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sábado, 3 de março de 2012

SONETO DO ANJO


Pálida, à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar! na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d’alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Era mais bela! o seio palpitando…
Negros olhos as pálpebras abrindo…
Formas nuas no leito resvalando…

Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!


**Álvares de Azevedo
(1831-1852)

PENSAMENTO DO DIA


Louco é aquele que não é feliz com o que possui.

Mário Quintana

EVOLUÇÃO E APRIMORAMENTO



"Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade, digo-te:
Ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo."
Jesus - João,3:3.
"A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo." Allan Kardec. ´
E.S.Espiritismo cap. IV, 4.

Decididamente , em nome da Eterna Sabedoria, o homem é o senhor da evolução na Terra.
Todos os reinos do planeta rendem-lhe vassalagem.
Montanhas ciclópicas sofrem-lhe a carga de explosivos, transfigurando-se em matéria-prima destinada à edificação de cidades prestigiosas.
Minérios por ele arrancados às entranhas do globo, suportam-lhe os fornos incandescentes, a fim de lhe garantirem utilidades e conforto.
Rios e fontes obedecem-lhe as determinações, transferindo-se de leito, com vistas à fertilização da gleba sedenta.
Florestas atendem-lhe a derrubada, favorecendo o progresso.
Animais, ainda mesmo aqueles de mais pujança e volume, obedecem-lhe as ordens, quedando-se integralmente domesticados.
A eletricidade e o magnetismo plasma-lhe os desejos.
E o próprio átomo, síntese de força cósmica, descerra-lhe os segredos, aceitando-lhe as rédeas.
Mas não é só no domínio dos recursos materiais que o homem governa, soberano.
Ele pesquisa as reações populares e comanda a política; investiga os fenômenos da natureza e levanta a ciência; estuda as manifestações do pensamento e cria a instrução; especializa o trabalho e faz a indústria; relaciona as imposições do comércio e controla a economia.
Claramente, nós, os espíritos em aperfeiçoamento, no aperfeiçoamento terrestre, conseguimos alterar ou manobrar as energias e os seres inferiores do orbe a que transitoriamente, nos ajustamos, e do qual nos é possível catalogar os impérios da luz infinita, estuantes no Universo.
A face disso, não obstante sustentados pelo Apoio Divino, nas lides educativas que nos são necessárias, o aprimoramento moral corre por nossa conta.
O professor ensina, mas o aluno deve realizar-se.
Os espíritos superiores nos amparam e esclarecem, no entanto, é disposição da Lei que cada consciência responda pelo próprio destino.
Meditemos nisso, valorizando as oportunidades em nossas mãos.
Por muito alta que seja a quota de trabalho corretivo que tragas dos compromissos assumidos em outras reencarnações, possuis determinadas sobras de tempo de que dispões, basta usares sabiamente a vontade, que tanta vez manejamos para agravar nossas dores, a fim de te consagrares ao serviço do bem e ao estudo iluminativo, quando quiseres, como quiseres, onde quiseres e quanto quiseres, melhorando-te sempre.
O nosso emérito Benfeitor nos leva a refletir na complexidade do texto de Moisés, inserido no livro Gênese, capítulo 1:28.
"(...) e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo animal que se move sobre a terra."
A administração é pessoal e intransferível na terra do coração. A alma, voltando ao trabalho reencarnatório, é convidada a dominar peixes do mar, aves do céu, e todo animal que se move sobre as circunstâncias da vida, aqui a saber: emoções, sensações, pensamentos, sentimentos.
Mergulhados que estamos nas injunções reencarnatórias, necessitamos afinar o instrumento da mente, para projetar a alma aos cimos da excelsitude. Para tal, nos defrontamos o tempo todo com as circunstâncias do caminho.
