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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

EXORTAÇÃO


foto jesus deserto


Porque te confundes e te agitas diante dos problemas da vida? Deixe que Eu cuide de todas as tuas coisas e tudo será melhor.

Quando você se entregar a mim, tudo se resolverá com tranquilidade segundo meus desígnios. Não se desespere, não me dirija uma oração agitada, como se quisesse exigir o cumprimento dos seus desejos. Feche os olhos da alma e diga com calma: Jesus, eu confio em Ti.
Evite as preocupações e as angústias e os pensamentos sobre o que pode acontecer depois. Não bagunce os meus planos, querendo impor suas ideias. Deixa-me atuar com liberdade.

Se abandone confiadamente em Mim. Repouse em Mim e deixe em minhas mãos o seu futuro. Faça a sua parte e diga-me frequentemente: Jesus, eu confio em Ti.

O que mais danos te causa são suas razões, suas próprias ideias, e você querer resolver as coisas da sua maneira.


Quando me disser: Jesus, eu confio em Ti, não seja como o paciente que pede ao médico que o cure, porque lhe sugere o modo de fazer.

Deixe se levar em Meus braços divinos, não tenha medo, EU TE AMO. Desejo apenas o seu bem, a sua evolução no caminho da Luz.
Se acredita que as coisas pioram ou se complicam, apesar da sua oração, siga confiando. Feche os olhos da alma e confie. Continue afirmando a toda hora: Jesus, eu confio em Ti.

Necessito das mãos livres para fazer a minha obra. Mesmo que a dor seja forte, a ponto de derramar lágrimas dos seus olhos; Eu estarei com você e com sua família em todos os momentos.

Afirme: Jesus, eu confio em Ti. Confia em Mim, abandone-se em Mim, jogue para Mim todas as suas angústias e durma tranquilo.

Diga-me sempre: Jesus, eu confio em Ti, e verás acontecer grandes milagres. Eu te prometo por meu Amor a você, pois sempre confiarei em ti!


Assim seja.


Autor desconhecido

SILÊNCIO E NÓS




 Consideremos a expressão nos domínios da palavra.
A todos os momentos somos convocados a participar das considerações humanas através dos sons articulados. Nossa condição momentânea exige-nos a condução do pensamento através ora da movimentação da língua, ora da grafia inteligível, na permuta de impressões e na troca de opiniões. O êxito dessa empreitada constante depende, todavia, de como empregamos as faculdades de que dispomos. Falar e escrever bem; falar e escrever mal.
Geralmente, as possibilidades efetivas do homem esbarram na precipitação, e não cedem à providência da calma, na aprendizagem dirigida, senão o tempo estritamente necessário à concatenação fisiológica. Assim, por exemplo, o olhar se dirige às cenas menos enobrecedoras, no campo do mundo, imantado por uma necessidade de alimentação recíproca dos dínamos da alma. A audição quase sempre se aguça às mímicas indiscretas e às insinuações maldosas. As pernas ganham em celeridade, toda vez que chamadas a colaborar na efetivação de intenções terra-a-terra. As mãos se aprestam em escrever páginas histriônicas, dissertações picantes e frases desdenhosas. Indisfarçável a expressão de gozo face às anedotas deprimentes. Em tudo isso, reside a motivação no Espírito, ficando patente que essas injunções, denunciadoras do padrão em que vibramos, não se asilam no automatismo de nossas reações, mas o próprio automatismo se origina na fonte das intenções que nos povoam o ser.
Focalizando especificamente o terreno da linguagem articulada, não nos esqueçamos de que há momentos consagrados à expressão do silêncio. Tanto a pena se aquieta quanto a voz se acautela, em benefício da sociedade.
Completando o seu Moisés, Miguel Ângelo primeiramente silencia. Profundo silêncio rodeia o grande legislador hebreu após a chegada dos Dez Mandamentos, em meio ao Monte Horebe, em pleno deserto do Sinai. As grandes telas não foram compostas entre explosões verbais. Os mestres da música recolhem-se ao mutismo para trazer ao pentagrama a grande voz. As magnas obras literárias não se estruturaram no vozerio dos cafés, nem nas tavernas, entre vinhos inebriantes, mas no silêncio criador, qual o que se nos impõe a indagação ante o céu noturno, quando mergulhamos a alma na vibração divina, disseminada pelo zimbório estrelado.
Assim também, conscientes em nossa esfera de ação própria, esforçando-nos por ascender para Deus, não cultivemos a voz na impostação improdutiva do sofisma, no conselheirismo viciado, ou em criações mentais que se voltarão contra nós de esquina a esquina.
Se formos chamados a pronunciamentos ostensivos, caracterizemos a mediação construtiva em nosso verbo e em nossa escrita.
Não desprezemos, porém, a grandeza do silêncio, aproveitando-o para adentrarmos o próprio íntimo, em busca do amadurecimento.
A palavra é a convicção do próprio homem; é basicamente ela que nos diferencia de nossos irmãos ditos irracionais. Poderá, contudo, ser precisamente ela que nos fará, por vezes, mais fragmentários do que eles mesmos.
Reeduquemo-nos agora. Paulo, perante Félix, e, após, diante de Pórcio Festo e do Rei Herodes Agripa II, não verberou acusações nem vociferou cizânia. Limitou-se a realmente esclarecer. Assim façamos nós.
Jesus, perante Pôncio Pilatos, guardou silêncio.

Anchieta
(Página psicografada pelo médium Gilberto Campista Guarino, na reunião pública de 5 de marco da 1976, na FEB — Seção Rio de Janeiro, RJ.)

Reformador, maio 1976, p. 149.

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