BOAS VINDAS

Seja bem vindo! Espero que aqui encontre alento, beleza, amor e paz! E que possa espalhar isto para o mundo, que vive tão sedento de tudo isto.



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sábado, 30 de agosto de 2014

PENSAMENTO

Sopre, oh vento, até onde estiver meu amado.
Acaricie-o e regresse para acariciar-me logo.
Por meio de você sentirei sua mão suave
E encontrarei sua beleza na lua.
Estas coisas são muito valiosas para quem ama.
Podemos viver com elas e nada mais:
Pois eu e ele respiramos o mesmo ar,
E o planeta que percorremos é apenas um.

Ramayana

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

SONHOS DE MULHER

Para uma ligeira pausa dos temas cristãos
Sonho com uma música que ninguém ainda compôs, com olhos que nunca me fitaram, com lugares que nunca vi...
Sonho com sonhos que nunca sonhei, com estrelas que ainda não nasceram, com uma terra que ainda está por vir...
Sonho com uma vida que ainda não vivi, com pássaros que ainda não voaram, com seres que estão por nascer...
Sonho com uma liberdade que ninguém jamais conheceu, com uma poesia que nunca ninguém escreveu...
Sonho com uma saudade e uma agonia tamanhas que jamais senti, um poema que não escrevi, palavras que não inventei...
Sonho com um amor que não conheci, com filhos que nunca pari, com mares pelos quais jamais naveguei e céus por onde nunca voei; alvoradas e crepúsculos que jamais contemplei...
Ah, eu sonho! Sonho porque sou mulher e nasci!...

AMOR SOB A ÓTICA DO EVNGELHO

"Ouvi a palavra:
Amai - amai - amai.
A letra é: Não matareis - o Espírito é: Amai.
Amai o vosso amigo e o vosso inimigo - amai o rico, o pobre, o menino, o ancião, o santo, o pecador, o homem e a mulher. Eis o Espírito.
O que vos ofende, ofende o vosso irmão - e não ofendêreis o vosso irmão naquilo que vos não ofende. A ofensa seria perversidade de coração - e na coração estará o castigo.
Não se mova a vossa língua nem a vossa mão, nem o vosso pensamento se levante contra um dos vossos irmãos.
Deixai nas mãos de Deus as ofensas que vos façam - e só movais as vossas para a misericórdia.
Aquele que em pensamento ofende o seu irmão, consuma uma ofensa aos olhos de Deus, porque o pensamento é obra do seu espírito, e seu alimento é o filho da sua concepção.
O que infringe a lei, sem danificar o seu irmão, pode purificar-se pela expiação; mas, ao que ofende a seu irmão, são necessárias à expiação e a reparação.
Se a ofensa foi feita em pensamento, a reparação também o será; se foi por palavra, será por palavra; se foi por obras, será por obras.
Ninguém será justificado da ofensa feita ao seu irmão, enquanto subsistir o dano e não estiver saldada a dívida contraída.
O juiz da lei condenará o devedor ao cárcere, donde só sairá quando tiver pago o último ceitil da sua dívida.
Todos vós sois irmãos; não há um só de vós que não seja filho do Pai, como Jesus o disse. Amai-vos, pois, uns aos outros com amor de irmãos, se quereis que o Pai celeste vos ame, como a filhos.
Se virdes que o vosso irmão tem fome e sede, e comerdes e beberdes sem vos lembrardes da fome e da sede do vosso irmão, não sereis filhos do Pai celestial, e padecereis fome e sede.
Se virdes à nudez em vosso irmão, e tiverdes uma túnica e não a rasgardes para cobrir a sua nudez, não sereis filhos do Pai celestial, e sereis desnudados; porque, o pão, a água e o linho são dons de Deus para todos os filhos do seu amor – e o que monopoliza esses dons, em prejuízo do seu irmão, é um ladrão e frustra o amor do Pai e a sua providência.
Não se ria o vosso coração, quando o coração do vosso irmão chorar; juntai as vossas lágrimas às dele - e os anjos do Senhor recolherão as vossas lágrimas e o Juiz da lei escreverá com elas o julgamento dos vossos pecados.
Fazei ao vosso irmão todo o bem que estiver nas vossas mãos, mas por amor do bem e não com a vista no prêmio; porque, se obrardes esperando a recompensa, vosso coração é indigno da obra e do prêmio da obra.
O prêmio das obras é perecível, mas a recompensa do coração nunca morrerá.
O bem que fizerdes a vosso irmão, fazei-o em silêncio, e que a vossa mão esquerda ignore o que faz a direita; pois o bem que se faz, ao som de trombeta, não nasce da caridade, mas do orgulho do coração.
Aquele que entende que há mérito no bem produzido por suas mãos, está longe da perfeição de Espírito; porque o bem é a lei do Espírito, e o homem que assim obra, nada mais faz que cumprir a lei.
Não dividais, no coração, os vossos irmãos em bons e maus; porque Deus faz brilhar o Sol para o culpado e para o justo. Todos cabem no amor do Pai - e não sois o juiz dos vossos irmãos.
Qual dos vossos irmãos é justo? qual o pecador? Já vistes as suas almas? Não façais portanto seleção entre eles.
Quem julga os outros, provoca com o seu orgulho o julgamento dos seus pecados.
Outro mandamento tenho para dar-vos: Perdoai aos que vos ofenderem e dai sempre o bem pelo mal - é essa a perfeição na caridade.
O que dá o bem pelo bem, obra como costumam fazer os pecadores e os ímpios que procedem segundo a carne; mas, aquele que ama o seu inimigo e lhe faz o bem em troca das ofensas, obra contra a carne e imita os anjos do Senhor.
Ouvi a sua palavra e recebei a sua luz. Guardai a palavra de Jesus Cristo.

