BOAS VINDAS

Seja bem vindo! Espero que aqui encontre alento, beleza, amor e paz! E que possa espalhar isto para o mundo, que vive tão sedento de tudo isto.



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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

PENSAMENTO DE HOJE


Aquele que escolhe o Infinito foi escolhido pelo Infinito.

Sri Aurobindo

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

QUEM SEGUE

Irmaos de Chico
Capítulo 146 - Quem Segue

"E outra vez lhes falou Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue
não andará em trevas, mas terá a luz da vida." - (JOÃO, 8:12.)

Há crentes que se não esquivam às imposições do culto exterior.
Reclamam a genuflexão e o público trovejante, de momento a momento.
Preferem outros o comentário leviano, acerca das atividades gerais da fé religiosa, confiando-se a querelas inúteis ou barateando os recursos divinos.
A multidão dos seguidores, desse tipo, costuma declarar que as atitudes externas
e as discussões doentias representam para ela sacrossanto dever contudo, tão logo surgem inesperados golpes do sofrimento ou da experiência na estrada vulgar, precipita se em sombrio desespero, recolhendo-se em abismos sem esperança.
Nessas horas cinzentas, os aprendizes sentem-se abandonados e oprimidos,
mostrando a insuficiência interna. Muitos se fazem relaxados nas obrigações, afirmando-se desprotegidos de Jesus ou esquecidos do Céu.
Isso ocorre, porém, porque não ouviram a revelação divina, qual se faz necessário.
O Mestre não prometeu claridade à senda dos que apenas falam e creem. Assinou,
no entanto, real compromisso de assistência continua aos discípulos que o seguem.
Nesse passo, é importante considerar que Jesus não se reporta a lâmpadas de natureza física, cujas irradiações ferem os olhos orgânicos. Assegurou a doação de luz da vida.
Quem efetivamente se dispõe a acompanhá-lo, não encontrará tempo a gastar com exames particularizados de nuvens negras e espessas, porque sentirá a claridade eterna, dentro de si mesmo.
Quando fizeres, pois, o costumeiro balanço de tua fé, repara, com honestidade
imparcial, se estás falando apenas do Cristo ou se procuras seguir-lhe os passos, no caminho comum.

Chico Xavier - Emmanuel
Livro Vinha de Luz

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

TEMAS IMPORTUNOS


Doenças.
Crimes.
Intrigas.
Crítica.
Sarcasmo.
Contendas domésticas.
Desajustes alheios.
Conflitos sexuais. Divórcios.
Notas deprimentes com referência aos irmãos considerados estrangeiros.
Racismo. Preconceitos sociais.
Divergências políticas.
Atritos religiosos.
Auto-elogio.
Carestia da vida.
Males pessoais.
Lamentações.
Comparações pejorativas.
Recordações infelizes.
Reprovação a serviços públicos.
Escândalos.
Infidelidade conjugal.
Pornografia.
Comentários desprimorosos quanto à casa dos outros.

Francisco Cândido Xavier - Sinal Verde - Pelo espírito André Luiz 39

Anedotário inconveniente. Histórias chulas.
Certamente não existem assuntos indignos da palavra e todos
eles podem ser motivo de entendimento e de educação, mas sempre
que os temas importunos ou difíceis forem lembrados, em
qualquer conversação, o equilíbrio e a prudência devem ser chamados
ao verbo em manifestação, para que o respeito aos outros
não se mostre ferido.

Francisco Cândido Xavier - André Luiz
Livro Sinal Verde

"MEDITAÇÃO DIÁRIA!"



Aquele que não desenvolver uma estabilidade interna estará sempre correndo atrás de prazeres vazios.

