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segunda-feira, 29 de junho de 2015

A VERDADEIRA RELIGIÃO


PARTE 4 

Fazendo coro com Pedro e Tiago, João, o discípulo cuja fidelidade ao Mestre todos reconhecem e proclamam, dá-nos o testemunho de como lhe interpretou a pregação, dizendo: “Esta é a doutrina que tendes ouvido desde o princípio: que vos ameis uns aos outros. Aquele que não ama permanece na morte. ” (I ep., 3:11,14.) 

E, todo ternura, acrescenta: 

“Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade vem de Deus. E todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é caridade. Se algum disser, pois: Eu amo a Deus e aborrecer a seu irmão, é um mentiroso. Porque aquele que não ama a seu irmão a quem vê, como pode amar a Deus, a quem não vê? ” (Id., 4:7, 8, 20, 21.) 

Seu pensamento, evidenciado nesses excertos, é que a doutrina de Jesus pode resumir-se em uma única palavra: Amor! E, de fato, assim é porque todas as virtudes, todas as boas qualidades do coração: a benevolência, a doçura, a humildade, a justiça, a tolerância, a piedade, etc., sem exceção de uma só, são filhas do Amor. 

Paulo, o convertido de Damasco, tornado o mais valoroso vexilário da fé cristã, demonstrando também perfeita compreensão dos ensinos do Cristo, assim se manifesta, em 1ª epístola aos coríntios: 

“Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se não tiver caridade, serei como o bronze que soa ou um címbalo que retine; ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade nada sou. E, quando houvesse distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria. Agora, permanecem estas três virtudes: a Fé, a Esperança e a Caridade; porém, a maior delas é a Caridade. ” (13 :1-3, 13.) 

Particularidade interessante. Os partidários da salvação pela fé, sem o concurso das boas obras, socorrem-se com frequência de textos paulinos, em defesa de seu credo. No entanto, é tal a convicção do apóstolo dos gentios quanto à necessidade delas, que afirma: “Ainda quando tivesse toda fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. Dentre estas três virtudes: a Fé, a Esperança e a Caridade) A MAIOR É A CARIDADE”. Coloca, pois, explicitamente, a Caridade acima da Fé e da Esperança. 

Inúmeras outras vezes, usou ele de frases incisivas, inequívocas, em que reafirma o valor das boas obras e ratifica sua solene afirmativa sobre a suprema excelência da caridade. Eis aqui algumas passagens: . . 

Aos colossenses exorta: “Sede misericordiosos, benignos, humildes, modestos, pacientes, sofrendo-vos e perdoando-vos mutuamente, como o Senhor vos perdoou a todos, e, sobre tudo isto revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. ” (3 :12-14.) 

A Timóteo, declara: “O fim do preceito é a caridade nascida de um coração puro, e de uma boa consciência e de uma fé não fingida. ” (I, 1:5.) E mais: ”Toda a escritura, divinamente inspirada, é útil para ensinar, para repreender para corrigir, para instruir na Justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, estando preparado para toda a boa obra. ” (lI, 3 :16-17. ) 

Aos hebreus, aconselha: “Não vos esqueçais de fazer bem, e de repartir dos vossos bens com os outros, porque com tais oferendas é que Deus se dá por obrigado. ” (13 :16. ) 

Aos gálatas, recomenda: “Servi-vos uns aos outros pela caridade do espírito, porque toda a lei se encerra neste só preceito: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. ” (5: 13-14 ) 

Aos romanos, assevera: “Aquele que ama o próximo tem cumprido a lei. Porque estes mandamentos de Deus: não cometerás adultério não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, não cobiçarás, e se há algum outro, todos eles vêm a resumir-se nesta palavra: Amarás a teu próximo como a ti mesmo. O amor do próximo não obra mal. Logo, a caridade e o cumprimento da lei.” (13 :8-10.) 

Reparemos bem no alcance desse conceito de São Paulo. “A caridade é o cumprimento da lei” diz ele. Consequentemente, NÃO PRATICÁ-LA, quando se possa fazê-lo, É DESCUMPRIR A LEI, e, ipso-facto, incorrer nas penas reservadas aos infrutuosos. 

Lógico, pois não? 

O Espiritismo assim há entendido essa verdade fundamental e por isso é que proclama: “FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO”. Sim, porque a caridade (amor) está ao alcance de todos: do sábio e do ignorante, do rico e do pobre, do jovem e do ancião, e independe de qualquer crença particular. 

Com tal máxima, consagra os princípios da liberdade de consciência e de igualdade perante Deus revelando-se, portanto, essencialmente conforme aos ensinamentos do Cristo e à moral evangélica. 

Rodolfo Caligaris 
Reformador (FEB) Setembro 1970

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