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domingo, 31 de janeiro de 2016

PAZ E FELICIDADE




Para mim não há nenhum choque entre a ideia de Deus e a própria Ciência. Entretanto, a Ciência tem a sua postura acadêmica de preocupar-se unicamente com o que é tangível e concreto. Aí, porém, ela se contradiz, pois poderíamos dar vários exemplos de objetos científicos que não são concretos: até onde a eletricidade é tangível em sua forma pura? E as ondas do som e da luz?...
Praticamente todos os grandes pensadores, mais cedo ou mais tarde, chegaram a Deus. E muitos , quando o fizeram, passaram a ser desconsiderados pela Ciência, como é o caso de Jung, cuja segunda parte de sua obra, a Psicologia Profunda, é menosprezada pela Psicologia oficial (se é que existe uma...).
Ninguém pode, em termos puramente racionais, discutir a existência ou inexistência de Deus, embora a Física Quântica cada vez mais nos aproxima de uma conclusão positiva. São palavras de uma física notória, cujo nome me escapa: “Como poderia haver tantas coincidências, todo o Universo obedecer a leis perfeitas e coerentes, se não houvesse uma Inteligência Suprema a controlar tudo?”.
O que nos importa aqui, porém, não é entrar neste tipo de discussão, nem convencer ninguém do que quer que seja. Não podemos, entretanto, deixar de pontuar nossa posição: pensamos que a felicidade a paz estão na sintonia absoluta com Deus. Isto não significa, no entanto, que a pessoa tem, necessariamente, que ser religiosa. Uma pessoa bondosa, de pensamentos positivos, que ama o ser humano, respeita e ama a Natureza, está em sintonia com Deus, mesmo que não imagine tal coisa.
Pode-se fazer mil terapias e até ser uma pessoa religiosa, mas isto, não é passaporte para a felicidade. As boas coisas que a vida nos traz são percebidas como boas porque as comparamos com as que consideramos más.
É uma atitude sábia aceitar como parte de nossa aprendizagem as dores que precisamos suportar. Nenhum caminho é desprovido de pedras; nem sempre o céu está sem nuvens. A felicidade dependerá da habilidade de cada um em saber aproveitar cada uma das pedras encontradas para com elas construir o alicerce que será a base de sua capacidade de crescer em força e autoestima.
 Aceitar o que a vida nos traz é sabedoria. No entanto, a sensação de plenitude, de realização absoluta, de paz permanente, para mim,  só poderá ser encontrada em Deus.
Se é impossível definir Deus, podemos, entretanto, sentir-Lhe a Presença. É necessário, porém, que estejamos abertos para isso. Quem só vive mergulhado nos problemas materiais, no torvelinho do dia-a-dia, sem parar para contemplar o Universo, em sua beleza e mistérios, não consegue acreditar em Deus ou O imagina como uma realidade distante e dificilmente deixa que Deus de fato o toque.
Ele está presente em nós. Quando fazemos esse mergulho na quietude,  nós O encontramos. Nós e o Universo somos unos. E todos são unos com o Criador.
A fé inabalável, a confiança firme no amor divino, em Sua presença e misericórdia criam em nós uma harmonia interior, que fato exterior algum pode abalar.
Segundo Elisabeth Leseur, “a alma que se eleva, eleva o mundo”. Portanto, quando amamos, crescemos, nos transformamos para melhor, estamos a melhorar o mundo e a conquistar a paz.
Uma coisa é certa: quem não encontra sua realização em algo é sempre amargo e pessimista, antipático, prepotente, presunçoso ou, então, ao inverso, possui sentimentos de inferioridade e uma aura de derrotismo. Mas, pode essa pessoa ter paz ou alcançar a felicidade?
As pessoas autenticamente religiosas, que enchem seus corações de amor, fé e esperança, conseguem harmonia e paz e enfrentam com mais equilíbrio as situações difíceis da vida.
Se tua alma está nostálgica, integra-te na harmonia do universo e a alegria povoará teu mundo interior. Ao teu lado a Natureza canta hinos de louvor à criação. Aqui e ali, a vida é uma perene canção de amor. Tudo fala de renovação, evolução, alegria e paz. A dor só poderá destruir-te se lhe deres guarida. Se estiveres protegido pela fé, pela esperança e pelo amor, ela não será senão um pequeno espinho que incomoda, mas não chega a penetrar na carne.
Se tiveres olhos para contemplar a beleza, poderás esquecer-te do que é feio. Se tiveres ouvidos prontos a ouvir os hinos de amor que cantam teus irmãos, num testemunho veemente da misericórdia Divina, decerto passarão despercebidas as palavras de rancor, ciúme, inveja ou ofensa.
Se puderes assistir, de coração aberto, a continuação do milagre da vida, às estações que vão e voltam, ao sol que se esconde e, depois, ainda brilha, às plantas que secam e, amanhã, ainda dão frutos; se puderes observar a criança, o jovem, o velho, o casal enamorado; sentir o eterno fluxo e refluxo da vida, poderás encontrar a Deus e ver que há motivos para se viver e ser feliz.

   

Maria Luiza Silveira Teles

(presidente da Academia Montes-clarense de Letras)

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