BOAS VINDAS

Seja bem vindo! Espero que aqui encontre alento, beleza, amor e paz! E que possa espalhar isto para o mundo, que vive tão sedento de tudo isto.



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terça-feira, 29 de setembro de 2015

MENSAGEM DO DIA


Quando você estiver fazendo qualquer trabalho, não pense em nada mais além dele. Faça-o como uma adoração, como a mais elevada adoração, e empenhe-se nele de corpo e alma naquele momento. A execução correta dos deveres em qualquer momento da vida, sem apego aos resultados, leva-nos à suprema realização na perfeição de nossa alma.

Swami Vivekananda

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

DEUS E O SER


   
 
Você quer ver Deus em tudo, mas não em si mesmo?

Se tudo é Deus, você não está incluído nesse tudo?

Cada pessoa é o Ser e, na verdade, é infinita. Contudo, cada pessoa interpreta erradamente o seu corpo como sendo o Ser. Para se conhecer alguma coisa, é necessário a iluminação. Isso só pode ser da natureza da luz, no entanto, Ele ilumina tanto a luz física quanto a escuridão física. Ou seja, Ele se situa além da aparente - luz e trevas. Ele mesmo não é nenhuma delas, mas é dito como sendo a luz porque ilumina ambos. Ele é infinito e é Consciência. A consciência é o Ser de que todas as pessoas estão conscientes. Ninguém nunca está longe do Ser e, portanto, todos são de fato auto-realizados, apenas - e esse é o grande mistério - as pessoas não sabem disso e querem realizar o Ser.

A realização consiste apenas em acabar com a falsa ideia de que a pessoa não é realizada. Não é nada de novo a ser adquirido. Ela já deve existir, ou não seria eterna, e apenas pelo o que é eterno vale a pena lutar.

Nós identificamos o "eu" com um corpo, nós consideramos o Ser como tendo um corpo, e como tendo limites, e disso vem todos os nossos problemas. Tudo o que temos que fazer é deixar de identificar o ser com o corpo, com formas e limites, e então conheceremos nós mesmo como sendo o Ser que sempre somos.

No momento que você começa a procurar pelo Ser e vai cada vez mais fundo, o Ser real está te esperando lá para te por para dentro. Então o que quer que seja feito é feito por algo mais e você não tem participação nisso. Nesse processo, todas as dúvidas e discussões são abandonadas automaticamente assim como alguém que dorme, por certo tempo, esquece todas as suas preocupações.

Pergunta: Deus está separado do Ser?
Ramana: O Ser é Deus, o "eu sou" é Deus. Essas perguntas surgem porque você está se segurando ao ser-ego. Elas não surgirão se você segurar-se no verdadeiro Ser. Pois o Ser real não irá perguntar e nem pode perguntar o que é absurdo. Somente Deus, que parece ser não-existente, verdadeiramente existe, enquanto que o indivíduo, que parece estar existindo, é sempre não-existente. Os sábios dizem que o estado no qual a pessoa conhece sua própria não-existência (sunya) apenas é o glorioso conhecimento supremo.

Agora você pensa que você é um indivíduo, que existe o universo e que Deus está além do cosmos. Portanto, há a ideia do sentido de separação. Essa ideia deve ir. Pois Deus não está separado de você ou do cosmos. O Gita também diz: "O Ser sou Eu, o Deus do sono, Alojado no coração de cada criatura. Sou o alvorecer e o meio-dia de toda forma, também sou seu destino final".

Portanto, Deus não apenas está no coração de todos, ele é o suporte de todos, a fonte de todos, a morada e o fim de todos. Tudo procedeu Dele, tem sua estada dele, e finalmente se resolve Nele. Portanto, Ele não está separado.

No que diz respeito à sua localização, Deus não reside em nenhum outro lugar além do Coração. É devido à ilusão criada pelo ego, a ideia "eu sou o corpo", que o reino de Deus é concebido como estando em outra parte. Esteja certo que o Coração é o reino de Deus."

Ramana Maharshi

PENSAMENTO DO DIA


Somente transformando a nós mesmos, poderemos transformar o mundo. A alma de todo aperfeiçoamento consiste no aperfeiçoamento da alma. Só mudando o microcosmo conseguiremos alterar o macrocosmo; só ao purificar o centro chegaremos a purificar todo o círculo.

Swami Vijoyananda

domingo, 27 de setembro de 2015

SÁBIA PROVIDÊNCIA


“Para nos melhorarmos, outorgou-nos Deus, precisamente, o de que necessitamos e nos basta: a voz da consciência e as tendências instintivas. Priva-nos do que nos seria prejudicial”. O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – Cap. V, Item 11

