BOAS VINDAS

Seja bem vindo! Espero que aqui encontre alento, beleza, amor e paz! E que possa espalhar isto para o mundo, que vive tão sedento de tudo isto.



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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

MENSAGEM DO DIA


A causa do seu sofrimento não está na vida exterior, ela se encontra em você, como o ego.
Você impõe limitações a si mesmo e, em seguida, luta em vão para transcendê-las.

Toda infelicidade origina-se do ego; com ele surgem seus problemas. De que serve atribuir aos acontecimentos da sua vida a causa do sofrimento que, na verdade, se encontra dentro de você?
Que felicidade você pode obter de coisas externas a si mesmo? Se a obtém, quanto tempo ela dura?

Se você negar o ego e o abandonar, ignorando-o, você será livre. Se o aceitar, ele lhe imporá limitações e o lançará na luta vã para transcedê-las.
Ser o Eu superior que você de fato é consiste no único meio de realizar a Beatitude que sempre foi sua.

Ramana Maharshi

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

VOCÊ E DEUS



Muitas pessoas, assoberbadas com as amarguras do caminho, não desejam mais pensar em Deus.
Asseguram que se Deus existisse não permitiria tanto sofrimento na face da terra.
Outras admitem a existência de Deus, mas estão certas de que ele não interfere na vida dos homens, deixando-os por conta do acaso.
Há, ainda, pessoas que se decepcionaram com os religiosos e por essa razão não querem mais saber de Deus.
São tantos os argumentos e tão distantes da realidade, que o Criador nem leva em conta nossas infantilidades e continua regendo o universo com justiça, amor e misericórdia.
No entanto, se você não acredita em Deus, isso não importa. O importante mesmo é que Deus possa acreditar em você.
Em verdade, você sempre está bem próximo de Deus, fazendo a sua parte para a manutenção da harmonia do universo, mesmo sem se dar conta disso.
E ainda que não queira admitir, existe um vínculo muito estreito entre você e Deus.
Deus é o Criador.
Você, porém, pode colaborar na obra divina, na condição de co-criador.
Deus é o Pai.
Você, todavia, pode tornar-se genitor triunfante, contribuindo para o progresso do espírito em prol de todos.
Deus é o infinito.
Você, sem embargo, pode, na sua finita posição, colaborar em prol da glória da vida nos corações que transitam na dor.
Deus é amor.
Você, entretanto, pode desdobrar os sentimentos e repartir as fortunas da bondade que carrega, entre os necessitados que o cercam.
Deus é a perfeição.
Você, querendo, pode crescer, mediante o serviço nobre, lapidando suas arestas, a fim de refletir-Lhe a grandeza no espelho da sua purificação.
Deus é a verdade.
Você, também, pode disseminar as lições da divina sabedoria, que refulgem no Evangelho de Jesus.
Deus é o poder.
Você, desejando, conseguirá edificar a felicidade em toda parte, quando queira.
Deus é a harmonia.
Você possui, igualmente, as melodias da excelsa beleza na pauta do coração, podendo, também, cantar baladas de esperança e paz em seu nome.
Deus é vida.
Você não pode conceder a vida a ninguém, é certo, no entanto, poderá salvar muitas vidas que perecem por falta de amparo e socorro.
Deus é a causa primeira.
Você o traz dentro do coração. Desate-o e permita que em você a sua presença gere felicidade em derredor.
Pense nisso!

Jesus disse: "vós sois deuses".

Conduzindo o Pai Criador ao cerne da sua vida, você pode fazer tudo em prol de você mesmo, modificando as paisagens ermas do mundo, a fim de que mais rapidamente se estabeleça o reino dos céus entre os homens.
Pense nisso e faça a sua parte. Porque o Criador, sem dúvida, está fazendo a dele.

(Divaldo Franco)

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

PENSAMENTO DE HOJE


Na concórdia, crescem as pequenas coisas; na discórdia, dissipam-se as maiores coisas.

Seneca

terça-feira, 27 de outubro de 2015

MENSAGEM DO DIA



que destrói o ser humano?
Política sem princípios,
Prazer sem compromisso,
Riqueza sem trabalho,
Sabedoria sem caráter,
Negócios sem moral,
Ciência sem humanidade e
Oração sem caridade.


Mahatma Ghandi

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

LÁ VAI O TREM...


Há dias em que acordo, depois de uns cochilos na janela do mundo, cheio de vontade de dizer algumas palavras. Porém, em cada palavra que me vem à cabeça, mesmo as oxítonas, experimento a sensação de que já a falaram antes de mim. E olha que já vim ao mundo faz tempo. Este planeta envelheceu antes das pirâmides do Egito. Bem antes! E como um trem sem freios corre nos trilhos do tempo sem um apito sequer ao parar na estação da morte, onde alguns descem depois de vencido o percurso do bilhete que receberam quando embarcaram na estação do Limo, local indeterminado de onde Deus extraiu o barro para fazer o homem.