G.I.Gurdjieff

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

RESPONSABILIDADES INDIVIDUAIS



    "Dá conta da tua administração." Jesus (Lc, 16:2)
    Como tem sido difícil encontrar os indivíduos ocupados com seus compromissos sem se perturbar com os compromissos dos outros!
    Comumente, deixa-se de atuar bem numa seara de responsabilidade pessoal para vigiar e interferir na seara da responsabilidade alheia.
    Quantos pais relaxam a educação dos próprios rebentos enquanto estabelecem normas de conduta para filhos alheios?
    Quantos profissionais oferecem serviços de má qualidade aos seus clientes enquanto condenam a ineficácia de outros profissionais?
    Quantos companheiros que são infiéis na relação social, e que choram e sofrem por se sentirem pouco considerados no meio onde vivem?
    Quantas são as pessoas que, ao invés de viver nobremente, atuam erroneamente na vida, querendo justificar-se com o erro de terceiros?
    Como é fácil observar, grande número de almas vive mais preocupado em notar os outros do que cuidar de si mesmo.
    Percebemos, sem embargo, que essa neurose geral de fiscalizar a vida e os compromissos dos outros apenas diz respeito ao que é negativo, ao que se mostra equivocado, ao que é imprestável ao progresso da pessoa.
    São poucos os que se aplicam ao bem por terem visto a dedicação ao bem dos seus vizinhos.
    É pequeno o número dos que se esmeram em melhorar sua comunicação verbal em virtude de ter registrado a correção do discurso alheio.
    Bem poucos são os que se espelham no desprendimento material de um amigo, a fim de trabalhar a libertação do próprio egoísmo ou do espírito onzenário.
    Diminuto é o contingente dos que respeitam o lar, os filhos, a vida, enfim, após ter colhido os benditos exemplos dos que transformaram o lar, os filhos e a vida em escadas de crescimento para Deus.
    Indiscutivelmente, a vida na Terra é empreendimento divino, colocado sob os cuidados da criatura humana, a fim de que ela aprenda a lhe dar bom rumo, administrando-o com sabedoria.
    Por mais que a pessoa opine sobre a conduta de terceiros, interfira nas ações dos outros ou altere a rota dos semelhantes, com ou sem acerto, , não deverá esquecer que a administração que lhe toca mais de perto, diretamente, é sobre a sua própria existência no mundo.
    Não é fácil, para os espíritos de pouca evolução, como os que estagiamos no hálito da Terra, atravessar, vitoriosamente, os mais diversos caminhos, as variadas experiências de aprendizado ou os testemunhos de fidelidade às leis de Deus impressas nas fibras mais íntimas de noss´alma.
    Dessa maneira, cabe aos indivíduos renascidos no berço terrestre o investimento dos seus melhores esforços, traduzidos em coragem, em boa vontade e fé ardente e lúcida para bem conduzir os rumos dessa concessão divina.
    Cada um terá que dar conta de tudo quanto realizou no campo das lides terrenas, o que muitas religiões entenderam como sendo o juízo final.
    Esse encontra da consciência consigo mesma, ante o pulsar da verdade, se traz ansiedades e tortura para quem malversou os valores da vida, tem sabor de ventura e cores de júbilo para os que bem souberam direcionar pelos códigos de Deus seus próprios destinos no mundo.
    Sentimos, então, que Jesus Cristo se apresenta para todos nós como o Administrador por excelência que, ao cumprir no planeta terreno todo o planejamento que foi posto em Suas mãos, representando a vontade perfeita de Deus, e a ela se submetendo, ensina-nos, na posição de divino Modelo que é, a fazer o mesmo.

    Livro: Quem é o Cristo
    Francisco de Paula Vítor & J. Raul Teixeira

domingo, 23 de fevereiro de 2014

PENSAMENTO DE HOJE



Quando estou numa festa, me parece ter um montão de amigos... Mas, na solidão do meu lar, percebo que meus verdadeiros amigos eu os posso contar nos dedos de uma só mão.

Maria Luiza

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

"MEDITAÇÃO DIÁRIA!"



A vida traz sempre o inesperado, o surpreendente e o inevitável. Ninguém escapa disso. Para superar fatos desse tipo, devemos lançar mão da seguinte fórmula: calma + força inteligente + lucidez + esforço pessoal.

Paulo e Lauro Raful

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

PERSEGUIDOS

Batido no ideal de bem fazer, desculpa e avança à frente. 
Açoitado no coração, enxuga as lágrimas e segue adiante.
A indulgência é a vitória da vítima e o olvido de todo mal é a resposta do justo.
Acúleos despontam no corpo da haste verde, mas a rosa, em silêncio, floresce, triunfante, por cima deles, enviando perfume ao céu.
Sombras da noite envolvem a paisagem terrestre na escuridão do nadir; todavia, o Sol, sem palavras, expulsa as trevas, cada manhã, recuperando-a para a alegria da luz.
Lembra-te dos perseguidos sem causa, que se refugiaram na paz da consciência, em todas as épocas.
Sócrates bebe a cicuta que lhe impõem à boca; entretanto, ergue-se à culminância da filosofia.
Estevão morre sob pedradas, abrindo caminho a três séculos de flagelação contra o Cristianismo nascente; contudo, faz-se o padrão do heroísmo e da resistência dos mártires que transformam o mundo.
Gutemberg é processado como devedor relapso, mas cria a imprensa, desfazendo o nevoeiro medieval.
Jan Hus é queimado vivo, mas imprime novos rumos à fé.
Colombo expira abandonado numa enxerga em Valladolid; no entanto, levanta-se, para sempre, na memória da América.
Galileu, preso e humilhado, desvenda ao homem nova contemplação do Universo.
Lutero, vilipendiado, ressuscita a letra do Evangelho.
Giordano Bruno, atravessando pavoroso suplício, traça mais altos rumos ao pensamento.

