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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O Contrário do Amor


O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. 
Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. 
Elas estão erradas. 
Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: 
o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? 
Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? 
O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. 
Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: 
seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. 
Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. 
Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. 
Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. 
Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. 
O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? 
De coisa alguma. 
A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. 
Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. 
Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: 
nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. 
A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: 
ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. 
Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada.
Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto. 


Autoria de
Martha Medeiros 

PRECE A DEUS



Deus de eterna bondade, em prece de louvor entrego-te minha alma, 
Sê bendito meu pai em todos os recursos, ferramentas, processos e medidas dos quais te utilizasses a fim de que eu perceba que tudo devo à ti. 
Agradeço-te, pois o tesouro da vida, 
A presença do amor, 
A constância do tempo, 
O sustento da fé, 
O calor da esperança que me acena o porvir, 
O santo privilégio de servir, 
O pensamento reto que me faz discernir o que é mau e o que é bem, na clara obrigação de nunca desprezar ou de ferir alguém... 
Agradeço-te ainda, a visão das estrelas a esmaltarem de glória o lar celeste, 
As flores do caminho, 
Os braços que me amparam e os gestos de carinho dos corações queridos que me deste. 
Por tudo te agradeço e QUANDO te aprouver despojar-me dos bens com que me exaltas... 
Ensina-me senhor a devolver tudo o que me emprestaste... 

Mas por piedade ó pai, deixa-me em tudo por apoio e dever, a benção de ACEITAR e o dom de COMPREENDER. 

Autor desconhecido do blog "Espiritismo Preces", de Carlos Varoli

LUZ E TREVAS...


A Luz dos Homens. A Luz Resplandece das Trevas
Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens… (João, 1: 4)
A antítese entre luz e trevas é recorrente no texto bíblico. Aqui, porém, o redator evangélico relaciona luz com vida. Nele, estava a vida… a Vida está em Deus desde antes do princípio, ela é o vivo de nossas vidas. Aqui falamos não de vida no sentido biológico que é fruto da Criação do Universo físico, mas da Vida que é na expressão de Paulo o dom gratuito de Deus.1 Deste modo, o Verbo que era a ação criadora estava impregnado de Vida, e a Vida é a Luz dos homens, a existência de toda realidade.
Toda a criação estava em Deus; o Criador por um ato pleno de amor cria, isto é, exterioriza de si a criação. Criação da qual nós os homens conhecemos apenas uma minúscula parte que é o Universo físico. Outras existem em dimensões tão superiores que são inabordáveis por nós por mais evoluídos que sejamos.
Deus em sua transcendência é o eterno desconhecido, todavia, através de Sua Lei se faz compreensível na medida de nossas possibilidades evolucionais. A Lei em última instância é Amor, deste modo, toda vez que agimos em pleno acordo com o amor fechamos uma conexão indestrutível com o Criador gerando assim, Luz, Vida, Saúde.
Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens. Compreendemos deste modo que se nos falta sentido para um maior entendimento sobre Deus, porém já fica claro para qualquer um de nós que somos responsáveis pelo nossos estados de alegria ou tristeza, saúde ou doença, de paz ou de conflito íntimo. Sejamos um com Ele através da vivência da moral, que é Lei, e faremos Luz e Vida em nossa existência.
“…mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna.” (Romanos, 6: 23)

e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.  (João, 1: 5)
Já dissemos e voltamos a repetir que não temos como saber sobre o início da Criação devido a nossa pouca evolução e porque não há como no relativo em que nos situamos compreender o Absoluto. Todavia, a lógica nos leva pensar que a Criação primária é espiritual. É pouco provável que Deus tenha criado a matéria e o Universo material primeiro e depois o espiritual.
Nos primeiros movimentos do livro Gênesis há anotação de que no princípio Deus criava os céus e a terra, o que nos sugere a criação dos céus (mundo espiritual) antes da terra (mundo físico). Porém, segundo a narração deste mesmo livro, no versículo três do primeiro capítulo surge a luz quando no versículo dois já relatava sobre a existência das trevas. Existia treva antes da luz? Como dissemos, é pouco provável. A luz representando o bem, o espiritual, a ação original do Criador é anterior a tudo. Então, como resolver esta contradição?
Atribuímos isto, segundo nossa humilde forma de analisar, ao modo de relatar dos redatores primeiros do texto bíblico. Eles partiram do que conheciam, o mundo físico, para só depois falarem sobre o que ainda era desconhecido, o mundo espiritual. Por isso, os livros que narram a Criação partem do mundo material para o espiritual, como se o espírito partisse da matéria para só depois atingir a condição plena, espiritual.
No Evangelho de João há em parte a correção deste fato. Nele temos no princípio o verbo (logos), a vida, a luz, e só depois surgem as trevas. Hoje com a nossa mentalidade já mais evoluída podemos depreender que as trevas não pertencem à Criação original, elas têm origem no uso indevido do livre arbítrio por parte do espírito que se voltou contra a Lei de Deus.
A luz resplandece (brilha) nas trevas, esta é a lógica do nosso Universo. A luz por si mesma é invisível, a luz incriada é inacessível á nossa condição material. Deste modo, é preciso que aja trevas para que possamos ver a luz. Todavia as trevas não conseguem compreender a luz, não conseguem apreendê-la , impedi-la. O significado do termo grego catélaben é controvertido, podendo ainda significar conter. Porém o sentido espiritual do versículo é claro e otimista; por maior que seja a treva ou o tenebroso em nós mesmos jamais conseguiremos apagar a luminosidade da essência espiritual que somos. A Centelha Divina vencerá sempre mesmo que fique adormecida por longo tempo. Lembremos que ela praticamente se apaga no mineral vindo a brilhar com todo o seu fulgor no espírito voltado para o bem. A Inteligência Suprema nos marcou para sempre, por isso o sentido da vida é para frente e para o alto.
Gênesis, 1: 1


Cláudio Forjato, de Juiz de Fora  -  Rede Amigo Espírita

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