No Egito antigo, no chamado esoterismo iniciático, o desafio do aprendiz, mergulhado nas águas claras do Nilo, a simbolizar a reencarnação, se fundamentava em 4 princípios chamados quaternário ou consumação da ideia, portanto manifestação da luz. Neste simbolismo, o neófito era levado ao entendimento e à ordem, pois que contém a chave capaz de abrir os portais espirituais, geralmente fechados ao homem comum, ou seja, àquele que ainda não despertou para a realidade da Lei de Evolução.
O número 4 ou quarto arcano é representado no alfabeto hebraico pela letra Daleth, cujo símbolo é expresso pela cruz (testemunho) ou pelo quadrado, nos quais se encontra manifestado o quaternário sagrado IOD-HE (I H V H), que se deve traduzir em trabalho interno (na própria intimidade) e externo (contexto da vida - crescimento horizontal - estudo, método, trabalho e socialização).
Como é o número do entendimento, da compreensão, é, consequentemente, o número da ordem, da organização, uma vez que não poderá haver conhecimento sem a prática da disciplina e não se poderá assumir responsabilidade sem a experiência fundamentada no trabalho construtivo.
No início do trabalho de Emmanuel junto ao médium Chico, o ensinamento do Benfeitor ao aprendiz foi claro e objetivo: Queres exercer a mediunidade com Jesus? Necessário se faz, concluiu a proposta ao neófito: Disciplina, disciplina e disciplina. A trilogia representa a repetição que a alma, a cada experiência, deve transcender o ensinamento "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". João 8:32.
Nesta lição acima, Evolução e Aprimoramento, do Livro da Esperança, cap. 6, FEB, Emmanuel faz alusão à Lei de circunstância, apoiando-se no mesmo quaternário, a saber: quando, como, onde e quanto quiseres, para melhorar sempre. Implicitamente, o Apóstolo do Brasil evangélico está indicando que para se chegar à meta é imperioso planejamento, organização, investimento e o trabalho eficiente.
Lembramos a frase de Chico Xavier: "o trabalho de Emmanuel é de construção".
Voltamos à sabedoria egípcia, bem ao estilo de Emmanuel, quando se estudava a importância do saber, querer, ousar e calar.
Em cada instante da vida, somos concitados a analisar os fatos, para retirar as lições. Se bem aproveitada a circunstância, no contexto do dia a dia, poderemos nos aclimatar no seio das bem aventuranças.
Saber: (compreender) a oportunidade e o tempo certo de fazer.
Querer: sem a vontade (gerência da casa mental - determinação), não se movimenta as forças necessárias para a caminhada.
Ousar: Necessitamos verificar os limites pessoais, para vencê-los com sabedoria. No ousar está implícita a indicativa evangélica do vigiai e orai.
Calar: Aprender a calar o orgulho, a vaidade e o egoísmo. Agir no tempo de Deus, atendendo aos preceitos sublimes da caridade para com o próximo e para consigo mesmo.
No legado do Cristianismo nascente, conforme narrativa de Emmanuel no livro Paulo e Estevão, quando o "Convertido de Damasco", em meio às suas dores, buscava orientações ao seu novo projeto de servir a Jesus, a resposta do Alto não tardou. Em sua retina espiritual apresentaram-se os Espíritos Abigail e Estevão para lhe traçarem um quaternário perfeito com vistas aos testemunhos que adviriam da divulgação do Evangelho de Jesus:
"Paulo... Ame, trabalhe, espere e perdoe", sempre!... pois assim o Cristo estará em ti e por ti para a vitória do Evangelho.
Encerramos, agradecidos, estas reflexões e pedimos inspiração para aplicar, no sendal das oportunidades, tão sábias e expressivas lições.

Carlos Alberto Braga Costa
UEM - BH

TRANSCENDÊNCIA



Depois da morte, serei eterna!
Andarei vestida de brilho e luz,
nos espaços luminosos
da Vida Maior.

Serei aprendiz de estrela,
que, andarilha e aventureira,
se mostrará cativa e bela.

Na Seara do Pai, serei aquela,
que ao encontrar amores já idos,
se aninhará em seus braços
a matar saudades.

Voltarei, quem sabe, um dia,
mais madura, com maior bagagem,
a outro corpo e a outra
história.

Mulher ou homem, não importa.
Estarei de novo no trabalho do amor,
levantando a mesma bandeira
para a glória do Senhor!

Maria Paraguassu do Recanto da Poesia

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