Lincoln tomba assassinado, mas extingue o cativeiro no clima de sua pátria.
Pasteur é ironizado pela maioria de seus contemporâneos; no entanto, renova os métodos da ciência e converte-se em benfeitor de todos os povos.
E, ainda ontem, Gandhi cai sob golpe homicida, mas consagra o princípio de não-violência.
Entre os perseguidores, contam-se os obsidiados, os intemperantes, os depravados, os infelizes, os caluniadores, os calculistas e os criminosos, que descem pelas torrentes do remorso para a necessária refundição mental nos alambiques do tempo, mas, entre os perseguidos sem razão, enumeram-se quase todos aqueles que lançam nova luz sobre as rotas da vida.

É por isso que Jesus, o Divino Governador da Terra, preferiu alinhar-se entre os escarnecidos e injuriados, aceitando a morte na cruz, de maneira a estender a glória do amor puro e a força do perdão, para que se aprimore a Humanidade inteira. 


Livro: Religião dos Espíritos
Emmanuel  & Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

"MEDITAÇÃO DIÁRIA!"


Todos os seres se abalam diante da violência
Todos temem a morte.
Todos amam a vida.

Veja a ti mesmo nos outros.
Então quem irás ferir?
Que mal poderás fazer?

Aquele que busca a felicidade
Ferindo aqueles que também buscam a felicidade
Nunca encontrará a felicidade.

Pois o teu irmão se assemelha a ti.
Ele deseja ser feliz.
Nunca lhe faças mal
E quando deixares esta vida
Irás também encontrar a felicidade.

Dhammapada


 Escola Gurdjieff

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

QUANDO O AMOR SE TORNA APEGO




O amor se torna apego, porque não existe nenhum amor. Você estava apenas num jogo, enganando a si mesmo. O apego é a realidade; o amor era apenas um prelúdio. Assim, sempre que você se apaixona, mais cedo ou mais tarde, você descobre que você se tornou um instrumento - e, então, toda a miséria começa. Qual é o mecanismo? Por que isso acontece?

Há alguns dias, um homem veio a mim e ele estava se sentindo muito culpado. Ele disse: “Eu amei uma mulher, eu a amei muito. No dia em que ela morreu, eu estava chorando e pranteando, mas de repente eu me tornei consciente de uma certa liberdade dentro de mim, como se alguma carga tivesse me deixado. Eu senti um profundo alívio, como se tivesse me tornado livre”.

Naquele momento, ele se tornou consciente de uma segunda camada de seu sentimento. Externamente ele estava chorando e pranteando e dizendo: “Eu não posso viver sem ela. Agora será impossível, ou a vida será apenas como a morte. Mas bem fundo” - ele disse - “eu me tomei consciente de que estou me sentindo muito bem, que agora eu estou livre”.

Uma terceira camada começou a sentir culpa. Ela lhe dizia: “O que você está fazendo”? E um corpo morto estava deitado ali, bem à sua frente, ele me contou, e ele começou a sentir uma enorme culpa. Ele me disse: “Ajude-me. O que está acontecendo à minha mente? Eu a traí tão cedo”?

Nada aconteceu; ninguém foi traído. Quando o amor se torna apego, ele se torna uma carga, uma escravidão. Mas por que o amor se torna um apego? A primeira coisa a ser entendida é que se o amor se torna um apego, você estava apenas em uma ilusão de que aquilo era amor. Você estava apenas brincando consigo mesmo e pensando que aquilo era amor. Na verdade, você estava necessitado de apego. E se você for ainda mais fundo, descobrirá que você estava também necessitando de se tornar um escravo.

Há um medo sutil da liberdade e todo mundo quer ser um escravo. Todo mundo, naturalmente, fala sobre liberdade, mas ninguém tem a coragem de ser realmente livre, porque quando você é realmente livre, você está só. Se você tem coragem de estar só, somente então, você pode ser livre.

Mas ninguém é corajoso o suficiente para estar só. Você precisa de alguém. Por que você precisa de alguém? Você tem medo de sua própria solidão. Você se torna entediado consigo mesmo. E na verdade, quando você está sozinho, nada parece significativo. Com alguém, você fica ocupado e você cria significados artificiais à sua volta.

