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sexta-feira, 6 de abril de 2012

A DEFUMAÇÃO NA HISTÓRIA


Ninguém sabe quando a humanidade começou a usar as plantas aromáticas. Estamos razoavelmente seguros de que os sentidos do homem antigo eram bem mais aguçados, e o sentido do olfato foi crucial para sua sobrevivência. Há evidência do período Neolítico de que ervas aromáticas eram usadas em culinária e medicina, e que ervas e flores eram enterradas com os mortos. A fumaça ou fumigação foram provavelmente um dos usos mais antigos das plantas, como parte de oferendas rituais aos deuses. Era provavelmente notado que a fumaça de várias plantas aromáticas tinha, entre outros, efeitos alucinógenos, estimulantes e calmantes. Gradualmente, um conjunto de conhecimentos sobre as plantas foi acumulado e passado a centenas de gerações de xamãs.
Os seres humanos têm uma ligação muito forte com as plantas. As plantas aromáticas têm sido honradas de um modo especial desde os tempos antigos. Eram utilizadas em rituais religiosos e mágicos, assim como nas artes curativas. Estas três práticas eram fundamentais para a existência humana (ainda hoje continuam sendo).
As grandes civilizações desaparecidas do Oriente Médio e do Mediterrâneo glorificavam os aromas, que faziam parte de suas vidas. Creio que conhecer um pouco da história dos aromas e da defumação mágica, é uma introdução adequada para sua prática.


Descendentes de Atlântida

Há 4000 anos, existia uma rota de comércio onde se cruzavam as culturas mais antigas do Mediterrâneo e da África. Através dela, acontecia o comércio e troca de diferentes mercadorias como, por exemplo: ouro, olíbano, temperos e especiarias em geral; conseqüentemente, trocavam conhecimentos de suas diferentes culturas. E foi bem no meio desta rota que nasceu a maior civilização desta época: "O Egito".
A antiga civilização do Egito era devotada em direcionar os sentidos em direção ao Divino. O uso das fragrâncias era muito restrito. Inicialmente, sacerdotes e sacerdotisas eram as únicas pessoas que tinham acesso a estas preciosas substâncias. As fragrâncias dos óleos eram usadas em perfumes, na medicina e para uso estético, e ainda, para a consagração nos rituais. Eram queimados como incenso. Sobre as paredes das tumbas dos templos antigos perdidos no deserto, há um símbolo que aparece com freqüência que parece uma fumaça que sai dele mesmo. Isto confirma que no Egito se utilizava o incenso desde tempos antigos. Quando o Egito se fez um país forte, seus governantes importaram de terras distantes incenso, sândalo, mirra e canela. Esses tesouros aromáticos eram exigidos como tributo aos povos conquistados e se trocavam inclusive por ouro. Os faraós se orgulhavam em oferecer às deusas e aos deuses enormes quantidades de madeiras aromáticas e perfumes de plantas, queimando milhares de caixas desses materiais preciosos. Muitos chegaram a gravar em pedras semelhantes façanhas.
Os materiais das plantas aromáticas eram entregues como tributos ao estado, e doados a templos especiais, onde se conservavam sobre altares como oferendas aos deuses e deusas. Todas as manhãs as estátuas eram untadas pelos sacerdotes com óleos aromáticos. Queimava-se muito incenso nas cerimônias do templo, durante a coroação dos faraós e rituais religiosos. Queimava-se em enterros para extrair do corpo mumificado os espíritos negativos.
Sem dúvida o incenso egípcio mais famoso foi o Kyphi. O Kyphi se queimava durante as cerimônias religiosas para dormir, aliviar ansiedade e iluminar os sonhos.


Os Sumérios e os Babilônios

É difícil separar as práticas destas culturas distintas já que os Sumérios tiveram uma grande influência dos babilônios e transcreveram muita da literatura dos seus antepassados para o idioma sumério. Sem engano sabemos que ambos os povos usavam o incenso. Os Sumérios ofereciam bagas de junípero como incenso à deusa Inanna. Mais tarde os babilônios continuaram um ritual queimando esse suave aroma nos altares de Ishtar.
Tudo indica que o junípero foi o incenso mais utilizado, eram usadas outras plantas também. Madeira de cedro, pinho, cipreste, mirto, cálamo e outras, eram oferecidas às divindades. O incenso de mirra, que não se conhecia na época dos Sumérios, foi utilizado posteriormente pelos babilônios. Heródoto assegura que na Babilônia queimaram uma tonelada de incenso. Daquela época nos tem chegado numerosos rituais mágicos. O Baru era um sacerdote babilônio esperto na arte da adivinhação. Acendia-se incenso de madeira de cedro e acreditava-se que a direção que a fumaça levantava determinaria o futuro, se a fumaça movia-se para a direita o êxito era a resposta, se se movia para a esquerda a resposta era o fracasso.