E lá vai o trem...

Sentado à janela, torço para que não sejamos os herdeiros dos últimos resfolegarem dessa locomotiva que Deus nos emprestou para essa viagem imprevisível. É a experiência do “Nada Sei”. Não sei onde embarquei, não sei a estação que desço, não sei para onde vai o trem, não sei onde terminam os trilhos. A única certeza que tenho é de que fui jogado num vagão, viajando com um bilhete de passagem onde está escrito: “Vou indo”. Olho para a paisagem, que passa por mim ao contrário, e tento decifrar o porquê de o trem correr ao avesso de todas as coisas. Para onde eu vou, tudo volta. A minha impressão é de que viajo para a estação do Nada, do Ninguém me esperando. As estações vão passando: Verão, Inverno, Primavera e Outono.

As estações são as mesmas, as palavras sempre iguais em todas as bocas. O mundo é filme de um enredo só com plateias diferentes. Insisto numa palavra que nunca foi pronunciada. Uma basta para que permaneça impressa, como um hieróglifo numa pedra, dizendo aos depois de mim: “Eu estive aqui”. Contudo, descubro, na vaidade da minha procura, que tal palavra não existe, e que o novo é um lugar do futuro distante, tão distante, que o presente não consegue ir. O futuro é ponto de referência para insuflar a alma do viajante, aliviá-lo do cansaço e não desencorajá-lo nos solavancos dos vagões.

E lá vai o trem com o seu vagão de bagagem entulhado de palavras velhas, saídas de bocas recém-embarcadas. E cada Ego falante imagina-se o descobridor da pólvora. Embora o passageiro só tenha uma boca, ela fala demais. Os ouvidos não escutam, os olhos estão turvos, a língua é a protagonista dessa velha era travestida de jovem, que tem a pretensão de ensinar falando o que nunca aprendeu lendo, experimentando ou ouvindo.

Lá vai o trem. A experiência e o estudo cederam lugar ao faz de conta, e a filosofia do achismo espalhou-se pelas bocas. Tudo que reluz é ouro. O silêncio morreu. As palavras loucas que flutuam na atmosfera emitem sons horrorosos e superam as partículas sólidas expelidas pelas chaminés das fábricas. Morre a alma, morre o corpo. E lá vai o trem. Alguém me toca no ombro, acordo, e ele me diz: “O senhor desce nesta estação”.
O que direi ao voltar para casa?

Félix

domingo, 25 de outubro de 2015

À PROCURA DE MIM MESMO



 Quem sou eu?
Quem sou eu antes do mundo dizer quem eu deveria ser?
Não sou meu nome, não sou o meu rg ou meu cpf.
Quem sou eu?
Na busca por mim mesmo, me perdi muitas vezes pelo caminho que não tem fim.
Cai diversas vezes e me levantei até cair em mim mesmo e ver o quanto fui hipnotizado a vida toda por informações externas, por mentiras ditadas pelo sistema, fazendo com que me esquecesesse de quem sou eu.
Minha família me disse quem eu deveria ser, a escola me disse quem eu deveria ser, a igreja me disse quem eu deveria ser, os políticos disseram quem eu deveria ser, a mídia me disse quem eu deveria ser.
Me afastaram da natureza de tal forma que havia me esquecido que também sou um animal e como qualquer animal o meu único objetivo é ser eu mesmo ser pleno, encontrar o meu centro, a minha felicidade e minha paz.
Vivo mais na cabeça do que no coração?
Em que mundo estou então?
Se sou luz, também sou sombra, pois um não vive sem o outro.
Quanta confusão criei em mim mesmo.
Hoje a busca deixou de ser externa, pois como posso entender algo externo, entender o mundo, as pessoas se nem eu mesmo me entendo?
Afinal quem sou eu ou quantos eus existem dentro de mim?
Em meio às neuroses da minha mente, convivo com toda essa informação que ao longo dos anos foram sendo encravadas em minha alma.
Rumo agora à minha viagem interior. Rumo agora ao desconhecido... rumo agora a mim mesmo, algo que desconheço, rumo às minhas sombras, pois só assim quando enfrentar o que tenho de pior encontrarei a minha paz.
Não é fácil olhar para dentro, olhar para si mesmo de verdade.
Quando sento e fecho os meus olhos para meditar percebo a quantidade de informações que tenho do mundo exterior e que batem de frente com todas as respostas que já existem dentro de mim mesmo.
Para acessa-las tenho que enfrentar essa tempestade, tenho que atravessar essa maré furiosa de ondas que querem me destruir.
Sei que preciso nadar e nadar até chegar ao meu centro onde há a calmaria e lá encontrarei a mim mesmo. Terei retornado à minha casa, à minha origem.
Sei que estou aqui só de passagem e por isso tenho que aproveitar essa oportunidade de saber quem sou eu e de agradecer a existência por todos os ensinamentos aqui aprendidos.
O que sou já está aqui em mim mesmo... sempre esteve e só aguarda o momento de emergir e se manifestar.
Algo tão pleno que não precisa ter definição ou nome, pois seria apenas um nome.
Não sou o meu corpo, apenas vivo nele.
Estou voltando para casa...