Você não pode viver para si mesmo; assim, você começa a viver para outra pessoa. E também é o mesmo caso com a outra pessoa: ele ou ela não pode viver sozinho; assim, ele está na busca para encontrar alguém. Duas pessoas que estão com medo de suas próprias solidões, reúnem-se e começam um jogo - um jogo de amor. Mas, bem no fundo, elas estão buscando apego, compromisso, escravidão.

Assim, mais cedo ou mais tarde, tudo o que você deseja acontece. Essa é uma das coisas mais lamentáveis no mundo. Tudo o que você deseja chega a acontecer. Você a terá mais cedo ou mais tarde e o prelúdio desaparecerá. Quando a sua função for cumprida, ele desaparecerá. Quando você se tornou uma esposa ou um marido, escravos um do outro, quando o casamento aconteceu, o amor desaparece, porque o amor era apenas uma ilusão na qual duas pessoas poderiam se tornar escravas uma da outra.

Diretamente você não pode pedir por escravidão; é muito humilhante. E diretamente você não pode dizer para alguém: “Torne-se meu escravo”. - ...ele irá se revoltar. Nem você pode dizer: “Quero me tornar um seu escravo”; assim, você diz: “Eu não posso viver sem você”. Mas o significado está presente; é o mesmo. E quando isso - o desejo real - é preenchido, o amor desaparece. Então, você sente servidão, escravidão e, então, você começa a lutar para se tornar livre.

Lembre-se disso. Este é um dos paradoxos da mente: tudo o que você conseguir, você irá se aborrecer com aquilo, e tudo o que você não conseguir, você ansiará profundamente. Quando você está sozinho, você ansiará por alguma escravidão, alguma servidão. Quando você está em uma servidão, você começará a desejar liberdade. Na verdade, somente escravos desejam liberdade, e pessoas livres tentam novamente ser escravas. A mente continua como um pêndulo, movendo-se de um extremo ao outro.

O amor não se torna apego. O apego era a necessidade; o amor era apenas uma isca. Você estava a procura de um peixe chamado apego; o amor era apenas uma isca para pegar o peixe. Quando o peixe é apanhado, a isca é jogada fora. Lembre-se disso e, sempre que você estiver fazendo alguma coisa, vá fundo dentro de si mesmo para encontrar a causa básica.

Se existir amor real, ele nunca se tornará apego. Qual é o mecanismo para o amor se tornar apego? No momento em que você diz para seu amante ou amada “eu só amo você”, você começou a possuir. E no momento em que você possui alguém, você o insultou profundamente, porque você o tornou uma coisa.

Quando eu o possuo, você não é uma pessoa então, mas apenas um item a mais dentre a minha mobília - uma coisa. Então, eu o uso e você é minha coisa, minha posse; assim, eu não permitirei que ninguém mais o use. Isso é uma barganha na qual eu sou possuído por você e você faz de mim uma coisa. Isso é uma barganha, que “agora” ninguém mais pode usá-lo. Ambos os parceiros se sentem atados e escravizados. Eu o tomo um escravo, então, você, em troca, faz de mim um escravo.

Então a luta começa. Eu quero ser uma pessoa livre e, ainda assim, eu quero que você seja possuído por mim; você quer manter a sua liberdade e, ainda assim, me possuir — esta é a luta. Se eu o possuo, eu serei possuído por você. Se eu não quero ser possuído por você, eu não deveria possuí-lo.

A posse não deveria entrar no meio. Nós devemos permanecer indivíduos e devemos nos mover como consciências independentes e livres. Nós podemos ficar juntos, nós podemos nos fundir um no outro, mas sem posse. Então, não há servidão e, então, não há apego.

O apego é uma das coisas mais feias. E quando eu digo “mais feia”, eu não quero dizer apenas religiosamente, eu quero dizer também esteticamente. Quando você está apegado, você perdeu a sua solidão, a sua solitude: você perdeu tudo. Apenas para se sentir bem - porque alguém precisa de você e alguém está com você - você perdeu tudo, perdeu a si mesmo.

Mas a armadilha é que você tenta ser independente e você torna o outro a posse - e o outro está fazendo a mesma coisa. Assim, não possua se você não quer ser possuído.

Jesus disse em algum lugar: “Não julgue para não ser julgado”. É a mesma coisa: “Não possua para não ser possuído”. Não faça de ninguém um escravo; do contrário você se tornará um escravo.

