BOAS VINDAS

Seja bem vindo! Espero que aqui encontre alento, beleza, amor e paz! E que possa espalhar isto para o mundo, que vive tão sedento de tudo isto.



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terça-feira, 30 de junho de 2015

PELO QUE PROCURAS?





Onde quer que você esteja, julgue-se no céu. Não se preocupe com o inferno, mas só com o céu.

Pense que estamos realmente no céu. Isto é tão verdadeiro como verdade é toda aquela que nasce
do Eu superior.

Talvez você não pense assim, e pode mesmo considerar um absurdo que se julgue no céu, quando
rói pão puro, quando tem de sofrer toda a sorte de injustiças, etc. De fato, se você pensa que lhe digo um absurdo, ainda é cego, porque cego é todo aquele que ainda permanece dentro das impressões verdadeiras. Entretanto, se raciocinasse que toda a sensação é mais ou menos passageira, verificaria por si mesmo que essas impressões não podem manifestar o que é Real.

Nós não estamos nunca no inferno. Nós desfrutamos do mais sorridente céu. O céu não está longe de nós, mas tão perto que nos confundimos com ele. Habitamos num paraíso! Não se compreenderia um Deus todo Bondade, se consentisse a morada de alguns de seus filhos no inferno e outros no céu. Nunca se deu isto. Por mais perverso que possa ser, por mais egoísta, orgulhoso, vaidoso invejoso, acredite, O Criador está com você! O Incognoscível é infinitamente bom e justo e, se você manifesta qualidades más, Ele se vê obrigado a repreender-lhe mostrando o caminho correto a ser seguido . Ele o tira do lodo como um pai o faz a seu filho que o desobedece e se mostra sem educação.

Como um pai age para o bem de seus filhos, O Criador, que é um Pai muito mais extremoso, não deveria fazer o mesmo? Mas Ele age em silêncio para você adquirir a experiência à sua própria custa. Você tem de pensar por si mesmo, que, procedendo contrário à Sua Lei haverá de cair; quando puder escutar, Ele lhe falará.

O pai que chama a atenção de seu filho que tem apenas um ano não é escutado; mas se ele já tem dez anos, compreenderá aquilo que se diz. Mas não se dirá a uma criança de dez anos o que se diz a um homem, porque nada ficará entendendo. Igualmente acontece a nós, que precisamos aprender a ouvir, antes de nos chegar a palavra do Mestre.
Você deve pensar que habita o céu. Firme essa ideia, dizendo constantemente:

"Vivo contente comigo mesmo"; "a vida me sorri"; "sinto que desfruto toda a felicidade".

Se diariamente pensar assim, o céu irá aparecendo para você, seja qual for a sua situação, sejam quais forem os seus sofrimentos. Sua vida mudará como a noite se transforma em dia. À custa de repetir que é feliz, acabará realizando a felicidade.

O nosso erro, logo que iniciamos a vida espiritual, é pensarmos que vamos trabalhar para sair dum inferno, fugindo como um diabo da cruz. Nunca o conseguirá deste modo; todo esforço que fizer só servirá para uni-lo cada vez mais à terra, e terá de nascer novamente. O homem não se desliga seja do que for pelo ódio, desprezo ou raiva. Jamais será possível tal coisa, porque não está de acordo com a lei. Se quisermos nos desligar, temos de resignar-nos com as provas. A resignação consiste em recebermos a lição como uma necessidade para ser alcançado um grande bem. Você deve aprender a não diferenciar a dor do prazer, mas a concebê-los como irmãos gêmeos, nos quais a mesma coisa ou a Verdade. A diferença é na roupagem. Um se veste com trapos, outro com boas roupas, mas dentro há o mesmo corpo. Se puder descobrir as coisas através das suas máscaras, você será um vencedor. Não verá mais um mundo triste, de agonias e desgostos, mas só um mundo de felicidades.

A procura do céu você não a tem de fazer distante de você; mas em você mesmo. Conforme quiser, tal será o quadro que veremos. Se você quer desfrutar do que é bom, pagará dobrado; da mesma forma, deve pagar mais caro para entrar no céu, mas não é à custa de ouro, senão à custa de seu próprio esforço. Você tem de trabalhar. Não lhe faltando ânimo, encontrará auxílio; se, entretanto, pensa que outros farão a tarefa por você, conservar-se-á no mesmo lugar. Aprenda a dominar as paixões, mantendo o pensamento fixo em objetos e coisas elevados. Elas o assaltarão; contudo, não se preocupe com esses assaltos. Diga-lhes com amor que estão auxiliando o seu progresso, e logo desaparecerão.

Se quiser afastá-los diretamente, perderá seu tempo e mais eles tomarão conta de você. Porque você lhe dá atenção, esquecendo-se do Real. Nem sempre se pode estar pensando no céu, é verdade. As ocupações diárias desviam nossa atenção com facilidade. Se você se ocupa do que é justo e age com sinceridade, pratique a abstenção do que é injusto e viverá com a Verdade; deste modo você mostra igualmente o espírito de renúncia. Você pode fazer de suas ocupações diárias a escada de seu progresso espiritual, agindo com equidade, atendendo à obra e não a seus frutos. Trabalhando com o propósito de fazer o bem, é certo que alcançará o céu.

Com efeito, deste modo não lhe interessam os frutos e nada o liga às obras. Você é livre, porque pratica a ação pelo amor a ela e não por interesse. Procedendo assim, você chegará ao céu. Atenda apenas que é preciso ter uma grande vontade e esta vontade estar apoiada numa grande energia para chegar com rapidez aos melhores resultados. Verá se é enérgico quando estiver diante das dificuldades e dos piores mo
mentos. Então, sim, provará a vontade de entrar no céu.