Eu - João."

Livro: Roma e o Evangelho
D. José Amigó Y Pellicer

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

EM TRÂNSITO PELA TERRA


Este é o mundo-escola onde ingressamos, por vontade divina e a curto prazo, para, através das duras lições que se nos deparam, aperfeiçoar nossas almas e fazer jus a moradas em esferas mais felizes, que turbilhonam, incalculáveis, na imensidão dos espaços que o Pai Celestial, amoravelmente, destinou a todas as suas criaturas.
Daí, os obstáculos sem conta e os sofrimentos acerbos que muita vez se nos defrontam nesta nossa caminhada terrena, como recursos necessários à purificação de nossos espíritos ensandecidos pela caudal de crimes e erros clamorosos consumados em existências transatas .
Felizes aqueles que, compreendendo a realidade espiritual e o nada das vaidades humanas, buscam praticar o bem para com os seus semelhantes, com amor e sem esmorecimentos, e vão expungindo de si, uma a uma, todas as imperfeições que os adstringem a planos inferiores. Estes, já estão a caminho da Perfeição, finalidade da nossa estada neste planeta de lágrimas.
Mas, ai dos que se demoram nos vãos prazeres e dos que se constituem em espíritos de cizânia, obstando, assim, o progresso de outros. Certamente se verão na contingência de retornarem à Terra ou a outros mundos menos evoluídos, em existências dolorosas.
Alijemos de nós, portanto, as taras milenárias que acumulamos em as nossas inúmeras descidas à carne e que nos têm distanciado de Deus, algemando-nos, ainda, a sofrimentos atrozes. Está em nós o desprendermo-nos de seus tentáculos e alçarmo-nos às regiões alcandoradas da espiritualidade onde a beleza, a paz, o amor e o trabalho nobilitante imperam em toda a sua magnitude, sem mesclas das impurezas e dos vis interesses peculiares ao mundículo em que ora habitamos.

Demetri Abrão Nami
Reformador (FEB) Fevereiro 1970

A OUTRA FACE

Esta é a face do egoísmo, que engendra paixões demolidoras da paz e promove a guerra, açulando os instintos primitivos que dormem na grande multidão humana. 
Aquela é a face da ingratidão, que reflete os sentimentos inferiores em torno dos quais muitos gravitam entre alucinações e equívocos.
Essa é a face da ira, que fermenta a loucura encarregada de atear fogo devastador por onde passa, deixando escombros e desditas onde se agasalha.
Estoutra é a face do ódio, que envenena impiedosamente os que lhe caem nas malhas, vencendo-os inexoravelmente.
Aqueloutra é a face da vindita calculada e fria, encarregada de surpreender os que se lhe fazem vítimas, vitimando em justo tempo até mesmo os que se elegeram algozes.
Essoutra é a face da agressão inesperada, na variada manifestação do atentado físico, mental ou moral, buscando coarctar a nobreza do agredido, pela impossibilidade de elevar-se além e acima dele.
“Se alguém te bater na face direita ...” - disse Jesus.
A outra é a face do amor que desculpa e ensina, perdoa e esclarece, esquece a ofensa e ajuda o ofensor.
Talvez se encontrem homens que oferecem o outro lado da face para receberem a estridula bofetada do ofensor alucinado e envenenado pela própria desídia. E muitos o farão por covardia, por timidez, por irreflexão, deixando-se consumir, desde então, pelo ácido desgastador do ódio surdo ou arrastando-se vencidos pela suprema revolta da desesperação interior.
Ferido - não ferir; agredido - não agredir; humilhado - não humilhar; desprezado - não desprezar eis a importante face do 'ensinamento: ... “apresenta também, a outra face.”
No jogo violento dos interesses subalternos, ao qual se atiram os aficionados da ilusão, a vitória para eles representa dominação, jugo, prepotência; violência produzindo violência, ódio fomentando ódio. Para esses, o discípulo do Cristo é um fraco, vencido, inferior... Todavia é muito fácil vencer, dominar, esmagar ... os outros, quando se têm as rédeas da força nas mãos.
Assim considerando, e sob qualquer aspecto examinada, avulta-se e agiganta a mensagem cristã - perfeitamente renascida na revelação dos Espíritos, que proclamam o período novo que se avizinha: o do homem integral!
- por oferecer resistência ao mal através da força do bem, preservando a ética otimista do amor e do direito acima de toda conjuntura negativa e infeliz, estimulando a supremacia do espírito estoico que é capaz de se vencer a si mesmo, antes que disputar o triunfo sobre as demais criaturas.
*
... E Jesus apresentou, também, Ele mesmo, a outra face, não se permitindo o revide ao mal que lhe fizeram, depositando, porém na estrada incomensurável dos tempos as sementes da esperança e da caridade, que fulguram nos céus da hora presente quais estrelas de pujante beleza, norteando os rumos do porvir da Humanidade melhor.