(Rama)

sábado, 24 de outubro de 2015

SONHOS EXISTEM PARA TORNAR-SE REALIDADE





E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar…
Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de superar.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde.
Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de “amigo”.
Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, “o amor é uma filosofia de vida”.
Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente.
Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais.
Naquele dia, decidi trocar tantas coisas…
Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade.
E desde aquele dia já não durmo para descansar… simplesmente durmo para sonhar.

– Walt Disney –

MENSAGEM DO DIA


Existe algo por trás deste mundo dos sentidos, este mundo de eterno comer e beber, (...) este mundo de aparências ilusórias, egoísta. Existe algo que transcende todos os livros, que está acima de todos os credos, além de todas as vaidades do mundo. Este algo é a realização de Deus dentro de você.

Swami Vivekananda

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

ACASO?


O orgulho nos faz esconder Deus, pela fraqueza do entendimento, colocando-O como acaso, palavra que nada expressa na linguagem dos homens. E quem O desmerece esconde os seus próprios valores, porque dependemos da sua iluminada presença e da sua magnânima existência espiritual. Se o acaso não existe, como compará-lo a um ser que existiu sempre e que tem mais existência do que toda a criação junta? Absurdo dos absurdos!
Nada se faz por acaso. Para tudo existem leis que nos pedem obediência. Para que a harmonia se faça, é justo que observes o mundo em que vives. Não se pode viver sem que se tenha leis para obedecer, e ao infrator vem logo a corrigenda. As coisas espirituais obedecem às mesmas regras e o Comando Divino é vigilante, operando em todos os sentidos para que estas leis sejam cumpridas, no sentido de estabelecer a paz e o bem-estar em todas as direções da vida.
A alma já moralizada é obediente; ela estuda e compreende o que deve ser feito e respeita todos os direitos alheios; por isso é que vive em paz com a consciência. Enquanto não trabalharmos os caminhos traçados e vividos por Jesus, permaneceremos em guerra em nós mesmos e sofreremos as conseqüências da nossa ignorância.
A própria ciência dos homens desmente o acaso, porque para tudo tem uma explicação lógica. A gestação de um filho no ventre de sua mãe ou a formação de um fruto e de uma flor era debitada na conta dos mistérios, atribuída ao acaso, por não se saberem os fundamentos da própria vida estuante e vigorosa em toda a criação. Entretanto, agora, no século vinte, na hora da luz, quando os Céus se aproximam dos homens, ou quando os homens abrem os corações ante outras dimensões da vida, não se deve falar em acaso, por esse assunto marcar ou reavivar os caminhos da ignorância espiritual. O acaso, ainda que tivesse existido, teria morrido por falta de alimento.
Se todo efeito tem uma causa, na dedução comum entre os homens, eis que os efeitos invisíveis estão apoiados em causas mais sutis do que pensas. Em tudo, repitamos, existe um Comando Inteligente que de nada esquece, uma Onisciência operando para a harmonia de todas as coisas. Isso certamente nos dá muita alegria, e a esperança cresce para a dimensão do amor.
O respeito a Deus deve ser o primeiro ato de cada dia, como que uma oração de agradecimento por tudo que recebemos do seu imensurável amor, e esse ato nos colocará mais próximo da sua ação benfeitora. Cumpre-nos esclarecer que Deus está presente em nossa vida e faz o nosso viver, deixando a nossa parte para que a façamos com as nossas próprias forças. Mesmo assim, a sua misericórdia é tamanha que, se pedimos ajuda, além da que Ele nos dá naturalmente, pela sua inestimável bondade e o seu inesgotável amor a todos os seus filhos, Ele nos atenderá. Porém, não nos façamos surdos às suas leis, para que não venhamos cair em novas e piores tentações.
Esqueçamo-nos do nada e lembremo-nos do Tudo. Esqueçamo-nos da inércia e lembremo-nos do trabalho. Trabalhando, esqueçamo-nos do ódio e abracemo-nos, vivendo o amor, porque essa disposição à verdade nos garantirá a paz espiritual e a alegria permanente no coração.
Vamos nos lembrar de Jesus com todo o carinho, Ele que veio anunciar para todas as criaturas o Reino de Deus, lembrando-nos que nenhuma das suas ovelhas se perderia, e que não existe órfão na casa do Pai. Isso significa esperança para todos nós, encarnados e desencarnados, pela presença da Fé. E bom que deixemos bem claro que todas as combinações da matéria são forças de Deus na luz do teu entendimento.