Papus
Pintura de Peter Monstead

segunda-feira, 29 de junho de 2015

A VERDADEIRA RELIGIÃO


PARTE 4 

Fazendo coro com Pedro e Tiago, João, o discípulo cuja fidelidade ao Mestre todos reconhecem e proclamam, dá-nos o testemunho de como lhe interpretou a pregação, dizendo: “Esta é a doutrina que tendes ouvido desde o princípio: que vos ameis uns aos outros. Aquele que não ama permanece na morte. ” (I ep., 3:11,14.) 

E, todo ternura, acrescenta: 

“Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade vem de Deus. E todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é caridade. Se algum disser, pois: Eu amo a Deus e aborrecer a seu irmão, é um mentiroso. Porque aquele que não ama a seu irmão a quem vê, como pode amar a Deus, a quem não vê? ” (Id., 4:7, 8, 20, 21.) 

Seu pensamento, evidenciado nesses excertos, é que a doutrina de Jesus pode resumir-se em uma única palavra: Amor! E, de fato, assim é porque todas as virtudes, todas as boas qualidades do coração: a benevolência, a doçura, a humildade, a justiça, a tolerância, a piedade, etc., sem exceção de uma só, são filhas do Amor. 

Paulo, o convertido de Damasco, tornado o mais valoroso vexilário da fé cristã, demonstrando também perfeita compreensão dos ensinos do Cristo, assim se manifesta, em 1ª epístola aos coríntios: 

“Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se não tiver caridade, serei como o bronze que soa ou um címbalo que retine; ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade nada sou. E, quando houvesse distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria. Agora, permanecem estas três virtudes: a Fé, a Esperança e a Caridade; porém, a maior delas é a Caridade. ” (13 :1-3, 13.) 

Particularidade interessante. Os partidários da salvação pela fé, sem o concurso das boas obras, socorrem-se com frequência de textos paulinos, em defesa de seu credo. No entanto, é tal a convicção do apóstolo dos gentios quanto à necessidade delas, que afirma: “Ainda quando tivesse toda fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. Dentre estas três virtudes: a Fé, a Esperança e a Caridade) A MAIOR É A CARIDADE”. Coloca, pois, explicitamente, a Caridade acima da Fé e da Esperança. 

Inúmeras outras vezes, usou ele de frases incisivas, inequívocas, em que reafirma o valor das boas obras e ratifica sua solene afirmativa sobre a suprema excelência da caridade. Eis aqui algumas passagens: . . 

Aos colossenses exorta: “Sede misericordiosos, benignos, humildes, modestos, pacientes, sofrendo-vos e perdoando-vos mutuamente, como o Senhor vos perdoou a todos, e, sobre tudo isto revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. ” (3 :12-14.) 

A Timóteo, declara: “O fim do preceito é a caridade nascida de um coração puro, e de uma boa consciência e de uma fé não fingida. ” (I, 1:5.) E mais: ”Toda a escritura, divinamente inspirada, é útil para ensinar, para repreender para corrigir, para instruir na Justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, estando preparado para toda a boa obra. ” (lI, 3 :16-17. ) 

Aos hebreus, aconselha: “Não vos esqueçais de fazer bem, e de repartir dos vossos bens com os outros, porque com tais oferendas é que Deus se dá por obrigado. ” (13 :16. ) 

Aos gálatas, recomenda: “Servi-vos uns aos outros pela caridade do espírito, porque toda a lei se encerra neste só preceito: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. ” (5: 13-14 ) 

Aos romanos, assevera: “Aquele que ama o próximo tem cumprido a lei. Porque estes mandamentos de Deus: não cometerás adultério não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, não cobiçarás, e se há algum outro, todos eles vêm a resumir-se nesta palavra: Amarás a teu próximo como a ti mesmo. O amor do próximo não obra mal. Logo, a caridade e o cumprimento da lei.” (13 :8-10.) 

Reparemos bem no alcance desse conceito de São Paulo. “A caridade é o cumprimento da lei” diz ele. Consequentemente, NÃO PRATICÁ-LA, quando se possa fazê-lo, É DESCUMPRIR A LEI, e, ipso-facto, incorrer nas penas reservadas aos infrutuosos. 

Lógico, pois não? 

O Espiritismo assim há entendido essa verdade fundamental e por isso é que proclama: “FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO”. Sim, porque a caridade (amor) está ao alcance de todos: do sábio e do ignorante, do rico e do pobre, do jovem e do ancião, e independe de qualquer crença particular. 

Com tal máxima, consagra os princípios da liberdade de consciência e de igualdade perante Deus revelando-se, portanto, essencialmente conforme aos ensinamentos do Cristo e à moral evangélica. 

Rodolfo Caligaris 
Reformador (FEB) Setembro 1970

MENSAGEM DO DIA


A verdadeira meditação é um bater na porta do santuário existente no interior do coração. Esta meditação mais elevada, praticada intensa e persistentemente, irá, por fim, abrir a última porta para o mundo da divina luz, conhecimento e bem-aventurança.

Swami Bhajanananda

domingo, 28 de junho de 2015

A VERDADEIRA RELIGIÃO

PARTE 3

Os discípulos de Jesus, que mais de perto o acompanharam, como teriam entendido a doutrina do Mestre?
É o que veremos a seguir.
Invoquemos, inicialmente, a palavra de Simão Pedro:
“Como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todas as ações, porque escrito está: santos sereis, porque eu sou santo. E se invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, vivei em temor durante o tempo de vossa peregrinação, fazendo puras as vossas almas na obediência da caridade, no amor da irmandade, com sincero coração amai-vos intensamente uns aos outros. ” (Pedro, I, capítulo 1:15-17,22.)

“Antes de todas as coisas, tende entre vós, mutuamente, uma constante caridade, porque a caridade cobre a multidão dos pecados”, e posto que “apenas os justos se salvarão, encomendai vossas almas ao Criador, fazendo boas obras. ” (Idem, 4 :8, 18-19.)