A natureza nos leva ao esquecimento do passado exatamente para aprendermos a descobrir em nosso mundo interior as razões profundas de nossos procedimentos, através da análise dos pendores e impulsos, interesses e atrações que formam o conjunto de nossas reações denominadas tendências.
A natureza nos presenteia com o mecanismo natural do esquecimento para que tenhamos a mínima chance e condição de elaborarmos essa autoreflexão, descobrirmos as motivações que sustentam nossos vícios milenares e conseguirmos a formação de reflexos afetivos novos.
Com a presença das recordações claras sobre os acontecimentos pretéritos, a mente estacionaria na vergonha e no remorso, no rancor e na maga, sem um campo propício para o recomeço, estabelecendo torvelinhos de desequilíbrio como os dramas que são narrados pelas vias psicográficas da literatura espírita.
Agenor Pereira, devotado seareiro espírita, encontrava-se desalentando com seus progressos na melhoria espiritual. Ansiava por ser alguém mais nobre e não cultivar sentimentos ruins ou permitir-se impulsos que lhe oneravam consciencialmente. Fazia comparações com outros confrades e sentia-se o pior de toda a face às vitórias ou ao estado de alegria que demonstravam frente à vida.
Pensava ser o mais hipócrita dos espíritas. Angustiava-se com a ideia de ter tanto conhecimento e fazer tão pouco.
Desanimado consigo mesmo após um momento de crise, pediu ajuda aos bondosos guias espirituais. Ao anoitecer, fizera uma prece de desabafo apresentando ao Pai o seu cansaço com a reforma interior. Ao sair do corpo físico, foi levado por seu “amigo familiar” a uma caverna escura e fétida na qual se arrastavam diversos sofredores no lamaçal psíquico do vício. Agenor teve um súbito desfalecimento e foi então, por sua vez, conduzido ao Hospital Esperança. Após recuperar-se, foi-lhe dado à oportunidade de consultar uma resumida ficha que dava notas sobre suas vivências reencarnatórias, o que passou a ler nos seguintes termos:
“Agenor Pereira, agora reencarnado, peregrinou nas últimas seis existências por lamentáveis falências no terreno do sexo e de infidelidade afetiva. Somando-se o tempo, entre encarnações e desencarnações, esse período já conta seiscentos anos de viciações, desvarios e desenlaces prematuros. Foi retirado da caverna das viciações e amparado por equipes socorristas no Hospital Esperança. Sua tendência prejudicou mulheres honradas, corrompeu autoridades para aprisionar maridos traídos, deixou crianças abandonadas em razão da destruição de suas famílias. Sua insanidade provocou ódio e repulsa crimes e infelicidade. Face aos elos que os unem nos tempos, Eurípedes Barsanulfo avalizou-lhe o regresso ao corpo físico com a condição de ser a última existência com certas concessões para o crescimento em clima provacional educativo.
Sua grande meta existencial nessa última chance será vencer suas tendências aventureiras e imaturas. Conhecerá a Doutrina Espírita, receberá uma companheira confidente e terá as regalias de um lar em paz. Sua única e essencial vitória será o controle de suas impulsões maléficas, a fim de que seja, em posteriores existências, recambiado ao proscênio dos crimes cometidos na reedificação das almas que prejudicou”.
Na medida em que Agenor lia a ficha, imagens vivas lhe saltavam do campo mental como se estivesse assistindo a cenas daquilo que fez. Terminada a leitura, um imenso sentimento de paz invadiu lhe a alma e pode perceber com clareza que seu anseio de reforma, inspirado em “modelos de perfeição espírita”, na verdade, estava lhe prejudicando o esforço. Estava desejando a santificação, eis seu erro. Regressaria ao corpo mais feliz consigo e, embora não fosse desistir de ser alguém melhor, retiraria contra si mesmo o hábito enfermiço das cobranças injustificáveis e ferrenhas que lhe conduziam ao desânimo e desolação. Pararia com as comparações recheadas de baixa autoestima e buscaria operar uma reavaliação totalmente sua, singular, única. Antes de retornar, consultou seus instrutores sobre os motivos pelos quais havia sido levado àquela caverna fétida. Foi então esclarecido:
“Agenor, você foi retirado daquele lugar antes do retorno ao corpo depois de mais de quarenta anos de dor. Ali se encontra também a maioria das pessoas a quem prejudicou presas pelo ódio e más recordações do passado. Certamente, eles dariam tudo para terem um cérebro a fim de esquecerem o que lhes sucedeu por um minuto que seja”.
Diante disso, Agenor ruborizou-se e regressou imediatamente ao corpo.
Pensava no quanto a misericórdia o havia beneficiado logo a ele que se fazia o pivô de um processo de atrocidades!
Ao despertar na vida corporal trazia na alma um novo alento. Não guardava lembranças precisas, mas sabia-se muito amparado. Valorizava agora seu esforço e desejava abandonar de vez os estereótipos, fazendo o melhor de si. Amava com mais louvor o lar. Guardava na alma a impressão de que uma “missão” o aguardava para o futuro e concentraria esforço em manter-se íntegro nos seus ideais. Suas sensações e sentimentos são sintetizados na fala sábia do codificador: “Pouco lhe importa saber o que foi antes: se se vê punido, é que praticou o mal.”. Suas atuais tendências más indicam o que lhe resta a corrigir em si próprio e é nisso que deve concentrar-se toda a sua atenção, porquanto, daquilo de que se haja corrigido completamente, nenhum traço mais conservará. (01)
Que a historieta de nosso Agenor sirva de estímulo a todos nós em transformação. Se não conseguimos ainda eliminar certos ímpetos inferiores, mas evitamos as atitudes que deles poderiam nascer, guardemos na alma a certeza de que estamos no caminho do crescimento arando o terreno para uma farta semeadura no futuro. Esperar colher sem plantar é ilusão. Não nos libertaremos dos grilhões do pretérito somente apenas na base de contenção e disciplina, contudo, esse pode ser um primeiro e muito precioso passo para muitos corações.
Muitos aprendizes inspirados nas proposituras espíritas equivocam-se ostensivamente. Querem perfeição a baixo custo e entregam-se a “reforma de metade”. Insatisfeitos com os parcos resultados de seus esforços, atiram-se a autoavaliações impiedosas e descabidas. Terminam em desistência, através de fugas, bem elaboradas pelas sombras dinâmicas e dotadas de “inteligência” que residem em sua subconsciência.
Sábia providência, o esquecimento do passado. “... outorgou-nos Deus, precisamente, o de que necessitamos e nos basta: a voz da consciência e as tendências instintivas”. Com a consciência temos o rumo correto para aplicarmos o esforço educativo, com as tendências instintivas, temos as bóias sinalizadoras para que saibamos nos conduzir dentro desse rumo. Em uma temos o futuro, em outra temos o passado cooperando para não desviarmos novamente do que nos espera.
Uma pálida noção do que fez Agenor em outras vidas, nessa situação especifica, lhe fez muito bem. No entanto, imaginemos se ele, ao regressar ao corpo, trouxesse a recordação de que sua mãe teria sido uma dessas mulheres traídas, como se sentiria? Que seus filhos fossem algumas daquelas crianças abandonadas pelas famílias por ele destruídas, como reagiria? Ou então que viesse, a saber, que aqueles maridos traídos estavam agora ao seu lado, dividindo as tarefas doutrinárias em fortes crises de ciúme e ressentimento?
Se lembrássemos das vivências que esculpiram no campo mental as tendências atuais, ficaríamos certamente na costumeira atitude defensiva, responsabilizando pessoas e situações pelas decisões e comportamentos que adotamos. Com isso, fugiríamos mais uma vez de averiguar com coragem nossa parcela de compromissos, nos insucessos de cada passo, e de recriar nossas reações perante os condicionamentos. Não sabendo a origem exata das nossas tendências, ficamos entregues a nós mesmos sem poder culpar a ninguém, nem a nada. Temos em nós o resultado de nossas obras, eis a lei.
Quando atribuímos ao passado algo que não conhecemos ou conseguimos compreender sobre nossas reações e escolhas, estamos nos furtando da investigação nem sempre agradável que deveríamos proceder para encontrar as razoes de tais sentimentos na vida presente. O que sentimos hoje tenha raízes no pretérito distante ou não, é do hoje e deve ser tratado como algo que guarda uma matriz na vida presente, que precisa de reeducação e disciplina. Assim nos pronunciamos porque muitos conhecedores da reencarnação, a pretexto de distanciarem-se da responsabilidade pessoal, emprestam a teoria das vidas passadas uma explicação para certos impulsos da vida presente, desejosos de criar um álibi para desonerá-los das consequências de seus atos hodiernos. É o medo de terem que olhar e assumir para si mesmo que, venha do passado ou não, ainda sentem o que não gostariam de sentir e querem o que gostariam de não querer. Além disso, com essa postura, deixamos a nós mesmos uma mensagem subliminar do tipo: “nada podemos fazer pela identificação desse impulso”, gerando acomodação e a possibilidade de novamente falhar.
Toda vivência interior ocorre porque o nosso momento de conhecê-lo é agora, do contrário não a experimentaríamos. Para isso não se torna necessário uma regressão às vidas anteriores na busca de recordações claras. Se pensarmos bem, vivemos imersos em constante “regressão natural” controlada pela Sábia Providência. Via de regra, estamos aprisionados ainda ao palco das lutas que criamos ou fruindo os benefícios das escassas qualidades que desenvolvemos.
Viver o momento é viver a realidade. Por necessidades de controlar tudo, caminhamos para frente ou para traz em lamentável falta de confiança na vida e em seus “Sábios Regimentos”.
A pensadora Louise L. Hay diz que o passado é passado e não pode ser modificado. Todavia, podemos alterar nossos pensamentos em relação ao passado. (02)
Essa a finalidade do esquecimento: alterar o que sentimos e pensamos, sob a imensa coação dos instintos e tendências que ainda nos inclinam a retroceder e parar no “tempo evolutivo”.