Os gregos e romanos

Estes povos acreditavam que as plantas aromáticas procediam dos deuses e deusas. O povo chegou a consumir tantos materiais aromáticos para perfumar-se que no ano de 565 foi decretada uma lei que proibia utilizar essenciais aromáticas pelas pessoas com temor de não ter suficiente incenso para queimar nos altares das divindades.
Nativos americanos
Os nativos americanos vivem em harmonia com a terra, reverenciam-na como geradora de vida. Os nativos americanos desde muito tempo têm conhecido o valor e poder de cura das plantas de poder, usadas em tendas de suor, dança do tambor etc. Queimam-se sálvia, cedro e resinas para limpeza de objetos de poder. É usada para a saúde e o bem estar de sua tribo.

Incenso do Templo

Desde épocas mais antigas, as substâncias aromáticas naturais de plantas têm um papel vital na vida diária dos povos. Estas ligações vitais entre povos e plantas perderam-se, e muitos de nós perdemos o toque com a terra e com nosso próprio estado de saúde.
De acordo com o Zohar, oferecer incenso é a parte a mais preciosa do serviço do templo para os olhos do grande deus. Ter a honra de conduzir este serviço, é permitido somente uma única vez na vida. Diz-se que quem teve o privilégio de oferecer o incenso está recompensado pela sorte com riqueza e prosperidade para sempre, neste mundo e no seguinte.

Continuando com Eugênio:
A defumação é essencial para qualquer trabalho num terreiro de Umbanda, bem como nos ambientes domésticos. Este ritual é praticado com o objetivo de purificar o ambiente (terreiro/residência), bem como o corpo do médium e da assistência (pessoas que irão participar da gira), retirando as energias negativas e preparando o local para que a gira possa ocorrer em harmonia.
Pode-se aproveitar o know-how pego pela Umbanda para fazer uma limpeza em sua própria casa. Para fazer uma defumação correta só precisa de carvão em brasa dentro de um turíbulo (incensório pequeno, geralmente feito de barro). Jogue as ervas secas dentro (ou na parte de cima, dependendo do modelo de incensório) e vá defumando toda a casa: se for para limpeza espiritual, defume sempre de dentro para fora; se for para atrair bons fluidos e dinheiro, defume de fora para dentro. Os resíduos da defumação podem ser jogados no rio, no lixo, no terreno baldio, em qualquer lugar bem longe da casa, na encruzilhada, etc. (isto vai variar com a bula da defumação). Várias pessoas também aconselham seguir a posição da lua. Ex: para quebrar feitiço e limpeza em geral, fazer na lua minguante. Nas luas nova, crescente ou cheia, fazer a defumação para prosperidade, amor, etc.
Existem dois tipos de defumação:


DEFUMAÇÃO DE DESCARREGO

Serve para afastar seres do baixo astral e dissipar larvas astrais que impregnam qualquer ambiente, tornando-o carregado e ocasionando perturbações nas pessoas que neles se encontram. Ervas utilizadas:
ARTEMíSIA VULGARIS : Esta erva pode utilizado para estimular energia psíquica e sonhos proféticos.Os lakotas acreditam que quando artemisia (Mugwort) é queimada faz com que os maus espíritos fogem
ALECRIM DO CAMPO: defesa dos males; tira inveja e olho gordo, protege de magias.
ARRUDA: descarrego e defesa dos males, proteção e remove o efeito de feitiços.
BELADONA: limpeza de ambientes
BENJOIM RESINA e CANELA: limpa o ambiente e destrói larvas astrais.
CARDO SANTO: defesa, quebra olho gordo.
CIPÓ CABOCLO: elimina todas as larvas astrais do ambiente.
FOLHA DE BAMBU: afasta vampiros astrais.
GUINÉ: atua como poderoso escudo mágico contra malefícios.
INCENSO: tanto a erva como a resina (pedra) são bons para limpeza em geral.
MIRRA: descarrego forte, afasta maus espíritos.
PALHA DE ALHO: afasta más vibrações.
Modo de usar: varra a casa ou local a ser defumado; acenda uma vela para seu anjo da guarda; depois, acenda um braseiro e coloque três tipos diferentes de ervas. Defume de dentro para fora, mantendo o pensamento firme de que está limpando sua casa, sua família e seu corpo.