Joanna de Ângelis (por Divaldo Franco)
C. E. Caminho da Redenção (Salvador, BA) em 08 Dezembro 1969
Reformador Fevereiro 1970

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

VOCÊ É UM MARAVILHOSO PROJETO EM ANDAMENTO





Em tempos de profusão de informações em todas as mídias e com velocidades cada vez maiores, você corre o risco de passar seus dias apenas lendo o mundo pelos olhares e pelas opiniões dos outros! O perigo dessa passividade disfarçada de boa cultura é você não conseguir dar-se conta do movimento e das notícias que acontecem dentro de você e no mundo das suas relações com as pessoas!

O que acontece neste momento em seu mundo interno? Pare a leitura e respire profundamente! Tome consciência plena do que é você agora…quais são suas inquietações e o quais suas preocupações? Feche os olhos e olhe com atenção para seu existir concreto, seu corpo interna e externamente…Permita-se ficar assim, neste necessário estado de relaxamento e contemplação de si, conhecendo-se um pouco mais!

O que você fez de si até agora? O que você decide retirar da sua vida? O que escolhe acrescentar? Coisas, afazeres, pessoas, tudo vai e vem, e você também muda a cada segundo de vida, tudo em você é plena renovação e mudança, mesmo que não se dê conta disso é assim que existe: deixando para trás suas várias versões de si mesmo e reencarnando uma nova representação de si dia após dia…

Independente da sua cultura escolar, da sua forma física, dos seus sucessos ou fracassos ao longo da sua vida, seja ela longa ou não, você é um projeto maravilhoso, porém, em andamento, isto é, inacabado, incompleto e ainda sujeito a alterações porque o Arquiteto da sua existência não se separa do projeto que faz!

Portanto, você que começou a ler esta reflexão pela atração que o título gerou, é tempo de parar um instante e tomar consciência da beleza que você é e da força de realização que carrega em sua alma, em sua essência. Sua essência é pura luz, inevitável e inescapável projeto de felicidade, plena felicidade!

Adote uma atitude facilitadora para que seu projeto vá evoluindo positivamente e para que seu tempo aqui nesta vida seja o mais largamente desfrutado para seu crescimento enquanto ser humano e que exercite, neste mesmo tempo que lhe é dado pela Generosidade Superior, a serenidade e o amor que seu próprio Ser merece e que esse equilíbrio seja compartilhado com todos os que com você caminham nesta trilha de oportunidades de aprendizados e descobertas, porque, mesmo que não consiga perceber com clareza, você é um maravilhoso projeto…em andamento!

Fonte: AMOR E VIDA

sábado, 23 de agosto de 2014

PENSAMENTO DE HOJE


O período de maior ganho em conhecimento e experiência é o período mais difícil da vida de alguém."

(Dalai Lama)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

ENTES INESQUECÍVEIS



Tu que hoje recebes o consolo e a orientação do ensino redivivo do Senhor, em espírito e Verdade, lembra-te amorosamente dos companheiros que retornaram, antes de ti, à Pátria Espiritual, muitos deles presentemente em amargurosos conflitos consigo mesmos. 
Legiões de irmãos desencarnados somente conseguem renovar o próprio destino, pejado de sombra, com as vibrações mentais de carinho e de apoio que lhes são endereçados pelos corações que lhes iluminam a memória na esfera dos homens.
O teu próximo igualmente vive do lado de cá...
O parente e o amigo que já partiram, não desapareceram...
Encasulado que ainda te encontras na carne, não sigas indiferente à vida diversa em que te aguardam, necessitados de simpatia.
Quantos deles te ensinaram! Quantos te serviram....
Muitas das tuas brilhantes conquistas de agora foram levantadas na base das vigílias, das aflições, do suor e das lágrimas que sofrera m...
Agradece-lhes a solicitude e o devotamento.
Sê reconhecido à boa vontade daqueles que te instruíram.
Falta eventual de notícias não exprime constante ausência.
Entre os que ficam na Terra e os que demandam o Além, as relações pessoais continuam.
Todas as almas afins já viveram milênios em comunhão afetiva e prosseguirão vivendo reunidas na Eternidade, que, aliás, nos expressa o caminho para a ascensão comum.
Reencontrarás, proximamente, todos os que se foram...
Não lhes removas a presença do templo íntimo.
Não só as ondas emocionais de recriminação ou sarcasmo lhes torturam a vida, mas também o esquecimento e a frieza lhes martirizam as fibras da alma.
Através da lembrança, envia-lhes motivações de estímulo e coragem que lhes soergam as forças!..
Tua mensagem mental de ternura e gratidão ser-lhes-á abençoada luz no nevoeiro, porta aberta à libertação, vigorosa energia ao refazimento.
Reconfortam-se em tuas meditações.
Socorrem-se no culto de amor que lhes consagras.
Aliviam-se em tuas preces.
Mentaliza construtivamente todos aqueles que relacionas como sendo os teus queridos finados, os teus entes inesquecíveis, os mortos imaginários que te encharcam a alma de fel e pranto, fazendo que a tua saudade possa render bons pensamentos, em favor deles, por intermédio das boas obras.
Se hoje não lhes consegues ver a forma nem auscultar lhes as dores íntimas, tanto quanto ontem, podes amparar e atender aos desventurados que te renteiarm os passos na existência diária, por eles considerados qual nova família do coração.
Faze da caridade incansável o ponto marcado de reencontro ideal, cada dia, com todos eles, e interroga a ti mesmo:
- De quantos não sou cúmplice dos enganos e das quedas que neste momento os fazem chorar?