Emmanuel 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

SOMENTE TRÊS...


 Três verbos existem que, bem conjugados, serão lâmpadas luminosas em nosso caminho: aprender, servir e cooperar.
Três atitudes exigem muita atenção : analisar, reprovar e reclamar.Dê três normas de conduta jamais nos arrependeremos : auxiliar com a intenção do bem, silenciar e pronunciar frases de bondade e estímulo.
Três diretrizes manter-nos-ão, invariavelmente, em rumo certo : ajudar sem distinção, esquecer todo mal e trabalhar sempre.
Três posições devemos evitar em todas as circunstâncias : maldizer, condenar e destruir.
Possuímos três valores que, depois de perdidos, jamais serão recuperados : a hora que passa, a oportunidade e a palavra falada.
Três programas sublimes se desdobram à nossa frente, revelando-nos a glória da Vida Superior : amor, humildade e bom ânimo.
Que o Senhor nos ajude, pois, em nossas necessidades, a seguir sempre três abençoadas regras de salvação:
corrigir em nós o que nos desagrada em outras pessoas, amparar-nos mutuamente e amar-nos uns aos outros

PENSAMENTO DE HOJE


O verdadeiro Conhecimento não cria um novo Ser para você, ele apenas dissolve a sua "ignorância".
A Beatitude não é acrescentada à sua natureza, mas simplesmente revelada como seu estado natural e verdadeiro, eterno e imperecível.

Ramana Maharshi

terça-feira, 20 de outubro de 2015

O APÓS VIDA









A morte ocorre no momento da separação do corpo psíquico do corpo físico. Também aprendemos que durante alguns dias o falecido ainda continua preso aqui, no corpo psíquico e, posteriormente, haverá aquilo que podemos chamar de “segunda morte”, quando a consciência abandona o corpo psíquico e vai ocupar o plano de consciência correspondente ao seu nível de evolução. Assim como o corpo físico do falecido fica sem vitalidade, sem consciência, ocorre o mesmo com o corpo psíquico que também não possui consciência, já que esta é um atributo da alma se a vida é movimento e ação é óbvio supor que a vida espiritual seja exatamente o oposto, de quietude e contemplação. Assim, a nossa consciência, nos planos espirituais em que ocupamos (o nível em que nos encontramos antes de nos iluminarmos ao atingir a consciência cósmica), não é agitada pelos fenômenos e acontecimentos (fatos) como ocorre no contato com a matéria.
Estamos vencendo nossa condição animal para, assim, nos humanizarmos. E, temos esta oportunidade toda vez que encarnamos e nos deparamos com situações criadas pelo ego que nos obrigam a profundas reflexões para vencê-las, através do sofrimento dos erros causados por ele mesmo. Certamente que estamos ainda no processo de humanização e, para tanto, precisamos vencer e superar nossa condição e tendência animal.
A conclusão lógica deste raciocínio é que quanto mais vezes uma personalidade alma tenha se encarnado, mais o domínio do ego sobre esta é menos acentuado, da mesma forma que uma personalidade que esteja apenas em suas primeiras encarnações estará completamente dominada por ele.
A ideia que concebemos em relação ao após-vida determina o nosso modo de viver. Certamente são as nossas crenças que têm nos impedidos de apreendermos a bela simplicidade das leis que envolvem o nascimento e a morte.
Hideraldo Montenegro F.R.C. 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