ERMANCE DUFAUX
Livro: Reforma Íntima sem Martírio

12 O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – Cap. V, item 11.

13 VOCE PODE CURAR A SUA VIDA, Louise L. Hay – Pág. 24 (4ª edição), Editora Best Seller

sábado, 26 de setembro de 2015

PENSAMENTO DE HOJE


"O tesouro do corpo é mais valioso que o tesouro guardado no cofre, e o tesouro acumulado no coração é mais valioso do que o do corpo.
Portanto, dedique-se em acumular o tesouro do coração."

Nitiren Daishonin

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

MENSAGEM DO DIA




 
Você co-cria o futuro o tempo todo. A sua forma de reagir a vida e aos seus acontecimentos podem alterar o seu futuro o tempo todo, mesmo que tudo indique fracasso, ainda sim, seu foco mental e a sua espiritualidade podem transformar tudo para melhor, e isso o tempo todo.

O pensamento é que cria ou transforma a sua realidade.

Os pensamentos são os geradores dos estados de espírito, se você souber molda-lo positivamente, também vai moldar um futuro positivo.

Todos temos a capacidade de alterar as emoções e o psiquismo de qualquer lugar e qualquer pessoa.

Quando irradiamos um estado de espírito positivo, conscientemente podemos influenciar multidões a agirem da mesma forma, com isso gerando grande melhora em tudo que tocamos, nos lugares que frequentamos, etc.

Agindo assim conscientemente, passamos a ser geradores colaboradores de Deus no processo evolutivo e isso é se tornar um ótimo exemplo para a humanidade.

Paramahansa Yogananda

terça-feira, 22 de setembro de 2015

SERES DE LUZ


A luz constitui um dos maiores mistérios  do Universo.
Somente entendendo-a ao mesmo tempo como partícula material e como onda energética, podemos ter dela uma compreensão mais ou menos adequada.
Hoje sabemos que todos os seres vivos emitem luz Biofótons, a partir das células do DNA, por isso todos irradiam certa aura.
Não é sem razão que a luz e o sol se tornaram símbolos poderosos de tudo que é  positivo e vital.
Especialmente o sol irradiante é visto como o grande arquétipo do herói e do lutador que vence as trevas e os monstros que nelas eventualmente se escondem.
Sua aparição a cada manhã não é uma repetição, mas toda vez uma novidade, pois é sempre diferente.
É um teatro cósmico que começa  como se Deus dissesse ao sol a cada manhã: “Vamos, tente mais uma vez! Renove teu nascimento! Irradie tua luz em todas as direções e sobre todos”.
Na maioria dos povos havia o temor de que  o sol pudesse ser tragado pelas trevas e não voltasse mais a nascer e a iluminar a Terra e a cada um de nós.
Criaram-se rituais e festas que celebraram a vitória do sol sobre as trevas.
Fazia-se e faz-se ainda hoje a impressionante experiência de que o sol, com seus raios de luz, nasce como uma criança.
Na medida em que sobe no firmamento, vai crescendo como um  adolescente  até chegar à idade adulta ao meio dia.
Pela tarde vai definhando até ficar velho e morrer atrás da linha do horizonte.
Mas, passada a noite ele volta a nascer, limpo, brilhante, sorridente como uma criança.
Como não celebrá-lo festivamente?
Como não entendê-lo como sinal da realidade originadora de todas as coisas?
Nós todos somos seres de luz. Carregamos luz dentro de nós, no corpo, no coração, na mente.
Especialmente a luz da mente nos permite compreender os processos da natureza e penetrar no íntimo das pessoas até no mistério luminoso de Deus.

domingo, 20 de setembro de 2015

O QUE POSSO FAZER PELO OUTRO? COMO AJUDÁ-LO?



E, então, Senhor, envergonhado volto para ti na súplica para que o novo homem renasça a fim de semear o amor, a esperança e a alegria onde tiver dor e lágrima. Ensina-me ó Pai a semear o amor, me ensina a ser cristão. Ensine-me a fazer ao outro o que desejo a mim. Ensina-me Jesus de Nazaré a semear o amor, a fé, a esperança e a paciência em meu lar, morada primeira do meu espírito aprendiz. Ensina-me a olhar o que penso ser meu inimigo com compaixão e solidariedade.
Ensina-me ó Pai a fazer uma prece de todo o meu coração, pois o disseste em Mateus que tudo o que pedi, obterei e então porque eu não obtenho?
Não sei pedir? Não mereço?
É preciso colocar o coração a ação? É preciso fazer o bem sem olhar a quem? É preciso fazer sem esperar receber nada em troca?
De joelhos Senhor o louvo na oportunidade bendita da redenção e com o coração ao alto vos agradeço pelo que tenho, pelo que recebo e pela vontade, ainda que pequena de fazer o bem, de aprender a ser bom, de semear a luz para não ficar na escuridão da alma. Quiçá Senhor, na ignorância de mim mesmo.
Que seja Natal todos os dias, que sejam todos os dias iluminados e coloridos em nosso coração, em nossa mente, em nosso lar, em nosso trabalho e em todos os lugares que somos convidados a conviver.
Que eu possa ver a tua imagem Jesus na figura do meu ofensor, podendo assim me calar e perdoar quando o meu orgulho estiver ultrajado.
Que eu possa como bem tratado por André Luiz, dispensar aos meus familiares a mesma cordialidade que dispenso aos amigos.
Que possa ser eu honesto em meus propósitos, em meus compromissos. Que eu desenvolva o bom olho de ver.
Que eu possa aprender o valor do sorriso e da gratidão. Que eu aprenda Senhor, o amor incondicional, aquele de fazer o bem sem olhar a quem.
E então seguindo as passadas do modelo maior que Deus nos enviou, possa rumar triunfante ao meu destino – a perfeição.
Somente assim ouvirei no imo d’alma e entenderei a saudação inesquecível dos anjos, na noite excelsa:

‘Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens de boa vontade’ (Lc 2,14)


Autor: Rosângela Pires

sábado, 19 de setembro de 2015

PENSAMENTO DE HOJE


Toda união entre as criaturas é essencialmente um reencontro consigo mesmo, uma fusão com aquele do qual nos separamos.
É uma descoberta de si mesmo nos outros.

Sri Aurobindo

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

MENSAGEM DE CHICO


Irmão, faze de cada ensinamento que recebes, uma instrução do Plano Superior;
de cada tarefa, por mínima que seja, uma realização em que deixes os melhores sinais de tua presença;
de cada conversão, um entendimento construtivo;
de cada conversação, um mensageiro de tua cooperação, no levantamento da felicidade geral;
de cada relação nova, uma sementeira de
bênçãos;
de cada necessitado, um irmão que te espera o auxílio, em nome da Divina Paternidade;
de cada desapontamento, um teste de compreensão;
de cada experiência, um ensejo de aprender;
de cada hora, uma oportunidade de servir...
Companheiro da Terra, és o viajor em trânsito na hospedaria do mundo!... Guarda o coração e a consciência, na prática do bem, de tal modo, que possas receber, com o despertar de cada manhã, um novo renascimento na casa física e, no descanso de cada noite, um ensaio de regresso tranquilo ao teu lar verdadeiro, na Vida Espiritual.
Médium: Albino Teixeira

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

SILÊNCIO

 Todos nós temos os nossos brinquedos que nos absorvem, e, por isso, pensamos que estamos muito quietos; mas, se um homem se dedica a uma certa forma de atividade, científica, literária ou qualquer outra, o brinquedo apenas o absorve e ele não está, em absoluto, totalmente quieto.
O único silêncio que conhecemos é o silêncio que vem quando cessa o barulho, o silêncio que vem quando o pensamento cessa; mas isso não é silêncio. O silêncio é coisa toda diferente, como a beleza, como o amor. Esse silêncio não é o produto de uma mente quieta, não é o produto de células cerebrais que, tendo compreendido toda a estrutura, dizem: "Pelo amor de Deus, fica quieto!"; são, então, as próprias células cerebrais que produzem o silêncio, e isso não é silêncio. Tampouco é o silêncio produto da atenção em que o observador é o objeto observado; não há então atrito, mas isso não é silêncio.
Estais esperando que eu vos descreva o que é esse silêncio, a fim de poderdes compará-lo, interpretá-lo, levá-lo e enterrá-lo. Ele é indescritível. O que pode ser descrito é o conhecido, e o estado livre do conhecido só pode tornar-se existente quando há um morrer todos os dias para o conhecido, para os insultos, as lisonjas, para todas as imagens que tendes formado, para todas as vossas experiências: morrer todos os dias, para que as células cerebrais se tornem novas, juvenis, inocentes. Mas, essa inocência, esse frescor, essa "qualidade" de ternura e delicadeza não produz o amor; não é a "qualidade" da beleza ou do silêncio.
Aquele silêncio, que não é o silêncio do fim do barulho, é só um modesto começo. É como passar por um túnel estreito para se chegar a um oceano imenso, vasto, extenso — a um estado imensurável, atemporal. Mas isso não se pode compreender verbalmente, a menos que se tenha compreendido toda a estrutura da consciência e o significado do prazer, do sofrimento e do desespero, e as próprias células cerebrais se tenham tornado quietas. Então, talvez alcanceis aquele mistério que ninguém pode revelar-vos e nada pode destruir. Uma mente viva é uma mente quieta, uma mente viva é uma mente que não tem centro algum e, por conseguinte, não tem espaço nem tempo. Essa mente é ilimitada, e esta é a única verdade, a única realidade.
 
 
Krishnamurti em, Liberte-se do passado

terça-feira, 15 de setembro de 2015

ATÉ QUANDO VAI FUGIR DE SI MESMO?


Nascemos sozinhos, vivemos sozinhos e morremos sozinhos.A solitude é nossa verdadeira natureza, mas não estamos cientes dela. Por não estarmos cientes, permanecemos estranhos a nós mesmos e, em vez de vermos nossa solitude como uma imensa beleza e bem-aventurança, silêncio, paz e um estar à vontade com a existência, a interpretamos erroneamente como solidão.
A solidão é uma solitude mal-interpretada. E, quando se interpreta a solitude como solidão, todo o contexto muda. A solitude tem uma beleza e uma imponência, uma positividade; a solidão é pobre, negativa, escura, melancólica.
A solidão é uma lacuna. Algo está faltando, algo é necessário para preenchê-la e nada jamais pode preenchê-la, porque, em primeiro lugar, ela é um mal-entendido. À medida em que você envelhece, a lacuna também fica maior. As pessoas têm tanto medo de ficar consigo mesmas que fazem qualquer tipo de estupidez. Vi pessoas jogando baralho sozinhas, sem parceiros. Inventam jogos de carta em que a pessoa faz o papel dos dois adversários. 
Aqueles que conhecem a solitude dizem algo completamente diferente. Eles dizem que não existe nada mais belo, mais sereno, mais agradável do que estar só.
A pessoa comum insiste em tentar esquecer sua solidão e o meditador começa a ficar mais e mais familiarizado com a solitude. Ele deixou o mundo, foi para as cavernas, para as montanhas, para a floresta, apenas para ficar só. Ele quer saber quem ele é. Na multidão fica difícil; existem tantas perturbações... E aqueles que conhecem suas solitudes conhecem a maior das bem-aventuranças possíveis aos seres humanos, porque seu verdadeiro ser é bem-aventurado. 
Depois de entrar em sintonia com sua solitude, você pode se relacionar, o que lhe trará grandes alegrias, porque a relação não acontecerá a partir do medo. Ao encontrar sua solitude, você poderá criar, poderá se envolver com tantas coisas quanto quiser, porque esse envolvimento não será mais fugir de si mesmo. Agora ele será a sua expressão, será a manifestação de tudo o que é seu potencial. 
Mas o básico é conhecer inteiramente sua solitude. 
Assim, lembro a você, não confunda solitude com solidão. A solidão certamente é doentia; a solitude é saúde perfeita. Seu primeiro e mais fundamental passo em direção à descoberta do significado e do sentido da vida é mergulhar em sua solitude. Ela é seu templo, é onde vive seu deus, e você não pode encontrar esse templo em nenhum outro lugar.
 