Scheilla (por W. Vieira)
Reformador (FEB) Novembro 1962

terça-feira, 19 de agosto de 2014

A HUMILDADE É A FORÇA ESPIRITUAL


A primeira condição do espírita sincero é humildade. Sem ela não lhe será possível penetrar os arcanos do pensamento verdadeiramente cristão, porque Jesus foi, mais do que ninguém, um humilde. Para exemplo do mundo, veio à Terra numa pobre e singela manjedoura e surgiu aos olhos dos homens como sendo apenas “o filho do carpinteiro”. 
Entretanto, que de grandezas excelsas se iluminou a sua trajetória por este planeta! Sua humildade era uma força poderosa e ele jamais a desprezou, mesmo quando sofreu as injustiças da ignorância humana, que culminaram com o episódio do Gólgota! Por isto, nenhum livro até hoje suplantou o Evangelho do Cristo, na difusão da humildade. Sempre que a criatura consegue sufocar os impulsos instintivos da sua personalidade, impondo-lhe a disciplina que a humildade aconselha, torna-se forte, porque ninguém é mais poderoso do que aquele que possui o domínio de si mesmo. Aqui é que está o início do caminho da redenção humana. Se cada um de nós souber realizar o milagre do autodomínio, a fim de palmilhar sem vacilações o caminho evangélico, todos estaremos com a jornada diminuída, porque a iluminação espiritual impedirá os desvios por atalhos perigosos e nos abrirá perspectivas alentadoras acerca das futuras reencarnações.
Precisamos, dentro da concepção espírita da vida, compreender definitivamente que o que fomos, o que somos e o que seremos, foi, é e será exclusivamente obra nossa. Sujeitos às sábias leis divinas, entre as quais a justíssima lei de Causa e de Efeito, ou Lei do Retorno, depende apenas de nós mesmos a tranquilidade dos dias futuros, a felicidade no amanhã. Os sofrimentos de hoje decorrem de atos e pensamentos do pretérito e da atual encarnação.
Ninguém pode ser realmente espírita sem humildade. A luta que travamos com as nossas tendências e os nossos hábitos é bem mais árdua e difícil do que podemos supor. Nossa personalidade se forma de preconceitos de toda sorte. Somos egoístas e vaidosos. Quando pensas estar no caminho certo, a realidade nos desperta e vemos, então, que apenas possuímos o verniz das aparências que o intelectualismo deixa cair sobre o nosso “eu”. Intimamente, porém, somos um poço de imperfeições. Para realizar o milagre da autoeducação, é mister persistência e inquebrantável força de vontade. Vencer-nos a nós mesmos é tarefa ciclópica, pois temos maior facilidade em apontar erros no nosso semelhante, aconselhando-o a corrigir-se, quando nós necessitamos mais do que qualquer outro de retificar nosso itinerário.
Humildade... Qual de nós é verdadeiramente humilde? Nós? Vocês? Possivelmente, há uns mais adiantados do que outros no edificante trabalho de autoeducação. O essencial é conservar o espírito voltado para o esforço cotidiano no afã de melhorar. O primeiro passo, o mais difícil, porque o principal, é a humildade. Analise-se a obra de Jesus. Qual de nós seria capaz de oferecer uma face, depois de a outra ter sido esbofeteada? Não pretendamos chegar já a tanto. Mas façamos alguma coisa, um pouco cada dia e estabeleçamos, ao fim de certo tempo, um cotejo entre o que somos e o que éramos. Deste modo, mesmo se fizermos algum progresso, por mínimo que seja, reiteremos perante Deus o compromisso de continuar a luta contra nós mesmos.
Não há como “O Evangelho segundo o Espiritismo” para nos servir de guia no afã cotidiano. Por ele ser-nos-á menos difícil aferir o nosso adiantamento espiritual. Os males do mundo atual decorrem, em grande parte, da importância exagerada que se dá aos bens materiais. Tudo é equilíbrio no Universo e nós somos partes do Universo. Não podemos quebrar impunemente a harmonia geral. Quando isto acontece, a Lei de Causa e de Efeito, que é uma lei cósmica de influência moral imediata, se manifesta em toda a plenitude. Harmonia é equilíbrio. Para alcançarmos essa situação, devemos controlar nossos pensamentos e atos. O espírito possui grande poder e não usamos dele impunemente. Se o orientarmos para o bem, estaremos contribuindo para a harmonia universal; se o empregarmos mal, provocaremos choques de maior ou menor intensidade, os quais nos envolverão fatalmente, ainda e sempre em obediência à Lei de Causa e de Efeito.
Em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, encontramos um guia infalível, desde que estejamos animados de boa-fé e boa-vontade. A palavra de Jesus é o melhor itinerário que o ser humano poderia escolher para a sua felicidade. O sofrimento do mundo atual denuncia o afastamento da Humanidade da trilha indicada pelo Mestre. Completando esse guia admirável, pelos esclarecimentos que ajudam a interpretá-lo melhor, há ainda “Os Quatro Evangelhos”, obra monumental compilada e reunida com devotamento inexcedível por Jean-Baptíste Roustaing, na qual os Evangelistas Mateus, Marcos, Lucas e João, através da mediunidade de Mme. Collignon, transmitiram amplos e profundos comentários, trazendo achegas de valor extraordinário à interpretação correta da doutrina de Jesus. Dessa grande obra, disse Allan Kardec, o Grande Missionário, tratar-se de trabalho digno da leitura dos espíritas conscienciosos. Portanto, quer “O Evangelho segundo o Espiritismo”, que o labor santificante de Allan Kardec permitiu trazer ao mundo para o conforto moral da Humanidade, quer “Os Quatro Evangelhos”, de Roustaing, são obras indispensáveis à cultura do sentimento, à iluminação espiritual dos homens. Podemos dizer mesmo que constituem a base da educação espírita. Eles ensinam-nos a ser fortes na humildade, a ver com os olhos da alma o que nem sempre enxergamos com os olhos da carne. Amparado pelos ensinamentos contidos nas mesmas, o espírita estará habilitado a romper sem embaraço as dificuldades que lhe assomam na rota terrena.