SUICÍDIO: É PRECISO FALAR


Se o homem que fez tantas pessoas sorrir e se emocionar com filmes como “Patch Adams – O Amor é Contagioso” e “O Homem Bicentenário”, também entristeceu o mundo com a notícia de sua trágica morte, em 11 de agosto. O ator Robin Williams, de 63 anos, cometeu suicídio em sua casa, na cidade de Tiburon, na Califórnia. Curiosamente, ele havia protagonizado, em 1988, o filme “Amor Além da Vida”, no qual foi abordada a questão do suicídio sob o ponto de vista espiritual. No longa, o personagem de Williams, que morre num acidente de carro, luta para resgatar de uma região de sofrimento no mundo espiritual a esposa que cometeu suicídio por não suportar a dor de tê-lo perdido.
O problema do suicídio é grave e, infelizmente, pouquíssimo falado. Estima-se que mais de um milhão de pessoas se matem todos os anos no mundo, uma média de uma pessoa a cada 40 segundos.
A prática aparece também nas estatísticas como a principal causa de morte entre adolescentes e adultos com menos de 35 anos de idade. Além disso, há as tentativas frustradas, algo entre 10 e 20 milhões de casos. No Brasil, 25 pessoas se suicidam por dia e 17% da população, segundo a Unicamp, pensa em provocar a própria morte.
O problema do suicídio, no entanto, não é novo. Na “Revista Espírita” de julho de 1862, Allan Kardec destacou notícia divulgada num livro então recém-lançado sobre o número de suicídios na França desde o início do século XIX, os quais se aproximavam dos 300 mil. “De 1836 a 1852, isto é, num período de dezessete anos, houve 52.126 suicídios, ou seja, uma média de 3.066 por ano” – dizia o texto.
Após fazer eloquentes apreciações sobre esses números e o suicídio em si, Kardec recorda o papel do Espiritismo no combate a esse mal: “O Espiritismo nos revela a causa primeira do suicídio, e só ele o poderia fazer. As tribulações da vida são, ao mesmo tempo, expiações de faltas de vidas passadas e provas para o futuro.
O próprio Espírito as escolhe, visando ao seu adiantamento; mas pode acontecer que, uma vez na obra, ache muito pesada a carga e recue na sua execução; é, então, que recorre ao suicídio, o que o retarda, ao invés de o fazer avançar. Acontece ainda que um Espírito se suicidou em precedente encarnação e, como expiação, é-lhe imposto na vida seguinte lutar contra a tendência do suicídio. Se sair vitorioso, progride; se sucumbir, terá de recomeçar uma vida talvez mais penosa ainda que a precedente e, assim, deverá lutar até que haja triunfado, pois toda recompensa na outra vida é fruto de uma vitória, e quem diz vitória diz luta. O espírita haure, pois, na certeza que ele tem deste estado de coisas, uma força de perseverança que nenhuma outra filosofia lhe poderia dar.”
Preocupada também com a questão, a Federação Espírita Brasileira há anos vem tomando medidas para conscientizar sobre a importância de campanhas esclarecedoras contra o suicídio. Entre as iniciativas está o opúsculo “Suicídio, Não!”, disponível em www.febnet.org.br/blog/geral/ movimento-espirita/conselho-federativo-nacional-movimento-espirita/opusculos-campanhas.
Entidades não religiosas também têm contribuído no socorro a potenciais suicidas, como o CVV (Centro de Valorização da Vida), que atende anualmente a milhares de pessoas, gratuitamente, pelo telefone 141, no site www.cvv.org.br ou em seus postos, presentes em 18 Estados e Distrito Federal. Quanto aos Centros Espíritas, vale ressaltar sempre a necessidade de se reforçar na grade de palestras as abordagens sobre o suicídio.



sexta-feira, 9 de outubro de 2015

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

ESTOU EM CONSTRUÇÃO...



Durante a nossa vida causamos transtornos na vida de muitas pessoas, porque somos imperfeitos. Nas esquinas da vida, pronunciamos palavras inadequadas, falamos sem necessidade, incomodamos.
Nas relações mais próximas, agredimos sem intenção ou intencionalmente. Mas agredimos.
Não respeitamos o tempo do outro, a história do outro.
Parece que o mundo gira em torno dos nossos desejos e o outro é apenas um detalhe.
E, assim, vamos causando transtornos. Esses tantos transtornos mostram que não estamos prontos, mas em construção.
Tijolo a tijolo, o templo da nossa história vai ganhando forma.
O outro também está em construção e também causa transtornos.
E, às vezes, um tijolo cai e nos machuca.
Outras vezes, é o cal ou o cimento que suja nosso rosto. E quando não é um, é outro. E o tempo todo nós temos que nos limpar e cuidar das feridas, assim como os outros que convivem conosco também têm de fazer.
Os erros dos outros, os meus erros. Os meus erros, os erros dos outros.
Esta é uma conclusão essencial: todas as pessoas erram. A partir dessa conclusão, chegamos a uma necessidade humana e cristã: o perdão.
Perdoar é cuidar das feridas e sujeiras. É compreender que os transtornos são muitas vezes involuntários.
Que os erros dos outros são semelhantes aos meus erros e que, como caminhantes de uma jornada, é preciso olhar adiante. 
Se nos preocupamos com o que passou, com a poeira, com o tijolo caído, o horizonte deixará de ser contemplado. E será um desperdício.
O convite que faço é que você experimente a beleza do perdão. É um banho na alma! Deixa leve!  Se eu errei, se eu o magoei, se eu o julguei mal, desculpe-me por todos esses transtornos…
                         Estou em construção!