Os assim chamados mestres são sempre servos de seus próprios servos. Você não pode se tornar um mestre de alguém sem se tornar um servo - isso é impossível.

Você só pode ser um mestre quando ninguém é um servo para você. Isso parece paradoxal, porque quando eu digo que você só pode se tornar um mestre quando ninguém é um servo para você, você dirá: “Então o que é o mestrado? Como eu sou um mestre quando ninguém é um servo para mim”? Mas eu digo que somente então, você é um mestre. Então, ninguém é um servo para você e ninguém tentará torná-lo um servo.

Amar a liberdade, tentar ser livre, significa basicamente que você chegou a uma profunda compreensão de si mesmo. Agora, você sabe que você é suficiente para si mesmo. Você pode compartilhar com os outros, mas você não é dependente. Eu posso compartilhar a mim mesmo com alguém. Eu posso compartilhar o meu amor, eu posso compartilhar minha felicidade, eu posso compartilhar minha alegria, meu silêncio com alguém. Mas isso é um compartilhar, não uma dependência. Se não houver ninguém, eu estarei igualmente feliz, igualmente alegre. Se alguém está presente, isso também é bom e eu posso compartilhar.

Quando você perceber sua consciência interior, seu centro, somente então, o amor não se tornará um apego. Se você não conhecer seu centro interior, o amor se tornará um apego. Se você conhecer o seu centro interior, o amor se tornará uma devoção. Mas você deve primeiro estar presente para amar, e você não está.

Buda estava passando por um vilarejo. Um jovem veio até a ele e disse: “Ensine-me algo: como eu posso servir aos outros”?

Buda riu para ele e disse: “Primeiramente, seja. Esqueça os outros. Primeiramente, seja você mesmo e, então, todas as coisas se seguirão”.

Exatamente agora você não é. Quando você diz “quando eu amo alguém isso se torna um apego”, você está dizendo que você não é; assim, tudo o que você faz dá errado, porque o fazedor está ausente. O ponto interior de consciência não está presente; assim, tudo o que você faz, dá errado. Primeiro seja e, então, você pode compartilhar seu ser. E esse compartilhar será amor. Antes disso, tudo o que você fizer se tornará um apego.

E, por último: se você está lutando contra o apego, você tomou uma direção errada. Você pode lutar. Assim, muitos monges - reclusos, saniássins - estão fazendo isso. Eles sentem que estão apegados às suas casas, às suas propriedades, às suas esposas, aos seus filhos e eles se sentem engaiolados, aprisionados.

Eles fogem, deixam suas casas, deixam as suas esposas, deixam seus filhos e posses e eles se tornam mendigos e escapam para a floresta, para a solidão. Mas vá lá e observe-os. Eles se tornaram apegados aos seus novos arredores.

Eu estive visitando um amigo que estava em uma vida reclusa embaixo de uma árvore em uma floresta densa, mas havia outros ascetas também. Um dia, aconteceu de eu estar com esse recluso embaixo de sua árvore e um novo buscador ter vindo enquanto meu amigo estava ausente. Ele tinha ido ao rio tomar um banho. Embaixo de sua árvore o novo saniássin começou a meditar.

O homem voltou do rio e empurrou o novato da árvore, e disse: “Esta é minha árvore. Vá e encontre outra, em algum outro lugar. Ninguém pode se sentar sob a minha árvore”. E esse homem tinha deixado a sua casa, a sua esposa, os seus filhos. Agora a árvore se tornou uma posse - você não pode meditar embaixo da árvore dele.

Você não pode escapar tão facilmente do apego. Ele tomará novas formas, novos contornos. Você será enganado, mas ele estará presente. Assim, não lute com o apego, apenas tente entender por que ele existe. E, então, conheça a causa profunda: devido a você não ser, esse apego existe.

Dentro de você, o seu próprio ser está tão ausente, que você tenta se apegar a qualquer coisa a fim de se sentir a salvo. Você não está enraizado; assim, você tenta fazer de qualquer coisa às suas raízes. Quando você está enraizado em seu ser, quando você sabe quem você é, o que é esse ser que está dentro de você e o que é essa consciência que está em você, então, você não se apegará a ninguém.

Isso não significa que você não amará. Na verdade, somente então, você pode amar, porque então o compartilhar é possível - e sem nenhuma condição, sem nenhuma expectativa. Você simplesmente compartilha, porque você tem uma abundância, porque você tem tanto que está transbordando.