Indalício Mendes
Reformador (FEB) Janeiro 1955

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

REFLEXÃO DE HOJE


Às vezes é muito difícil tomar uma decisão perfeitamente clara, mas, uma vez tomada, não hesite nem titubeie; apenas permaneça ciente dos eventuais perigos, para poder melhor superá-los.

Paulo e Lauro Raful

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

ECOS DA ALMA







Quantas pessoas: choram por sentirem tristeza profunda, por manifestarem pânico ou depressão sem uma causa aparente?
Quantas pessoas tentam fugir de uma culpa sem motivo?
Quantas agem buscando a autodestruição e se auto boicotam?
Quantas fogem da solidão?
Quantas querem calar as vozes de comando que sussurram em suas mentes?
Quantas se escondem de perseguição virtual?
Quantas não dormem a noite?
Quantas deixam de viver a vida plenamente por medos e fobias?
Quantas carregam dentro de si o ódio, a raiva, a mágoa?
Quantas se sentem abandonadas e rejeitadas?
Esses estados sentimentais, pensamentos constantes e repetitivos, estado de espírito, muitas vezes sem razão justificável ou por gatilhos acionados, ocorrem por fatos ou acontecimentos, que trazem a tona traumas e bloqueios estampados na alma e que ecoam por muito e há muito tempo.
Milhares de pessoas vivem nessas sintonia e, pelo fato de não saberem o que as incomoda, mergulham em situações e circunstâncias, cada vez mais profundas, tais como: a bebida alcoólica, as drogas lícitas e ilícitas, os jogos, o sexo desmedido, a violação de normas e regras para chamar a atenção, tudo que leva ao processo de autodestruição.
As consequências de tudo isso são as piores, suicídios, violência, agressões gratuitas, homicídios, brigas, enfim atos e fatos desastrosos.
A alma contém o registro de tudo que se passou e se passa com o ser humano, nesta vida e em outras existências. Estamos aqui, neste plano físico, para solucionar e resolver os dramas pessoais e não fugir deles e acumular mais para o futuro ou para outras existências.
Cada vez que deixamos de solucionar um problema interno, criamos mais problemas externos ou consequências e débitos com outras pessoas e consigo mesmo.
Quando uma pessoa parte daqui, deste plano físico, em geral antes do tempo determinado por desviar do seu verdadeiro caminho, leva consigo o problema ou os problemas e terá que retornar para solucioná-los. O peso vai aumentando e novos dramas serão vivida.

Carmen Syring

domingo, 10 de agosto de 2014

PENSAMENTO DO DIA


“A coragem nasce nos valores morais da pessoa que elege a conduta correta para uma vida feliz.” 

 Joanna de Ângelis.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

DINHEIRO









"Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e, nessa cobiça, alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores." - Paulo. (I TIMÓTIO, 6:10.)
 