                         TEXTO DE: PAPA FRANCISCO

terça-feira, 6 de outubro de 2015

MENSAGEM DO DIA


O que possui em si a virtude é como uma criança,
O inseto venenoso não crava nele seu aguilhão
A fera selvagem não procura atacá-lo
As aves de rapina não o agarram
Brando são seu ossos, flexíveis seus tendões
Seu abraço pode ser forte
Ignora o sexo, mas possui a plenitude do estímulo
Perfeita é a vitalidade de sua semente
Pode chorar todo o dia e sua garganta nâo enrouquece
Porque nele está a perfeita harmonia
Possuir esta harmonia é conhecer o eterno
Conhecer o eterno é ser iluminado
Quem busca viver apaixonadamente encontra a desgraça
Quem escuta o palpitar do coração ouve aproximar-se a morte
Quando as coisas chegam a seu extremo, começam a declinar
Isto é contrário ao Tao
E o que é contrário ao Tao rapidamente encontra seu fim. 

Tao Te Ching

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

FAMÍLIA PERFEITA



" Não existe família perfeita. Não temos pais perfeitos, não somos perfeitos, não nos casamos com uma pessoa perfeita nem temos filhos perfeitos.

Temos queixas uns dos outros. Decepcionamos uns aos outros.
Por isso, não há casamento saudável nem família saudável sem o exercício do perdão.
O perdão é vital para nossa saúde emocional e sobrevivência espiritual. Sem perdão a família se torna uma arena de conflitos e um reduto de mágoas.
Sem perdão a família adoece. O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente e a alforria do coração. Quem não perdoa não tem paz na alma nem comunhão com Deus.
A mágoa é um veneno que intoxica e mata. Guardar mágoa no coração é um gesto autodestrutivo. É autofagia. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente.
É por isso que a família precisa ser lugar de vida e não de morte; território de cura e não de adoecimento; palco de perdão e não de culpa. 
a
O perdão traz alegria onde a mágoa produziu tristeza; cura, onde a mágoa cusou doença."


(Papa Francisco)

domingo, 4 de outubro de 2015

ALEGRIA E TRANQUILIDADE


A alegria pode sofrer interrupções no caso de pessoas ainda insuficientemente avançadas, enquanto, no caso do sábio, o bem-estar é um tecido contínuo que nenhuma ocorrência, nenhum acidente pode romper; em todo o tempo, em todo o lugar o sábio goza de tranquilidade! Porquê? Porque o sábio não depende de fatores externos, não está à espera dos favores da fortuna ou dos outros homens. A sua felicidade está dentro dele; fazê-la vir de fora seria expulsá-la da alma, que é onde, de facto, a felicidade nasce! Pode uma vez por outra surgir qualquer ocorrência que lembre ao sábio a sua condição de mortal, mas ocorrências deste tipo são de somenos importância e não o atingem mais do que à flor da pele. O sábio, insisto, pode ser tocado ao de leve por um ou outro contratempo, mas para ele o sumo bem permanece inalterável. Volto a dizer que lhe podem ocorrer contratempos provindos do exterior, tal como um homem de físico robusto não está livre de um furúnculo ou de uma ferida superficial; em profundidade, porém, não há mal que o atinja. 
A diferença existente, insisto ainda outra vez, entre o homem que atingiu a plenitude da sabedoria e aquele que ainda lá não chegou é a mesma que se verifica entre um homem são e um convalescente de doença grave e prolongada. Para este a diminuição da intensidade da doença já quase significa saúde, mas, se não se precaver, o mal rapidamente se agrava e volta à primitiva forma; o sábio, em contrapartida, nem pode retroceder, nem sequer avançar mais na via da sapiência. A saúde do corpo está à mercê do tempo e o médico, se a pode restituir, não a pode garantir perpetuamente, e tanto assim é que com frequência o mesmo doente a volta de novo a chamar; a saúde da alma, essa - obtém-se de uma vez por todas - e totalmente! Dir-te-ei agora o que significa uma alma sã: é cada um contentar-se consigo mesmo, ter confiança em si próprio, saber que todos os votos feitos pelos homens, todos os benefícios que trocam entre si não têm a mínima importância para a obtenção da felicidade. Uma coisa passível de acréscimo não é uma coisa perfeita; o homem que quer vir a possuir uma permanente alegria, tem de fruir apenas do que efetivamente lhe pertence. Ora todos os bens a que o comum dos mortais aspira são, de uma forma ou outra, transitórios, pois de coisa alguma a fortuna nos permite a posse para sempre. 