O S H O

MENSAGEM PARA HOJE


O corpo material sofre quando a mente se acha perturbada com ansiedades. Quando a mente se encontra enferma as partes do corpo também sofrem. A mente, portanto, merece ser cuidada de todos os modos. Apenas na mente sadia todas as faculdades prosperam.

Avadhuta Gita

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

MENSAGEM DO DIA

 O amor divino é incondicional, ilimitado, imutável. O fluxo do coração humano desaparece para sempre, ao toque transfixiante do puro amor.

Sri Yukteswar

sábado, 12 de setembro de 2015

VERSÃO MODERNA DO SERMÃO DA MONTANHA


- Bem-aventurados os pobres de ambições escuras, de sonhos vãos, de projetos vazios e de ilusões desvairadas, que vivem construindo o bem com o pouco que possuem, ajudando em silêncio, sem a mania de glorificação pessoal, atentos à vontade do Senhor e distraídos das exigências da personalidade, porque viverão sem novos débitos, no rumo do céu que lhes abrirá as portas de ouro, segundo os ditames sublimes da evolução. 

- Bem-aventurados os que sabem esperar e chorar, sem reclamação e sem gritaria, suportando a maledicência e o sarcasmo, sem ódio, compreendendo nos adversários e nas circunstâncias que os ferem, abençoados aguilhões do socorro divino, a impeli-los para diante, na jornada redentora, porque realmente serão consolados.

- Bem-aventurados os mansos, os delicados e os gentis que sabem viver sem provocar antipatias e descontentamentos, mantendo os pontos de vista que lhes são peculiares, conferindo, ao próximo, o mesmo direito de pensar, opinar e experimentar de que se sentem detentores, porque, respeitando cada pessoa e cada coisa em seu lugar, tempo e condição, equilibram o corpo e a alma, no seio da harmonia, herdando longa permanência e valiosas lições na Terra.

- Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, aguardando o pronunciamento do Senhor através dos acontecimentos inelutáveis da vida, sem querelas nos tribunais e sem papelórios perturbadores que somente aprofundam as chagas da aflição e aniquilam o tempo, trabalhando e aprendendo sempre com os ensinamentos vivos do mundo, porque, efetivamente, um dia serão fartos.

- Bem-aventurados os misericordiosos, que se compadecem dos justos e dos injustos, dos ricos e dos pobres, dos bons e dos maus, entendendo que não existem criaturas sem problemas, sempre dispostos à obra de auxílio fraterno a todos, porque, no dia da visitação da luta e da dificuldade, receberão o apoio e a colaboração de que necessitem.

- Bem-aventurados os limpos de coração que projetam a claridade de seus intentos puros, sobre todas as situações e sobre todas as coisas, porque encontrarão a "parte melhor" da vida, em todos os lugares, conseguindo penetrar a grandeza dos propósitos divinos.

- Bem-aventurados os pacificadores que toleram sem mágoa os pequenos sacrifícios de cada dia, em favor da felicidade de todos, e que nunca atiçam o incêndio das discórdias com a lenha da injúria ou da rebelião, porque serão considerados filhos obedientes de Deus.

- Bem-aventurados os que sofrem a perseguição ou incompreensão por amor à solidariedade, à ordem, ao progresso e à paz, reconhecendo acima da epiderme sensível, os sagrados interesses da Humanidade, servindo sem cessar ao engrandecimento do espírito comum, porque assim se habituam à transferência justa para as atividades do Plano Superior.

- Bem-aventurados todos os que forem dilacerados e contundidos pela mentira e pela calúnia, por amor ao ministério santificante do Cristo, fustigados diariamente pela reação das trevas, mas agindo valorosos, com paciência, firmeza e bondade pela vitória do Senhor, porque se candidatam, desse modo, à coroa triunfante dos profetas celestiais e do próprio Mestre que não encontrou, entre os homens, senão a cruz pesada, antes da gloriosa ressurreição.

Rejubilem-se, cada vez mais, quantos estiverem nessas condições, porque, hoje e amanhã, são bem-aventurados na Terra e nos Céus.

Humberto de Campos



quinta-feira, 10 de setembro de 2015

MENSAGEM DO DIA




Não existe pecado, existe equívoco.
Não existe punição, existe conseqüência.

Sri Aurobindo

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

PENSAMENTO DE HOJE


Como o vento dissipa as nuvens, assim também a repetição do nome de Deus dissipa as nuvens da mundanalidade.

Sri Sarada Devi

terça-feira, 8 de setembro de 2015

MENSAGEM DO DIA


 Não avalie a eternidade
como sequência de anos-luz,
um passo além na linha que chamamos Tempo.
Eternidade é o momento presente.

A rosa que
vejo, com meu olhar mortal,
floresce em Deus
por toda a eternidade.

O homem tem dois olhos.
Um deles vê tudo o que se move
na transitoriedade do tempo;
o outro, o que é divino e eterno.

O tempo foi criado por você mesmo,
o tique-taque do relógio está na sua cabeça.
No momento em que você detém os pensamentos,
o tempo também se detém.

Se abandonar o seu “eu”,
poderá enxergar a face de Deus.
No momento em que o recuperar,
abandonará a graça divina"".