Paulo não nos diz que o dinheiro, em si mesmo, seja flagelo para a Humanidade.
Várias vezes, vemos o Mestre em contacto com o assunto, contribuindo para que a nossa compreensão se dilate. Recebendo certos alvitres do povo que lhe apresenta determinada moeda da época, com a efígie do imperador romano, recomenda que o homem dê a César o que é de César, exemplificando o respeito às convenções construtivas. Numa de suas mais lindas parábolas, emprega o símbolo de uma dracma perdida. Nos movimentos do Templo, aprecia o óbolo pequenino da viúva.
O dinheiro não significa um mal. Todavia, o apóstolo dos gentios nos esclarece que o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males. O homem não pode ser condenado pelas suas expressões financeiras, mas, sim, pelo mão uso de semelhantes recursos materiais, porquanto é pela obsessão da posse que o orgulho e a ociosidade, dois fantasmas do infortúnio humano, se instalam nas almas, compelindo-as a desvios da luz eterna.
O dinheiro que te vem às mãos, pelos caminhos retos, que só a tua consciência pode analisar à claridade divina, é um amigo que te busca a orientação sadia e o conselho humanitário. Responderás a Deus pelas diretrizes que lhes deres e ai de ti se materializares essa força benéfica no sombrio edifício da iniquidade!
Ditado pelo Espírito Emmanuel. Do livro 'Caminho, Verdade e Vida'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

REFLEXÃO DO DIA

Diante das inúmeras provocações da vida, precisamos aprender a nos tornar senhores das nossas emoções, não nos deixando nunca dominar pela raiva, pelo ciúme e pela inveja.

Paulo e Lauro Raful

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

COMO VIVER COM OS OUTROS


A ciência mais difícil que até hoje encontramos foi a de viver em conjunto, e o mais interessante é que precisamos desse intercâmbio para viver. A lei nos condicionou a essas necessidades biológicas e espirituais.
A própria vida perde o sentido se nos isolarmos das criaturas. Elas têm algo que não possuímos e nós doamos a elas certos estímulos que a natureza lhes negou. Vemos nisto a presença de Deus, levando-nos ao amor de uns para com os outros. E assim aprendemos a amar por Amor.
A sociedade cada vez mais se aprimora, desde quando seus membros passam a se respeitar mutuamente, entrosando as qualidades e desfrutando da fraternidade na convivência. A sociedade é, pois, a flor do aprimoramento humano. No entanto, essa sociedade não pode existir sem o lar. Ela se desarmoniza se deixar de existir a família, que é o sustentáculo da harmonia que pode ser desfrutada pelos homens, em todos os rumos dos seus objetivos.
Se queres paz em teu lar, começa a respeitar os direitos dos que convivem contigo. Se romperes a linha divisória dos direitos alheios, afrontarás a tua própria paz.
Quem somente impõe suas idéias, passa a ser joguete dos pensamentos dos outros, às vezes, sem perceber. Estuda a natureza humana, pelos livros e pela observação, que a experiência te dirá os caminhos a tomar e a conduta a ser seguida. Vê como falas a quem te ouve e como ouves a quem te fala e, neste auto-aprendizado, as lições serão guardadas em lugares de que a vida sabe cuidar.
Não gastes teu tempo em palavras que desagradam, nem em horas de silêncio que desapontam. Procura usar as oportunidades no bom senso que equilibra a alma.
Procura conversar com os outros na altura que eles já atingiram. Isso não é disfarce, é respeito às sensibilidades, é sentir-te irmão de todos em todas as faixas da vida. Ao encontrares uma criança, não passas a ser outra para que ela te entenda? Assim deves fazer nas dimensões da vida humana em que te encontras.
A felicidade depende da compreensão, que gera Caridade, que gera Amor.
Conviver com os outros é, realmente, uma grande ciência, é a ciência da vida. Fomos feitos para viver em sociedade. Se recusarmos, atrofiamo-nos e disso temos provas observando as plantas que frutificam mais em conjunto; as pedras, que dão mais segurança quando amontoadas, e os animais, que sempre andam em convivência. Tudo se une para a maior grandeza da criação.
Essas lições não são somente para os encarnados. Os espíritos, na erraticidade, igualmente obedecem a essa grande regra de viver bem. Nós nos unimos em todas as faixas a que pertencemos, no entusiasmo do bem, que nos dá a vida. Aprendamos, pois, a conviver, a entender e respeitar os nossos irmãos que trabalham e vivem conosco, que tudo passará a ser, para nós, motivo de felicidade, onde enxergaremos somente o Amor.
Contrariar as leis que nos congregam é desagregar a nossa própria paz. E para aprender a viver bem com os outros, necessário se faz que nos eduquemos em todos os sentidos, que nos aprimoremos em todas as virtudes. Sem esse trabalho interior, será difícil alcançar a paz imperturbável no reino do coração.

