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sábado, 19 de dezembro de 2015

FESTAS DE FIM DE ANO


Vivemos tempos de festas, tempos de reencontro com amigos, que moram fora, e de encontro com a família. Embora, nada seja tão agradável quanto antes, quando nossos pais eram vivos, não podemos negar que mesmo as lembranças são boas companheiras e por elas devemos agradecer.
São tempos de contemplação do Divino e de reflexões.
Quando um ano termina e outro começa, nossos corações se enchem de esperanças. Esperança de um mundo novo e de uma vida nova.
Entretanto, a verdade é que nada pode se modificar se não modificarmos a nós mesmos. Aliás, a única mudança que podemos realizar é a mudança de nosso interior.
É preciso crescer e, para isso, temos que enfrentar nosso lado obscuro e trabalhar seriamente na sua transformação. Somente assim estaremos vibrando numa sintonia mais alta. Quando agimos dessa forma o Universo responde com acontecimentos positivos.
De nada vale nos queixarmos dessa sociedade materialista, violenta, fútil, vazia, amoral, injusta, corrupta, consumista, se nós não nos tornamos pessoas mais espiritualizadas, pacíficas, justas, bondosas e incorruptíveis.
Estudando a História, podemos perceber que todas as civilizações que perderam a viga-mestra de seu sustentáculo, os valores considerados eternos, os mesmos discutidos por Sócrates, Platão, Confúcio, Cristo e tantos outros, caminharam inexoravelmente para o seu fim.
Acredito que o mesmo acontece com a nossa civilização. Ela está seriamente doente e o término de qualquer doença grave costuma ser a morte.
Portanto, é tempo de agradecer e pedir a coragem de nos vermos como somos realmente e começarmos a nossa mudança interior.
Acostumei-me sempre a dizer que existe em nosso planeta o Movimento Silencioso do Bem. O mal é barulhento e enraizou-se em nossa sociedade promovendo a deterioração da mesma. Mas, silenciosamente, ainda há aqueles que promovem o Bem através de ações amorosas.
Estes são a esperança da construção de um mundo novo, de uma sociedade realmente fraterna. Não falo em religiões, mas no Bem. Porque, infelizmente, existe um número enorme de pessoas que, em nome de suas religiões, promovem a discriminação e a violência.
O próprio Papa atual, que governa uma das maiores religiões do planeta, vem falando repetidamente das doenças graves de que sofre a maioria de seus representantes, inclusive aqueles de uma hierarquia superior.
De nada vale a pessoa bater no peito, frequentar os templos, ouvir as pregações, estudar a Bíblia, o Alcorão, o Torá, o Vedas, o Bhagavad Gita ou outro qualquer se não se transforma.
Acho que já é do conhecimento de todos a famosa frase com a qual o Dalai Lama respondeu à pergunta de Leonardo Boff num encontro dos dois. A pergunta foi: “Sua Santidade sabe dizer-me qual a melhor religião?”. Ele esperava que o Dalai dissesse: “O Budismo”, mas ele respondeu: “Aquela que te faz melhor”. É disso que estou falando.
Acho que esta é a hora de nos ajoelharmos, humildemente, diante da Divindade e pedirmos: “Oh, Senhor, me faz uma pessoa melhor para que eu possa ajudar a transformar o mundo e termos, no próximo ano, um ano pleno de novas realizações do Bem”.
Acho que devemos nos lembrar que até pra fazermos alguma crítica aos outros, ao governo ou à qualquer entidade ou instituição, devemos, em primeiro lugar, termos um comportamento exemplar e estarmos trabalhando seriamente em nossa melhoria interior.

Maria Luiza Silveira Teles

( Presidente eleita da Academia Montes-clarense de Letras e membro do Instituto Histórico  e Geográfico de Montes Claros)

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