Do poema "O Tempo e a Eternidade" de Angelus Silesius

A VOZ DA RAZÃO


Uma observação, ainda que supérflua, demonstra que a grande maioria dos homens se conduz como se a vida presente em que se situam não tivesse objetivos outros, senão a satisfação das necessidades imediatas, em todos os campos da sociedade humana. Qual a nossa origem? Por que existimos? Qual o futuro que nos aguarda? Como e onde estaremos após o inevitável desfecho da morte? Existiremos ainda? É assunto de que não cogitam, esquecidos de que obrigatoriamente, em algum momento, todos terão que encarar.
Não será uma questão de querer ou não, pois o conhecimento é um atributo, a cuja conquista ninguém poderá fugir, porque aprender é uma lei! Não importa o tempo, mas a velocidade com que adquirimos o saber demonstra o nível de progresso que conseguimos alcançar. Na medida em que se ampliam essas aquisições, mais se alargarão os nossos horizontes e perceberemos com maior nitidez sua importância e valor.
O conhecimento é tão infinito quanto a própria vida em sua expressão contínua de eternidade.
De nada adianta fingirmos ignorar essas realidades, tapando os olhos, os ouvidos e bloqueando a razão na vã tentativa de alhear-nos da verdade.
Os inteligentes, isentos de preconceitos, lançam-se com determinação na busca das soluções para as interrogações que nos impõe a vida futura. Quanto mais formos avançando, mais se nos tornarão patentes para a magnitude, a complexidade destas interrogações, o que estimulará o desejo de avançar, cada vez com maior intensidade. Infelizmente, a maioria prefere ocultar a própria indiferença pela busca daquelas respostas nos sofismas e desculpas, sem perceber que são as principais vítimas dessa atitude. Retardam a própria ventura, representada pela conquista de uma soma cada vez maior de poder e liberdade.
No entanto, a negligência, a indiferença, a inércia e a má vontade dos indivíduos em nada modificam os fatos reais que constituem o porvir. A acomodação ao menor esforço, em relação ao avanço que necessitam conquistar, apenas alimenta o estado de ignorância sobre a realidade da vida futura, prolongando indefinidamente os sofrimentos e aflições, constituindo-se em obstáculos de que se alimentam as dores, os males e os infortúnios de toda a natureza, o que retarda o advento de felicidade, paz e equilíbrio na vida das criaturas.
Quando Jesus veio à Terra, para ensinar e exemplificar aos homens o caminho que os conduziria ao progresso libertador, deixou explícitas promessas para aqueles que o seguissem, isto é, seguissem seus ensinamentos; mas, essas promessas não se referiam à vida presente material, e sim à vida futura.
Estas verdades o Mestre as ofereceu veladamente através de sublimes parábolas, já que as inteligências da época não poderiam assimilá-las em sua verdadeira plenitude.
Por isso, foram complementadas pelas informações oferecidas por aqueles que, já tendo deixado a vida material e possuidores de grande sabedoria, trouxeram-nas por meio do fenômeno da mediunidade, de que são dotados os missionários incumbidos pelo Mestre de as divulgar, tornando-as acessíveis a quaisquer níveis intelectuais.
Homens, como o francês Allan Kardec e o brasileiro Francisco Cândido Xavier, possibilitaram chegar ao mundo material os conhecimentos sobre o código de inteligência e moral, constituindo--se na Doutrina Espírita, e a farta literatura sobre a realidade da vida além-túmulo e sua interação com os habitantes da vida material.
O Espiritismo é, assim, um permanente convite ao conhecimento da vida futura, dentro dos limites que a razão e a inteligência dos homens possam conceber, e de todas as conquistas que necessitamos empreender, para chegar a ela de corações libertos do mal e repletos de conquistas das virtudes que nos farão felizes e venturosos.
Partamos para a luta! Acomodar-se ao menor esforço é a pior das opções para chegarmos ao cumprimento da sentença deixada pelo divino Mestre: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. (João, 8:32.)

Reformador Nov. 2013

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

PENSAMENTO DE HOJE






Medite no Ser luminoso que resplandece nos recessos de seu coração. Ao identificar-se com Ele, não mais estará confinado ao corpo ou à mente. Vai transcender todas as limitações. Por trás de cada uma e de todas as ondas há um oceano. Se você olhar além da forma da onda, que parece separá-la do todo das águas, irá reconhecer sua unidade com o oceano.

Swami Satprakashananda

domingo, 6 de setembro de 2015

MENSAGEM DO DIA

  
Para toda ação existe uma reação.
Não reclame se, hoje, está colhendo ervas daninhas!
Com certeza, no passado, não plantou nada de bom.
Semeia boas sementes para preparar o seu amanhã!

Maria Luiza


   




sexta-feira, 4 de setembro de 2015

PREPARA HOJE O TEU AMANHÃ


"Reconhecei que a árvore é boa e o seu fruto é bom, ou que a árvore é má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore". (Dos Evangelhos) 
Olha homem, para dentro de ti; examina ao fim de cada dia o que disseste e fizeste. Pondera bem sobre isso e traça teu programa para o novo dia que te espera. 
Se consegues diminuir, dia a dia, o teu acervo de erros, dá graças a Deus e enfeita o coração com a alegria mais pura, porque, assim, poderás vir a ser ainda como a árvore boa que dá bons frutos. 
Ninguém tem o direito de ser mau; todos temos o dever de ser bons. Não te envaideças de algum bem que praticares, porque o muito que deres será insignificante em face do que deverás dar. 
Confronta o teu débito com o teu crédito. Se chegares à conclusão de que é lento o teu progresso moral, não esmoreças e dá maior atenção ainda a ti mesmo, para que possas ressarcir teus erros e tuas deficiências nos dias mais próximos. 
Não deve entristecer-se aquele que, fazendo pouco, faz o que pode, mas aquele outro que, podendo fazer muito, nada faz. Para este, a caminhada será mais árdua, o tempo mais longo e o fardo mais pesado. 
Se os frutos do teu esforço são mirrados, aduba o teu Espírito com o estudo, a compreensão e a exemplificação dos Evangelhos e lança em tua vida novas sementes de trabalho, de caridade, de fé e de autodeterminação para o bem. Não tardará que floresçam em tua alma as boas ações e o teu Espírito sorrirá, satisfeito, por encontrar a Primavera das alegrias santas. 
Alarma-te, porém, se tuas faltas continuam maiores do que as tuas virtudes, porque, então, te semelhas à árvore má, cujos frutos são maus. Não se pode esperar que uma árvore má dê bons frutos. Por conseguinte, amigo, para um instante na corrida louca em que vais. 
Para, e pensa. Olha para o passado, analisa o presente e reflete um pouco sobre o que farás no futuro que desconheces. O "ontem" não tem segredos para ti, porque já o viveste; o "hoje" não te revela mistérios, porque vives em sua intimidade. Mas... E o "amanhã"? Podes traçar belos planos, arquitetar grandes projetos; tudo, porém, sobre hipóteses... 
À noite, na solidão do teu quarto, leva o pensamento a Jesus e faz tua prece com sinceridade e simpleza. Medita alguns minutos sobre o que tens feito de útil aos teus semelhantes e o que poderias fazer e não fizeste. 
Lembra-te, irmão, que não pode colher flores quem semeia espinhos. O passado está morto; o presente morre a todo instante, enquanto o futuro está por nascer... A vida do homem é como o ciclo do Sol: nasce, cresce, esplende; depois, esmaece, declina e desaparece... 
Demais, os Evangelhos ensinam: "Tudo o que quiseres que os homens te façam, faze assim também a eles; pois é nisto o que consistem a Lei e os Profetas." 
Olha, companheiro de trajetória terrena, para dentro de ti; examina ao fim de cada dia o que disseste e fizeste. Pondera bem sobre isso e traça teu programa para o novo dia que te espera.
Conversa contigo mesmo e sê sincero nos teus pensamentos mais íntimos. VAI... PREPARA HOJE O TEU AMANHÃ...

