que se anteciparam à teoria espírita. Sócrates e Platão, acessíveis somente a pessoas de certo nível intelectual, são exemplos clássicos desses clarões, porém a concepção sistêmica de um todo que respondesse logicamente àquelas perguntas a qualquer pessoas só se tornou possível, nos meados do século XIX, com Kardec.
A revelação da verdade espírita enfrentou – e ainda enfrenta neste Século XXI, em época de transição – barreiras poderosas tais como os cleros organizados do catolicismo, os pastores de diversas crenças, com fortes motivações econômicas, antigas tradições religiosas e pautas culturais sedimentadas há séculos e completamente alheias ao conhecimento científico. Criam-se, portanto, “establisments” religiosos que, somente com o tempo serão aos poucos modificados.
O Espiritismo, historicamente, contrariou e continua contrariando interesses econômicos poderosos e suas implicações políticas. A igreja católica e as diversas igrejas protestantes de denominações as mais esdrúxulas, refugiadas na sacralização da Bíblia, que supostamente seria “a palavra divina”, viram-se, com o Espiritismo, ameaçadas em suas posições como intermediárias entre Deus e os homens. Todos os absurdos dos teólogos medievais foram incorporados pela teologia protestante, além de que o antiquado empirismo religioso judaico, embasado por uma tradição sacralizadora, teve também guarida no pensamento da Reforma, isso em relação ao Antigo Testamento. Em relação aos Evangelhos é visível uma grande miopia intelectual, não explicativa, mas em todo esse processo anti-espírita a força econômica foi de grande importância, alimentada pela antiga e lucrativa prática do dízimo e uso do poder social decorrente da acumulação de capital. Muito tempo ainda decorrerá antes que o Espiritismo se transforme, como já foi previsto, no futuro de todas as religiões. Mas isso inexoravelmente acontecerá.



*Lourival Silveira é professor de Biologia e, Advogado aposentado. Milita no espiritismo desde 1969. É fundador da Mocidade Espírita Dorival Alonso do CE Caminho da Luz de Regente Feijó. Fundador da Fundação Mirim de Regente Feijó; Criador do site Grupo de Divulgação Esperança (http://grupoesperanca.ning.com) e criador do site: www.ceandreluiz.com.br Atualmente é vice-presidente do Centro Espírita André Luiz de Presidente Prudente. Orador e Divulgador Espírita. E-mail:lourivalsilveira@gmail.com

SILÊNCIO


Minha alma não fala
Minha voz adormeceu
Minha dor arde calada
Minha vida derramada
Minha boca muda seca
Minha lágrima não caída
Meu grito desesperado
Minha roupa é preta
Meu sangue coagulou
Meu verso desandou
Meu sentido morreu.

Cale-se, quem nunca sentiu.
Omita-se que nunca viu!

Palavras são só palavras?
Um amor alvejado?

E, como amei...
O quanto amei

...a-mei!!!

Geane Masago

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