Magnífica exortação! Como resplende, aqui, a luz do vero Cristianismo!
Fulgor maior, porém, é o que se irradia da segunda epístola desse grande apóstolo, quando diz, divinamente inspirado (1 :5-11) :

“Ajuntai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, e à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, e à piedade o amor de vossos irmãos, e ao amor de vossos irmãos a caridade. Porque, se estas coisas se acharem e abundarem em vós, elas não vos deixarão vazios nem infrutuosos no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. O que não tem prontas estas coisas é cego e anda apalpando com a mão, esquecido da purificação dos seus pecados antigos; portanto, irmãos, ponde cada vez maior cuidado em fazerdes certa a vossa vocação e eleição por meio das boas obras, porque, fazendo isto, não pecareis jamais, e vos será dada abertamente a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. ”

Acrescentar a esses textos de admirável clareza quaisquer palavras nossas, no intuito de ressaltar-lhes a significação, o abono à tese que vimos expondo, seria um menoscabo à inteligência do leitor. Vamos, pois, adiante, ouvindo agora outra coluna mestra do colégio apostólico: Tiago.

Diz ele (1 :22, 25-27): “Sede fazedores da palavra (de Deus), e não ouvidores tão somente, enganando-vos a vós mesmos. O que persevera na lei perfeita, sendo, não ouvinte esquecediço, mas fazedor de obra, este será bem-aventurado no seu feito. Se algum, pois, cuida que tem religião, não refreando a sua língua, mas seduzindo o seu coração, a sua religião é vã. A religião pura e sem mácula, aos olhos de Deus e nosso Pai, consiste nisto: em visitar os órfãos e as viúvas em suas aflições, e em cada um conservar-se isento das corrupções deste mundo. ”

Não há como torcer o sentido desta citação. Aos olhos dos homens, a religião pode ser apontada como um conjunto de artigos de fé formulados arbitrariamente por uns senhores chamados teólogos, pode ser confundida com exterioridades ritualísticas, mas, “aos olhos de Deus”, a religião pura e imaculada, a religião que eleva, a religião que salva, é a Religião do Bem, pregada e exemplificada pelo Cristo!
É visitar e socorrer os órfãos e as viúvas (símbolo de todos os fracos, desamparados e sofredores) em suas necessidades e aflições, e conservar-se a si mesmo isento das corrupções deste mundo. É, em suma, caridade para com o próximo e esforço diuturno visando à libertação de todos os erros e vícios mundanos!
Acrescenta ainda o iluminado Tiago... (2: 14-16, 24,26):
“Que aproveitará, irmãos meus, a um que diz que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé poderá salvá-lo?

“Se um irmão ou uma irmã estiverem nus, e lhes faltar o alimento cotidiano, e lhes disser algum de vós: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e não lhes derdes o que hão de mister para o corpo, de que lhes aproveitará?

“Não vedes como pelas obras é justificado o homem, e não pela fé somente? Do mesmo modo que um corpo sem espírito é morto, assim também A FÉ SEM OBRAS É MORTA. ”

“É pelos frutos que se conhece a árvore”, ensinara Jesus.

Como pode alguém, pois, provar a sua fé, se não demonstra amor ao próximo, se não pratica o bem, se não exercita a caridade?



 In Sérgio Ribeiro


sábado, 27 de junho de 2015

A VERDADEIRA RELIGIÃO


PARTE 2 

Se a Humanidade devesse ser salva pela filiação a uma só e determinada Igreja, por suposta infalível, com exclusão de quantas mais existissem, bem triste seria a sua sorte! 
Como poderiam as gentes iletradas ou de poucas letras identificar “a tal”, se constantemente estão surgindo novas seitas, pretendendo cada uma possuir essa característica? Como, se os graus de entendimento são infinitos, e aquilo que satisfaz a uns não apraz a outros? Pois se nem mesmo os sábios, até hoje, conseguiram pôr-se de acordo a esse respeito?! 
Felizmente, porém, o plano de Deus é bem outro, como se há de ver pela explicação dada por Jesus a um doutor da lei. 
Este lhe perguntara: “Mestre, que devo fazer paro entrar na posse da vida eterna? ” 
Como se vê, pergunta direta, sem rodeios, exigindo resposta específica. 
Então Jesus lhe diz: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o máximo e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás a teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas. Faze isso, e viverás. ” (Mat. 22: 34-40; Mar. 12: 28-34; Luc. 10: 25-28. ) 
“AMA O TEU PRÓXIMO, E VIVERÁS” - eis, na palavra do Cristo, a que se reduz o problema da salvação das almas. 
Desgraçadamente, porém, apesar da simplicidade da fórmula, nem todos conseguem acertar de pronto a equação, porque... ignoram quem é o seu próximo. 
Valha a esses a parábola do bom samaritano (Luc. 10: 29-37), com que Jesus, no colóquio mantido com aquele mesmo doutor da lei, elucida-lhe o que significa ser o próximo de alguém. 
“O mandamento que vos dou é este: que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei. ” (João, 15 :12), tornaria a dizer, mais tarde, o Divino Mestre, reafirmando, assim, ser “o amor ao próximo” a síntese do Evangelho do Reino. 
E, como que a rematar toda a sua doutrinação nesse sentido, eis em que termos instrui seus discípulos acerca das recompensas e penas futuras: 