José Brígido /(Indalício Mendes)
Reformador (FEB) Novembro 1947

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

A CONSCIÊNCIA




A consciência é definida como um conjunto de elementos psíquicos, simples ou combinados, intelectivos, afetivos ou emotivos, que ocorrem na unidade de tempo e que nos permitem tomar conhecimento do nosso próprio eu e do mundo exterior.

Vejamos, de início, a importância de que se reveste, para o espiritualista, o estudo da consciência: tomar conhecimento do nosso próprio eu e do mundo exterior.

Os arranjos referentes ao seu trabalho no interior do nosso psiquismo obedecem a duas condições: conteúdo das vivências e mecanismos psicológicos. 

O conteúdo das vivências pode ser estruturado: no campo intelectivo, com atividades elementares ou básicas, de percepção e de memória e, secundariamente, com funções intelectuais; no campo afetivo, com emoções e sentimentos; no campo volitivo, implicando os fenômenos que dependem da vontade. 

Nos mecanismos psicológicos, os objetos estão em relação com a sensopercepção do mundo exterior e pressupõem a noção de espaço e de tempo. 

Há, em nós, uma vivência de espacialidade que nem sempre corresponde ao espaço real. Vivemos num espaço tridimensional. É comum, em certos estados de perturbação emocional, sentirmos alterações nesse espaço tridimensional: parece que a terra nos foge, ou que o céu baixa sobre nós, dando-nos o sentimento de compressão. 

Quanto ao tempo, podemos considerá-lo exterior, ou do mundo, e interior. O tempo exterior, ou do mundo, é o marcado pelo relógio. É aquele que não muda e ao qual estão afetas todas as nossas atividades mundanas. O tempo interior dá-nos a vivência da temporalidade, dá-nos a noção de duração do passado, do presente e do futuro. Encerra, em si mesmo, o fluir do eterno vir a ser. 

Quando estamos tristes, parece que o tempo se arrasta e não tem mais fim. Quando estamos alegres, as horas passam tão rapidamente como se fossem minutos. É, pois, o mecanismo psicológico da consciência que altera a noção de tempo. 

A consciência do tempo é de grande utilidade para o estudante espiritualista. Pelo exercício da retrospecção, tem idéia do emprego do seu tempo durante o dia e prepara-se para aquele intervalo em que terá que rememorar toda a sua vida após a transição. Poderá, ainda, conforme a sua capacidade e persistência, chegar à consciência de vidas passadas, o que, por certo, muito enriquecerá a experiência de sua vida atual. 

Krishnamurti, filósofo indiano, conhecido em todo o mundo através das suas palestras, considera a consciência como o resultado da energia única que é a existência, ao mesmo tempo, condicionada e condicionante. 

Diz ele: “A consciência é o resultado do processo desta energia única. Com a consciência, combinam-se a ignorância e a ansiedade. Essa consciência mantém-se pelas suas atividades volitivas, nascidas da ignorância, da tendência e da ansiedade. Este processo auto mantenedor da individualidade, que é único, que não teve começo, não recebe, por assim dizer, um impulso, não é propelido para a frente por uma outra força ou energia”. 

Atentemos ao que Krishnamurti diz: processo auto mantenedor da individualidade. Esta afirmação harmoniza-se perfeitamente com a Filosofia Rosacruz. Tornando-nos conscientes da individualidade, deixando cair os enfeites da personalidade, só assim poderemos subir para as esferas espirituais, desapegados do fascínio da matéria. 

Continua Krishnamurti: “É um processo que, a todos os instantes, será auto-ativo por meio das próprias exigências volitivas, das ansiedades, das atividades”. 

É esta ativação do processo da consciência que visa a Filosofia Rosacruz ao recomendar o exercício de retrospecção pelo qual, cada vez mais, nos tornamos plenamente conscientes de cada ato da vida diária. 

O homem real, tendo consciência do corpo, é um conhecedor 
deste corpo; mas não é o corpo. Da mesma maneira que estamos conscientes do mundo ao nosso redor, estamos também conscientes das condições do corpo e da mente. Embora sendo conhecedores do corpo e da mente, estamos além deles. O conhecedor tem em si a consciência, que é sua própria essência. Um raio de luz não é consciente de si mesmo e não conhece nada. Mas, a luz espiritual que resplandece dentro de nós está consciente de si mesma e, além disso, consciente de tudo. 

Há uma diferença fundamental entre luz espiritual e luz física. Aquela luz que está presente dentro de nós é a própria essência de nosso ser. 
A mente não é auto-luminosa porque a mente é objetivada. Qualquer coisa que seja objetivada não tem luz em sua essência. Isso foi ensinado pelo grande filósofo e psicólogo Patanjali. 

Há muitos filósofos ocidentais que pensam que a consciência pertence à mente. Mas estados mentais não são conscientes em si mesmos. A mente tem um conhecedor. O Ser é esse conhecedor; o Ser é o homem real. 

O Ser cuja natureza é pura consciência, sempre brilha e é imutável. O Ser é aquele conhecedor imutável, puro, livre, e por natureza imortal; além de crescimento e decadência, e pertencendo à Realidade Suprema ele é perfeito. Essa perfeição existe e sempre existiu dentro de nós. 

No estado de vigília, somos levados pela consciência do corpo. No estado de sonho o ser individual move-se do nível físico ao nível subconsciente. Abaixo do nível de consciência normal, naquela região subconsciente, residem nossas tendências, anseios e as impressões passadas de nossas experiências vividas. No estado de vigília a pessoa tem uma consciência definida do ego, mas quando passa do nível físico ao nível subconsciente, onde todas as impressões são armazenadas, o sentido do ego desperto é perdido. O ego está, então,submerso em uma região onde as impressões mentais encontram-se armazenadas, por assim 
dizer. 