Cirurgia Moral
João Nunes Maia
Espírito: Lancellin

domingo, 3 de agosto de 2014

DESAFIOS À FÉ



A sociedade hedonista atual, vinculada ao consumismo exorbitante, no qual parece encontrar segurança em relação aos conflitos existenciais, mantém atávica resistência a todas e quaisquer expressões de fé religiosa, buscando mecanismos de fuga da realidade, como afirmação da liberdade de expressão e de autor realização.
Nada obstante, avança em desabalada correria para as fugas psicológicas, tombando, não poucas vezes, no vazio existencial, na depressão ou no consumo do álcool, do tabaco, das drogas ilícitas, dos alucinógenos e dos desvios de comportamento sexual.
As castrações impostas pelas religiões ortodoxas do passado prosseguem afligindo a sociedade de tal forma, que a simples lembrança de qualquer expressão doutrinária a induz ao pensamento das imposições asselvajadas dos regimes políticos ditatoriais, ou, quando se referem ao Espírito, ressuma inconsciente aversão, decorrente dos abusos da fé arbitrária dos tempos recuados.
Pensa-se unicamente em viver-se as comodidades defluentes da Tecnologia e das ciências, portadoras, sem dúvida, de valores inestimáveis, mas, nem por isso, únicas proporcionadoras de harmonia e de completude.
O ser humano renasce para a conquista da autoconsciência, para a superação dos arquétipos perturbadores, que lhe permanecem no inconsciente, impondo diretrizes de libertação que mais o afligem.
O prazer tornou-se o novo deus, substituindo os deuses de outrora, e os ases dos esportes, do cinema, da televisão, do poder, dos divertimentos, das fantasias, passam a ser inspiração para as buscas atormentadoras, gerando mais conflitos que se tornam epidêmicos.
Eles próprios, os novos centuriões e gladiadores do panis et circenses da velha Roma, desfilam nos carros da alucinação e da glória de um dia, logo substituídos por outros mais audaciosos e inumeráveis, porém, portadores de graves transtornos psicológicos e psiquiátricos, que se opõem à ordem, à beleza, à estesia, celebrizando-se pelas alucinações e agressões que lhes retratam a violência e o desconforto interno.
Pergunta-se: – Para onde segue a sociedade?
Os padrões éticos destroçam-se nas aventuras chocantes e desastrosas em que malogram os novos programadores dos destinos, dando lugar a tragédias contínuas, à violência e à degradação dos costumes.
A juventude, sem a assistência da família, opta pelo aproveitamento do tempo para o desordenado jogo do prazer, especialmente quando os pais imaturos competem com os filhos nos seus campeonatos de insensatez, entregando-se à exaustão dos vícios, perdendo a infância que cede lugar ao amadurecimento precoce, invariavelmente resultado da necessidade de competir desde muito cedo com os mais velhos, aproveitando-se das oportunidades que lhes chegam.
Os tormentos sexuais instalam-se-lhes prematuramente e as experiências dessa natureza sucedem-se, sem qualquer controle, atingindo níveis de elevada frustração e desencanto.
Sem o amparo do lar, os jovens formam clãs primitivos, fogem para as ruas do desgoverno social, entregando-se, na sua ignorância, curiosidade e inexperiência, a toda sorte de sensações apressadas.
Certamente, existem exceções enobrecedoras, que mantêm o equilíbrio social e trabalham pelo progresso com elevados sentimentos morais.
Referimo-nos, porém, à devastadora cultura newtoniana e cartesiana estruturada no conceito da matéria, cuja máquina expressa na organização física dos seres todas as especiais conjunturas que conduzem ao aniquilamento, em razão do desequilíbrio de suas peças.
Como efeito, somente apresenta validade o que pode ser apalpado, medido, programado, exatamente quando as conquistas da Tecnologia avançada oferecem à reflexão o bóson de Higgs, o mapeamento do DNA ou código da vida, a visão do Universo com os seus bilhões de galáxias, induzindo o pensamento a uma causalidade não física ou a uma assinatura de Deus nas expressões mais extraordinárias da energia.
A alucinação pelo conforto, no entanto, sempre transitório e frustrante, em razão da sua fugacidade, que logo exige novas expressões mais fortes, deixa o indivíduo distante dessas referências, que induzem ao aprofundamento da mente nas causas da vida e no seu significado, mantendo-o iludido quanto ao sentido da sua existência planetária que, não sendo interrompida pela morte, para ela ruma.
Desse modo, quando as forças físicas e mentais, emocionais e estruturais do corpo diminuem com o advento das enfermidades inevitáveis e da velhice, a amargura, a revolta ou o desespero mais se insculpem no âmago do indivíduo, que não se conforma com o aniquilamento, nem com a perda dos recursos propiciatórios dos gozos, agora, mais difíceis.
Para todos os seres humanos, entretanto, existe o Espiritismo com as suas portentosas demonstrações positivas em torno da sobrevivência do ser real, em torno do mundo legítimo e causal, da programática existencial no cômputo das leis universais perfeitas, elaboradas pela inteligência suprema e causa primeira de todas as coisas, que é Deus.
Aos espíritas cabe a desafiadora tarefa de apresentar a fé raciocinada e lógica, legada pela Codificação do Espiritismo, de maneira a enfrentar o materialismo nos seus significativos estertores e a atender à grande massa humana aturdida por haver perdido o rumo religioso na neblina da ignorância e do dogmatismo.
Observando-se o interesse dos astrofísicos em constatar a probabilidade de vida em outros planetas ou quaisquer outros astros do Universo, qual ocorre com as extraordinárias análises do solo de Marte, ora estudado pelo jipe-robô Curiosity, deve o ser humano reflexionar em torno da vida de maneira mais grave e não superficialmente, nem com indiferença, qual vem ocorrendo com a quase generalidade.
Basta breve meditação em torno do ser existencial para logo se chegar à conclusão do sentido da vida na Terra, do seu magnífico programa educacional e de desenvolvimento da divina fagulha de que se constitui, despertando-se para os valores éticos e os objetivos reais, proporcionadores da harmonia interior e do equilíbrio dos sentimentos com a razão.
A existência terrena é mais do que um licor ou fel para serem tragados pela imposição nefasta do acaso ou do destino injustificável.
Pode, sim, tornar-se uma e outra coisa, dependendo de como se considera a experiência fantástica do viver, dela fazendo um vale de lágrimas das ultrapassadas alegorias religiosas ou um paraíso de benesses das utopias passadistas.
Desse modo, o Espiritismo, como filosofia científica, em razão dos seus fundamentos poderem ser demonstrados nos laboratórios das experiências mediúnicas, também é uma ciência filosófica, em face dos seus paradigmas elucidativos em torno do ser, do destino e do sofrimento, ao mesmo tempo em que constitui uma religião de profundos conteúdos psicológicos e éticos centrados no amor, na auto conquista, na iluminação interior.
Investigá-la com seriedade, sem parcialismo, é dever de todo ser inteligente que anela pela autoconsciência, a fim de viver com discernimento e harmonia.