Esse transbordamento de si mesmo é amor. E quando esse transbordamento se torna uma enchente, quando, por seu próprio transbordamento, o universo inteiro é preenchido e seu amor toca as estrelas, em seu amor a terra se sente bem e em seu amor todo o universo é banhado; então, isso é devoção.

Osho, em "O Livro dos Segredos"


Leia mais: http://www.palavrasdeosho.com/2013/11/nao-amor-apego.html#ixzz2tgL7ElU3

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

SORRIR



"Aprenda a sorrir para estender a fraternidade.

Carregue suas frases com baterias de compreensão e otimismo.
Converse motivando as pessoas para o bem a fazer.
Todos necessitamos uns dos outros e a palavra simples e espontânea é a chave da simpatia."

 (André Luiz)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

MEDITAÇÃO E PRECE

Meditação e prece são totalmente distintas. Um homem reza quando está precisando de algo ou quando deseja agradecer.
Durante a prece, estamos conscientes de nossos pensamentos e de nossas necessidades. Não há nada de errado nisto – como não há nada de errado com um filho que pede ajuda à seus pais.
Na meditação, o objetivo é afastar qualquer pensamento e se entregar ao que Krishnamurti chama de luz mental. Procura-se entrar em contato com Ágape – a palavra grega para definir um amor que está além do sentimento de gostar ou não gostar. Com a mente livre de pensamentos, esta luz pode se manifestar.
A prece é um segredo partilhado com Deus.
A meditação é um encontro com o anjo

PAULO COELHO



terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

FAMÍLIA









Hoje, tomei coragem e resolvi fazer uma viagem ao passado. Peguei os álbuns da família e pude rever, em lágrimas, momentos tão felizes de nossas vidas, que agora vivem no relicário de nossas lembranças.
Nada melhor que fotos para retratar a história de uma família! Aniversários, batizados, encontros, natais, viagens, momentos de compartilhamento de pura alegria!
Passava, com ternura, as mãos pelos rostos amados de meu pai, minha mãe, meus tios e primos, que já se foram. Pude relembrar cada momento em que estávamos todos juntos... Papai, mamãe, nós, os filhos crianças, depois adolescentes,adultos, formando famílias e, daí a pouco, a grande família com netos e bisnetos...
Por um instante, cometi o “sacrilégio” de perguntar a Deus o porquê de amar tanto criaturas, que foram nossas referências de vida, para depois perdê-las...
O certo, porém, é que meu coração, apesar de triste e saudoso, naquela hora, deu graças ao Pai por ter tido uma família forte que nos deu a todos a solidez de caráter para enfrentar a vida, de peito aberto, com coragem, honestidade, e fazermos, assim, a nossa própria história.
Aí me vem à mente o fato de que a família é o nosso principal referencial, onde desenvolvemos os nossos princípios e valores que vão nortear toda a nossa vida.
Pelo que vivi e pelo que estudei de Psicologia, sei que nada, nem ninguém pode substituir os sentimentos de afeto, de convivência, de perdão, de acolhimento, que desenvolvemos dentro do núcleo familiar.
É verdade que nossa personalidade é formada de facetas de todos os que passam por nossa vida e nos marcam, assim como por nossas experiências, valores e crenças que vamos incorporando ao longo de nossa caminhada.
A base, porém, a solidez da estrutura, nos é dada no núcleo familiar.
Isso é um motivo bastante sério para que cuidemos, com carinho, da família.
Constituir uma família é algo muito sério! Várias vidas estão envolvidas quando um casal se propõe a viver junto.
Nehuma convivência é fácil, mas tudo depende da intensidade do amor, do respeito, do companheirismo, da compreensão.
Pensando em toda a nossa história de família, vem-me à cabeça palavras de um grande amigo, psicólogo, teólogo, escritor, Frei Neylor J. Tonnin: 
“Poderemos sentir-nos abandonados, quem sabe? Lembremo-nos, no entanto, que, quando todas as portas se fecharem, a da nossa família ainda continuará aberta com uma simples tabuleta: “Entre sem medo! Não faça cerimônias! A casa é sua”.
Assim foi sempre com a casa de nossos pais, 
Que Deus os tenha em Sua Misericórdia e Glória! Jamais poderia ter escolhido pais melhores, que deram origem a essa grande família!


