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sexta-feira, 27 de abril de 2012

ATÉ A TRISTEZA ´PODE SE TORNAR UM FLORESCIMENTO

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Pergunta a Osho: Vejo-me muitas vezes mergulhado em tristeza ao pensar em deixar esta vida. O que posso fazer? A tristeza é triste porque você não gosta dela. Ela é triste porque você não gosta de senti-la. Ela é triste porque você a rejeita. Até a tristeza pode se tornar um florescimento de grande beleza, de silêncio e profundidade, se você gostar dela. Nada é errado. É assim que tem de ser, ser capaz de gostar de tudo o que acontece, até da tristeza. Até a morte tem de ser amada; só assim você conseguirá transcendê-la. Se conseguir aceitar a morte, se conseguir amá-la e recebê-la bem, a morte não pode matar você; você a transcendeu. Quando a tristeza vier, aceite-a. Ouça a sua canção. Ela tem algo para lhe dar. Trata-se de uma dádiva que felicidade nenhuma pode lhe oferecer; só a tristeza pode. A felicidade é sempre superficial; a tristeza é sempre profunda. A felicidade é como uma onda; a tristeza é como as profundezas do oceano. Na tristeza, você fica consigo mesmo, sozinho. Na felicidade, você começa a acompanhar outras pessoas e começa a compartilhar. Na tristeza, você fecha os olhos e mergulha fundo dentro de si mesmo. A tristeza tem uma canção... ela é um fenômeno extremamente profundo. Aceite-a. Aproveite-a. Prove-a sem nenhuma rejeição e você verá que ela lhe traz muitas dádivas que nenhuma felicidade pode trazer. Se você conseguir aceitar a tristeza, ela deixa de ser tristeza; você dá um novo caráter a ela. Você crescerá por meio dela. Ela não será mais uma pedra, uma rocha no caminho, bloqueando a passagem; ela será um passo. E lembre-se sempre: aquele que nunca sentiu uma tristeza profunda é uma pessoa pobre. Ele nunca terá riqueza interior. A pessoa que sempre viveu feliz, sorrindo, com frivolidade, não entrou no templo interior do seu ser. Ela não conhece o santuário interior. Seja sempre capaz de ir para todas as polaridades. Quando a tristeza vier, fique realmente triste. Não tente fugir dela – permita-a, coopere com ela. Deixe que ela se dissolva em você e você se dissolverá nela. Deixe que você e ela sejam uma coisa só. Fique realmente triste: sem resistência, sem conflito e sem luta. Quando a felicidade vier, fique feliz: dance e fique extasiado. Quando a felicidade vier, não tente se agarrar a ela. Não diga que ela tem de durar para sempre; assim você a perderá. Quando a tristeza vier, não diga: "Não venha", ou "Se tem de vir, por favor venha logo". Assim você deixa de aproveitá-la. Não rejeite a tristeza e não se apegue à felicidade. Logo você entenderá que a felicidade e a tristeza são dois aspectos da mesma moeda. Então você verá que a felicidade também traz em si uma tristeza e a tristeza traz em si uma felicidade. Então o seu interior fica mais rico. Você pode desfrutar de tudo: da manhã e do entardecer também, da luz do dia e da escuridão da noite, do dia e da noite, do verão e do inverno, da vida e da morte – você pode desfrutar de tudo. Osho, em "O Livro do Viver e do Morrer: Celebre a Vida e Também a Morte" <

O OUTONO

A chuva fina e passageira de Outono renova as esperanças. Sempre, esperança de vida. O Outono me encanta! Parece-me um tempo de esperas... Um misterioso tempo grávido de sonhos de renovação, pois nada se transforma e se renova sem antes se despir das velhas roupagens. Além de sua beleza, ele me faz lembrar aquela música de minha juventude: “Folhas mortas”. Quem, com mais de sessenta anos, morando em Montes Claros, não se lembra dessa música, que embalou tantas danças, de rostos colados, ao som do “Les chéries”? Ah, o Outono, de Vivaldi, que retrata com o talento que me falta toda a beleza dessa estação!...É uma estação que, sem dúvida, convida à poesia. Tudo parece morto e triste aos olhos de quem não conhece de verdade, isto é, com o coração e não apenas com a mente, os mistérios da Natureza... Ledo engano! O Outono tem suas nuances de Vida e Alegria! Basta que saibamos ver e sentir! A Natureza com seus ciclos é sempre um convite à Vida. Vida de encantos e desencantos, dores e alegrias, caminhos e descaminhos, planícies, abismos e desertos... Vida cheia de arte, flores, espinhos... Mas, que sempre vale a pena! A aurora está chegando mais tarde, assim como o crepúsculo mais cedo. De minha cama, posso observar o sol que, cheio de beleza e cores, anuncia o novo dia. A nova oportunidade. Um novo começo. Ah, que tristeza resiste ao sagrado desse momento? Todas as lágrimas se secam e o coração cheio de gratidão pelo dom extraordinário desse espetáculo gratuito que Deus nos oferece a cada dia, o coração pula dentro do peito convidando ao recomeço. Não é necessário se ocupar de filosofias para reconhecer que a Vida sempre parece nos sorrir. Bendito Outono com sua mensagem de esperança! Bendito Outono, fase de gestação de novas vidas! Ouço-lhe a música e os silêncios e me rendo diante do Mistério do Sagrado. Será o Outono uma presença profética?... Maria Luiza Silveira Teles

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