Vianna de Carvalho
(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na manhã de 27 de outubro de 2012, em Sydney, Austrália.)

Reformador • Março 2013

sábado, 2 de agosto de 2014

SER FELIZ


Você conhece alguém que não queira ser feliz?
Já se deparou com quem quer que seja, que não tenha a clara convicção de que deseja ser feliz?
Salvo alguém com algum tipo de distonia emocional, todos temos esse profundo desejo.
Porém, o que nos faz felizes? O que efetivamente constrói a nossa felicidade e nos realiza?
Por incrível que pareça, muitos não sabemos definir o que nos proporciona felicidade.
Assim, como não refletimos sobre nossa felicidade, compramos a receita da felicidade alheia.
Por falta de um conceito próprio, compramos uma ideia de felicidade que não é nossa, na crença de que, com isso, seremos felizes.
Quantos escolhemos a profissão, simplesmente, pelo status que confere, pelo reconhecimento social ou pela possibilidade de enriquecer?
Esquecemos de que, antes de qualquer coisa, deve ser fonte de prazer, de realização pessoal, de um sonho de vida.
Como resultado, nos tornamos profissionais infelizes, insatisfeitos, contando os dias para a aposentadoria.
Quantos abrimos mão do convívio com a família, das horas de descanso com os filhos e cônjuge para trabalhar mais, enriquecer mais rápido, adquirir mais bens e aumentar nosso patrimônio?
Esquecemos, no entanto, que algumas alegrias e prazeres, embora não sejam contabilizados no patrimônio ou discriminados na declaração de bens, não possuem preço nem moeda que os compre.
Não percebemos que, assim agindo, nos tornamos pessoas abarrotadas de bens e vazias do essencial.
Alguns consumimos anos de nossa vida alimentando rancores e ódios, desejos de vingança e malquerença contra alguém por algum constrangimento, um desaforo, um deslize.
Fixamo-nos em um momento de nossa vivência emocional, e nos acorrentamos em uma história que ficamos a remoer, perdendo o ensejo de continuar a vida, de refazer valores e conceitos, melhorando e aprendendo com as situações infelizes.
Nem notamos como nos permitimos transformar em pessoas amargas, pessimistas, de difícil trato e convivência.
Construir a própria felicidade não é um processo simples.
Não é suficiente desejar ser feliz. É necessário agir para tanto, contruindo a felicidade com ações, fazendo as opções corretas e adequadas.
E, muitas das vezes, a felicidade nasce apenas no simplificar das coisas da vida.
Criamos a necessidade de possuir muitas joias, bens, objetos de arte, quando o importante é apenas ter a posse do necessário.
Abrimos mão de valores que são importantes, permitindo-nos corromper para atingir algum objetivo, quando o mais importante é ter a consciência tranquila.
Esquecemos de que somos seres imortais, em uma jornada passageira, iludindo-nos como se o mundo fosse a razão para tudo, perdendo até a esperança no amanhã.
E se fôssemos resumir qual a receita de felicidade possível nesse mundo aí estaria: a posse do necessário, a consciência tranquila e a fé no futuro.
Tudo o mais são as ilusões que construímos achando que serão elas que irão alimentar e manter a nossa felicidade.
Pensemos nisso.
Redação do Momento Espírita. Em 2.8.2014.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O QUE MAI SOFREMOS


O que mais sofremos no mundo:
 Não é a dificuldade. É o desânimo em superá-la. 
 Não é a provação. É o desespero diante do sofrimento. 
 Não é a doença. É o pavor de recebê-la. 
 Não é o parente infeliz. É a mágoa de tê-lo na equipe familiar. 
 Não é o fracasso. É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.
 Não é a ingratidão. É a incapacidade de amar sem egoísmo. 
 Não é a própria pequenez. É a revolta contra a superioridade dos outros. 
 Não é a injúria. É o orgulho ferido. 
 Não é a tentação. É a volúpia de experimentar-lhes os alvitres. 
 Não é a velhice do corpo. É a paixão pelas aparências. 
 Como é fácil de perceber, na solução de qualquer problema, o pior problema é a carga de aflição que criamos, desenvolvemos e sustentamos contra nós. 
Ditado pelo Espírito Albino Teixeira. Do livro 'Passos da Vida' - Espíritos Diversos. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

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