Maria Luiza Silveira Teles

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

PASSANDO PELA TERRA




    Sempre útil não te esqueceres de que te encontras em estágio educativo na Terra.
    Jornadeando nas trilhas da evolução, não é o tempo que passa por ti, mas, inversamente, és a criatura que passa pelo tempo.
    Conserva a esperança em teus apetrechos de viagem.
    Caminha trabalhando e fazendo o bem que puderes.
    Aceita os companheiros do caminho, qual se mostram, sem exigir-lhes a perfeição da qual todos nos vemos ainda muito distantes.
    Suporta as falhas do próximo com paciência, reconhecendo que nós, os espírito ainda vinculados à Terra, não nos achamos isentos de imperfeições.
    Levanta os caídos e ampara os que tropecem.
    Não te lamentes.
    Habitua-te a facear dificuldades e problemas, de ânimo firme, assimilando-lhes o ensino de que se façam portadores.
    Não te detenhas no passado, embora o passado deva ser uma lição inesquecível no arquivo da experiência.
    Desculpa, sem condições, quaisquer ofensas, sejam quais sejam, para que consigas avançar, estrada afora, livre do mal.
    Auxilia aos outros, quanto estiver ao teu alcance, e repete semelhante benefício, tantas vezes quantas isso te for solicitado.
    Não te sirvam de estorvo ao trabalho evolutivo as calamidades e provas em que te vejas, já que te reconheces passando pela Terra, a caminho da Vida Maior.
    Louva, agradece, abençoa e serve sempre.
    E não nos esqueçamos de que as nossas realizações constituem a nossa própria bagagem, onde estivermos, e nem olvidemos que das parcelas de tudo aquilo que doamos ou fazemos na Terra, teremos a justa equação na Vida Espiritual.


    Livro: Calma
    Emmanuel  & Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

KARMA NEGATIVO E KARMA POSITIVO


Mal é o nome que se dá à semente do bem.

No Ocidente, temos uma visão muito distorcida a respeito do karma. Pudera! Esse conceito não é nosso, originalmente. Com toda aquela carga de culpa e pecado que cerca a cultura cristã, é compreensível que intepretemos o karma como algo forçosamente ruim, algo que temos de pagar com sofrimento. O marido faz algo desagradável e a mulher retruca contrariada: “Você é o meu karma!”. Mas se numa outra ocasião o esposo traz flores, ela não diz, exultante: “Você é mesmo o meu karma!”. Isso porque, para o ocidental, karma está necessariamente associado a algo negativo. Mas, na realidade, não é assim.

Não existe karma bom ou karma ruim, assim como não existe fogo bom ou fogo mau. Nós assim os classificamos conforme suas conseqüências imediatas sejam convenientes para nós ou não o sejam. Diversas vezes aquilo que chamamos de karma ruim é algo que está criando as bases de algo muito bom no futuro. É como alguém que passe fome ou seja muito perseguido e, na hora, considere isso um mau karma. No entanto, com o passar do tempo essas desditas geram uma têmpera mais forte, que virá a ser bem útil, por um tempo bastante maior. Outro exemplo: Fulano chegou tarde e perdeu o avião. Ficou revoltado com a própria falta de sorte e blasfemou: “Maldito karma, esse meu. Perdi o voo.” Em seguida, o avião explode diante do seu olhar atônito, e ele só consegue balbuciar: “Bendito karma. Perdi o voo e estou vivo”. Afinal, o karma que o teria feito perder a aeronave, seria bom ou ruim? Depende da ótica. Na maior parte das vezes, não vemos o avião explodir, por isso continuamos a supor que o karma tenha sido mau.

A única maneira de não gerar karma é atingir o nirbíja samádhi, pois ele consiste em uma total identificação com o Absoluto; e o Absoluto não contrai karma. Até então, respirou, gerou karma. A grande equação é gerar somente karma positivo, aquele que produz resultados que nos agradem.

Extraído do livro "Karma e Dharma, transforme sua vida", do Mestre DeRose

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

APROVEITANDO A CHUVA


Já que fora de mim
o mundo chora,
fecho-me
em minha história
e choro
esta saudade sem fim.
Assim vou levando a vida
na ausência tua..
Ora
fingindo alegria,
ora...
aproveitando a chuva.