(Séneca)

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A CEGUEIRA MORAL


“11. Vim a este mundo para exercer um juízo, a fim de que os que não veem vejam e os que veem se tornem cegos.
- Alguns fariseus que estavam, com ele, ouvindo essas palavras, lhe perguntaram:
Também nós, então, somos cegos? - Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecados; mas, agora, dizeis que vedes e é por isso que em vós permanece o vosso pecado. (João, 9:39-41)

12. [...] Os médiuns que obtêm boas comunicações ainda mais censuráveis são, se persistem no mal, porque muitas vezes escrevem sua própria condenação e porque, se não os cegasse o orgulho, reconheceriam que a eles é que se dirigem os Espíritos. Mas, em vez de tomarem para si as lições que escrevem, ou que leem escritas por outros, têm por única preocupação aplicá-las aos demais, confirmando assim estas palavras de Jesus:
‘“VEDES UM ARQUEIRO NO OLHO DO VOSSO PRÓXIMO E NÃO A TRAVE QUE ESTÁ NO VOSSO”.
Por esta sentença: ‘Se fôsseis cegos, não teríeis pecados’, quis Jesus significar que a culpabilidade está na razão das luzes que a criatura possua. Ora, os fariseus, que tinham a pretensão de ser, e eram, com efeito, os mais esclarecidos da sua nação, mais culposos se mostravam aos olhos de Deus, do que o povo ignorante.
O mesmo se dá hoje.
Aos espíritas, pois, muito será pedido, porque muito hão recebido; mas, também, aos que houverem aproveitado, muito será dado.
[...] O Espiritismo vem multiplicar o número dos chamados. Pela fé que faculta, multiplicará também o número dos escolhidos.”
Jesus, Mestre por excelência, nos mostra a gravidade de contarmos com uma deficiência espiritual: a cegueira moral, que tem sua causa no orgulho. O orgulho nos impede de percebermos a trave que obscurece nossa visão moral, nos incitando a observar os pequenos argueiros (ciscos) que dificultam o olhar, o entendimento das outras pessoas.
O orgulho nos impede de enxergarmos nossa condição de espíritos eternos, de ler e entender as propostas do Evangelho, como o guia mais seguro para nossa transformação moral. Esta doença moral, tratável se assim o desejarmos, leva-nos à cegueira espiritual, que nos incapacita de sermos homens e mulheres de bem.
A cegueira moral, na sua ambiência escura, não permite que os ensinamentos lidos e recebidos, através da mediunidade com Jesus, sejam luz em nós mesmos. O Espiritismo, relembrando o Evangelho, é mais uma oportunidade de tratamento para as doenças morais, tornadas crônicas ao longo dos séculos, evitando-se que se concretizem em deficiências do espírito.
Por conta da deficiência espiritual, tornamo-nos incapacitados morais, e vivenciamos a desvantagem de não sermos contados entre os escolhidos, perdendo tempo no ciclo evolutivo.
A recomendação maior, a receita para a cura desta doença que tanto nos prejudica, com ressonâncias negativas a toda a Humanidade, seja encarnada ou não, está amplamente explicada no Evangelho, e foi relembrada pelo Espiritismo na sentença: Fora da caridade não há salvação!
A caridade conosco mesmo há de nos estimular o estudo permanente do Evangelho, viabilizando o conhecimento de nós mesmos, primeiro passo para reconhecermos nossa condição de doentes e passarmos a buscar a cura. A partir daí, estaremos no caminho de corrigir ou evitar a deficiência moral, tornando-nos capazes de realizar o bem.
Tendo a caridade, como referência, estaremos usufruindo a vantagem de aproveitar no bem nosso tempo, nossa reencarnação, e assim, no momento solene da morte, em que despertaremos no mundo espiritual, ouviremos o doce convite:
Vinde a mim vós que não enxergavam, mas que agora veem!

Trechos retirados do cap. XVIII de “O Evangelho segundo o Espiritismo” - FEB

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

PENSAMENTO DE HOJE


O único pecado que existe é a ignorância e a única salvação, o iluminar-se. 