“Quando o Filho do homem vier em sua majestade, acompanhado de todos os anjos, assentar-se-á sobre o trono de sua glória, e, estando todas as nações reunidas perante Ele, separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas das cabras, e colocará as ovelhas à sua direita, e as cabras à sua esquerda. Então dirá o rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, e tomai posse do reino que vos foi preparado desde o começo do mundo; pois que tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; fui hóspede e me recolhestes, estive nu e me cobriste; estive enfermo e me visitastes; estive preso e me foste ver. Responder-Ihe-ão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome, e te demos de comer? Ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos hóspede e te recolhemos, ou nu, e te vestimos, enfermo ou preso e te fomos visitar? O rei lhes responderá: Na verdade vos digo, todas as vezes que fizestes isso a um dos meus mais pequeninos irmãos, foi a mim que o fizestes. Depois dirá aos que estiverem à sua esquerda: Retirai-vos de mim, malditos: ide para o fogo eterno, que foi preparado para o diabo e para os seus anjos; porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; fui hóspede e não me recolhestes; estive nu e não me cobristes; estive enfermo e preso, e não me visitastes. E eles lhe responderão também: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, hóspede, nu, enfermo ou preso, e deixámos de te assistir? Ele, porém, lhes responderá, dizendo: Na verdade vos digo, todas as vezes que deixastes de prestar essa assistência a qualquer desses pequenos, deixastes de a prestar a mim próprio. E então irão esses para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna. ” (Mateus 25:31-46. ) 

Ponhamos atenção no quadro que Jesus nos apresenta sobre o juízo final. 
Qual o objeto das inquirições e o fundamento da sentença? Versa matéria de fé? Estabelece alguma distinção entre o que crê de um modo e o que crê de outro? 
Absolutamente! 
O juiz indaga apenas uma coisa: se a caridade foi praticada ou não. E pronuncia-se, dizendo: “Vós que assististes os vossos irmãos, passai à direita, e vós outros que fostes duros ou indiferentes, passai à esquerda. ” 
Portanto, é a prática do bem, ainda uma vez, apontada por Jesus como condição única e indispensável para a conquista do reino dos céus. . 
Nem poderia ser de outra forma, pois, se “Deus é Amor”, só os que sabem amar poderão apreciar-Lhe a inefável comparação.


Sérgio Ribeiro

sexta-feira, 26 de junho de 2015

ACUSADOS

Acusados, sofrei seja qual for a pena

Que o mundo vos imponha à dolorosa via,
Sofrei sem revidar a palavra sombria
Da pancada verbal que vos fere e envenena...

O sarcasmo acolhei, de alma forte e serena,
Não resguardeis convosco o fel da rebeldia!...
A Bondade dos Céus vos fortalece e guia
Para longe da treva em que se vos condena!

Deus sabe até que ponto a culpa vos deprime,
E ante as Leis da Justiça equânime e sublime,
Exorta-vos ao bem, no bem que vos descerra...

Calai-vos no perdão, e, refazendo a vida,
Encontrareis de novo, a paz indefinida
De quem constrói no amor a redenção da Terra!


Autor: Antero Carvalho

A VERDADEIRA RELIGIÃO



PARTE 1

Estudando-se o Evangelho, sem espírito de sectarismo, chega-se à conclusão incontestável de que Jesus jamais pregou ou defendeu nominalmente qualquer religião, nem deixou margem para que esta ou aquela Igreja se arrogasse privilégios especiais, ou se intitulasse a única que salva.
O que ele ensinou sempre, invariavelmente, em todos os momentos de sua vida pública, foi a Religião do Amor, do Bem, da Caridade!
Senão vejamos.
Dando início à sua doutrinação, a quem promete ele as bem-aventuranças do reino dos céus?
Aos bons, isto é: aos humildes de espírito, aos mansos, aos que procedem conforme a justiça, aos misericordiosos, aos puros de coração, aos pacificadores... (Mat., Cap. 5)
Não quer, porém, simples aparências do bom caráter, nem manifestações de falsa piedade, tão ao sabor de certos religiosos, e daí o afirmar, peremptoriamente: “Se a vossa justiça não for maior e mais perfeita que a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos céus. ” (Idem)
Qual a razão dessa advertência? Muito simples. É que os tais escribas e fariseus, conquanto fossem servis cumpridores das práticas exteriores do culto e das cerimônias estatuídas pelos rabinos do moisaísmo, de virtudes mesmo nada possuíam.

Em seguida, passa a ensinar assim: “Se alguém vos bater na face direita, apresentai-lhe a outra; àquele que quiser demandar convosco em juízo, para vos tomar a túnica, cedei-lhe também a capa; se alguém vos forçar a caminhar mil passos, carregado, vai com ele dois mil; daí a quem vos pedir e não volteis as costas a quem vos queira solicitar um empréstimo; ao que tirar o que é vosso, não lho reclameis; amai os vossos inimigos; fazei bem aos que vos odeiam; bendizei os que vos amaldiçoam; orai pelos que vos perseguem e caluniam; sede misericordiosos, como vosso Pai é misericordioso; fazei o bem sem ostentação; não julgueis; tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o assim também a eles, pois é nisto que consistem a Lei e os Profetas.” (Mat., Caps. 5-7)

Positivamente, ninguém saberia nem poderia usar linguagem mais clara, nem mais precisa do que esta, para dar-nos a entender como devemos pautar nossos atos, a fim de satisfazermos à Lei de Deus.

Quem há que não almeje para si apenas o que é bom? Que não deseje ser tratado com afabilidade? Que não queira ser socorrido em suas aflições? Que não aprecie ver desculpados os seus erros? Que não espere benevolência para as suas fraquezas e imperfeições? Que não aspire ao perdão para os seus deslizes?
Pois bem, esse mesmo tratamento, amorável e fraterno, que gostamos de receber, é o que devemos dispensar ao nosso próximo, se é que pretendemos ganhar a “salvação”, ou, melhor dito, a felicidade eterna.
Não haveria de faltar, porém, falsos profetas, que lançassem a confusão em torno de verdades tão simples, que disseminassem doutrinas esdrúxulas, segundo as quais, para salvar-se, ninguém precisa ser bom, nem realizar boas obras..., mas tão somente crer em tais ou quais dogmas teológicos...
Prevendo isso, avisa o Mestre, alto e bom som: “Toda árvore que não dá bom fruto, é cortada e lançada ao fogo. ” - “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. ”

Acrescenta ainda, para que não subsistam quaisquer dúvidas:

“Aquele que ouve minhas palavras e as observa é comparável ao homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha. Veio a chuva, transbordaram os rios, os vendavais sopraram e se arremessaram contra essa casa, e ela não caiu, pois estava edificada sobre a rocha. Aquele, porém, que ouve minhas palavras e não as observa, assemelha-se ao insensato que construiu sua casa sobre a areia. Veio a chuva, os rios transbordaram, sopraram os ventos, precipitaram-se sobre essa casa e ela desabou; e grande foi a sua ruína. ” (Idem, Cap. 7)
Aí está, com que frisante nitidez o Cristo põe em destaque a importância de praticar os seus ensinamentos.
Ora, ele é a revelação viva de Deus, a personificação de Sua lei, e, portanto, o único fundamento sobre que podemos edificar um caráter reto.
Mas, edificar sobre o Cristo não é apenas decorar as Escrituras Sagradas, exaltar-lhes os sublimes conceitos, fazer uma tocante profissão de fé, cantar belos hinos sacros...
Não! Edificar sobre o Cristo é cumprir a sua palavra, é obedecer-lhe às instruções, é fazer à vontade d'Aquele que o enviou, é enfim possuir uma fé que se manifesta em obras de bondade!

Sérgio Ribeiro

PENSAMENTO DE HOJE

Quando o fogo desce sempre de novo com força e magnitude crescentes para dentro da escuridão da ignorância humana, primeiro ele parece ser engolido e absorvido na escuridão, mas uma parte cada vez maior da descida transforma a escuridão em luz, a ignorância e inconsciência da mente humana em consciência espiritual. 

Sri Aurobindo

quinta-feira, 25 de junho de 2015

MENSAGEM DO DIA


Aprender a esquecer-se é uma arte admirável, pois equivale a ser capaz de jogar fora as emoções e concepções negativas que poluem a vida de todos nós. Nesse sentido, podemos dizer que é este o significado profundo do perdão: sermos capazes de largar, voluntariamente, ressentimentos, ódios e sentimento de vingança. 

Paulo e Lauro Raful

quarta-feira, 24 de junho de 2015

VIVER BEM




Um repórter perguntou à poetisa Cora Coralina o que é viver bem. Ela lhe disse:
"Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice.
E digo pra você, não pense.
Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo.
Eu não digo que estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco.
É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê.
O bom é produzir sempre e não dormir de dia.
Também não diga pra você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima.
Eu não digo nunca que estou cansada.Nada de palavra negativa.
Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica.
Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio!
Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha, não. Você acha que eu sou?
Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser.
Filha dessa abençoada terra de Goiás.
Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos.
Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.
Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor.
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.
Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir."

terça-feira, 23 de junho de 2015

SILÊNCIO E NÓS


Consideremos a expressão nos domínios da palavra.
A todos os momentos somos convocados a participar das considerações humanas através dos sons articulados. Nossa condição momentânea exige-nos a condução do pensamento através ora da movimentação da língua, ora da grafia inteligível, na permuta de impressões e na troca de opiniões. O êxito dessa empreitada constante depende, todavia, de como empregamos as faculdades de que dispomos. Falar e escrever bem; falar e escrever mal.
Geralmente, as possibilidades efetivas do homem esbarram na precipitação, e não cedem à providência da calma, na aprendizagem dirigida, senão o tempo estritamente necessário à concatenação fisiológica. Assim, por exemplo, o olhar se dirige às cenas menos enobrecedoras, no campo do mundo, imantado por uma necessidade de alimentação recíproca dos dínamos da alma. A audição quase sempre se aguça às mímicas indiscretas e às insinuações maldosas. As pernas ganham em celeridade, toda vez que chamadas a colaborar na efetivação de intenções terra-a-terra. As mãos se aprestam em escrever páginas histriônicas, dissertações picantes e frases desdenhosas. Indisfarçável a expressão de gozo face às anedotas deprimentes. Em tudo isso, reside a motivação no Espírito, ficando patente que essas injunções, denunciadoras do padrão em que vibramos, não se asilam no automatismo de nossas reações, mas o próprio automatismo se origina na fonte das intenções que nos povoam o ser.
Focalizando especificamente o terreno da linguagem articulada, não nos esqueçamos de que há momentos consagrados à expressão do silêncio. Tanto a pena se aquieta quanto a voz se acautela, em benefício da sociedade.
Completando o seu Moisés, Miguel Ângelo primeiramente silencia. Profundo silêncio rodeia o grande legislador hebreu após a chegada dos Dez Mandamentos, em meio ao Monte Horebe, em pleno deserto do Sinai. As grandes telas não foram compostas entre explosões verbais. Os mestres da música recolhem-se ao mutismo para trazer ao pentagrama a grande voz. As magnas obras literárias não se estruturaram no vozerio dos cafés, nem nas tavernas, entre vinhos inebriantes, mas no silêncio criador, qual o que se nos impõe a indagação ante o céu noturno, quando mergulhamos a alma na vibração divina, disseminada pelo zimbório estrelado.
Assim também, conscientes em nossa esfera de ação própria, esforçando-nos por ascender para Deus, não cultivemos a voz na impostação improdutiva do sofisma, no conselheirismo viciado, ou em criações mentais que se voltarão contra nós de esquina a esquina.
Se formos chamados a pronunciamentos ostensivos, caracterizemos a mediação construtiva em nosso verbo e em nossa escrita.
Não desprezemos, porém, a grandeza do silêncio, aproveitando-o para adentrarmos o próprio íntimo, em busca do amadurecimento.
A palavra é a convicção do próprio homem; é basicamente ela que nos diferencia de nossos irmãos ditos irracionais. Poderá, contudo, ser precisamente ela que nos fará, por vezes, mais fragmentários do que eles mesmos.
Reeduquemo-nos agora. Paulo, perante Félix, e, após, diante de Pórcio Festo e do Rei Herodes Agripa II, não verberou acusações nem vociferou cizânia. Limitou-se a realmente esclarecer. Assim façamos nós.
Jesus, perante Pôncio Pilatos, guardou silêncio.