rivkahcohen

CONFIA E CAMINHA




    A existência na Terra é comparável a uma viagem de aperfeiçoamento, na qual necessitas seguir adiante, ao lado de nossos companheiros da jornada evolutiva.
    Muitos te desconhecem, no entanto, Deus sabe quem és.
    Muitos te menosprezam, contudo, Deus não te abandona.
    Muitos te hostilizam, mas Deus te apóia.
    Muitos te reprovam, em circunstâncias difíceis, no entanto, Deus te abençoa.
    Muitos se te afastam da presença, todavia, Deus permanece contigo.
    À vista de semelhante realidade, sempre que tropeços e provações te apareçam, não te acomodes, à beira da estrada, em algum recanto da inércia.
    Confia em Deus e caminha.
    Livro: Luz e Vida
    Emmanuel & Francisco Cândido Xavier




segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

BEIJO GAY





A novela Amor à vida protagonizou em horário nobre um beijo gay. Embora não a assista impossível ficar alheio ao assunto que dominou a população.
Muitos contra, outros a favor do beijo gay.
A emoção, não raro, faz com que tomemos algumas posições radicais do tipo oito ou oitenta. Uns são contra os gays, outros a favor. Complicado colocar as pessoas em um balaio que separa homossexuais de heterossexuais. Somos, sim, seres humanos que sentimos e pensamos, ou, mais precisamente espíritos imortais em viagem pela terra da carne.
Todos sentem, amam, pensam, refletem, por isso é fundamental respeitarmos o outro esteja ele na condição em que estiver e, importante: respeitar mesmo que sua opinião seja contrária as nossas crenças.
Um dos indicadores que medem se estamos bem resolvidos com nós mesmos é o fato de não nos importarmos com as atitudes alheias que não interferem diretamente em nossa vida. Quando as atitudes dos outros que não nos dizem respeito começam a nos incomodar é preciso ligar o sinal de alerta e fazermos um mergulho interior para sabermos o porquê disso.
Vale ressaltar que independentemente de beijo entre pessoas do mesmo sexo há algo muito mais importante a ser celebrado: o amor. E amor não conhece sexo, cor, classe social.
O amor é simplesmente o amor.  Tentam encontrar explicação para o amor, entretanto, na realidade imortal de cada um de nós sabe-se que o amor é uma construção que está baseada na afinidade das almas. Portanto, se essa situação do amor romântico brota de homem para homem, de mulher para mulher ou de homem para mulher pouco importa.
Ademais, esquecemos de que somos Espíritos em transito pela Terra e que estar homossexual ou heterossexual é uma condição passageira do Espírito que está reencarnado, nada além disto.
Sou sempre a favor da felicidade. Não sou a favor nem contra homossexuais ou heterossexuais. A única bandeira que levanto é a do amor e da felicidade.
Você está feliz? Está bem? Não passou por cima de nada nem de qualquer pessoa? Ótimo, siga sua vida com dignidade e cabeça erguida, isso é o que importa e não quem você beija.
 Com ou sem beijo que prevaleça o respeito, inclusive àqueles que discordam do beijo... Enfim, estamos todos aprendendo...
Afinal, Deus não nos julga. Inteligência suprema, causa primária de todas as coisas o Pai quer nos ver felizes e, definitivamente quem perde seu tempo julgando as escolhas alheias não encontra tempo para ser feliz vivendo a própria vida.
Coisas para se pensar...
 

Wellington Balbo (Bauru – SP) é membro da Rede Amigo Espírita
Wellington Balbo é professor universitário, escritor e palestrante espírita, Bacharel em Administração de Empresas e licenciado em Matemática. É autor do livro "Lições da História Humana", síntese biográfica de vultos da História, à luz do pensamento espírita, e dirigente espírita no Centro Espírita Joana D´Arc, em Bauru.



REDE AMIGO ESPÍRITA 

"MEDITAÇÃO DIÁRIA!"



Procurar, sempre que possível, ser tolerante, gentil e bondoso traz o repeito dos outros e não há ser humano que não queira ser respeitado.

Paulo e Lauro Raful

Instituto Gurdief

domingo, 2 de fevereiro de 2014

A FELICIDADE




A dor não é um fim em si. Ela é apenas um meio. O hoem nasceu para a felicidade, mas ele jamais pode encontrá-la senão na Terra da Verdade.
O homem é o único ser na natureza que deseja ser o que não é: ao invés de realizar a sua própria natureza, de tornar ato as suas potencialidades, ele vive a torturar-se, tentando ser o que não é. Ora, tudo só pode ser feliz sendo plenamente..
O homem procura mil coisas para atordoar-se e não se deparar com essa realidade.. Como pode, então, ser plenamente se é desconhecido de si próprio?
Além disso, ele costuma por o seu desejo nas coisas e Jesus disse: "Onde está o teu tesouro, está teu coração". E se o nosso tesouro são as coisas, se nelas está o nosso coração, nunca poderemos ser felizes de fato, pois estas são perecíveis e fugazes.
O homem feliz jamais será aquele que tem muito, mas aquele que é muito. A felicidade é, pois, algo muito simples e mora dentro de nós mesmos. É fruto de nossa paz interior.

Maria Luiza

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