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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

SUICÍDIO: É PRECISO FALAR


Se o homem que fez tantas pessoas sorrir e se emocionar com filmes como “Patch Adams – O Amor é Contagioso” e “O Homem Bicentenário”, também entristeceu o mundo com a notícia de sua trágica morte, em 11 de agosto. O ator Robin Williams, de 63 anos, cometeu suicídio em sua casa, na cidade de Tiburon, na Califórnia. Curiosamente, ele havia protagonizado, em 1988, o filme “Amor Além da Vida”, no qual foi abordada a questão do suicídio sob o ponto de vista espiritual. No longa, o personagem de Williams, que morre num acidente de carro, luta para resgatar de uma região de sofrimento no mundo espiritual a esposa que cometeu suicídio por não suportar a dor de tê-lo perdido.
O problema do suicídio é grave e, infelizmente, pouquíssimo falado. Estima-se que mais de um milhão de pessoas se matem todos os anos no mundo, uma média de uma pessoa a cada 40 segundos.
A prática aparece também nas estatísticas como a principal causa de morte entre adolescentes e adultos com menos de 35 anos de idade. Além disso, há as tentativas frustradas, algo entre 10 e 20 milhões de casos. No Brasil, 25 pessoas se suicidam por dia e 17% da população, segundo a Unicamp, pensa em provocar a própria morte.
O problema do suicídio, no entanto, não é novo. Na “Revista Espírita” de julho de 1862, Allan Kardec destacou notícia divulgada num livro então recém-lançado sobre o número de suicídios na França desde o início do século XIX, os quais se aproximavam dos 300 mil. “De 1836 a 1852, isto é, num período de dezessete anos, houve 52.126 suicídios, ou seja, uma média de 3.066 por ano” – dizia o texto.
Após fazer eloquentes apreciações sobre esses números e o suicídio em si, Kardec recorda o papel do Espiritismo no combate a esse mal: “O Espiritismo nos revela a causa primeira do suicídio, e só ele o poderia fazer. As tribulações da vida são, ao mesmo tempo, expiações de faltas de vidas passadas e provas para o futuro.
O próprio Espírito as escolhe, visando ao seu adiantamento; mas pode acontecer que, uma vez na obra, ache muito pesada a carga e recue na sua execução; é, então, que recorre ao suicídio, o que o retarda, ao invés de o fazer avançar. Acontece ainda que um Espírito se suicidou em precedente encarnação e, como expiação, é-lhe imposto na vida seguinte lutar contra a tendência do suicídio. Se sair vitorioso, progride; se sucumbir, terá de recomeçar uma vida talvez mais penosa ainda que a precedente e, assim, deverá lutar até que haja triunfado, pois toda recompensa na outra vida é fruto de uma vitória, e quem diz vitória diz luta. O espírita haure, pois, na certeza que ele tem deste estado de coisas, uma força de perseverança que nenhuma outra filosofia lhe poderia dar.”
Preocupada também com a questão, a Federação Espírita Brasileira há anos vem tomando medidas para conscientizar sobre a importância de campanhas esclarecedoras contra o suicídio. Entre as iniciativas está o opúsculo “Suicídio, Não!”, disponível em www.febnet.org.br/blog/geral/ movimento-espirita/conselho-federativo-nacional-movimento-espirita/opusculos-campanhas.
Entidades não religiosas também têm contribuído no socorro a potenciais suicidas, como o CVV (Centro de Valorização da Vida), que atende anualmente a milhares de pessoas, gratuitamente, pelo telefone 141, no site www.cvv.org.br ou em seus postos, presentes em 18 Estados e Distrito Federal. Quanto aos Centros Espíritas, vale ressaltar sempre a necessidade de se reforçar na grade de palestras as abordagens sobre o suicídio.



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