Anchieta
(Página psicografada pelo médium Gilberto Campista Guarino, na reunião pública de 5 de marco da 1976, na FEB — Seção Rio de Janeiro, RJ.)

Reformador, maio 1976, p. 149.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

PENSAMENTO DO DIA


"[...]Passam os séculos, os homens, as repúblicas, as paixões; a história faz-se dia por dia, folha a folha; as obras humanas alteram-se, corrompem-se, modificam-se, transformam-se. Toda a superfície civilizada da terra é um vasto renascer de coisas e idéias.”

Machado de Assis
Excerto de 'O Alienista"

SERENIDADE



Seja qual for o conteúdo de sofrimento em teu roteiro de provação, acalma-te e espera... 
Não agraves o peso de tua dor com o fardo da aflição sem remédio. 
Se o desespero te cerca em ondas asfixiantes de inconformação ou de cólera, exercita a serenidade e faze algo em silêncio que possa amparar as vítimas da revolta; se a ofensa te busca, apedrejando-te o coração, perdoa-lhe as investidas, guardando a serenidade de quem sabe que a ventania tempestuosa não desloca a harmonia do céu; se a calúnia despeja corrosivo destruidor em tua alma, desculpa-lhe os golpes, conservando a serenidade de quem reconhece no crime doentia manifestação da ignorância ainda em trevas, e, se as lágrimas te caem, ardentes, dos olhos feridos, à face da angústia que te persegue as esperanças e os sonhos, transforma o teu pranto numa prece de amor, cultivando a serenidade, na convicção de que o sacrifício é o caminho real da luz. 
Lembra-te do Cristo, a oferecer-te o seu jugo brando e suave. 
Ninguém o viu acrescer a cruz das próprias dores, com o peso morto da rebelião ou da crueldade, do ciúme ou da inveja, do revide ou da queixa. 
Da serenidade da Manjedoura, segue, amando e perdoando, para, a serenidade da cruz, sem jamais trair a dignidade da sua confiança no Pai Excelso, a Quem pertence, em verdade, todos os títulos e afeições que nos sustentam a marcha. 
Serenidade! Serenidade! Será ela em teu passo o selo oculto da humildade vitoriosa que te fará mais nobre à vista do Céu, porque então, junto dela, terás aprendido, a esperar por Deus em tua luta de cada dia. 

Emmanuel (por Chico Xavier) 
Reformador (FEB) Abril 1959

PENSAMENTO DE HOJE


Você pode observar o medo sem nenhuma conclusão, sem qualquer interferência do conhecimento que você acumulou sobre ele?
Se não for possível, então o que você está vendo é o passado, não o medo, se pode, então você está observando o medo pela primeira vez sem a interferência do passado. 

Krishnamurti

sábado, 20 de junho de 2015

O AMOR A SI MESMO

"Os fariseus, tendo sabido que ele tapara a boca aos saduceus, reuniram-se; e um deles, que era doutor da lei, para o tentar, propôs-lhe esta questão: - 'Mestre, qual o mandamento maior da lei?' - Jesus respondeu: 'Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. - Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos.' " 

(S. Mateus, cap. XXII, vv. 34 a 40.)

