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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A CEGUEIRA MORAL


“11. Vim a este mundo para exercer um juízo, a fim de que os que não veem vejam e os que veem se tornem cegos.
- Alguns fariseus que estavam, com ele, ouvindo essas palavras, lhe perguntaram:
Também nós, então, somos cegos? - Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecados; mas, agora, dizeis que vedes e é por isso que em vós permanece o vosso pecado. (João, 9:39-41)

12. [...] Os médiuns que obtêm boas comunicações ainda mais censuráveis são, se persistem no mal, porque muitas vezes escrevem sua própria condenação e porque, se não os cegasse o orgulho, reconheceriam que a eles é que se dirigem os Espíritos. Mas, em vez de tomarem para si as lições que escrevem, ou que leem escritas por outros, têm por única preocupação aplicá-las aos demais, confirmando assim estas palavras de Jesus:
‘“VEDES UM ARQUEIRO NO OLHO DO VOSSO PRÓXIMO E NÃO A TRAVE QUE ESTÁ NO VOSSO”.
Por esta sentença: ‘Se fôsseis cegos, não teríeis pecados’, quis Jesus significar que a culpabilidade está na razão das luzes que a criatura possua. Ora, os fariseus, que tinham a pretensão de ser, e eram, com efeito, os mais esclarecidos da sua nação, mais culposos se mostravam aos olhos de Deus, do que o povo ignorante.
O mesmo se dá hoje.
Aos espíritas, pois, muito será pedido, porque muito hão recebido; mas, também, aos que houverem aproveitado, muito será dado.
[...] O Espiritismo vem multiplicar o número dos chamados. Pela fé que faculta, multiplicará também o número dos escolhidos.”
Jesus, Mestre por excelência, nos mostra a gravidade de contarmos com uma deficiência espiritual: a cegueira moral, que tem sua causa no orgulho. O orgulho nos impede de percebermos a trave que obscurece nossa visão moral, nos incitando a observar os pequenos argueiros (ciscos) que dificultam o olhar, o entendimento das outras pessoas.
O orgulho nos impede de enxergarmos nossa condição de espíritos eternos, de ler e entender as propostas do Evangelho, como o guia mais seguro para nossa transformação moral. Esta doença moral, tratável se assim o desejarmos, leva-nos à cegueira espiritual, que nos incapacita de sermos homens e mulheres de bem.
A cegueira moral, na sua ambiência escura, não permite que os ensinamentos lidos e recebidos, através da mediunidade com Jesus, sejam luz em nós mesmos. O Espiritismo, relembrando o Evangelho, é mais uma oportunidade de tratamento para as doenças morais, tornadas crônicas ao longo dos séculos, evitando-se que se concretizem em deficiências do espírito.
Por conta da deficiência espiritual, tornamo-nos incapacitados morais, e vivenciamos a desvantagem de não sermos contados entre os escolhidos, perdendo tempo no ciclo evolutivo.
A recomendação maior, a receita para a cura desta doença que tanto nos prejudica, com ressonâncias negativas a toda a Humanidade, seja encarnada ou não, está amplamente explicada no Evangelho, e foi relembrada pelo Espiritismo na sentença: Fora da caridade não há salvação!
A caridade conosco mesmo há de nos estimular o estudo permanente do Evangelho, viabilizando o conhecimento de nós mesmos, primeiro passo para reconhecermos nossa condição de doentes e passarmos a buscar a cura. A partir daí, estaremos no caminho de corrigir ou evitar a deficiência moral, tornando-nos capazes de realizar o bem.
Tendo a caridade, como referência, estaremos usufruindo a vantagem de aproveitar no bem nosso tempo, nossa reencarnação, e assim, no momento solene da morte, em que despertaremos no mundo espiritual, ouviremos o doce convite:
Vinde a mim vós que não enxergavam, mas que agora veem!

Trechos retirados do cap. XVIII de “O Evangelho segundo o Espiritismo” - FEB

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