DEFUMAÇÃO LUSTRAL
Além de afastar alguns remanescentes astrais que por ventura tenham se mantido após a defumação de descarrego, esta defumação atrai para os ambientes correntes positivas das entidades que se encarregarão de abrir seus caminhos. Ervas usadas:
ABRE CAMINHO: abre o caminho atraindo bons fluidos dando força e liderança.
ALFAZEMA: atrativo feminino, deixa o lar mais suave, limpa, purifica e traz o entendimento.
ANIS ESTRELADO: atrativo; chama dinheiro.
COLÔNIA: atrai fluído benéfico.
CRAVO DA ÍNDIA: atrativo; chama dinheiro e dá força à defumação.
EUCALIPTO: atrai a corrente de Oxossi.
LEVANTE: abre os caminhos do ambiente.
LOURO: abre caminho, chama dinheiro, prosperidade e dá energia ao ambiente.
MADRESSILVA: desenvolve a intuição e a criatividade; favorece também a prosperidade.
MANJERICÃO: chama dinheiro.
ROSA BRANCA: paz e harmonia.
SÂNDALO: atrativo do sexo oposto e também ajuda a conectar com a essência Divina.
Modo de usar: esta defumação deve ser feita da porta da rua para dentro do ambiente.
Na limpeza evite escolher ervas com funções diferentes, por exemplo: Levante, Louro e Cardo Santo, pois duas estão abrindo o caminho e a terceira (Cardo Santo) é para limpeza. Isso pode não combinar, por isso primeiro defume a casa fazendo somente a limpeza, de dentro para fora; depois, use as ervas para atrair coisas boas (de fora para dentro).
Quando for fazer defumação de café e açúcar, não faça com os 2 juntos; primeiro, defume de dentro para fora com o café, jogue as brasas e os resíduos bem longe; depois, defume de fora para dentro com o açúcar.
Quando for usar Incenso, Mirra e Benjoim coloque uma quarta erva para limpeza.
Muitas pessoas não podem defumar a casa porque o marido, mulher ou vizinhos não gostam da defumação. Então, para uma defumação mais simples e funcional, faça-a com incensos, seguindo a orientação abaixo:



PARA LIMPEZA DE AMBIENTE COM INCENSOS

Encha um copo virgem (de vidro) de arroz cru, coloque 8 varetas de incenso, podendo ser de Arruda, Alecrim, Cânfora, Eucalipto, Madressilva ou Pimenta; passe este copo na casa inteira (começando de dentro para fora da porta de entrada) e quando chegar na porta de entrada, deixe-os queimando; no término, jogue todos os resíduos (arroz e o pó do incenso) na água corrente; o copo guarde para a próxima defumação.



Tabela de incensos:

Limpeza: Olibano, elemi, copal, cravo da índia, junípero, louro cedro, lavanda, alecrim, salvia branca, sangue de dragão, sweetgrass.
Coragem: Elemi, sangue de dragão, bálsamo do Peru, olibano, palusanto, louro, lavanda, cedro, pinho, junípero, salvia branca, tomilho.
Criatividade : Anis estrelado, copal, cravo da índia, mastic, elemi, breuzinho, olibano, capim limão, junípero.
Relaxar: Lavanda, sândalo, vetiver, sandarac, nardo.
Meditação & oração: Sândalo, mirra, olibano, mastic, copal, nardo, Láudano, sangue de dragão, damar, aloés madeira.
Sono: Sândalo, nardo, galbano, mirra, salvia branca, lavanda.
Sonhos: Aloés madeira, mastic, louro, lavanda.
Amor: Sândalo, aloés copal, beijoim, mirra, vetiver, cássia, nardo, rosa patchuli.






FERINDO A SI MESMO



E porque somos parte de uma existência, quem quer que você esteja ferindo, em última análise você está ferindo a si mesmo.
Hoje você pode não se dar conta disso, mas um dia, quando você ficar mais consciente, então você dirá: "Meu Deus! Esse ferimento foi infligido por mim - em mim mesmo".
Você feriu alguém pensando que as pessoas são diferentes. Ninguém é diferente. Toda essa existência é una, uma unidade cósmica.
Desse entendimento procede a não-violência.

Osho, em "Beyond Psychology"

Leia mais: http://www.palavrasdeosho.com/

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