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terça-feira, 30 de junho de 2015

PELO QUE PROCURAS?





Onde quer que você esteja, julgue-se no céu. Não se preocupe com o inferno, mas só com o céu.

Pense que estamos realmente no céu. Isto é tão verdadeiro como verdade é toda aquela que nasce
do Eu superior.

Talvez você não pense assim, e pode mesmo considerar um absurdo que se julgue no céu, quando
rói pão puro, quando tem de sofrer toda a sorte de injustiças, etc. De fato, se você pensa que lhe digo um absurdo, ainda é cego, porque cego é todo aquele que ainda permanece dentro das impressões verdadeiras. Entretanto, se raciocinasse que toda a sensação é mais ou menos passageira, verificaria por si mesmo que essas impressões não podem manifestar o que é Real.

Nós não estamos nunca no inferno. Nós desfrutamos do mais sorridente céu. O céu não está longe de nós, mas tão perto que nos confundimos com ele. Habitamos num paraíso! Não se compreenderia um Deus todo Bondade, se consentisse a morada de alguns de seus filhos no inferno e outros no céu. Nunca se deu isto. Por mais perverso que possa ser, por mais egoísta, orgulhoso, vaidoso invejoso, acredite, O Criador está com você! O Incognoscível é infinitamente bom e justo e, se você manifesta qualidades más, Ele se vê obrigado a repreender-lhe mostrando o caminho correto a ser seguido . Ele o tira do lodo como um pai o faz a seu filho que o desobedece e se mostra sem educação.

Como um pai age para o bem de seus filhos, O Criador, que é um Pai muito mais extremoso, não deveria fazer o mesmo? Mas Ele age em silêncio para você adquirir a experiência à sua própria custa. Você tem de pensar por si mesmo, que, procedendo contrário à Sua Lei haverá de cair; quando puder escutar, Ele lhe falará.

O pai que chama a atenção de seu filho que tem apenas um ano não é escutado; mas se ele já tem dez anos, compreenderá aquilo que se diz. Mas não se dirá a uma criança de dez anos o que se diz a um homem, porque nada ficará entendendo. Igualmente acontece a nós, que precisamos aprender a ouvir, antes de nos chegar a palavra do Mestre.
Você deve pensar que habita o céu. Firme essa ideia, dizendo constantemente:

"Vivo contente comigo mesmo"; "a vida me sorri"; "sinto que desfruto toda a felicidade".

Se diariamente pensar assim, o céu irá aparecendo para você, seja qual for a sua situação, sejam quais forem os seus sofrimentos. Sua vida mudará como a noite se transforma em dia. À custa de repetir que é feliz, acabará realizando a felicidade.

O nosso erro, logo que iniciamos a vida espiritual, é pensarmos que vamos trabalhar para sair dum inferno, fugindo como um diabo da cruz. Nunca o conseguirá deste modo; todo esforço que fizer só servirá para uni-lo cada vez mais à terra, e terá de nascer novamente. O homem não se desliga seja do que for pelo ódio, desprezo ou raiva. Jamais será possível tal coisa, porque não está de acordo com a lei. Se quisermos nos desligar, temos de resignar-nos com as provas. A resignação consiste em recebermos a lição como uma necessidade para ser alcançado um grande bem. Você deve aprender a não diferenciar a dor do prazer, mas a concebê-los como irmãos gêmeos, nos quais a mesma coisa ou a Verdade. A diferença é na roupagem. Um se veste com trapos, outro com boas roupas, mas dentro há o mesmo corpo. Se puder descobrir as coisas através das suas máscaras, você será um vencedor. Não verá mais um mundo triste, de agonias e desgostos, mas só um mundo de felicidades.

A procura do céu você não a tem de fazer distante de você; mas em você mesmo. Conforme quiser, tal será o quadro que veremos. Se você quer desfrutar do que é bom, pagará dobrado; da mesma forma, deve pagar mais caro para entrar no céu, mas não é à custa de ouro, senão à custa de seu próprio esforço. Você tem de trabalhar. Não lhe faltando ânimo, encontrará auxílio; se, entretanto, pensa que outros farão a tarefa por você, conservar-se-á no mesmo lugar. Aprenda a dominar as paixões, mantendo o pensamento fixo em objetos e coisas elevados. Elas o assaltarão; contudo, não se preocupe com esses assaltos. Diga-lhes com amor que estão auxiliando o seu progresso, e logo desaparecerão.

Se quiser afastá-los diretamente, perderá seu tempo e mais eles tomarão conta de você. Porque você lhe dá atenção, esquecendo-se do Real. Nem sempre se pode estar pensando no céu, é verdade. As ocupações diárias desviam nossa atenção com facilidade. Se você se ocupa do que é justo e age com sinceridade, pratique a abstenção do que é injusto e viverá com a Verdade; deste modo você mostra igualmente o espírito de renúncia. Você pode fazer de suas ocupações diárias a escada de seu progresso espiritual, agindo com equidade, atendendo à obra e não a seus frutos. Trabalhando com o propósito de fazer o bem, é certo que alcançará o céu.

Com efeito, deste modo não lhe interessam os frutos e nada o liga às obras. Você é livre, porque pratica a ação pelo amor a ela e não por interesse. Procedendo assim, você chegará ao céu. Atenda apenas que é preciso ter uma grande vontade e esta vontade estar apoiada numa grande energia para chegar com rapidez aos melhores resultados. Verá se é enérgico quando estiver diante das dificuldades e dos piores mo
mentos. Então, sim, provará a vontade de entrar no céu.

Papus
Pintura de Peter Monstead

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