 Emerson

TEMA PARA MEDITAÇÃO


 Encontramos "em "Anjo da Luz", livro do Padre Júlio Maria, os seguintes ensinamentos: 
"A predestinação é mais que a providência comum, mais que a providência sobrenatural em geral; é uma providência especial; que assegura aos eleitos graças eficazes para lhes fazer alcançar, infalivelmente, a glória eterna." (páginas 140 e 157) 
"Deus preparou desde toda a eternidade, para os seus eleitos, a beatitude e a glória; e esta preparação é uma eleição, uma predestinação especial, visto não ter sido concedida a todos os homens, nem sequer a todos os cristãos." (página 158) 
Desculpe-nos o reverendo, mas essa doutrina não é do Cristo, não. O que o Divino Mestre ensinou claramente, é que "Deus não faz acepção de pessoas" e "há de retribuir a cada um segundo as suas obras". E isso foi muito bem entendido pelos seus apóstolos, tanto que o Evangelho lhes consigna, entre várias outras afirmações nesse sentido, as seguintes: 
"Importa que todos nós compareçamos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba o galardão, segundo o que tem feito, ou bom ou mau estando no próprio corpo." (II Cor. 5:10) 
"O Senhor espera com paciência por amor de vós, não querendo que nenhum pereça, mas que todos se convertam à penitência.” (II Pedro, 3:9) 
Como se vê, não há aqui nada que se pareça com "providências especiais", nem qualquer coisa que faça supor existam, perante Deus, "eleitos" e enjeitados... 
"A perda de uns e a salvação de outros - argumenta o autor - não inclui nenhuma injustiça da parte de Deus, pois Deus nada nos deve; a salvação é dom gratuito de Deus, e Ele pode dar este dom a quem o quiser. O dono de um objeto não pode dispor dele à vontade?" (página 169) 
Que lógica, hem! Nem mesmo um materialista raciocinaria assim! 
Francamente, se Deus agisse dessa forma, seria mais imperfeito que muitas de suas criaturas. Qual o pai ou a mãe, por exemplo, que, podendo dar algo a todos os seus filhos, haveria de deixar alguns de mãos abanando? 
Ora, se os pais terrenos, com todas as suas limitações, são incapazes de tal iniquidade, atribuí-la ao Pai celestial constitui heresia inominável. 
Mas não é só. Na obra citada, ensina ainda o piedoso sacerdote: 
"Deus faz concorrer o mal à manifestação dos seus atributos e à harmonia de sua obra.(!) 
É fácil compreender isto. O bem é uma luz... O mal é uma verdadeira sombra. A sombra serve, num quadro, para fazer sobressair a luz; uma dissonância serve numa sinfonia para preparar os acordes harmoniosos; o mal, tal uma sombra, uma dissonância, faz sobressair os dons concedidos aos bons." (pág. 167) 
“A obra divina deve a sua harmonia (pasmem!) não somente às irradiações celestes, mas também às sombras do pecado e da reprovação”. 
“Esta sombra divina deve ser iluminada, não somente pela glória dos eleitos, mas também pelo horror terrível e sublime do inferno.” (pág.168) 
É como digno remate a esses raciocínios: “A existência do inferno é uma necessidade; é uma obra de justiça e de amor de Deus," (pág. 170)
Parece incrível, pois não? Mas é o que lá se encontra, apenas, sem os grifos, que são nossos. Como é diferente a linguagem do Cristo! 
"Que vos parece - diz o meigo Rabi da Galiléia - se um homem tiver cem ovelhas, e uma delas se extraviar, não deixa as noventa e nove e vai aos montes procurar a que se extraviou, ATÉ QUE A ACHE? E depois de a achar, não a põe sobre seus ombros, cheio de gosto, e, vindo a casa, diz aos amigos e vizinhos: congratulai-vos comigo, porque achei a minha ovelha que se havia perdido? Assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que fizer penitência, que por noventa e nove justos que não hão mister de penitência." (Lucas, 15: 4 a 7. )
*
Confrontemos, agora, esses doutrinamentos: 
Segundo o autor do livro "Anjo da Luz", Deus predestina alguns eleitos às delícias do céu, cercando-os de graças eficazes para que alcancem, infalivelmente, essa bem-aventurança, enquanto permite que o Mal tome conta do mundo, para perdição do resto da Humanidade! Depois, julga-se no direito de castigá-la, condenando-a ao fogo eterno, e ainda se deleita com esse espetáculo porque... "a obra divina deve ser iluminada, não somente pela glória dos eleitos, mas também pelo horror terrível e sublime do inferno"! 
Com tais ensinos, é de se admirar haja por aí tanto ateísmo e indiferença religiosa? 
Como atrair os homens para a Religião, como despertar neles o amor a Deus, se aqueles mesmos que se inculcam Seus ministros O apresentam desta forma, com esse caráter medonho, mais se parecendo a Satanás?
Segundo o Espiritismo, entretanto, Deus é Pai, imparcial e amoroso. Se exerce a Sua Justiça, dando a cada um segundo o seu merecimento, não se esquece, todavia, dos extraviados, e vai lhes ao encontro, dá-lhes oportunidade de se redimirem (pelas reencarnações expiatórias) e se alegra com isso porque... "não é de Sua vontade que pereça um só destes pequeninos"! 
Qual, leitor amigo, a concepção que mais e melhor exalta os atributos da Divindade?

Rodolfo Calligaris
Reformador (FEB) Jan 1961

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