O poder de raciocínio e a vontade não funcionam no estado subconsciente; a imaginação predomina e a emoção está sem controle. A Imaginação cria um sem número de imagens das impressões sutis. No estado de sonho somos privados dos dois grandes poderes que nos 
caracterizam como seres humanos: o poder de raciocinar e o poder da vontade. Realmente, nesse estado estamos à mercê da emoção e da imaginação. 

Então, em sono profundo, nos aprofundamos ainda mais. Bem abaixo do nível de sonho da mente há outro nível - o estado causal. No estado de sonho há diversidades na mente, tais como: amor, sentimento e memória. Mas no estado causal tudo fica homogêneo. 

Por exemplo, na árvore nós notamos variações; mas na semente que contém a árvore em forma latente nenhuma variação é notada. Da mesma forma há um estado causal da mente em cada pessoa, onde todas as operações mentais são completamente silenciadas. Até mesmo a consciência do ego é perdida. 

No sono profundo não temos vontade, nem autoconsciência. Mas quando emergimos ao estado de vigília temos todas as oportunidades necessárias para progredir. Nenhuma realização, nenhum progresso é possível a não ser no estado de vigília. Nenhum progresso acontece no nível subconsciente porque naquele estado não há nenhuma autoconsciência. Semelhantes a esses estados de sono e de sono sem sonhos são os estados de intoxicação, de coma, ou de estados induzidos por drogas ou hipnose. Eles são semelhantes aos estados de sonho e sono sem sonhos porque lhes falta o poder de raciocínio e vontade. 
O estado de vigília é, então, importante para homem. Qualquer realização que ele possa alcançar deve ser no estado em que está desperto, porque é então que ele tem autoconsciência, e esta consciência cria autodeterminação. A autodeterminação é que serve 
como alicerce de nosso poder de raciocínio e poder de vontade. 

O que distingue o nível humano do nível de subumano? O poder de raciocínio e o poder de vontade. No nível subconsciente, somos guiados pelo instinto; mas no nível consciente a ação da vontade prevalece. E não pode haver nenhuma volição, ou poder da vontade, sem o poder de julgamento ou razão. Todo o progresso no nível humano é o resultado da vontade associada com o poder de julgamento. Vemos coisas e ao mesmo tempo julgamos coisas. Os olhos percebem e a mente julga se é bom ou não para nós. Nem sempre o prazer, ou o que é agradável para nós, é necessariamente bom. O cultivo da vida intelectual, moral, ética e 
espiritual - tudo o que distingue o ser humano das outras formas de vida - só é possível no estado de vigília. 

Da mesma maneira que o nível subconsciente está abaixo da consciência do ego, o nível supraconsciente está acima deste nível de consciência. Se quisermos alcançar o estado supraconsciente, isso terá que ser feito através do exercício do nosso poder de raciocínio e do poder de vontade. Temos que nos libertar completamente da idéia de ego, que nos limita. 

Tomando drogas, ou submetendo-nos a outras alterações mentais provocadas por substâncias químicas, perdemos aquele elemento precioso da consciência, que nos torna autoconscientes e autodeterminados, e que nos capacita a cultivar nossa vida intelectual, moral e espiritual. Não somos nada quando perdemos esta autoconsciência. 

Temos que ir além da consciência do ego. Os grandes líderes espirituais que alcançaram o estado supraconsciente enfatizam que a mente anseia pela Verdade. A não ser que a mente mova-se para longe do que é temporal, em direção do eterno, não poderá alcançar essa 
Verdade. Sri Ramakrishna disse: "Enquanto existir uma fibra que se desfia da linha, a mesma não pode passar pelo buraco da agulha". As pessoas que anseiam superar os seus desejos pelos prazeres transitórios e cultivar o anelo pelo eterno devem praticar certas disciplinas para 
alcançar este estado supraconsciente. 

Se pudermos superar o desejo pelo que é transitório, poderemos dar início à nossa jornada em direção do Supremo. Mal e bem são inseparáveis. Não podemos ter o um sem o outro. Enquanto nos agarrarmos ao ego, experimentaremos o bem e mal, vida e morte, crescimento e decadência, alegria e tristeza. 

Se desejarmos ir além da dualidade - do drama de amor e ódio, de sorrisos e lágrimas -devemos nos libertar da dominação da consciência do ego. Os maiores líderes espirituais procuram nos apressar na busca da realização de nosso anelo pelo eterno, pela paz e liberdade. 

Temos que praticar disciplinas físicas e mentais. Somente quando uma devoção natural florescer no coração, e só então, é que se pode efetivamente meditar em Deus. Pode-se pensar intelectualmente que Deus é o Ideal supremo e agarrar-se a isso, mas a menos que se possa desenvolver um natural e espontâneo anelo por Ele a meditação não pode ser praticada com sucesso. Através da meditação profunda, quando a mente está tranquila e serena, pode-se ter a percepção da Realidade. Deus não é somente um Ser pessoal; Ele está manifestado no 
universo inteiro. Ele está em todos os lugares; Ele é a Existência, o Absoluto, o Um. Ele não é uma existência material; é a Luz de todas as luzes; é sempre resplandecente. 

A expansão da consciência somente poderá ser alcançada se sobrepujarmos as limitações do eu. O verdadeiro Ser está sempre brilhando em nosso interior. Quanto mais meditamos nesse Ser, maior será a nossa realização de que não somos nem o corpo físico, 
nem a mente. Somos puro espírito. Quanto mais percebermos esse fato, maior será o nosso sentimento de que não pertencemos a este mundo físico, que pertencemos à ilimitada e Suprema Realidade. 

Temos que desenvolver a consciência espiritual, que nos une com o supremo Espírito. E só podemos chegar a este estado através das disciplinas morais e espirituais. Todos os grandes santos e místicos do mundo pagaram esse preço pelas suas experiências. Quando 
uma pessoa realizar a Verdade Suprema, será conduzida a uma vida livre das fraquezas comuns da humanidade, livre do egoísmo. Ficará estabelecida para sempre na Verdade e na Luz. 

Lê-se no Mundaka Upanishad: 

“Quando Ele, que é imanente e transcendente, é conhecido, diretamente 
experienciado, então todas as dúvidas são dissipadas. Todos os nós do coração, quep rendem uma pessoa a este universo sensível, são completamente desfeitos e todo o Karma passado acumulado é apagado” 

Swami Satprakashananda

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