A palavra "amor" ao longo do tempo vem sofrendo o desgaste natural proveniente dos equívocos humanos quanto ao seu real significado. 
Fala-se muito em "amor" contudo, paradoxalmente, vive-se pouquíssimo este sentimento que se constitui na expressão máxima do ser humano em suas manifestações afetivas, em todos os níveis. 
Há que se perguntar, por quanto tempo, o homem continuará ignorando as dores do seu próximo, as suas necessidades espirituais e a premência de que mãos fraternas se estendam, espontaneamente, para restabelecer-lhes a esperança, a confiança em dias melhores, a certeza de que irmãos ajudam irmãos, sempre; de que não estão sós. 
Não falo da ajuda material, mas desta que dificilmente é praticada, porque exige a doação de nós mesmos, do que possuímos de melhor; exige nosso tempo, nossa atenção: a caridade moral. 
Em verdade, o exercício da aprendizagem do amor inicia-se pelo amor a si mesmo e, consequentemente, pelo amor ao próximo, chegando ao final à plenitude do amor a Deus. 
Esses elos de amor se prendem uns aos outros pelo sentimento de afeto desenvolvido e conquistado nas múltiplas experiências acumuladas no decorrer do tempo em que nossas almas estagiaram e aprenderam a conviver e melhorar. 
Muitos de nós nos comportamos como se o amor não fosse um sentimento a ser aprendido e compreendido. Agimos como se ele estivesse inerte em nosso mundo íntimo, e passamos a viver na espera de alguém ou de alguma coisa que possa despertá-lo do dia para a noite. (...) 
O amor a Deus e aos outros como a si mesmo é noção que se vai desenvolvendo pelas bênçãos do tempo. As belezas do Universo nos são reveladas à proporção que amamos; só assim nos tornamos capazes de percebê-las cada vez mais e em todos os lugares.". 
(Do livro Um Modo de Entender - uma nova forma de viver, psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto, ditado por Hammed, cap. 2)" 
Quando o Meigo Nazareno nos convida ao exercício do "amor ao próximo", está claramente nos incitando a iniciar este processo a partir de nós mesmos; provocando a reflexão e a conclusão ao questionamento : eu acredito no amor?
A resposta nos motivará a sua não vivência ou a reformulação completa da forma como temos nos conduzido em nossa relação conosco mesmos e com o nosso próximo. Em quanto de fraternidade, misericórdia e compreensão temos regado nosso comportamento. 
Contudo, o que vem ocorrendo no mundo, notadamente com os cientistas da área da saúde não é de se surpreender: de sépticos passaram a aceitar que a mente, o hábito da oração e os sentimentos mais nobres podem acelerar e mesmo promover a cura de doenças. Os resultados são surpreendentes e incontestáveis. Que dizer, então, nos relacionamentos humanos, na convivência familiar, profissional, religiosa, etc. 
"O amor que se deve oferecer ao próximo é consequência natural do amor que se reserva a si mesmo, sem cuja presença muito difícil será a realização plena do objetivo da afetividade. 
Somente quando a pessoa se ama, é que pode ampliar o sentimento nobre, distribuindo-o com aquelas que a cercam, bem como estendendo-o aos demais seres vivos e à mãe Natureza." 
(Do livro Garimpo de Amor, psicografia de Divaldo Pereira Franco, do Espírito Joanna de Ângelis, cap. 2) 
Quem se ama, ama o seu próximo na mesma proporção. Compreende que deve dignificar a sua existência, assim como, deve proporcionar ao seu próximo vida digna. Compreende a finalidade superior da vida física, promovendo o seu crescimento espiritual e de quem o cerca. 
Acima de tudo, respeita cada qual como é, com suas conquistas e dificuldades. Sabe esperar e entende que todos, no seu tempo, chegarão a perfeição para a qual foram criados. Tem a certeza íntima de que é um ser divino, trazendo dentro de si todos os recursos para ser feliz, ser luz e proporcionar ao seu próximo o que deseja para si. 
Sequer conseguimos imaginar como seria o mundo dessa forma ... porque, em verdade, poucos de nós acredita nesta prática, mesmo conscientes de que alguém nos mostrou a possibilidade de concretizá-la: Jesus ! E, tantos outros que Lhe seguiram as pegadas. 
Joanna de Ângelis, ainda no mesmo texto, nos ensina que: 
"Esse auto-amor é constituído pelo respeito que cada qual se deve ofertar, trabalhando em favor dos valores éticos que lhe jazem latentes e merecem ser ampliados, de forma que se transformem em luzes libertadoras da ignorância e em paz de espírito que impregne as outras vidas. 
Sem esse amor a si mesmo, a pessoa não dispõe de recursos para encorajar o seu próximo no empreendimento da autovalorização e do autoctendo-se nas sensações mais grosseiras do imediatismo, longe dos estímulos dignificantes e libertadores. 
O amor a si mesmo dá dimensão emocional sobre a responsabilidade que se deve manter pela existência e sobre o esforço para dignificá-la a cada instante, aprofundando conhecimentos e sublimando emoções, direcionadas sempre para as mais elevadas faixas da Espiritualidade. 
Dessa forma, é fácil preservar-se as conquistas interiores e desenvolvê-las mediante a aplicação dos códigos da fraternidade e da compaixão, da caridade e do perdão. 
A consciência de si mesmo, inspirada pelo auto-amor torna-se lúcida quanto aos enganos cometidos, ensejando-se oportunidade de reparação, ao tempo em que faculta ao próximo a compreensão das suas dificuldades na busca da felicidade. 
Compreendendo a finalidade da existência terrena, a pessoa desperta para o amor a si mesma, trabalha sem desespero, confia sem inquietação, serve sem humilhação, produz sem servilismo e avança sem tensões perturbadoras no rumo dos objetivos essenciais da vida." 
Continuando, orienta-nos quanto a forma pela qual conseguiremos conquistar o amor a nós mesmos, buscando as práticas que nos levem ao auto-descobrimento, ao conhecimento de nós mesmos, único meio de atingirmos a vivência do amor incondicional, puro, sincero, sem interesses escusos, que um dia unirá todas as criaturas. 
Corroborando o que Joanna nos ensina, o Livro dos Espíritos, na questão 919, diz-nos que: 
"919. Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal? 
Resp. Um sábio da antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo." 
Para tanto, é preciso o enfrentamento conosco mesmos, com as nossas mazelas e conflitos íntimos, dúvidas e incertezas. É premente que busquemos equacionar as questões internas que nos afligem e impedem o auto-amor e o amor ao próximo. Segurança interna, fé, esperança, são conquistas do espírito imortal, muitas vezes, a duras penas. 

Nadja Cruz de Abreu




sexta-feira, 19 de junho de 2015

SENHOR JESUS


Não nos retires dos ombros o fardo das responsabilidades com o qual nos ensina a praticar entendimento e cooperação, mas auxilia-nos a transportá-lo, sob os teus desígnios.

Não nos afastes dos obstáculos com que nos impeles à aquisição da confiança e as dimensões da fé, no entanto, ampara-nos Senhor, para que possamos transpô-los.

Não nos desligues dos problemas com que nos impulsionas para o caminho da elevação das nossas próprias experiências, contudo, dá-nos a tua bênção, a fim de que venhamos a resolvê-los com segurança.

Não nos deixes sem o convívio com os irmãos irritadiços ou infelizes, que se nos fazem enigmas no cotidiano, junto dos quais nos convidas ao aprendizado da serenidade e da paciência, mas protege-nos os corações e ilumina-nos a estrada de modo a que nos transformemos para todos eles em refúgio de apoio e socorro de amor.

Enfim, Senhor, dá-nos, a cada dia, o privilégio de servir, entretanto, infunde em nossas almas o poder da compreensão e da tolerância, do devotamento e da caridade para que possamos estar contigo, tanto quanto permaneces conosco, hoje e sempre.

Assim seja.
Médium: Chico Xavier

PENSAMENTO DE HOJE


Eu sou o princípio que transcende todas as mudanças; sou o Infinito, que tem a forma do mais elevado conhecimento.
Não conheço o que é prazer ou dor. Como podem tais coisas existirem em Mim?

Avadhuta Gita

PAUSA POÉTICA


Bom dia, poetas velhos.
Me deixem na boca
o gosto dos versos
mais fortes que não farei.

Dia vai vir que os saiba
tão bem que vos cite
como quem tê-los
um tanto feito também,
acredite.


