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sábado, 22 de novembro de 2014

A CARIDADE DE OUVIR




Chico Xavier se sentia incomodado ao ouvir as anedotas picantes de um seu conhecido, até que Emmanuel aconselhou-o a exercer a Caridade de deixá-lo falar o que quisesse, sem julgamentos, pois essa é uma das formas de Caridade.
Aprender a ouvir o que os outros queiram dizer representa um passo adiante na senda evolutiva, pois estaremos respeitando a liberdade alheia tanto quanto queremos que os outros respeitem a nossa.
Não é propriamente cristã a simples disponibilidade para ouvir a confissão alheia, se ocorre em postura de falsa superioridade como a maioria dos antigos confessores, mas sim em ouvir em atitude interior e exterior de igualdade diante de quem confessa: aí está o diferencial: ouvir sem diminuir a dignidade daquele que se penitencia, porque é certo que nossa vez de confessarmos também chegará, mais cedo ou mais tarde. Por isso, “com a mesma medida com que medirdes, vos medirão também a vós”, ou seja, se ouvirmos com simpatia, informalmente e com naturalidade as confissões alheias, teremos igualmente condições de expormos nossas faltas naturalmente, sem receios infundados e com a certeza de que pelo menos uma pessoa nos ouvirá com “olhos bons”.
Quando ouvimos as confissões alheias é muito comum sentirmos uma pitadinha de satisfação maldosa ou maliciosa: é como se aquelas pessoas reconhecessem que lhes somos superiores, o que, na verdade, pode ser exatamente o contrário.
Chico Xavier ouvia reclamações, lamentações, ofensas, pedidos inviáveis, falas prolixas e todo tipo de inconveniências com o mesmo espírito de respeito à dignidade alheia e consideração pelas necessidades que caracterizam cada um: não se tratava de “humildade de vitrine”, mas ele aproveitava aquelas oportunidades para beneficiar os consulentes, muitas vezes, com passes espirituais, mentalizações benéficas, desobsessão e outras formas de ajudá-los.
Assim também devemos proceder, dentro das nossas possibilidades.

Maria Clara
Livro: Confissão e prece

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