Paulo Leminski, do livro "Caprichos e relaxos", 1983.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

PENSAMENTO DE HOJE

A paciência é uma árvore de raiz amarga, mas de frutos muito doces.

Aforismo Persa

terça-feira, 16 de junho de 2015

MENSAGEM DO DIA


Nasceu em vão aquele que, obtendo o nascimento humano, tão difícil de se conseguir, não tentou realizar Deus nesta mesma vida.

Ramakrishna

DEUS É TUDO



Razão de Tudo
Deus é a brisa da manhã que toca suavemente o seu rosto;, é a força do mar que vai e vem em doce balanço.
Deus é o primeiro raio de sol que aquece seu corpo,
é também o último, que traz a noite para o seu descanso.
Deus é a gota de chuva que renova a vida, é o cheiro da terra molhada que se espalha pelo vento.
Deus é a calma do crepúsculo, é o mar sem revolta, é o infinito do céu azul que lhe cobre a cabeça.
Deus é misericordiosa planta, que cede seus elementos para a cura das suas feridas.
Deus é a sabedoria dos que se dedicam a ensinar, curar, ouvir, diagnosticar, consolar, dividir.
Deus é a bendita fruta que o alimenta.
Deus não subtrai, soma, multiplica, e por amor a todos nós, dividiu seu Filho mais amado com quem não soube reconhecer a sua Luz.
Deus é amor, é vida e justiça, e por tantas coisas que nos oferece, nós agradecemos e pedimos humildemente, que nossa casa, seja digna de receber um pouco da sua Grandiosa Luz, através do seu filho, nosso querido e amado, Jesus.
Que Ele esteja com você ainda hoje e lhe dê a vida com abundância, afinal de contas, você é uma das pessoas mais importantes para Ele.


Procópio Bach Schmidt

segunda-feira, 15 de junho de 2015

A SIMPLICIDADE DA VIDA


Engraçado, mas as pessoas vivem correndo atrás da felicidade como o cachorro corre atrás de seu próprio rabo.
Isto porque, na verdade, a felicidade não está em nosso exterior, mas dentro de nós.
Deixei um apartamento para viver em minha própria casa. Todos pensam que um apartamento é mais seguro, nos dias de hoje. Entretanto, pergunto: qual a verdadeira segurança que a vida nos proporciona? Ela é tão frágil! Podemos perdê-la a qualquer instante. Acho que não devemos nos preocupar tanto com esta questão. O importante é viver plenamente cada dia como se fosse o último e ser feliz.
Eu me julgo uma pessoa feliz. Encontro em minha casa e dentro de mim tudo de que preciso para isso. Tenho o privilégio de jardim e quintal, coisa rara hoje em dia.
Acordo com o canto dos passarinhos. Vejo cada flor que nasce em meu jardim e posso colher fruta em meu quintal.
Logo que me mudei para cá, um ninho de passarinhos me acolheu lindamente na árvore de meu jardim. Sinto o perfume da murta e da dama-da-noite. Aspiro o ar com delícia!
Á tarde, sento em minha varanda e fico contemplando a beleza da natureza. É uma paz completa!
Tenho livros, música e amigos, O que mais poderia desejar? Escrevo minhas crônicas, meus poemas e meus livros. Tenho um encontro marcado com Deus todos os dias. Faço de minha vida uma prece constante. E, assim, os dias correm, tudo morre e renasce e eu sigo tranqüila, grata e feliz.
Voltei há pouco de uma viagem em que pude encontrar  irmãos,  sobrinhos, tio e primos, que se espalharam por todo canto desse país e do planeta. A todos abracei com imensa alegria. Foi uma verdadeira festa! Passeei por belíssimos lugares e vivi com intensidade cada dia dessa curta e deliciosa viagem. Por acaso é diferente a vida? Curta, curta demais, mas deliciosa. Dores, perdas, aflições, quem não as tem? E poderia ser tão maravilhosa se não conhecêssemos o seu avesso?...
Para quê e por que tanto estresse? E a pressa em que as pessoas vivem?... Pressa para chegar onde?
Um dia, em Belo Horizonte, fui assaltada por três bandidos, com a arma em meu estômago.  Tratei-os com lhaneza e amorosamente, como irmãos. Sabem o que fizeram? Entreolharam-se, guardaram a arma e levaram-me apenas o dinheiro. Não tive medo. Acho que o medo e o pensamento negativo atraem apenas o que é ruim. É preciso que nos libertemos de qualquer emoção negativa. São elas que nos criam o inferno.
O paraíso está dentro de nós, sem dúvida. E eu o encontrei. Simples assim como a própria vida.

Maria Luiza Silveira Teles
Membro da Academia Montes-clarense de Letras
Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros


PENSAMENTO DO DIA


Todos nós somos viajantes que passam temporariamente por este mundo. Por isso, tudo que possuímos, começando por nosso próprio corpo, nos foi emprestado e certamente um dia nos será tirado.

Paulo e Lauro Raful

MENSGEM POÉTICA


“Contei meus anos e descobri
Que terei menos tempo para viver do que já tive até agora....
Tenho muito mais passado do que futuro...
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas...
As primeiras, ele chupou displicentemente..............
Mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço...

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades...
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem eles admiram.
Cobiçando seus lugares, talento e sorte.....
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos...
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos...
Quero a essência.... Minha alma tem pressa....
Sem muitas jabuticabas na bacia
Quero viver ao lado de gente humana...muito humana...
Que não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade....

sábado, 13 de junho de 2015

MENSAGEM POÉTICA


"...Que importa se restaram cinzas, se a chama foi bela  e alta?  "  

Mario Quintana

sexta-feira, 12 de junho de 2015

MENSAGEM POÉTICA


Não me deem mais desgostos

porque sei raciocinar...
Só os burros estão dispostos
a sofrer sem protestar!



António Aleixo

ALGUMAS DE MINHAS OBRAS

MEU MAIS NOVO LIVRO

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